terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano Novo

Oláááá :)
Passei por aqui para vos desejar um excelente 2014, que os melhores momentos de 2013 sejam os piores de 2014!
Para mim pessoalmente 2013 foi dos melhores anos da minha vida, e para vocês? Que balanço fazem de 2013?
O balanço que faço da fic em 2013 é que apesar de não ter postado tantos capítulos como em 2012, foi um bom ano ao vosso lada, recheado de emoções e muito amor, não acham? Para vocês qual foi o momento mais marcante da fic neste ano? Que esperam que aconteça na fic no próximo ano?
Espero pelas vossas respostas, deem ideias, pode ser que as utilize.
FELIZ 2014 
Beijinhos
Didi Martins
 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Capítulo 34 - Sonhos e Desilusões

Acordei numa ancisa total. Estava com uns nervos. Dentro de momentos iria saber se o secundário tinha valido a pena, se todo o meu esforço iria ser recompensado, se todas as horas, dias e noites que estudei tinham valido a pena, se o meu sonho de criança se iria realizar...
Apetecia-me ligar ao Sílvio, precisa de ouvir a sua voz, precisava do seu apoio, que ele me agarra-se na mão e me desse um beijo na testa. Não sei o que ele andava a fazer agora, às tantas ainda estava a dormir, como teve jogo ontem deve estar cansado. Decidi então apenas lhe enviar uma mensagem, ainda fui a tempo de não cometer o erro de enviar sms pois era demasiado caro enviar sms's para outro pais, como tal liguei o wi-fi do meu telemóvel e enviei-lhe uma mensagem no facebook.

Para: Sílvio Sá Pereira
Bom dia, amor <3
Tenho saudades tuas, sinto a tua falta, precisava de ti agora... Desculpa-me estar a mandar mensagem a esta hora, sei que deves estar cansado ou talvez ainda estejes a dormir, mas era só para te dizer que te amo e sinto a tua falta :c
Beijooooooo*


Peguei no meu PC e fui até à sala de jantar onde o deixei em cima da mesa, a mesma onde os meus pais já tomavam o pequeno-almoço.
- Bom dia filhota! Então dormiste bem? - perguntou o meu pai
- Bom dia! Não pai, estou tão nervosa... - revelei
- Calma, filha - a minha mãe tentava acalmar-me
- Eu quero muito isto... - respirei fundo - Mas pronto se não conseguir, não é o fim do mundo - tentava preparar-me para o caso de não entrar. Mentalmente pensei que se não entrasse teria caminho aberto para aprofundar a pesquisa das universidades em Madrid. Ai Didi para de pensar nessas coisas agora, exigi a mim mesma - Mas eu vou entrar - disse convicta
- Esta sim é a minha filha! Sabes o pai quer dizer-te umas coisas - notei que o meu pai estava um pouco nervoso - Independentemente de entrares ou não em economia na Universidade Nova de Lisboa para mim já é um orgulho imenso tu teres tentado e teres dado tudo o que tens por isso, o pai está muito orgulhoso de ti e tenho a certeza que os meus olhos estão diante da melhor futura economista que este país já teve - vi uma lágrima no canto do olho do meu pai, a minha reação foi dar-lhe um forte abraço


*** Lembrança ***
 
- Então e a sua menina já sabe o que quer fazer na vida? - perguntava-me uma colega de trabalho do meu pai, num daqueles almoços secantes que as empresas fazem com os seus trabalhadores e respetivas famílias
- A minha filha vai ser economista, tal e qual como eu - disse o meu pai, notava-se o orgulho nos seus olhos. Eu escutava atentamente a conversa ao lado do meu pai.
- Sabe isso não é nada bom, eu nunca deixaria um filho meu ter a mesma profissão que eu, seria obrigá-lo a escolher essa profissão, os miudos devem ter liberdade para fazerem aquilo que gostam - comentou num tom despresável a tal senhora
- E quem lhe disse que eu fui obrigada a escolher economia? - entervi na conversa num tom de menina de nariz empinado, mas era o que a senhora merecia - Eu nunca na vida seguiria uma coisa que não gostasse, que não sentisse vocação... Eu vou seguir economia porque eu quero! O meu gosto pela economia ultrapassa o facto do meu pai ser economista, é claro que isso também tem a sua influência. É natural todos os filhos acabam por ter admiração pelos pais, mas sabe uma coisa minha senhora? Eu até acho que o meu pai preferia que eu fosse jogadora profissional de futebol, é muito mais o sonho dele do que eu ser economista... mas o meu pai ficará orgulhoso de mim independentemente daquilo que eu siga - o meu pai estava petrificado a olhar para mim, mas no fim lá soltou um sorriso, enquanto a senhora, no seu ar arrogante apenas se virou para outro lado.
***

Sorri com a minha pequena lembrança. Isto era realmente muito importante para mim. De uma coisa eu tinha a certeza, o meu pai orgulhava-se de quem eu era, e isso deixava-me completamente babada e satisfeita.
- Mas sabes filha, também aposto que se quissesses ter seguido futebol, te tornavas numa grande jogadora - expressou o meu pai num tom mais brincalhão. Este sempre foi um sonho do meu pai, ele adoraria que eu tivesse dado continuidade à minha carreira desportiva, mas infelizmente, tinha abdicado dela na altura em que decidi por a escola em primeiro e único plano, não tinha tempo para tudo... no entanto ele não reprovou a minha desistencia, eu sei que no fundo ele ficou triste, mas ele sempre aceitou e apoiou a minha decisão.
- Pai, já está na hora, vou ligar o PC... - informei, ao mesmo tempo que os meus dedos termiam ao escrever a palavra passe
A minha mãe e o meu pai deram-me a mão, arranjei forças no seu olhar, respiei fundo e olhei para o ecrã.
 
- Entrei! EU ENTREI NA NOVA! - disse aos pulos, radiava de felicidade
- Parabéns filha, eu sabia que conseguias - falou a minha mãe
- Obrigada, mãe! Ai ainda nem acredito! - olhei novamente para o meu portátil para confirmar. Não, não me tinha enganado, eu tinha mesmo realizado o meu sonho
No meio da minha felicidade oiço o meu telemóvel a dar sinal de notificação. Fui ver quem era, enquanto os meus pais retomaram a sua refeição.

De: Sílvio Sá Pereira
Bom dia minha princesa <3
Desculpa, mas só acordei agora :s Eu tambem estou a morrer de saudades tuas... Tu estás bem? Amor, sabes que podes mandar mensagem a qualquer hora...
Já sabes se entraste?


Para: Sílvio Sá Pereira
Consegues ir agora ao skype?

De: Sílvio Sá Pereira
Claro, em 5min estou la ;)

- Vou arranjar-me, já venho - peguei no meu PC e segui até ao meu quarto
Antes de sair do meu e-mail, vi em que dia começavam as aulas, começavam dia daqui a vinte dias, faltavam vinte dias para a minha vida mudar, vinte dias para começar a viver na grande capital, vinte dias para ter mais de 600km a separar-me do meu amor...


Sílvio

Dormir sem a minha princesa era estranho, sentia a sua falta. No entanto fiquei na cama a molengar, só mesmo porque os lençois ainda tinham o seu doce cheiro.
Mas estava na hora de me levantar, tinha de ir saber as novidades. Rapidamente, vi a sua mensagem e fui ligar o meu portátil.
- Deseja restaurar a última seção? - li a notificação que aparecia - Estranho, não me lembro de ter deixado a net ligada da última vez que cá vim - pensava em voz alta - Ahh mas vamos la ver o que é isto - cliquei no botão "sim" e fiquei petrificado - O quê?! - a Didi estava disposta a abdicar do seu sonho só para ficar perto de mim?! Esta era a maior prova de amor que alguém alguma vez me tinha prestado. Ainda nem acreditava, um tremendo sorriso de orgulho surgiu em mim. Todos os meus pensamentos foram interrompidos pela som de uma mensagem.

De: Diana Martins
Amor, estou à tua espera no skype... despacha-te!

