Sílvio
Estes
últimos dias não tem sido nada agradáveis, a Didi andava a evitar-me e eu não
percebia bem porquê. Mas lá no fundo, surgia a possibilidade de ter sido por
causa dos nossos beijos, ela ter-se-á arrependido e por isso afastado de mim?
Só tinha uma maneira de descobrir, ir falando com ela, pessoalmente, visto que
nem às mensagens ela me respondia…
Fui
até à casa do Tomás para falar com ela. Eles estavam entretidos no jardim a
jogar à bola. Fiquei algum tempo a observa-los, bem na verdade a observá-la…
Fiquei abismado quando vi a Didi jogar, ela jogava maravilhosamente bem e
estava a dar uma abada ao Tomás.
- Tomás mas
ela joga muito e tu saíste completamente esmagado deste jogo! – entrevi
assim que eles acabaram o jogo
- Bem vou
tomar banho! – a Diana ainda nem se quer me tinha olhado, levantou-se,
nunca olhando para mim, e tentou sair dali. Lá estava ela a evitar-me de novo! Impossibilitei-lhe
a tarefa agarrando-a pelo um braço.
- Espera! Preciso
de falar contigo – pedi
Finalmente, ao
fim de estes dias, voltava a vê-la.
Os nossos
olhares estavam cravados um no outro. Consegui perceber que ela ficou nervosa
por eu a ter agarrado e pedido para falar comigo.
- Fiquem à
vontade que eu vou tomar banho – Tomás saiu e deixou-nos a sós
- Então
larga-me! – pediu com uma certa agressividade na voz, que não era de todo
normal na Diana que eu tinha conhecido
- Como é que
eu tenho a certeza que depois de eu te largar tu não foges? – tinha medo que se a largasse ela fugisse e
assim não poderia falar com ela e esclarecer esta situação
- Hã?
- Não é o
que tens andado a fazer nestes últimos dias? – perguntei, um pouco
indignado com a situação
- Eu não
tenho andado a fugir de ti! Por isso larga-me! – pediu-me
- Só te
largo se depois podermos ter uma conversa civilizada os dois! – tinha de
ter a certeza que ela não fugia
- Isso é
chantagem! – acusou-me. Pois era, mas não tinha outra solução.
- Vá lá
princesa, preciso mesmo de conversar contigo! – pedi mais carinhosamente
- Ok –
acabou por ceder algum tempo depois
Larguei-a e ela
afastou-se de mim, ainda que discretamente. Não a estava a perceber, de todo!
- Explica-me
o porquê de te teres afastado de mim – pedi-lhe finalmente
- Eu não me
afastei de ti, simplesmente tenho andado ocupada – como é obvio notei que isto era mentira
- Tão
ocupada que nem tempo tens para responder às mensagens? Didi, não me mintas! –
estava desiludido, não bastava ela ter-se afastado de mim por um motivo que
ainda não percebi, como também me mentia – Afastaste-te de mim devido ao que
aconteceu naquele dia no parque, arrependeste-te? – perguntei, era a única
hipótese que surgia na minha cabeça
- Mais ou
menos, afastei-me um pouco porque precisava de espaço, de pensar… - “espaço”?!
Isso lá no fundo queria dizer que ela se tinha arrependido dos nossos beijos?
- Mas
arrependes-te de me teres beijado? – insisti
A sua falta de
resposta estava a levar-me ao desespero.
- Então
Didi, arrependes-te ou não? – perguntei novamente
- Não sei! Como te disse preciso de pensar! Bem acho que já não temos mais
nada para conversar! Vou tomar banho! – respondeu, para depois sair dali
muito rapidamente não me dando hipóteses de dizer mais nada.
“Não sei” mas
isto era bom ou mau? Porque é que ela não sabe? Se se arrependeu, porque se
terá arrependido? Apesar de ter falado com ela, fiquei na mesma com imensas
perguntas na minha cabeça sem resposta. Fiquei também com a sensação que ela me
estava a esconder algo mais…
Mas por mais
que pensasse não chegava a conclusão nenhuma.
