sábado, 27 de outubro de 2012

Capítulo 24 - “Não me provoques, amor!”


Olá Meninas
Era só para informar que dividi este capítulo em duas partes mas publiquei ambas nesta publicação *-*

Parte I
Diana
O Sol já se começava a pôr, a única coisa que se via era mato, mato e mais mato! Isto realmente, as autoestradas… O que vale é que estava há cerca de 3 horas com o Sílvio, a nossa viagem era feita entre muita conversa e diversão…
- Amor, porque é que paramos? – perguntei saindo do carro, estávamos numa estação de serviço espanhola
Ele antes de me responder aproxima-se de mim e agarra-me fortemente pela cintura, juntando os nossos corpos, a sua cara estava a escassos centímetros da minha.
- Porque estava há muito tempo sem miminhos da minha princesa!
- Ohh que fofo! O meu amor quer miminhos é? – perguntei melancolicamente e pondo as minhas mãos o seu peito
- Muitos! – pede aproximando os seus lábios dos meus
Não lhe beijei os lábios preferi antes dar-lhe miminhos e fazer pequenas brincadeiras carinhosas. Comecei por lhe dar beijinhos por toda a cara, para depois passar para o seu pescoço e acabar sussurrando-lhe ao ouvido:
- Adoro-te amor!
Assim que acabei de falar Sílvio beija-me intensamente. Um beijo fulgurante, cheio de amor, desejo e paixão. As mãos dele vagueavam pelo meu corpo, enquanto as minhas apenas o chegavam mais para mim. Ainda estava a recuperar o folgo, quando o Sílvio retribuía todos os beijinhos que eu lhe tinha dado pelo cara.
- Princesa, vamos jantar? – perguntou assim que acabou de me encher de beijinhos
- Ah afinal foi por isso que paramos, eu a pensar que era só mesmo para ter miminhos meus… - brinquei fingindo-me de amuada
Sílvio põe a sua mão por cima do meu ombro e ambos caminhamos agarrados até ao restaurante da estação de serviço, enquanto ele se explicava.
- Foi por ambas as razões se bem que é mais importante ter miminhos teus! – desculpa-se
- Sim, sim tu queres é dar miminhos ao teu estômago… - sorri-lhe
- Prefiro os miminhos que me dás! – proferiu beijando-me

Sílvio
Já tínhamos jantado e agora continuávamos a caminho de Madrid quando a minha princesa me olhava fixamente e lentamente ia fechando os olhos, mas fazia um esforço para os manter abertos.
- Princesa, se quiseres podes dormir – disse desviando por breves segundos o meu olhar da estrada para ela
- Não, eu não posso dormir. Quero fazer-te companhia! – exigia a si mesma despertando um pouco
- Não é preciso, tu estás cheia de sono amor, dorme a sério – dizia-lhe
- Desculpa mas tou mesmo a morrer de sono – confessou com um sorriso que me derretia – Qualquer coisa acorda-me – cedeu para depois chegar-se ao pé de mim e dando-me um beijo na cara
- Oh princesa estás assim com tanto sono que já nem vês onde está a minha boca? – meti-me com ela
- Vejo, mas estás a conduzir!
- Mas eu queria um beijo… - pedinchei fazendo beicinho
- Só um! – chegou-se a mim e deu-me o beijo que lhe pedi, não muito demorado pois estava a conduzir, o que vale é que na autoestrada é quase sempre a direito! – Agora deixa-me dormir – pediu ensonada e aconchegando-se ao seu próprio corpo
Pouco tempo depois já a minha princesa dormia tranquilamente. De soslaio ia observando-a, mil e um pensamentos passavam pela minha cabeça, mas sobretudo pensava como era possível amar assim tanto alguém!


Parte II
Sílvio
Tinha acabado de chegar a Madrid, a única coisa que se ouvia era um silêncio tranquilizante de uma noite quente de verão. A minha princesa ainda dormia, não tinha coragem para a acordar, e como na casa do Tomás já estava tudo apagado decidi pegar nela e levá-la para a minha casa. Ela está a dormir tão profundamente que nem se quer acordou pelo caminho até ao meu quarto. Deitei-a na minha cama cuidadosamente, tirei-lhe os sapatos e depois tapei-a com um cobertor. Como tinha fome decidi ainda ir beber um copo de leite antes de me ir deitar. Voltei ao quarto, tratei da minha higiene para depois ficar apenas em bóxeres e me deitar ao lado da minha princesa, mas uma dúvida surgiu na minha cabeça. Nós ainda nem namorávamos há um dia, o que acharia a Didi de dormirmos já juntos, se calhar não iria gostar? Mas também íamos só dormir… Acabei por tirar estes pensamentos da cabeça.
- Dorme bem princesa! – sussurrei-lhe ao ouvido para depois lhe dar um beijinho na testa
Deitei-me mas sinto os braços da Didi envolverem-me, olhei-a mas ela continuava a dormir tranquilamente, inevitavelmente sorri e adormeci abraçado a ela.