Rapidamente liguei o Skype e vislumbrei a minha bela namorada a mais de 600km de distância.
- Precisamos de falar - foi a primeira coisa que lhe disse
- Precisamos de falar - disse em unissono a Didi - Tu primeiro - deu-me permissão. Se o assunto não fosse tão importate insistia para ser ela a falar primeiro, mas tinha coisas demasiado importantes para lhe dizer
- Vi o que andaste a pesquisar no meu computador... - atirei, à espera de uma reação tua
- Ahhh... - gaguejava atrapalhada - Era sobre isso que eu queria falar contigo, eu não sei o que fazer... 
- Princesa, antes de mais quero saibas que só o facto de teres posto a hipótese de vires estudar para Madrid para mim significa muito... sabes era um sonho, poder estar contigo todos os dias, poder beijar-te todos os dias, poder ter o teu cheiro sempre comigo, poder dormir agarradinho a ti sempre, poder fazer-te sorrir, poder abraçar-te, o teu rosto ser a primeira coisa que eu visse todos os dias de manhã... era um sonho e digo era porque vai continuar a ser, porque eu sei que um dia se vai realizar e que esse dia não vai ser em breve - a Didi escutava-me atentamente - Eu não te posso deixar abdicares do teu sonho de estudares na Nova só para vires morar comigo, não posso, seria uma atitude egoista da minha parte mas acima de tudo seria imprudente. Tu conheces bem a vida de futebolista, sabes que na minha profissão, hoje posso estar a representar o Atlético como amanhã já posso ser transferido para Inglaterra... sabes bem que um jogador nunca tem a certeza de quanto tempo vai ficar num certo país, um jogador não tem essa estabilidade... e eu não te posso arrastar para essa instabilidade. Um dia talvez, depois de teres acabado a faculdade, mas agora não, não podes fazer um ano de economia em Madrid, outro em Inglaterra ou outro em Itália. Não! Eu não deixo, não quero isso para ti, quero que faças todas as cadeiras em Portugal, quero que tires as melhores notas, quero que te esforçes, quero que te empenhes, quero que dês o melhor de ti e que acabes a universidade. Depois de acabares, ai sim, dou-te toda a liberdade para escolheres se queres morar comigo, se te queres sujeitar à minha instabilidade, agora não... quem sabe até se eu não volto a jogar em Portugal e podemos ficar juntos a ai. O que eu te quero dizer é que o futuro é incerto mas eu sei que por mais quilómetros que nos serparem fisicamente nada vai separar o nosso amor porque a distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno e inflama o grande! - já estava, tinha dito à Didi tudo o que sentia, tudo o que me ia no coração, respirei fundo, a Didi continuava calada - Entras-te na Nova, não entras-te?
- Amo-te tanto - os seus lábios deixam escapar, ao mesmo tempo que dos seus olhos escapavam lágrimas. Não a conseguia ver assim, só me apetecia estar ao pé dela, para a proteger com os meus braços - Ter o teu apoio foi decisivo na desição que tomei... Sim eu entrei na Nova, sim o meu sonho vai realizar-se... mas para poder realizar este sonho tive de abdicar de outro...
A minha Didi já chorva complusivamente - tu... - as lágrimas também invadiram os meus olhos sem qualquer tipo de permissão, baixei o meu olhar
- Mas só tive forças para tomar esta decisão porque sei que mais tarde vou poder realizar esse sonho, vou poder ter-te a tempo inteiro, vou poder desfrutar do nosso amor a 100%, só espero que nessa altura não seja tarde demais, que nessa altura a distância já não nos tenha separado... - respirou fundo, sentia cada palavra sua de uma forma tão intensa
- Eu acredito! - expressei determinado, elevando o meu tom de voz e limpado as pequenas gotas de sal que se tinha instalado na cima cara - Por amor somos capazes de tudo e iremos ser capazes de ultrapassar a distância, o nosso amor é demasiado importante, forte, carinhoso, intenso, determinado, consistente, seguro, lindo, afortunado, sincero, amado... a distância pode impedir que eu te veja, que eu sinta o teu cheiro, que eu te toque… mas não impede que eu te Ame! - as lágimas no delicado rosto a Didi começavam a cessar e um sorrir começava a nascer
- Pode não dar certo, mas de uma coisa podes ter a certeza, eu vou tentar tudo mas tudo para que dê certo! - assegurou-me com o seu mais belo sorriso - Obrigada!

Diana

Ainda tive mais uns minutos a falar com o Sílvio, para em seguida me vestir e ir até à sala, Já recomposta de tantas emoções, mas algo me dizia que as emoções de hoje não ficavam por aqui.
- Os pais hoje não vão trabalhar? - sentei-me ao pé deles no sofá
- Não, hoje tiramos o dia de folga para poder estar contigo - contou-me a minha mãe
- Ainda bem! - expressei contente - Sabem, eu tenho uma coisa para vos contar... - introduzi o assunto
- Finalmente! - comentou o meu pai com um sorriso
- Como assim?
- Nós já sabemos que tens namorado - esclareceu o meu pai
- Como? - perguntei espantada
- Diana, nós somos teus pais, há algum tempo que já tinhamos percebido... mas esperamos até ao momento em que nos quisesses contar - disse o meu pai num tom de voz calmo, como sempre
- Anda filha, conta lá como ele se chama - pedia-me a minha mãe curiosa
- Ele chama-se Sílvio e é o homem que mudou a minha vida para muito melhor, ele faz-me acreditar no amor, no amor verdadeiro, sabem como o vosso amor, algo que eu nunca pensei encontrar na vida... - suspirei - enfim, estou perdidamente apaixonada por ele - contava-lhes
- Ele é espanhol? Conta-nos mais coisas sobre ele... quando o conhecemos? - perguntava a minha mãe
- Calma mãe, eu quero ir com calma. Não, ele é português mas vive em Madrid, uma vez que joga no Atlético de Madrid... - olhei para o meu pai, era como se se tivesse feito um click na sua cabeça
- Sílvio?! Sílvio Sá Pereira? O jogador que nunca joga mal? - juntava as peças do puzzle. O meu pai via futebol comigo e iamos várias vezes ao estádio, inclusive assistimos aos jogos do Sílvio contra o Benfica, o meu pai até lhe chamava "o jogador que nunca joga mal"
- Exatamente!
- O quê?! O teu namorado é um jogador de futebol? - perguntou-me a minha mãe surpreendida
- E dos bons! - acrescentou o meu pai, sorri-lhe
- Sim mãe, connheci-o atravez do Tomás, eles são vizinhos, ele é uma pessoa espetecular, tenho a certeza que a mãe vai gostar dele... - asegurava-lhe tranquila
- A minha filha namora com um jogadorzeco de futebol? - expressou num tom algo rude
- Mãe!!! Não fale assim! - elevei o meu tom de voz, algo irritada
- A minha filha namora com um pobrezeco qualquer, que nasceu no nada, a única coisa que sabia fazer era dar toques na bola e mal deve saber falar porque no máximo tem o 9º ano?! - estava escandalizada, as lágrimas voltaram a rolar pelo meu rosto, lágrimas de desilsão
- A mãe está a desiludir-me tanto, nunca pensei que fosse tão preconceituosa! Mas fique sabendo que eu tenho muito orgulho no Sílvio, não sei se ele tem o 9º ano nem quero saber, sei sim que ele pode não ter nascido num berço de ouro mas tudo o que ele tem atualmente é porque se esforçou, porque merece! Foi com o seu esforço e não porque alguem tinha muito dinheiro! Ele não é um burro qualquer, fique sabendo que ele fala perfeitamente português, e que se não fosse futebolista, sabe o que é que ele teria sido, sabe?! Sabe?! - gritei - PROFESSOR DE PORTUGUÊS! Por isso não fale antes de saber as coisas mas acima de tudo não seja perconceituosa! - atirei
- Se para ti ser perconceituosa é preocupar-me com a minha filha, então sim, sou muito mas muito preconceituosa. Tu não estás a perceber que eu só quero o teu bem? Tu não estás a perceber que os jogadores de futebol só se interessam pela beleza e pela imagem? Agora é tudo muito bonito, ele tem fama e protagonisto e daqui a 20 anos quando ele for um zé ninguém como todos os outros? Que futuro pode ele dar-te? O dinheiro não dura para sempre - cada palavra que a minha mãe dizia magoáva-me ainda mais
- Acha mesmo que o que me interessa é o dinheiro e a fama? Acha que me interessa para alguma coisa o seu estatuto social? Estou-me a lixar para isso tudo! Para mim interessa o que eu sinto por ele e ele por mim - esclareci
- Bem, Diana, certamente a mãe não quis dizer aquilo com aquela intenção, ela apenas, como o pai, se preocupa contigo e quer o teu bem - o meu pai tentava acalmar os ânimos
- Não, Ricardo, sabes muito bem o que eu quis dizer! - repôs a minha mãe
- Ana, por favor, já chega! O importante é que a nossa filha esteja feliz - dizia o meu pai
- Mãe, por favor, tu não conhces o Sílvio, por isso não o julgues - disse calma, nem sei como fui capaz, só me apetecia gritar e dizer asneiras
- Mas filha, ele é... - nem deixei a minha mãe acabar
- Mãe! - gritei - Sabe como me está a fazer sofrer?! Sabe?! Eu amo o Sílvio e ouvir essas baboseiras da mulher que eu amo incondicionalmente, dói e não é pouco! Têm a noção como estou desiludida consigo? Tem?! Tem no minimo a consciencia das coisas que me disse? Sabe o quanto foi preconceituosa? Não foi essa a educação que me deu... - as lágrimas eram uma constante - Estou tão magoada, pense nisso por favor... - precisava de sair dali, não aguentava mais, sai a correr
- Filha onde vais? - o meu pai ainda gritou para mim
- Não sei! - respondi-lhe já na rua
Ar freco, cheiro a maresia, sabia tão bem! Corri até à praia, precisava de descontrair, precisava da tranquilidade que o mar me dava.
- Didi, Didi! - uma voz familiar chama-me
- Duarte! - o meu companheiro de surf estava mesmo à minha frente - Ainda bem que estás aqui!
- Olá também para ti Dids! - brincou - Tu estás bem? - reparou no meu ar entristecido e nos meus olhos vermelhos
- Estou, não é nada que umas boas ondas não curem! - menti, mas tinha uma vontade tremenda de surfar - Emprestas-me a tua prancha?
- Tens a certeza? - perguntou-me receoso
- Sim! - tentei sorrir
- Mas tem cuidado, as ondas hoje não estão para brincadeiras! - avisou-me
- Não te preocupes! - despi-me e peguei na prancha do Duarte
- Dids, tu nem tens o Bikini... - reparou, que eu não vinha preparada para surfar
- A vontade de surfar é assim, aparece quando menos esperamos - desculpei-me e virei costas entrando no mar antes que o Duarte mudasse de ideias
- Tem cuidado! - gritou-me
Agora era só eu e o mar.