Voltei para casa ainda a pensar na
Didi, quando me lembrei que os meus irmãos, amanhã me vinham visitar. Nem tudo
mau…
***
Era
sábado, e bem de manhã fui buscar os meus irmãos ao aeroporto, já ao final da
manhã recebemos uma visita.
O
Mauro foi abrir a porta ao nosso amigo Tomás.
- Bom dia rapazes – cumprimentou Tomás,
quando chegou ao pé de nós, na sala
- Bom dia – retribuiu o meu irmão mais
novo
O
meu olhar estava direcionado para a porta, na esperança que a Didi tivesse
vindo com ele.
- Não, Sílvio a Didi não veio – informou-me
Tomás
- Não perguntei nada!
- Mas bastou olhar para a tua cara –
constatou o Tomás
- Mas eu já sabia que ela não vinha – pronunciei desanimado
- Na verdade ela não veio porque ainda está a
dormir!
- Aquela miúda não existe! A dormir às –
saquei o telemóvel do bolso das calças e vi as horas - 11:57? – foi impossível não sorrir
- Pois. Mas olha como correu a conversa com
ela, ontem? - perguntou
- Ela não te contou? – sempre pensei que
a Didi e o Tomás tinham uma amizade muito especial e que contavam tudo um ao
outro
- Nop, a Didi agora não me conta nada, pelo
menos sobre ti – informou-me o Tomás
- Ela só me disse que queria espaço para
pensar! – contei-lhe
- Chateaste-te com ela? - perguntou-me o
meu irmão mais velho – Ah por isso é que
andas com esse mau feitio desde que chegamos – associou
- Paremos lá de falar na Diana. Tomás, vieste
cá porquê, queres alguma coisa? – questionei-lhe
- Vinha convidar-vos para virem jantar lá em
casa, aquilo está uma beca parado, os meus pais foram passar o fim-de-semana
fora e a Didi anda um bocado… -fez uma pausa, tentado encontrar a palavra
certa - quieta demais, digamos assim.
Por isso podiam ir jantar lá a casa para convivermos e nos distrairmos –
propôs
- Eu por mim alinho! – aceitou o Mauro
- Eu também – imitou o Dino
- Não sei, acho que não é lá muito boa ideia!
– disse pensando na Didi, provavelmente ela não iria gostar muito de ter a
minha companhia para o jantar
- Anda lá, sou eu que tou a convidar e não a
Didi! – tentou convencer-me
- Mas ela é capaz de não achar lá muito boa
ideia! – tentei faze-los ver o meu ponto de vista
- Vocês são meus amigos, não vos vou deixar
de convidar para irem lá a casa só porque tu a e Didi tem uma relação estranha
– adjetivou sorrindo
- Vá, está bem, eu vou! – acabei por
ceder, pois no fundo também queria estar um pouco com ela. Podíamos nem sequer
conversar, mas para mim poder vê-la já era muito bom.
Diana
Era
sábado e eu estava tão molenga que fiquei na cama até à hora do almoço, só me
levantei quando o Tomás me foi chamar ao quarto, dizendo que o almoço estava
pronto.
Levantei-me,
fui até à casa de banho, olhei-me ao espelho, tinha umas olheiras, resultado da
noite mal passada, na minha cabeça passavam um turbilhão de pensamentos, todos eles relacionados com
a mesma pessoa, claro, nestes últimos dias tudo se tinha resumido a isso. Lavei
a cara e desci ainda em pijama,
não havia problema pois os pais do Tomás tinham ido passar o fim-de-semana
fora, estando só eu e o Tomás em casa, por isso estava à vontade.
- Bom dia – saudei melancolicamente
- Muito bom dia, menina dorminhoca!
- Desculpa, nem te ajudei a fazer o almoço!
– pedi sentando-me ao seu lado na mesa
- Não faz mal Didi, ajudas-me no jantar que
bem vou precisar!