Diana
Acordei bem lentamente e fazia um grande esforço para abrir os olhos, sentia algo em cima da minha cintura mas ainda não sabia o que era.
A muito custo lá despertei, e não havia melhor maneira do que com a visão que tinha neste momento, uma pessoa assim acordava logo bem-disposta. Sílvio estava a dormir agarrado a mim. Decidi acordá-lo com um beijo.
- Bom dia amor! – saudei assim que ele abriu os olhos e me sorri
- Muito bom dia princesa! – profere ao mesmo tempo que se deita em cima de mim e me beija – Que boa maneira de acordar!
- Também acho! – concordei dando-lhe mais beijos
Ficámos a namorar mais um pouco.
- Estou aqui tão bem, mas tenho que ir para o treino… - informava-me desanimado e levantando-se
Confesso que ele disse algo depois disso mas que eu nem ouvi pois fiquei petrificada a olhar para ele, para como ele estava vestido, quer dizer como ele estava despido. Sílvio estava mesmo na minha frente apenas em bóxeres, o meu olhar estava cravado no seu corpo.
- Princesa, ouviste o que eu te disse? – perguntou aproximando-se de mim, enquanto me eu levantava da cama e me afastava da “tentação”
- Desculpa, estava distraída, repete se faz favor… - pedi um pouco atrapalhada
- Estavas distraída com quê? – perguntou num tom provocador aproximando-se de mim
- Com… com… - estava um pouco atrapalhada e até gaguejava, vê-lo assim estava a deixar-me alterada e com um calor…
- Com… - pediu para eu concluir
- Opá, oh Sílvio! Tu apareces assim na minha frente, queres que eu fique como? – pronunciei muito rapidamente
Sílvio sorri e provoca-me ainda mais, pega nas minhas mãos e poe-as no seu peito/abdominais, para depois me beijar o pescoço… As minhas mãos sentiam os seus peitorais bem definidos e os seus esculpidos abdominais. Eu estava com calor, no mínimo, ao mesmo tempo mordia o meu lábio. Para depois o beijar intensamente e terminar com isto.
- Bem vamos mas é tomar o pequeno-almoço… - sugeri saindo de ao pé dele e indo calçar os meus sapatos
Sílvio sorri descaradamente.
- Não me provoques amor! – pedi-lhe - Mas estavas a dizer o quê precisamente… - tentava mudar de assunto
- Que tenho de ir para o treino pois não posso chegar atrasado, mas que queria ficar aqui mais um pouco a namorar contigo… - dizia-me enquanto tirava algo do armário para vestir
- Eu também queria ficar a namorar, mas tens de ir. Já faltaste um dia aos treinos por causa de mim, por isso é melhor despachar-te! – avisava-o pois não queria ser a causa do seu atraso
- A princesa manda! – gozou. Mandei-lhe com uma almofada e sai a correr do quarto, pois ele preparava-se para a “vingança” – Amor vou fazer o nosso pequeno-almoço, não te armes em menina e fiques meia hora a arranjar-te – gritei-lhe já da parte de fora do quarto
- Ahahahah que graça! – ainda o ouvi resmungar enquanto já descia as escadas em direção à cozinha
Sílvio ainda me ajudou a preparar o nosso pequeno-almoço para depois combinarmos o que iríamos fazer hoje.
- A minha princesa quer vir almoçar comigo hoje?
- Estava a pensar ir almoçar com o Tomás, temos de lhe contar as novidades, não achas?
- Sim! Ele foi uma grande ajuda. Podíamos almoçar os três e depois íamos, só eu e tu, passear e depois podias assistir ao meu treino, que me dizes? – sugeriu depois de ter dado a última dentada na torrada
- Por mim pode ser!
- Então está combinado! Bem tenho mesmo de ir porque se não o mister mata-me! Adeus princesa – despede-se de mim com um beijo
- Bom treino – desejei
- Obrigado amor! – agradeceu enquanto já pegava nas suas coisas para sair
Acabei de tomar o pequeno-almoço para depois arrumar a cozinha e ir ter com o Tomás.
- Olá Tomás! – não tive tempo para dizer mais nada pois o meu melhor amigo sufocou-me com um saudoso e feliz abraço
- Olá Didi! Eu sabia que ele iria conseguir… - comentou
- É, parece que sim! - sorri-lhe
- Mas conta-me coisas! Como é que foi?
- Ui que eu tenho um amigo tão curioso! Combinei com o Sílvio que iríamos almoçar todos para nós falarmos contigo e contar-te as cenas.
- Então quer dizer que vou ter de esperar até à hora de almoço?
- Parece que, sim.
- Chiii oh Didi não me faças isso!
- Pronto, diz lá o que queres saber! - acabei por ceder
- Vocês namoram?
- Isso é uma pergunta estúpida! Achas que eu estaria aqui se não namorasse-mos!?
- Realmente! – repara coçando a cabeça
- Mas depois eu conto-te todos os pormenores, prometo!
Passei o resto da manhã com o Tomás a pôr a conversa em dia e a saber o que se tinha passado em Madrid na minha ausência.