 
Deitei-me em cima da minha prancha e fiquei a ouvir o som das ondas a rebentar. O Mar estava agitado, tal como a minha alma. O mar parecia estar sempre em sincronia comigo, era impressionante. Talvez fosse por isso que este me transmiti-se uma tranquilidade inacreditável e inesplicável. A praia era sem dúvida o meu refúgio. Era aqui que pensava ns meus problemas e tentava chegar a conclusões para os resolver. Estava decepcionada e muito irritada. Como é que a minha mãe podia julgar uma pessoa sem a conhecer?! Decidi canalizar a minha raiva para as ondas. Vinha ai uma bem grande, tal como eu gostava. Dei umas tantas braçadas e consegui apanhá-la. Consegui pôr-me de pé, mas não sei como desiquilibrei-me e cai, fiquei enrolada no tubo da onda. Só via água e mais água, queria respirar mas não conseguia vir à surperficie. Até que senti uma pancada bem forte na minha cabeça. A imagem da minha mãe foi a última coisa que me passou na cabeça, antes de não sentir mais nada.


Aqui está o prometido capitulo! Espero que gostem :)
Agradeço muito a quem comentou o capitulo anterior, nem sabem como fico feliz! OBRIGADA!
Será que agora consigo 8 comentários?
Beijinhos
Didi Martins

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Capítulo 33 - Mudanças


Uma inquitação invadia a minha alma e não me deixva dormir. Por muio que eu fechasse os olhos o cérebro não respondia à minha intenção de adormecer. Sentia a respiração do Sílvio contra o meu pescoço, ele dormia que nem um anjo. Levemente, tirei o braço do meu namorado da minha cintura e levantei-me da cama. Pé ante pé fui atraida até ao portátil do Sílvio, tentando fazer o minimo barulho os meus dedos levaram-me a procurar universidades de economia em Madrid.
- Amor, amor... - a voz do Sílvio assustou-me e só tive tempo de baixar o ecrã do pc - que estás a fazer? - perguntou sonolento
- Nada, vou só beber água, volto já - menti-lhe enquanto sai do quarto, rapidamente fui à cozinha e voltei
- Anda princesa, sinto a tua falta - voltei-me a deitar ao seu lado
- Desculpa, ter-te acordado, mas não estava a conseguir dormir - contei-lhe enquanto me voltava a aninhar ao seu corpo
- Queres carinhos para adormecer? - disse com voz fofinha
- Querooooooo - disse arrastando a voz
Senti os seus lábios na minha cara e a sua mão a acariciar o meu cabelo, pouco tempo bastou até eu adormecer...
Despertei com a pouca claridade que já fazia no quarto. Fiquei a vislumbrar o Sílvio, ele ainda dormia e os raios de sol iluminavam a sua cara, fazendo-o ainda mais lindo.
- Amo-te tanto - sussurei-lhe mesmo sabendo que ele não ouvia
Decidi acordá-lo com miminhos, dei-lhe beijinhos por todo o seu rosto e beijei-lhe bem lentamente os lábios.
- Bom dia, meu principe - falei assim que ele abriu os seus belos olhos esverdeados
- Buenos días, princesita - rebribuiu com um beijo - conseguiste dormir bem?
- Sim, graças a ti! Agora acordei foi com uma fome danada - expressei
- Queres ir já tomar o pequeno-almoço? - perguntou retóricamente - Ainda temos tempo, por isso, por mim ficavamos aqui mais um bocadinho a namorar... - propôs
- Humm o meu amor quer miminhos e muitos beijinhos, é?! - perguntei enquando o meu corpo se deitou em cima do seu
- Parece que sim - os seus lábios não tardaram a encontrar os meus num beijo fugoso, e as suas mãos não tardaram em encontrar a minha cintura e fazer chegar o meu corpo mais para o seu
- Amo-te milhões - sussurrei-lhe, tendo agora a certeza que ele me ouvia
- Eu amo-te infinitos - simplesmente suspirei e deixei que o meu corpo caísse na cama
Sílvio voltou a juntar os nossos corpos, assim como os nossos olhares. Não havia palavras para descrever estes momentos. Suspirei uma última vez e levantei-me.
- A que horas tens de ir para estágio?
- Às 11 horas, amor - informou-me
- Boa - expressei contente - Ainda temos duas horas, o que quer dizer que vou fazer agora a mudança para a tua casa com a tua ajuda - sorri-lhe
- Achas que dá tempo?
- Sim, eu sou uma pessoa arrumada e também não tenho de arrumar tudo direitinho na mala, por isso dá, perfeitamente. Quero tanto mudar-me para cá - expressei entusiasmada
- Também eu quero muito que te mudes - beijou-me
- Vá, anda tomar o pequeno-almoço
- Assim?! - evidenciou que eu ainda estava de pijama e ele de bóxeres
- Sim, porquê? Costumas primeiro tomar banho e só depois tomar o pequeno-almoço?
- Normalmente, sim, só as vezes ao fim-de-semana é que não - contou-me da sua rotina
- A sério amor? Eu ando sempre em pijama até à hora de almoço e só depois tomo banho - agora era a minha vez de lhe explicar a minha rotina - E é bem mais sexy eu poder ver os teus abdominais até à hora de almoço - atirei
- Ai é?!
- É! - sorri-lhe safada
- Então anda tomar o pequeno-almoço com os meus abdominais - Sílvio pega-me ao colo tipo saco de batatas
- Ohhh amor, eu podia ir perfeitamente pelo meu pé - barafustei
- Era só para eu ter oportunidade de te poder agarrar pela cintura e pelo teu jeitoso rabo - respondeu-me no mesmo tom de safado, eu simplesmente lhe dou uma palmada no rabo, ao qual o Sílvio se ri.
Acabámos por comer no nosso clima de 50% picanço e 50% mel. A seguir o Sílvio seguiu a sua routina e foi tomar banho, enquanto eu, apenas vesti um casaco e fui até à casa do Tomás fazer a minha mala. Eu tinha trazido duas malas para madrid, uma grande e um pequeno nécessaire. Para a casa do Sílvio apenas iria levar a mala grande, ou seja, era apenas a minha roupa, uma vez que iria precisar do nécessaire para a viagem a Portugal. Enquanto, ainda toda os meus amigos dormiam, passei toda a roupa do meu armário para a mala e voltei à minha nova casa.
- Podes tratar de arranjar espaço no teu armário - brinquei - Ah e na mesa de cabeçeira também!
- Muito exigente a menina - respondeu no mesmo tom - Queres uma gaveta?
- Tanto faz, se te der mais jeito partilhar a mesma gaveta, pode ser - sorri-lhe
Passámos o tempo que faltava até às 11 da manhã a arrumar as minhas coisas, conseguimos arrumar tudo, apesar da quantidade de pausas que fizemos para namorar ou porque o Sílvio se lembrava de embirrar com a minha roupa. Despedi-me dele e fui tomar o meu banho. Para depois me vestir.

Em seguida, fui até à casa do Tomás, onde o pessoal já tinha acordado. Fui até ao meu quarto acabar de preparar as coisas para a viagem, contei com a ajuda das meninas, que acabaram por quer saber cusquices.
- Mas oh Didi, conta lá como é que é o Sílvio na cama? - perguntou a Barbara a rir-se às gargalhadas depois de já me ter perguntado 1001 coisas sobre mim e o Sílvio
- Hummm dorme! - respondi numa clara alusão ao sono que ele tinha
- Chii vais dizer que não lhe consegues dar pica suficiente para ele se manter acordado? Andas a falhar... - nem eu resisiti e desmachei-me a rir
- Não, Bá! Eu e o Sílvio ainda não fizemos amor, temos tempo.... - acabei por lhe revelar
- Ohh que pena, adorava saber como são os jogadores de futebol na cama, dizem que são grandes máquinas! - continuava a disparatar
- Ohh Bá, cala-te, já chega - interviu a Rita - Didi, tu não amas o Sílvio?
- Sabes bem que sim...
- Então porquê esperar? De que tens medo? - a Rita conhecia-me bem demais
- Não tenho medo de nada, simplesmente acho que não faz mal ir com calma, pelo menos uma vez na vida - disse
- Não tens medo que ele se canse de esperar? Afinal ele é um homem e os homens não aguentam muito tempo sem sexo, verdade seja dita... - expressou novamente a Rita
- Ai não sei, eu sei que os homens tem essa necessidade e eu vejo o desejo no seu olhar, mas confio o suficiente para saber que ele vai esperar até quando eu quiser - declarei calmamente
- Esperemos que sim - falou a Bá
- Mas oh parva, conta-me lá tu as tuas aventuras que o verão esta a acabar e algo me diz que tens muito para contar - expressei bem animada, esperando as hilariantes histórias que a Barbara me iria contar, ou não fosse ele uma autêntica personagem
Mais hora, menos hora, mais conversa, menos conversa, mais brincadeira, menos brincadeira, tinhamos passado a tarde e já estava mais do que na altura de ir até ao estádio ver o jogo do Sílvio.
O Atlético de Madrid jogava hoje contra o Valência. Não tardou em que o jogo começa-se.
 