- Vais precisar, então? Por mim uns simples
ovos mexidos chegam! – brinquei
Hoje
já não estava tão mal humorada como nos outros dias, continuava triste, por
causa do Sílvio, isso era inevitável, mas tentava disfarça-lo ao máximo, pois
não queria ser de todo mal-educada para o meu melhor amigo, ele não tinha culpa
de nada e não merceia.
- E acredita que os meus ovos mexidos são bem
bons! – sorrimos – Mas o jantar não
vai ser ovos mexidos. Vais-me ajudar a fazer algo mais elaborado! – quase
que ordenou
- Mais elaborado? Para quê? Vem alguém cá
jantar, é? – perguntei, levando a primeira garfada à boca
- O Mauro e o Dino chegaram hoje de Lisboa
por isso convidei-os para virem cá jantar! – engasguei-me assim que ele
disse isto
Acalmei-me
e uma réstia de esperança invadiu-me. Ele não tinha falado no Sílvio, se calhar
convidou só os irmãos dele, não Diana, isso não faria sentido!
- E o Sílvio não vem? – perguntei com
medo de uma resposta afirmativa
- Porquê, querias que ele viesse?! –
provocou-me
- Não, é-me indiferente! – disfarcei – Só achei estranho porque disseste que
convidaste os irmãos dele, mas não disseste que o tinhas convidado a ele.
- Não me mintas, ele não te é indiferente! E
é claro que ele vêm! Mas falando no
Sílvio tenho de esclarecer aqui umas cenas! Precisas de espaço para pensares no
quê?!
- Tiveste a falar com o Sílvio? –
rapidamente associei
- Sim! Já que tu não me contas nada -
resmungou
- Ele está muito desiludido comigo? –
perguntei, pois eu odiava desiludir as pessoas, principalmente aqueles de quem
mais gosto e que confiam em mim, ou confiaram
- Não sei se ele está desiludido, mas vê-se claramente
que ele anda triste – contou-me
Custava-me
tanto estar a magoá-lo, a faze-lo sofrer, que às vezes dava-me uma súbita
vontade de lhe contar tudo, de lhe dizer toda a verdade, de lhe explicar todos
os meus medos e de ficar agarradinha a ele para sempre mas depois caia na
realidade e percebia que isso não passava apenas de um sonho.
- Explica-me lá, Didi! – pediu-me
- A minha vida está toda em Lisboa, não quero
e nem acredito em relações à distância! – decidi abrir o jogo com ele, numa
versão resumida
- Então sempre admites que gostas dele!
- Nunca te escondi isso! Mas vou deixar de
gostar! – afirmei convicta
- Então mas só por causa disso que te
afastaste dele?
- Só? Eu não consigo esquece-lo vendo-o
todos os dias!
- Então porque não lhe contas a verdade?
Explicavas-lhe o teu ponto de vista… Não seria bem mais fácil do que tu e ele
estarem a sofrer? – sugeriu
- Não tenho coragem – admiti baixando o
olhar
- A minha Didi, que sempre foi uma mulher
super corajosa, que nunca teve medo de dizer aquilo que sente, sempre teve uma
lata descomunal, dizia as coisas e só depois pensava nelas, onde anda essa
Didi?! – perguntou-me sorrindo, recordando a Didi de à uns anos atrás
- As circunstâncias da vida obrigaram-na a
mudar! – disse friamente dando mais uma grafada na comida
- Ah logo vi! Esquece o passado! O que já
foi, já foi, não podes viver o presente com medo que o passado se repita! –
aconselhou-me
- Chega desta conversa. Pode ser? – pedi,
não gostava de falar sobre o passado
- Não podes fugir eternamente! Mas como é com
o jantar? Podes ajudar-me? Não haverá um mau ambiente entre ti e o Sílvio?
- Sim, eu ajudo-te com o jantar e quanto ao
resto, não sei! – avisei-o
- Mas promete-me que não vais arranjar
problemas com o Sílvio! – pediu-me
Eu
não tencionava aproximar-me de novo do Sílvio, mas pelo menos durante o jantar
podia ou menos não fingir que ele não existia. Tentaria fazer isto pelo meu
melhor amigo, e claro, embora não admitisse por mim, pois eu tinha saudades de
estar com o Sílvio numa boa, sem problemas.