 
 
O meu amor fez mais uma boa exibição, cada vez tinha mais orgulho nele. Esperavamos na garagem juntamente com algumas mulheres dos jogadores. Um grupo de vozes fez-se ouvir, uma mistura de Português, com Brasileiro e Espanhol. Era o Sílvio, o Tiago, o Diego, o Filipe Luis, o Falcão, o Salvio e Mario Suarez.
- Ai meu deus, olhem-me só para o Diego, que pedaço! - comentou a Barbara - E o Falcão? Ai vai-me dar uma coisinha má - respirava aceleradamente
- Bá, acalma as hormonas que eles são comprometidos e as mulheres deles estão mesmo aqui ao nosso lado - ri-me
- A sério? Achas que elas ouviram?
- Deixe lá moça, nós já estavamos habituadas - respondeu calmamente a Carolina, mulher do Diego
- Ai, peço desculpa na mesma - a Bá estava super envergonha, já nós não
- Didi, achas que podemos tirar fotos com os jogadores? - perguntou o Paulo
- Acho que sim, fala com o Sílvio - os rapazes foram até ao encontro dos jogadores
- Sílvocas, achas que podemos tirar uma foto com o Tiago e com o Falcão? - pediu o Tomás
- Acho que sim, mas eu se fosse a ti tirava a foto só com o Tiago, porque ele sim sabe o que é bom e vestiu a camisola do glorioso, agora aquele Falcão, tem cá um mau gosto - brincou o Sílvio
- Mal gusto que ganó y no era un poco - atirou o Falcão, numa alusão às vitórias do grande rival do Benfica
- Com ajudinhas - deixou escapar o Tiago
- Enfim, a eterna discussão - disse o Sílvio - Tirem mas é a foto...
Os rapazes lá conseguiram tirar as fotos, como ainda conseguiram ir jantar com eles, acabámos por ir todos, tantos os meus amigos, como quase todos os jogadores e as respetivas mulheres ou namoradas. Não estivemos muito tempo a conviver, uma vez que tinhamos avião às 23h. Foi jantar, despedir do pessoal, ir a casa buscar as malas e ir direitinhos ao aeroporto.
Última chamada para o voo com destino a Lisboa. Apenas restava eu, o Silvio e o Tomás, que se encontrava um pouco mais distante de nós, todos os meus amigos já tinham entrado no avião. Eu tentava estar todos os segundinhos restantes com o Sílvio.
- Amor, tens de ir... - Sílvio arratou a voz - Vá princesa, não vais lá estar tempo nenhum, isto não é nenhuma despedida, é um até já - beijou-me
- Sabes que te amo muito, não sabes? - apoiei as minha pequenas mãos nos seu ombros
- Sei! - Beijou-me - Eu também de amo infinitos!
- Amor, nada de te esqueceres de mim, quero que me mandes mensagens e me ligues, sim?
- Ahh isso sou eu que te tenho de dizer! Vá tens mesmo de ir... - ja estava mesmo a ficar em cima da hora
- Adeus! - Beijei-o uma última vez e virei costas rapidamente para não ter a tentação de voltar atrás e beijá-lo e beijá-lo e beijá-lo e ainda beijá-lo mais. Só de pensar que daqui a uns tempos irria novamente ver a bela cidade de madrid pelo virdo do avião e ai não saberia quando regressava, dava-me calafrios. Uma lágrima caprichosa rolou pelo meu rosto como um miúdo rola duna a baixo. Só tive tempo de a enxugar e afastar estes pensamentos da minha cabeça, afastar esta dor do meu coração.

Aterrámos em Portugal por volta das 23h, hora portuguesa. Os meus pais fizeram-me uma surpresa e esperavam-me no aeroporto. Corri para os seus braços. Voltar a sentir o conforto, o carinho e o amor dos seus braços preenchia-me o coração. Não há nada como o amor de pai e mãe.
- Estava a morrer de saudades vossas! - expressei com as lágrimas a evidenciar a minha saudade
- Também nós filha, também nós... - deixou escapar o meu pai. Por mais anos que passassem eu acho que eu seria sempre menina do papá
- Parabéns atrasados filhota! - disse a minha mãe
- Obrigada, mãe!
-Já estás uma mulher... - obvervou a minha mãe
- Uma mulher linda... - acrescentou o meu pai
- Quero ir para casa, vamos?
Nem foi preciso os meus pais responderem, apenas seguimos caminho para o carro. Alguns familiares dos meus amigos também os tinham vindo buscar ao aéroporto, apenas me restou a Laura, mas como era obvio a minha Laurinha iria à boleia comigo, uma vez que iamos para o mesmo sitio.
Passámos todo o caminho de Lisboa a Santa Cruz a contar aos meus pais como foi o fim-de-semana em Madrid, como foi a minha festa, as surpresas que eles me prepararam, como era a vida em Madrid... mas ainda nem se quer tinha referido o nome do Sílvio, preferia fazê-lo noutra ocasião com mais tempo e mais circunstância.
Chegámos a Santa Cruz estafados, despedi-me da Laura e entrei em casa.
Sabem aquele cheiro que só a nossa casa tem? Aquele cheiro inesplicável, o cheiro da nossa vida, o cheiro que nos trás memórias da infância, o cheiro que por mais anos que passe e coisas que aconteçam, nunca mudará e irei reconhecer sempre. Estava em casa, na minha casa, não havia melhor lugar para se estar, a minha casa era o meu porto abrigo. As minha últimas forças deste dia foram gastas numa corrida até ao meu quarto. Estava tudo igual. Respirei fundo e sentei-me na minha cama. Em breve tudo isto iria mudar, se tudo corresse bem, iria ter três casas. Esta, o reconforto de toda a minha vida, a casa do Sílvio, que já começava a ser a minha segunda casa, a casa dos meus sonhos na companhia do homem dos meus sonhos e o apartamento em Lisboa, que ainda era incógnita na minha vida. Ainda se avizinhavam mais mudanças na minha vida.

 
Boa noite leitoras :)
Aqui está o meu presente de Natal atrasado, como forma de recompensa, se tiver no mínimo 5 comentários publico o capítulo 34 ainda hoje ou amanhã. Quero recompensar-vos pela minha demora. Espero que gostem e comentem!
Antes de ir, queria só dedicar este capitulo à Filipa Gonçalves por todo o apoio e disponibilidade, és incansável! MUITO OBRIGADA!
Beijinhos
Didi Martins

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal

BOA NOITE!
Queria desejar-vos um excelente, feliz e santo natal, com muita saúde, paz, felicidade, muito, mas muito amor e tudo de bom, ao lado de quem mais gostam.
Que em tempos difíceis o que nos mantenha felizes seja a união do natal <3
 
 

Muitos beijinhos e muitas prendinhas
Didi Martins

PS: Estou a tratar da vossa prenda!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Capítulo 32 - A diferença entre fazer sexo e fazer amor


Uma claridade imensa invadiu o quarto e obrigou-me a abrir os olhos. Sentia a minha cabeça pesada, parecia que ia explodir.- Ai expressei meio desengonçada tentando-me levantar
- Bom dia, minha princesa saudou alegremente o meu namorado
- Sílvio, mais baixo por favor pedi, a intensidade com que ele me saudou quase que me explodia a cabeça Dói-me tanto a cabeça…
- É normal, depois da bebedeira que apanhaste ontem…
- O quê? Eu embebedei-me? perguntei num tom quase escandalizado, o Sílvio só se ri
- Sim, não te lembras?
- Não expressei
- Mas devias… - disse baixinho
- Devia?! Olha eu lembro-me de termos todos ir sair, lembro-me de estar na discoteca a curtir e depois não me lembro de mais nada…
- Só não te lembras do caminho para casa e do que fizeste quando chegaste? perguntou-me, notei que ele estava especialmente curioso pela minha resposta
- Não, nada disse receosa O que é que eu fiz? Algo de mal?
- Mais ou menos, conto-te mais tarde, pode ser? Até porque quero falar contigo sobre isso... sorriu-me mas notei-lhe um pouco de nervosismo Tenho lá em baixo um comprimido que te vai curar da ressaca. Mas agora vai tomar um banho de água fria que temos de ir almoçar nem me deu tempo para responder ao primeiro assunto
- Almoçar? Que horas são?
- Sim princesa, tiveste a dormir muito tempo, eu já fui ao treino e voltei e tu sempre a dormir, são uma hora e dezassete minutos sorriu-me Mas tranquilo, que os teus amigos também só devem estar a acordar agora descansou-me
- Menos mal pronunciei Vou tomar um duche rápido, espera por mim, sim? fiz um esforço e sorri-lhe
- Claro, princesa fui para a casa de banho Não te estás a esquecer de nada?
- O quê? voltei a olhar para ele
- O meu beijo de bons dias…
- Não posso, tenho hálito a álcool, não quero correr o risco de não gostares do meu beijo justifiquei-me, o Sílvio apenas se ri, não percebi porquê o que foi?
- É que ontem não te importaste com isso! deixou escapar
- É sobre isso que queres falar comigo, não é?
- Vai lá tomar banho desviou assunto
- Estou a ficar com medo dessa conervsa estava curiosa, mas acima de tu estava a ficar com receio de ter feito alguma coisa de mal.
Fui tomar um banho de água fria e a minha ressaca estava a passar, para isso muito contribui-o o comprimido que o Sílvio me deu. Fomos até à casa do Tomás.
- Bom dia saudei os meus amigos que estavam todos na sala, ainda ensonados Bem eu dormi muito, mas tou a ver que vocês dormiram ainda mais! eles ainda estavam todos de pijama
- Dids, não imaginas o que nos temos divertido com estes! disse-me a Mafalda
- Então? Também estão de ressaca?
- Yap, e estão ainda mais insuportáveis! gargalhou a Mafalda
- Menos, Mafalda, muito menos! Nós estamos ótimos! exclamou o Paulo
- Vocês deviam ter visto as vossas figuras ontem à noite, nem sabem o que eu e o Sílvio nos rimos a Mafalda tinha sido a única que juntamente com o Sílvio não apanhou alta bitola
- Foi hilariante! observou o Sílvio. Eu simplesmente lhe lancei uma olhar, do género "Tas a gozar comigo?" Oh amorzinho, vocês deitaram-se no chão do metro, foram o caminho todo deitados no chão! Não achas hilariante? ele deu-me um beijinho na cara e eu continuo o meu fingido amuo
- A melhor parte foi quando chegaram à brilhante conclusão que as luzes do metro eram estrelas a Mafalda ria-se às gargalhadas
- Chii quem é que é tão burro a esse ponto? exclamou o Paulo
- Tu estás mas é caladinho, porque tu disseste que era a lua a Mafalda mal se aguentava com tanto riso, que acabou por ser geral
- Tou a ver que nos divertimos muito! disse eu
- Só disseram baboseiras!
- Mas isso nós já fazemos sóbrios!
- Agora imagina bêbados, é muito pior! a boa disposição era geral
Acabamos por passar a tarde todos juntos, onde tive oportunidade de na companhia do Sílvio e ajuda do Tomás de lhes dar a conhecer a cidade de Madrid, uma tarde bem passada. Para a noite pensámos em algo mais pacato e ficamos pela casa do Tomás, no jardim a conviver. A noite já ia longa, entre poker, FIFA e conversas, o sono começava-se a apoderar de nós.
- A minha bateria está a chegar ao fim - informou o Paulo
- Isso cheira-me a desculpa para a abada que tens levado - disse o Barbosa que naquela noite estava com uma sorte incrivel ao jogo
- Não, mas por acaso eu tenho de ir porque amanhã tenho jogo e também já tenho sono - disse-me Sílvio pousando a sua cabeça no meu ombro visivelmente ensonado - Vocês não querem ir ver o meu jogo?
- Eu por acaso adorava - disse logo a Rita
- Então vão comigo, o jogo também é à tarde, assim no final do jogo comemos qualquer coisa e depois regressamos a Portugal - disse-lhes entusiasmada
- Então está combinado - expressou o Barbosa
Acabamos por nos despedir do pessoal todo, e regressamos à já "nossa" casa.
- Estás a pensar ficar quanto tempo em Portugal?
- Queria mesmo falar contigo sobre isso. É assim eu estava a falar com a Laura e tenho de ir a Portugal tratar das coisas da faculdade, as colocações saem terça-feira e temos de tratar do apartamento - como já tinha conversado com o Sílvio, eu iria viver num apartamento no centro de Lisboa com a minha Laurinha e algumas amigas minhas - por isso estava a pensar aproveitar a boleia do meus amigos e ir com eles para Portugal, eu ainda não sei quanto tempo lá vou ficar, mas não tenciono ficar muito tempo - sorri-lhe - Por isso amanha como vou ter que arrumar algumas coisas para levar, arrumo o resto e mudava-me para cá. Que achas?
- Acho muito bem, princesa - sorriu-me - Espero que não fiques lá muito tempo porque as férias estão a acabar e eu quero aproveitar o máximo de tempo para estar contigo - expressou melancónio
- Não, amor. Não vou lá ficar muito tempo - deu-lhe um beijo enquanto o empurrei para a sua cama, onde acabamos por cair - Agora já me podes dizer qual foram as cenas que eu fiz ontem à noite? - toquei no assunto que suscitou a minha curiosidade ao longo deste dia
- Não te vou dizer, apetece-me exemplificar! - Sílvio beija-me intensamente nos lábios, enquanto as suas mãos viajaram até aos meus quadris e me apertaram contra o seu corpo, por sua vez a sua boca tomou caminho até ao meu pescoço, deixando-me toda arrepiada. Senti as suas mãos dentro da minha camisola, com a intenção de a retirar.
- Pára, amor! - pedi-lhe
- Ok, precisava de ter a certeza - olhei-o - ontem à noite tentas-te que nos envolvesse-mos, disseste que querias fazer amor comigo e provocaste-me milhões... confesso que me foi extremamente difícil dizer-te que não, mas percebi que só o querias porque não estavas em ti... - revelou-me
- Desculpa, amor... - baixei o olhar envergonhada, estava na altura de abrir o jogo com ele e falarmos sobre isso, respirei fundo - ainda não me sinto preparada para fazer amor contigo - expressei o mais direto possível
- Posso fazer-te uma pergunta?
- A resposta é não... - poupei-lhe o trabalho de me fazer a pergunta, sabia bem demais que ele me ia perguntar se eu era virgem
- Era assim tão evidente?
- Era, vi-o no teu olhar...
- É que algumas atitudes tuas faziam-me pensar que sim, mas outras quase que me davam a certeza que não... - explicou
- Ficaste desiludido?
- Achas?! De forma alguma...
- Mas eu vou-te explicar... para mim fazer amor com alguém não é a banalidade que as pessoas hoje em dia passam sobre isso, para eu fazer amor com alguém tenho de a amar de verdade, isto não quer dizer que eu não te ame de verdade, porque tu sabes muito bem que eu te amo, mas é como se tivesse medo de me entregar a ti dessa forma, desculpa... - fiz uma pausa, pensei se devia continuar apesar do assunto delicado, era melhor ser sincera. Continuei - e depois também sabes que na minha vida só fiz amor com o Miguel e era especial... - revelei sem medos, vi a tristeza invadir o rosto do Sílvio
- Tudo com o Miguel era perfeito, tudo com o Miguel era especial, fogo pára de falar nele! Sabes, eu odeio-o! - expressou com uma evidente mágoa nos olhos - Só gostava que ele nunca tivesse existido, que gostasses só de mim, que o teu coração fosse só meu, que fosse só eu especial, não ele, sempre ele, sempre a comparação com ele - disse-me irritado - Ele tem aquilo que eu nunca vou conseguir ter, tu... - expressou já calmo
O que o Sílvio disse fez-me ficar mal comigo mesma, estava a ser tão cruel para ele, tão má e não tinha noção disso.
- Desculpa, amor - expressei o mais verdadeiramente possível, embora não valesse de grande coisa comparado com o sofrimento dele - Eu amo-te! - reforcei - Mas desculpa se falo muitas vezes dele, ele foi importante para mim, mas pela milésima vez é passado! Não tinha percebido que ele te causava esse sofrimento todo - falei triste - Não há comparação possível entre ti e o Miguel, sabes porquê? Porque eu nunca a fiz, cedo percebi que o que sentia por ti, era tão diferente do que senti pelo Miguel, tu mexes comigo de uma maneira que o Miguel nunca mexeu, de uma maneira louca, sou dependente de ti, sinto que a minha vida és tu, que és o mais importante, com o Miguel senti que ele apenas fazia parte da minha vida. Percebes a diferença?
Sílvio nada me disse, parecia ainda estar a processar, decidi então tomar outra vez a palavra.
- Quanto ao não querer fazer amor contigo agora, não é por não te desejar, aliás é precisamente o contrario - respirei fundo, Sílvio apenas me olhava em profundo silêncio - Conheces a diferença entre fazer sexo e fazer amor? - contra todas as minhas expetativas ele sorri com a minha pergunta
- Sim, conheço - afirmou convicto - A diferença é brutal, na minha opinião mais de metade das pessoas faz apenas sexo. O sexo é rápido, apenas o tempo em que o acto se dá, pode ser violento, não exige dedicação, nem cuidado, é apenas troca de prazer, começa e acaba ali. O amor não, o amor começa muito antes, fazer amor é uma junção de diálogo, de carinho, de convivência, de desejo, ai sim existe dedicação, cuidado, paciência, ai sim existe amor... é talvez por isso que poucas pessoas fazem amor. A verdade é que poucas pessoas estão prontas para fazer isso, apesar disso ser tão comum hoje em dia. Fazer sexo com amor é para poucos, transformar todo aquele sentimento com o prazer, é algo absolutamente indiscritível. Quando fazemos amor, existem aqueles sorrisos parvos, aqueles beijinhos na testa, aqueles carinhos... "Amor, tens fome?", "Precisas de alguma coisa?", "Amo-te"... Fazer amor é juntar tudo o que sentimos, numa noite, e isso já mais se explica, sente-se! - fiquei sem palavras, ele simplesmente me as tirou e disse-as de uma forma tão.. tão intensa
- É exatamente isso, é por isso que eu não quero para já fazer amor contigo. Primeiro porque quero que seja mesmo especial. Segundo porque sinto que apesar de te amar, se o fizesse-mos agora, seria mais sexo do que amor, porque eu acabo por te desejar de uma forma irracional, um desejo físico, um desejo pelo teu corpo, pelo teu toque, pela tua beleza... também podias ser mais feiozinho, não?! - brinquei, ele ri-se - não é que isso seja mau né...
- Eu estou a perceber, eu acabo por sentir exatamente o mesmo, acho que é normal... - revelou, respirei de alivio por estarmos em sincronia - mas acaba por ser mais difícil para mim controlar o desejo quando me provocas da maneira que me provocaste ontem...
- Imagino! - ri-me - Ás vezes penso como é que isto é possível, ainda nem à dois meses nos conhecemos e o que eu sinto por ti já é tão inexplicável que eu até tenho medo de pensar como será daqui a dois anos - revelei em tom de pensamento
- Imaginas-nos juntos daqui a dois anos? - sorriu babado
- Sim, tu não? Já não consigo imaginar a minha vida sem ti!
- Simplesmente, amo-te!
- Também te amo muito muito muito muito - sorri-lhe
- Eu amo mais, bem vamos dormir, estou cansadito - revelou
- Vamos, quero dormir agarradinha a ti - beijei-o
Fomos tratar da nossa higiene e rapidamente nos deitamos.
- Amor, esse chupão fui eu que fiz ontem? - reparei no seu pescoço
- Não, foi a minha amante - gozou com a minha pergunta - Sim, vê bem como me provocaste, devia vingar-me - o Sílvio deita-se em cima de mim e começa a dar-me beijos e caricias no pescoço
- Amor, pára! Amanhã vou estar com os meus pais, imagina só o que diziam se vissem que eu tinha um chupão no pescoço - pensei
- Não iam achar grande piada, então posso fazer um num sitio mais escondido? - provocou
- Não, amor, está lá quieto... fazes depois quando voltar e quando já estiver contado aos meus pais da tu existência
- Vai fazer isso amanhã? - a nossa conversa tomou um tom mais sério
- Sim, não é que os meus pais já não tenham reparado, mas eles merecem que eu lhes conte tudo, não é?
- Claro - sorriu-me - Estás nervosa?
- Não, quer dizer, mais ou menos... olha não sei, amanhã penso nisso - disse descontraidamente, numa maneira de só me preocupar com o assunto quando chegasse a Portugal
- Esta bem, até amanhã princesa - Sílvio dá-me um beijinho na testa
- Dorme bem, amor - dei-lhe um leve beijo nos lábios e tentei adormecer