- Vou tentar!
***
Passei
uma tarde bem animada com o meu melhor amigo, preparamos uma lasanha para o
jantar e para sobremesa fizemos crepes. É claro que nós os dois juntos na
cozinha, só deu foi brincadeira. Depois de deixarmos tudo preparado para o
jantar fomos tomar um belo banhinho.
Vesti
algo simples, pois afinal era só um jantar em casa, com uns amigos.
Só?!
Diana, vais jantar com o Sílvio. Um nervoso miudinho surgiu em mim. Como é que
me encararia depois da nossa conversa de ontem? Depois eu ter andado a fugir
dele? Depois de eu lhe ter pedido espaço?
Deixei-me
de perguntas e incertezas e desci até à sala. O Tomás ainda não tinha tomado
banho, e depois dizem que as mulheres é que demoram tempo a arranjarem-se!
Ouvi
a campainha tocar e tremi da cabeça aos pés. Encaminhei-me para a porta,
preparando-me psicologicamente para voltar a ver o Sílvio. Respirei fundo e
abri a porta.
- Boa noite rapazes – saudei
- Boa noite – retribuíram em coro
O
Mauro era aquele que estava mais próximo de mim, em seguida estava o Dino e
mais ou menos ao lado do Dino estava o Sílvio. Ainda não o tinha olhado
diretamente, estava focada no Mauro, pela simples razão de não ter, ainda, de
encarar o Sílvio.
- Entrem! – pedi cedendo algum espaço
para eles passarem
Mauro foi o primeiro a faze-lo dando-me dois
beijinhos, dei também dois beijinhos ao Dino e ambos seguiram para a sala.
- Necessitas de espaço ou… posso? –
perguntou aproximando-se mim
- Sim podes! – respondi, dando-lhe
autorização para me cumprimentar com dois beijinhos. Não resisti a dizer-lhe
que sim, quando estava perto dele não conseguia resistir! Sílvio deu dois
beijinhos muito próximos dos cantos da minha boca. Estremeci de novo as sentir
a sua pele na minha, ao sentir a sua respiração na minha pele, a sua barba…
- Gostei de saber que, apesar de quereres
espaço, ainda tremes por mim. Será que também ainda ficas envergonhada? –
perguntou retoricamente, sorrindo. Ai que sorriso, tão perfeito que me fazia
sorrir também - Estas linda, aliás não
estás, tu és linda! – foi inevitável, corei novamente nas “mãos” do
Sílvio. Por muito que quisesse não conseguia controlar. Ele sorriu
descaradamente ao ver-me corar – É bom
saber que sim! - admitiu
- Não me provoques! – pedi afastando-me
dele
Fui
até à sala, onde o Tomás já figurava entre os presentes.
- Bem, bora jantar? Estou cá com uma larica!
– disse esfregando a barriga
- Então e o que é o jantar? – perguntou
curioso o Mauro
- É lasanha! Fui eu e a Didi que fizemos
- Isso é seguro? – perguntou num tom
brincalhão o Dino
Eles
foram sentar-se na mesa e eu fui buscar a lasanha ao forno, pu-la na mesa.
- Bem isto é assim: se a lasanha estiver
deliciosa fui eu que fiz! – sorri convencida – Se estiver intragável, é claro que foi o Tomás que fez! – brinquei gerando
gargalhadas de todos
- É mais ao contrário. Toda a gente sabe que
eu sou um ótimo cozinheiro! – gabou-se
Quando
ia para me sentar, no único lugar vago, é que reparei que esse lugar era mesmo
em frente ao Sílvio. “Fogo, que sorte”, pensei.
Começamos
a jantar e para meu espanto a lasanha até estava boa.
- Não sei quem é que fez, mas isto está muito
bom – felicitou o Mauro
- Claro que está bom, fui eu que fiz! –
gabou-se novamente o Tomás.