Boa noite Meninas :)
Aqui fica o capítulo, espero sinceramente que gostem e é muito importante para mim que deixem a vossa opinião, se faz favor. Vou ser breve a publicar o próximo capitulo.
Beijinhos,
Didi Martins

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Novidades do Sílvio

Olá meninas!
Antes de mais quero-vos dizer que publico um novo capítulo hoje à noite, por isso fiquem atentas.
Neste momento passei só por aqui para vos mostrar uma entrevista do Sílvio que está só ... nem sei, fiquei sem palavras. Tenho um orgulho tão grande nele! ÉS GRANDE!
Sei que o vídeo tem 26 minutos mas vale bem a pena, para o conhecerem melhor e para saberem novidades fresquinhas da vida dele.

Aqui está o link:  https://www.youtube.com/watch?v=E_cNqzyTZr8


Parabéns pelo Gustavo e tenho a certeza que vais ser um pai excelente! Felicidades!
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Já agora, há um vídeo de homenagem ao Sílvio no youtube que também está lindo.
"Na vida de um campeão sempre haverá algumas derrotas, assim como na vida de um perdedor sempre existiram vitórias. A diferença é que os campeões crescem nas derrotas"
link: https://www.youtube.com/watch?v=ENpiVrpJzhM
 

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Todas as palavras do mundo seriam insuficientes para explicar tudo o que significas, tenho mesmo muito orgulho no jogador que és, mas principalmente no ser humano extraordinário em que te tornaste! Nunca desististe, lutaste sempre, sempre, sempre contra as mais adversas circunstancias, e hoje estás onde estás porque mereces, mas ainda há muito mais a conquistar, quero-te ver campeão pelo Benfica e quero ver-te no mundial do Brasil. Eu estarei sempre aqui a vibrar e a comover-me com as tuas vitórias. Força!
 
Até logo, meninas.
Beijinhos
Didi Martins

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

VOLTEI!

Boa noite meninas ;)
Não imaginam as saudades que eu tinha disto, de escrever, de falar com vocês, de ver os vossos comentários, de ler as vossas fic's... mas por muitos motivos foi-me completamente impossível vir cá nestes quase três meses de ausência, eu sei que foi muito tempo mas espero que não se tenham esquecido de mim, assim como eu não me esqueci de vocês. Espero que não tenham desistido da minha fic, porque voltei com uma vontade gigantesca de escrever e com milhões de ideias, por isso espero que estejam desse lado, como dantes.
Quero agradecer às pessoas que se preocuparam comigo e me mandaram mensagem. MUITO obrigado mesmo! Adoro-vos <3
Agora só posso dizer que dentro de pouquinhos dias vou postar o capitulo 32 e que é bom estar de volta.
Beijinhos
Didi Martins

domingo, 14 de julho de 2013

Capitulo 31 (III) – Aniversário da Didi

Diana
Entrei na casa do Tomás e estava tudo às escuras.
- Tomás, chegamos! – gritei assim que pus a mão no interruptor para acender as luzes
- SURPRESA! – gritaram entusiasmados todos os presentes na sala
Fiquei muito surpreendida de ver toda aquela gente ali. Observei todos os meus amigos atentamente, não acreditava que estavam ali todos. Até que a minha Laurinha vem até mim.
- Olá Didi – dá-me um forte abraço, tão bom voltar a ter a minha melhor amiga comigo – Parabéns, my crush!
- Tantas saudades que eu tinha tuas! – Dei-lhe um beijinho na bochecha – Aliás de todos! Que fazem vocês aqui? – perguntei espantada
- Parece obvio, não? – perguntou retoricamente o André, que era um amigo da minha turma – Viemos comemorar a tua maioridade!
- Vocês são doidos! Vieram de Lisboa só por causa de mim?! – estava surpreendida
- Claro, tu és mais que razão! – entreviu a Rita
- Oh muito obrigado, a sério – agradeci
- Tens de agradecer é ao Sílvio – revelou o Tomás
- Foste tu que preparaste tudo isto? – sorri-lhe, ele estava mesmo ao meu lado
- Sim eu tive a ideia, mas o Tomás é que a tornou possível – confessou
- Oh Dids – elevou a voz o Paulo, tratando-me pela minha alcunha “dred”, porque segundo eles “Didi” era demasiado à menina e um homem tem de manter o nível ao pronunciar a alcunha das amigas – E que tal vires cumprimentar o pessoal? – interpelou divertido
- Ah claro, desculpem! Mas antes disso, acho que alguns já sabem, mas não interessa, eu quero a presentar-vos o Sílvio. É o meu namorado – formalizei
- Sim, sim, nós aprovamos o teu namorado! – folgou o Francisco, que era o nosso amigo mais palhacito como nós costumávamos dizer. Foi inevitável não nos rirmos.
- Acho muito bem, acho muito bem – entrei na brincadeira
Em seguida fui radiando felicidade saudar cada amigo meu, há alguns meses que já não os via. Desde que vim para Madrid. Eram cerca de 20, dividiam-se entre amigos da minha turma, da escola e alguns amigos de infância. Como eu costumo dizer, eram o meu núcleo duro de amigos.
Eles tinham pensado em tudo. A sala estava incrivelmente ainda mais espaçosa, já no jardim, havia tudo montado religiosamente para uma festa. Desde uma enorme mesa, a uma mesa mais pequena com bebidas e alguns petiscos, até música ambiente havia…
Fomos todos jantar, um jantar muito bem-humorado. Pusemos a nossa conversa toda em dia, revivemos velhas e boas memórias, cantámos, brincamos, sorrimos, aparvalhamos, divertimo-nos… tudo isto com os meus amigos e com o Sílvio que se familiarizou de uma forma incrível com eles, às tantas já parecia que eles já o conheciam desde sempre.
- Bem, vou buscar o bolo – anunciou o Tomás
- Eu ajudo-te – ofereceu-se a Laura
- Mas Dids, ainda não confessaste. Estas em Espanha, Real ou Barça? – inquiriu o André
- És mesmo parvo, é claro que ela torce pelo Real, há dúvida!? – intercedeu o Francisco
- Qual Real qual quê?! Todos sabemos que o Barça é que é, e como a Dids tem bom gosto, torce pelo Barça. Obvio! – contrariou o Paulo
Eu gargalhei com a discussão deles, era sempre assim, o que vale é que quanto a equipas portuguesas eramos quase todos benfiquistas, havia só ai dois sportinguistas.
- É obvio é que eu torço pelo Atleti! – esclareci – 1º o meu namorado joga lá – evidenciei – 2º sabem que eu sempre gostei do Atleti por causa do Futre e do nosso Simão Sabrosa – sorri-lhes
- Ai o Simão Sabrosa, que pedaço! – suspirou a Bárbara que desde pequena sempre teve uma paixão pelo Simão
- Então também deverias gostar do Real por causa do nosso Ronaldo! – contrapôs o Barbosa, o sportinguista mais ferrenho que conheço
- Oh eu gosto do Real e do Barça, mas sempre irei apoiar o Atlético… - expliquei-lhes
- O bolo chegou! – anunciou o Tomás
O meu bolo era simplesmente lindo. Era de chocolate e por cima tinha 4 fotos, um pouco desordenadas, com algumas frutas da época no canto superior direito, no lado esquerdo lá aparecia o 18 em cera e foguetes espalhados pelos cantos do bolo. Assim que o Tomás acendeu as velas e os foguetes, todos juntos começaram a cantar.
- Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para a menina Didi, uma salva de palmas! – eu só me ri, pois os engraçados dos meus amigos como em todos os anos, sempre que a musica vai a meio começam a cantar do inicio só para atrapalharem - Tenha tudo de bom do que a vida contém, tenha muita saúde e amigos também!!! – cantaram também. Mas faltava ainda uma canção, a canção da praxe que cantávamos desde que eramos putos – Parabéns para ti, parabéns para ti mas o bolo é para mim! – gargalhamos, por momentos parecia que tínhamos voltado à nossa infância
- Havemos de ter todos 80 anos e ainda cantar isto – observou o Francisco
- Claro! – sorri-lhes. Foi só quando peguei na faca com intenção de cortar o bolo que reparei melhor nas fotos do bolo. Como já referi eram 4, uma era com o pessoal da minha turma que tínhamos tirado no dia do exame de Matemática A. Outra era com vários amigos na festa de finalistas, outra ainda era uma foto dos meus amigos de infância, quando ainda andávamos na pré-escola, devíamos ter 4 anos, era incrível como essas amizades ainda duravam e por último, era uma foto minha e do Sílvio – O Bolo é lindo! Até tenho pena de o cortar…
- Não tenhas, o bolo deve ser delicioso. Vá anda que eu quero come-lo, quero uma fatia bem grande – exigiu o Francisco, eu apenas lhe sorri de volta
- Amor, ajuda-me aqui, se faz favor – pedi ao Sílvio, que distribuísse os pratos com o bolo por cada pessoa, assim como pedi ao Tomás que distribuísse os copos de champanhe
- Já todos tem bolo e champanhe? – perguntei
- Sim! – disseram em uníssono
- Então vamos brindar – todos chegaram os seus copos ao centro
- Cheers – disse a Bárbara
- Saúde – disse eu – então ninguém quer fazer um discursozinho?
- Tu é que és a aniversariante! – evidenciou a Laura
- Discurso, discurso, discurso! - pediram
- Oh sabem que eu não tenho jeito nenhum! - barafustei
- Discurso, discurso, discurso! – insistiram
- Pronto tá bem. Primeiro tenho a dizer que apesar de gostar muito de vocês, vocês são uns chatos! – brinquei – Mas são os melhores chatos de sempre, sem vocês a minha vida não teria o mesmo brilho. São vocês que me completam…
- Oh Dids, nada de lamechices, ainda me pões a chorar e homem que é homem não chora – verbalizou o Paulo
- Isso só prova que não és homem – picou a Laura, gargalhamos
- Como eu estava a dizer – olhei para o Paulo – são vocês que me completam e não imaginam como se sinto feliz por ter cada um de vocês na minha e por poder partilhar este dia com vocês. Vocês são magníficos. Obrigada por tudo, obrigada por terem vindo, obrigada por estarem sempre ao meu lado, obrigado por me porem feliz, obrigado por serem uns chatos, basicamente obrigado por serem meus amigos e obrigada a ti amor por me amares – disse diretamente para o Sílvio – Esta foi a melhor surpresa que me podiam ter feito – os meus olhos já brilhavam, mas contive as lágrimas – Vamos brindar? – sorri-lhes
- Didi, nós é que agradecemos por seres como és – tomou a palavra o
Tomás – Vá vamos brindar à felicidade! – Todos reuniram os seus copos ao centro da mesa, ouvia-se o chichilar do vidro
- E ao amor! – acrescentou o Sílvio olhando-me nos olhos
- E à amizade verdadeira – completou o Francisco
Brindamos e íamos a levar os copos à boca quando o Francisco interrompe:
- Esperem! E às boas notas para entramos na faculdade! – levamos novamente os copos à boca
- Ah e as noitadas! – interrompeu novamente o Francisco
- A mais nada!? – perguntou a Mafalda
- Não, já podemos brindar e beber – disse o Francisco
Lá íamos todos beber quando o Francisco lembra-se de mais alguma coisa para brindarmos
- Ah e à…
- Chega Francisco! – pronunciou a Mafalda
O Francisco gargalhou e disse – Enganei-vos, já não me lembro e mais nada para brindarmos – sorrimos, eram estes momentos que os faziam gostar tanto do Francisco, ou então não
Finalmente conseguimos beber o champanhe e comer o bolo em relativa tranquilidade.
- É a hora das prendas – anunciou entusiasmada a Laura
- O quê? – perguntei surpreendida, a presença deles já era prenda suficiente
- Claro, aniversário sem prenda não é aniversário – respondeu a minha best friend
- Vocês são incansáveis – expressei
- Vá primeiro abre esta – passou-me o embrulho para as mãos – Essa prenda é nossa, e de todo o pessoal da nossa turma, mesmo os que não estão presentes aqui – informou-me a Mafalda. Confesso que estava curiosa, como sempre, rasguei o papel, a piada de abrir prendas era poder rasgar o papel e ter a satisfação de ver o que ele escondia – É um livro? - perguntei assim que vi que tinha uma capa bem grossa
- Não! – respondeu o André
O presente era um álbum, na capa dizia “Memories“ abri e vi que o álbum continha fotos que tiramos durante o nosso secundário, desde o10ª ano até ao12ª ano, assim como a descrição dos momentos mais importantes e no fim tinha uma dedicatória de cada elemento da turma.
- Vocês querem pôr-me a chorar? – perguntei já visivelmente emocionada ao lembrar dos momentos registados em fotos e a começar a ler as dedicatórias
- Vai ser inevitável… apenas queríamos que tivesses recordações desta etapa da nossa vida, já que agora nos vamos separar – uma nova etapa nos esperava: a faculdade. Não iriamos para a mesma faculdade, ou até para a mesma área, isso obrigava a um certo afastamento, já não estaríamos todos juntos como nestes últimos 3 anos
- Mas isso não quer dizer que não estejamos juntos, apesar do afastamento vocês estarão sempre no meu coração e nós vemo-nos, tenho a certeza - assegurei
- Claro! Pensas que te ias livrar assim tão facilmente de nós? – perguntou o Francisco
- Claro que não – sorri-lhes
Li cada dedicatória dos meus colegas de turma que estavam presentes e respondi-lhes, foi inevitável não chorar. Já dizia o Francisco que eu quando abria a torneira, ela ficava avariada e nunca mais fechava.
- Agora é a minha vez – expressou entusiasmada a Laura – Toma, eu sei que vais gostar! – sorriu-me contente consigo própria
Abri a prenda, era impossível não gostar.
Eram uns brincos que eu adorava. Ela sabia perfeitamente o que eu gostava. Se havia coisas femininas que eu estimava era brincos, mas não daqueles todos chiques. Eram simplesmente estes.
- Vi-os e achei que era a tua cara e como sabia que querias comprar uns… - disse a Laura
- Estes são perfeitos, obrigada best! – dei-lhe um forte abraço
- Agora abre a minha – pediu o Duarte
- Ah não sei o que será – gozei com ele, pois através do embrulho via-se perfeitamente o que era, era um embrulho gigante, maior que eu, em forma de prancha
- Não gozes, fui eu que embrulhei – pediu-me sorrindo – Como estavas sempre a dizer que a tua prancha já está velhinha mas que não te consegues desfazer dela eu decidi dar-te uma ajuda – o Duarte era o meu companheiro de Surf, digamos assim.
Ele tinha-me acabado de oferecer uma prancha da Roxy, que era a minha marca predileta.
- Wow é linda! Amo! Obrigada, obrigada, obrigada!
- De nada, só tenho uma condição. Temos de a experimentar juntos! – pediu-me
- Claro! Não imaginas as saudades que tenho de surfar, assim que for a Portugal tratamos disso! É tão linda! – babei-me mais um pouco para a minha nova menina
Ainda recebi mais algumas prendas, como uns sapatos, um colar lindo, ou a prenda do Tomás, que combinou com a altura do ano em que estávamos, já que os meus anos coincidiam com o início do campeonato ele ofereceu-me a nova camisola do Benfica, era inevitável a camisola não ser o 28, que era o meu número e curiosamente o do Sílvio também, pois tanto eu como ele fazíamos anos no dia 28, eu em Agosto, ele um mês depois.
- Bem agora só falta uma prenda, de umas pessoas que não poderão vir – disse o Sílvio
- Quem?
- Já vês, anda – fomos até à sala, mesmo em frente à televisão – Elas mandaram isto – o Sílvio pôs o vídeo a dar
- Olá filhota – os meus pais apareceram um ao lado do outro, era a minha mãe que estava a falar – Parabéns meu amor. Sabes que os pais gostavam muito de passar este dia ao teu lado mas que infelizmente não é possível, de qualquer maneira sabes que estaremos sempre contigo e que estás sempre nos nossos corações – os meus pais tinham ido em viagem de negócios ao Brasil, foi impossível adiarem a viagem para estarem presentes nos meus anos – Nós mandamos-te muitos beijinhos e abraças, estamos a morrer de saudades tuas minha boneca – disse o meu pai, foi inevitável não me virem novamente as lágrimas ao olhos – Serás sempre a nossa menina pequenina apesar de agora já seres maior de idade – o meu pai fez uma pausa, como que assimilar tudo, todos os anos – Como o tempo passa depressa – esta era a típica frase do meu pai, fez-me sorrir – Dizes sempre isso, Ricardo – constatou a minha mãe – Mas é verdade ainda ontem a minha boneca era uma bebé e hoje já é uma mulher linda. Espero que consigas tudo o que queres da vida, eu e a mãe estaremos sempre aqui para te apoiar em tudo – o meu pai começava a ficar emocionado, o que era a coisa mais rara de todo o sempre – Só a nossa menina para deixar o papá todo babado – brincou a minha mãe – Mas minha menina, não penses que agora por seres maior de idade podes cometer todas as maluqueiras que quiseres, já sabes que quando fores sair quero-te em casa bem cedo e tens de comer a sopa toda na mesma, sim sim… ah e espero que te estejas a portar bem - sorri, este era o meu pai – Vá filha, os pais desejam-te tudo de bom. Já sabes que te amamos muito, tens de nos vir visitar porque estamos a morrer de saudades tuas… um beijo muito grande. Amamos-te! – estava lavada em lágrimas, eu também estava a morrer de saudades dos meus pais, nunca tinha ficado tanto tempo longe deles
- Ainda não acabou – informou-me o meu amor
- Parabéns maninha – agora foi a vez do meu irmão Dário falar com a minha cunhada Margarida – Ainda ontem eras uma pirralha que me andava a azucrinar o juízo e a andava sempre de um lado para o outro cheia de energia e hoje já és uma mulher, sabes que o mano tem muito orgulho em ti, apesar das nossas desavenças, é impossível dois irmão não terem as suas discissões, principalmente quando a irmã é uma pirralha que quer sempre fazer as coisas à sua maneira e que acha que tem sempre razão, tu eras mesmo péssima – sorriu-me eu era 7 anos mais nova que ele, por isso era normal que eu quisesse brincar mas que ele já não achasse piada às minhas brincadeiras, por isso passava a vida a pregar-lhe partidas – Apesar disso tudo sabes que o mano te ama muito. Pai, pai já posso falar? – o meu irmão é interrompido pelo Simão – Já anda cá – o simão senta-se no colo do pai – Titi, tu consegues ver-me através desta coisa? Isto é tão pequenino! – observava o Simão. Sorri - Simão a mãe já te disse que sim – esclareceu a Margarida - Oh mas eu acho estranho. Mas pronto. Parabéns Titi, já fazes muitos anos, até já tens de usar dois números – dizia espantado – mas eu já sei contar até aos teus anos – dizia entusiasmado – queres ver?! – ele esperava a minha resposta – Filho a tia não te vai responder – dizia o meu irmão a rir – então eu conto na mesma: um, dois, três, quarto, cinco, seis, sete, oito, nove, dez! Agora vem o onze, o doze, o teze, quatro-onze, o desaseis… - o que eu me estava a rir com o meu pequenino – Filho estás a contar mal, a seguir ao catorze vem o quinze – explicava a minha cunhada – Não interessa! Titi, eu quero que venhas rápido, tenho muitas saudades tuas e o pai quase nunca quer jogar à bola comigo. Por isso vem depressa, sim? Gosto infinitos de ti. Agora, já posso ir lá carregar no botão? – perguntava o Simão ao pai – Sim vai lá…
Ver a minha família de novo tinha sido aconchegante. Eu também tinha saudades deles. O meu Simãozinho tinha crescido, e tinha-lhe de ensinar a contar…
- Bem acho que não aguento mais surpresas hoje!
- Também foi a última, agora resta-nos ir curtir a noite! – elevou o tom de vós o Tomás
- Acho bem! – por acaso hoje também me apetecia ir sair, apetecia-me ir dançar até me doerem os pés
- Sim até porque eu quero-te ver bêbada – expressou o Paulo
Eu nunca me tinha embebedado, já tinha ficada quentinha, mas não era a mesma coisa. Os meus amigos sempre tiveram muita curiosidade em me ver bêbada.
- Vai ser hoje! – prometeu o Francisco
- Logo se vê – disse eu
Antes de sairmos ainda tivemos mais um tempo na casa do Tomás. Acabamos por nos dividir em dois grupos, rapazes de um lado, de volta da play station e raparigas no jardim a conversar. Tive-lhes a contar a minha história com o Sílvio e a pôr-me informada sobre os amores das minhas amigas, conversas de meninas, portanto. Antes disso ainda tive tempo para ligar aos meus pais e ao meu irmão para lhes agradecer e ainda apanhei o Sílvio na cozinha, onde tivemos cinco minutos a namorar e a falar da festa, ele disse-me que tinha gostado dos meus amigos e eu mais uma vez agradeci-lhe por todas as surpresas que estavam a tornar este dia inesquecível.
Mas tinha chegado a hora de sairmos. Fomos até aos bares de Madrid, acabamos por correr vários, para vermos o que tinha melhor ambiente, até que acabamos por ficar numa discoteca, bem no centro da cidade.