Como
ele estava ao meu lado, não hesitei e dei-lhe um carolo. Foi risada geral.
- Esta foi por seres mentiroso!
- Antes mentiroso que ocultar a verdade! –
sussurrou-me ao ouvido
- Não interessa quem fez, o que interessa é
que isto está muito bom, por isso só pode ter sido a Didi a fazer! –
brincou também o Sílvio
- Não acreditam que fui eu a fazer? –
perguntou o Tomás
- Se fosses tu a fazer isto estava salgado ou
muitíssimo picante – entrou também na brincadeira o Dino
Foi
inevitável não nos rirmos. O Jantar estava a ser animado, pelo menos até ao
momento, porque depois tanto eu como o Sílvio deixamos de intervier na
conversa, que estava assim cingida ao Tomás, ao Dino e ao Mauro.
Eu e
o Sílvio mantínhamo-nos calados, já há algum tempo. Mas apesar de estarmos
calados parecia que comunicávamos com o olhar, o que era ainda mais incomodador
e constrangedor.
Esta
troca de olhares já estava a dar comigo em doida. Fui salva pelo meu telemóvel,
que começou a tocar. Mentalmente agradeci a todos os santinhos por este
“salvamento”.
- Desculpem – pedi imediatamente
Peguei
no telemóvel e fui ver quem me ligava. Mano Dário, sorri. Antes de atender pedi
educadamente – Com licença
- Olá titi – a voz do meu pequenino
sobrinho de 4 anos fez-me sorrir ainda mais
- Ohhh, olá meu amor – disse
carinhosamente levantando-me da mesa e indo em direção à sala, para estar mais
à vontade
De
repente oiço atrás de mim uma cadeira a arrastar, olho para trás e o Sílvio
levantava-se bruscamente, observei-o e ele nem me olhou, e saiu apressadamente
com cara de poucos amigos. Oh não! Ele deve ter ficado a pensar que eu tinha
outro, ou assim!
- Titi, titi, titi, ainda estás ai? Papá,
acho que a titi desligou! – falava o meu pequeno sobrinho
Impus
a mim mesma esquecer-me do Sílvio por momentos e concentrei-me no seu sobrinho.
Depois falaria com o Sílvio, pois apesar de me querer afastar dele, não queria
que ele ficasse a pensar que eu tinha outro ou que tinha sido por causa de
outro que eu me tinha afastado dele.
- Não, Simãozinho a titi está aqui! –
disse-lhe. Ele tratava-me por “titi” porque segundo a lógica deste pequenino se
eu me chamava Diana e as pessoas me tratavam por Didi, logo se eu era tia dele,
ele tratava-me por titi, achava imensa graça!
- Titi, eu tenho saudades tuas – disse,
podia imaginar o seu ar enternecedor ao dizer isto
- Eu também, campeão –
eu adorava brincar com ele, sentia-me criança novamente
- Quando voltas? Eu tenho uma coisa para te
mostrar – disse super entusiasmado
- O quê?
- Já consigo fazer aquela finta que tu me
ensinaste! – contou muito contente
- Ai é? Então quando eu voltar quero ver
isso, campeão!
- Agora o papá quer falar contigo, adeus
titi! – despediu-se
- Adeus Simãozinho!
- Mana, desculpa lá ter ligado mas o Simão
não se calava, queria mesmo falar contigo – desculpou-se o meu irmão
- Não faz mal, Dário. Então está tudo bem por
ai?
- Sim, apesar do Simão passar a vida a
perguntar quando é que tu regressas para jogares à bola com ele! –
rimo-nos, o meu sobrinho era adorável – E
por ai?
- Também, Madrid é lindo! – sim Madrid é
lindo, mas as pessoas que vivem em Madrid são mais! Didi! Reprovei o meu
próprio pensamento.
- Ainda bem! Manda um abraço ao Tomás e
juízo!