Sílvio
A noite já ia longa, tanto a Didi como a maioria dos amigos já estavam bem quentinhos, eu também bebi mas pus limites a mim mesmo, até porque tinha jogo no Domingo.
- Amor, já te disse que te amo muito? – perguntou-me a Didi agarrando-se ao meu pescoço
- Já, já… - ri-me estava a gostar dele lado bêbedo da minha namorada, estava mais solta
- Amor, anda dançar comigo para cima da coluna! – pediu-me já me arrastando para lá
- Princesa, eu não vou subir para a coluna e tu também não devias, nesse estado ainda cais! – preocupei-me
- Fogo que cortes! Mas está bem, assim vou beber mais qualquer coisa. Pessoal, quem quer mais uma rodada, eu pago! – gritou
- Bora! – alinharam
Lá foram eles para o bar. Confesso que se eu não estivesse com a Didi não achava lá grande ideia ela estar bêbeda, nunca se sabe o que é que ela pode fazer ou quem é que se podia aproveitar dela. Mas como estava com ela e a iria levar para casa, estava mais tranquilo e deixava-a divertisse à vontade.
Acabamos por sair da discoteca por volta das cinco da manhã, fomos direitos ao metro, que nessa noite tinha sido o nosso meio de transporte. No caminho ainda me ri muito com o pessoal.
- Sabem o que falta?
- Vodka! Devíamos ter trazido uns copos para o caminho, não era? – disse o Francisco
- Não – gargalhou a Didi – Mas que não era mal pensado! Falta música, bora cantar!
- Atirei o pau ao gato mas o gato-to-to não morreu-eu-eu… - começou a Mafalda
- Ai essa música é horrível, mas fica no ouvido!
Acabaram por ir o caminho todo a cantar esta música e a do batatoon. Pelo caminho iam também contornando os postes, já no metro, decidiram deitar-se todos no chão.
- Já viram como a lua é bonita daqui? – comentou o Paulo
- Oh totó aquilo não é a lua, burro! Não vês que são várias!
- Ahh pois é, sendo assim são as estrelas…
Era impossível eu não me rir, na verdade o que eles estavam a falar era mesmo nas luzes que o metro tinha no teto. Se eu tivesse levado um caderno, conseguia preenche-lo todo só com parvoíces que eles diziam.
Finalmente tínhamos chegado a casa. O pessoal ia todo dormir na casa do Tomás, eu ainda disse à Didi que ela deveria dormir lá, mas ela insistiu que queria dormir comigo, sendo assim fomos para a minha casa.
- Amor, leva-me ao colo para o nosso quarto! – pediu-me enquanto mandou os saltos para o meio da sala
- Anda cá – sorri-lhe e ela atirou-me para o meu colo, o caminho até ao nosso quarto a Didi entretêm-se a dar-me beijinhos no pescoço
Quando cheguei ao nosso quarto deitei-a em cima da cama, mas ela rapidamente se levanta e me empurra, caindo eu de barriga para cima na cama. A Didi põe-se em cima de mim de gatas e começa a beijar-me.
- Amor, sabes que eu te acho super sexy, ai então quando estás só de bóxeres apetece-me saltar-te em cima – confessou por entre beijos
A Didi saí de cima de mim para tirar o seu vestido e ficar só de lingerie. Olhando para mim com um ar safado. Depois volta a beijar-me enquanto passeava as suas mãos no meu peito. Confesso que vê-la de lingerie me dava vontade de tê-la para mim. Ela leva as suas mãos à minha camisa com o intuito de ma retirar. Travei o seu movimento.
- Princesa, para – pedi-lhe levantando-me
- Porquê?! Eu quero fazer amor contigo, tenho vontade! – expressou -  Sabes que há quase um ano que não faço amor com ninguém? – revelou-me
- Temos tempo para fazer amor, quando estiveres sóbria… - eu não queria que na nossa primeira vez ela estivesse bêbada. Queria que a nossa primeira vez fosse especial e muito provavelmente ela agora só queria fazer amor porque estava babada, se não o estivesse talvez não fosse bem essa a sua vontade
- Mas eu estou bem… - disse para depois me seduzir dando-me beijos no pescoço e fazendo-me um chupão
Confesso que começava a ser muito difícil para mim resistir-lhe.
- Didi, para…
- Porquê?! Não me desejas?
- Desejo, mas o prob…
- Então pronto! – interrompe-me – Faz amor comigo! – ela levou as mãos à minha camisa e desabotoou-o os botões – Quero ter-te para mim! – confessou para depois me beijar todo o peito e os abdominais, deixando-me com um desejo incrível, ela para no botão das minhas calças. Não imaginam como também me apetecia fazer amor com ela. Mas tinha de parar.
- Princesa, por favor para! Eu vou à casa de banho, vai vestir o pijama para depois irmos dormir – pedi-lhe tentado manter o discernimento. Era o mais correto a fazer, pois muito provavelmente se o fizéssemos ela na manhã seguinte quando acordasse ia arrepender-se e eu não queria isso. Consegui fugir para a casa de banho, não sem antes ela num ato provocatório me apalpar o rabo. Olhei com um sorriso.
- Sempre soube que tinhas um bom rabo – expressou, podendo confirmar a sua teoria.
Entrei na casa de banho onde lavei a minha cara com água fria e respirei fundo. Ainda demorei uns minutos até voltar ao quarto, tempo suficiente para quando voltei ver a Didi já a dormir na nossa cama. Sorri, ela nem se tinha dado ao trabalho de vestir o pijama, adormeceu só de lingerie, eu apenas a tapei com o lençol e deitei-me ao seu lado, rapidamente a senti abraçar-me, dei-lhe um beijo de boa noite na testa e adormeci.

Como será o despertar deste casal?
Como correrá o fim-de-semana?

Bom dia :)
Como prometi aqui está a última parte do capitulo 31, espero que tenham gostado e que deixem os vossos comentários e obrigada a todas por terem deixado a vossa opinião no ultimo capitulo.
Beijinhos
Didi Martins