- Sim paizinho! Tu nunca mudas! Vá adeus
- Beijinho – desligou e fui a passo
acelerando até à sala de jantar
- O Sílvio ficou a pensar que… coiso? –
atrapalhei-me um pouco com as palavras
- Claro, né?! Meu amor? Digamos que ele
ficou muito decepcionado – respondeu-me o Tomás
- Compreendo. Eu não quero magoá-lo! – disse-lhe
triste
- Ás vezes não parece! – acusou-me
Dino
e Mauro olhavam-nos com cara de quem não estava a perceber nada.
- Foi o meu sobrinho que me ligou! –
expliquei-me – Onde é que o Sílvio foi?
– perguntei-lhes
- Mas tu fazes intenções de ir lá?! –
perguntou surpreendido o Tomás
- Claro! Posso ter-me afastado mas isso não
me impede de ir esclarecer um mal-entendido – Tomás só me sorri
- Não sabia que o que o Sílvio pensava tinha
assim tanta importância para ti! Mas fico feliz, afinal o que tu sentes não se
reflete nos teus atos! – comentou sorrindo
- Vão-me dizer para onde é que ele foi ou não?!
– perguntei já impaciente
- Ele saiu para o jardim, pode estar lá ou
então já está em casa – informou-me o Mauro
- Obrigada – agradeci quando já ia em
direção ao jardim
Entrei
no jardim mas não o vi. Apressadamente, fui até à sua casa, não foi preciso procurar
muito visto que o Sílvio estava no jardim sentado numa espreguiçadeira com as
penas em cima da mesma e agarrado aos joelhos. Ele olhava o horizonte, um olhar
que, para mim, era indecifrável. Mesmo com receio da sua reação a aproximei-me
dele.
- Sílvio…
Como correrá esta conversa?
A noite ainda reservará mais alguma surpresa?
Olá :)
Desculpem a demora, mas como esta semana
tive doente, isso tirou-me vontade de escrever :(
Fiquei feliz por ver os comentários do capítulo
passado, é sempre muito gratificante saber que vocês gostam daquilo que eu
escrevo. E quanto a algumas pessoas não comentarem com frequência, por acharem
que estariam a ser repetitivas, eu percebo, mas tentem perceber também que é
sempre bom para mim saber qualquer reação vossa, nem que seja um simples smile
como comentário :)
Quanto à música de hoje, não sabia
bem qual é que haveria de pôr por isso escolhi uma das milhentas que eu gosto
dos Coldplay. "Talk", até acho que se enquadra ligeiramente no capítulo
:)
Ah e não me posso esquecer, que quero
dedicar este capítulo à Ana Laranjeira, como forma de agradecimento por tudo!
Muito obrigado :)
Como sempre, espero que tenham gostado,
apesar de o capítulo hoje ser grande espero que não tenha sido maçador.
Beijinhos
Didi Martins


Olá!
ResponderEliminarUi Didi põe-me a vontade toda em cima da mesa ou da espreguiçadeira ou la o que é! xD
Isto deu mesmo bronca!
Mas eu ja espero pelo proximo porque acredito que se vai resolver!
Beijo
Ana
como é que eu já sabia que ias terminar o capitulo logo nesta parte-?? mas isso nao se faz porque implica que terei de esperar para saber como vai correr a conversa! mas aposto que eles se vao entender, assim espero!! :))
ResponderEliminarfico à espera do proximo!!
beijinhos
Adorei publica rapido.bjs
ResponderEliminargosto muito *-*
ResponderEliminarBeijinhos, e se puderes, vê http://my-cute-12.blogspot.pt/ , obrigada $:
Oláa querida, adorei o capítulo, e "adorei" ainda mais como terminaste o capítulo :c (:Bb)
ResponderEliminarOlha linda, foste nomeada para o Liebster Blogg Award no meu blog. :)
http://mythougsnf.blogspot.com/2012/09/liebster-blog-award_10.html
Beijinhos*
Olá :)
ResponderEliminarADOREI!
Gosto mesmo muito do capitulo e da maneira como escreves! :)
Fico à espera do próximo ;D
Beijinhos
Rita