Sílvio
Ia a caminho do treino a pensar na bela forma como acordei e como tinha deixado a minha princesa atrapalha. Foi com o sorriso destes pensamentos que entrei no balneário.
- Buenos días! – cumprimentei alegremente os meus companheiros
- Ui com essa boa disposição já deu pr’a ver que sua tia está melhor! – comentou o Diego
- A minha Tia? Que tia?
- Ups alguém acabou de se descair! – evidenciou o Tiago
- Ahhh a minha tia! Sim ela melhorou bastante! – disfarcei
- Sim, sim chama-lhe tia… - gozou o Diego
- Oh não me estraguem a boa-disposição!
Entretanto equipamo-nos e o mister apareceu no balneário.
- Entonces Silvio su tía mejorar? (Então Sílvio a sua ti melhorou?) – perguntou-me o mister
- señor, gracias por dejarme ir, me comprometo a hacer que a ti con todo mi compromiso y dedicación (Sim mister, obrigado por me ter permitido ir, prometo que compensarei com toda a minha entrega e dedicação)
- No esperaba otra cosa de ti
(Não espero outra coisa de ti) – disse o Mister - Chicos, vamos a entrenar! (Rapazes, vamos treinar!) – ordenou o Mister
O Treino foi bem puxadinho e ainda por cima tive de aturar com os meus colegas sempre a mandarem-me bocas. Mas com a boa-disposição que estava nem me importei lá muito.
Depois do treino despachei-me rapidamente para ir almoçar com a minha princesa e com o Tomás.

Como correrá o almoço com o Tomás?
E a tarde de Sílvio e Diana?

Olá :D
Desculpem a demora em publicar mas ando em fase de testes e não tenho tido muito tempo para escrever.
Sei que o capítulo não está muito grande, mas espero que gostem e que comentem.
Beijinhos 
Didi Martins

PS: Criei uma página no Facebook exclusivamente para estar mais próxima de vocês. Por isso quem quiser é sé enviar-me um pedido de amizade :)

sábado, 13 de outubro de 2012

Capítulo 23 - Novidades


Diana
Tinha acabado de chegar a casa e como previa a mesma estava vazia, os meus pais estavam a trabalhar, mas vinham almoçar a casa, por isso seria a altura perfeita para lhes contar que iria regressar a Madrid. Vou para o meu quarto com a intenção de começar a refazer as malas, antes disso ainda ponho música e fico a cantarolar.

Yellow diamonds in the light (Diamantes amarelos na luz)
And we're standing side by side (E nós estamos lado a lado)
As your shadow crosses mine (Quando a sua sombra cruza a minha)
What it takes to come alive (é o que basta para que eu ganhe vida)

We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)

Shine a light through an open door (Brilha uma luz através de uma porta aberta)
Love and life I will divide (Separarei amor e vida)
Turn away cause I need you more (Volta pois eu preciso mais de ti)
Feel the heartbeat in my mind (Sinto o coração a bater na minha cabeça)

It's the way I'm feeling I just can't deny (É não posso negar como me sinto)
But I've gotta let it go (Mas preciso deixar pra lá)

We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)

Yellow diamonds in the light (Diamantes amarelos na luz)
And we're standing side by side (E nós estamos lado a lado)
As your shadow crosses mine (Quando a sua sombra cruza a minha)

We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)

Cantarolava e dança ao mesmo tempo que punha a roupa na mala. Tudo isto ainda me parecia um sonho! Perdi-me em pensamentos sobre o Sílvio, ou melhor sobre o meu namorado! NAMORADO! Estava mesmo feliz! Despertei dos meus pensamentos com o som da campainha. Era a minha Laura que estava à porta da minha casa.
- Olá! Amiga mais linda deste mundo – a minha voz e boa disposição espelhavam o que me ia no coração
- Bem eu vinha ver como tu estavas, mas nem é necessário perguntar que já vi que estas muito bem-disposta! – comentou entrando para a sala
- Sim! I’am HAPPY! – Laura apenas se ri
- O que é que se passou para estares assim tão feliz? – perguntou curiosa
- Vou para Madrid!
- Para Madrid? – pergunta muito admirada – está a escapar-me alguma coisa, tu vens para Portugal para fugires do Sílvio e agora vais voltar para Madrid?
- Eu e o Sílvio namoramos! - revelei
- O quê? Repete que eu não devo ter ouvido bem – pediu incrédula
- Eu e o Sílvio namoramos! - repeti
- ÁÁÁ – grita de alegria – não posso! Como é que isso aconteceu?
- Hoje de manhã fui apanhar umas ondas e quando já me vinha embora aparece o Sílvio tipo ele veio de Madrid só para falar comigo, tentar entender as minha atitudes e assim, foi bué querido! – disse relembrando o momento
- Ohhhh
- Depois ele declarou-se, e isso serviu para me abrir os olhos e chegar à conclusão que ao afastar-me dele sofria mais que se estivesse junto dele, por isso juntei-me a ele.
- E as tuas incertezas e dúvidas todas? E depois do verão?
- O futuro a Deus pertence, na altura logo se vê o que é que vamos fazer, mas quem não arisca não petisca! – disse a sorrir
- É assim mesmo! Estou mesmo feliz por se terem entendido, já não te conseguia aturar, “ai eu gosto dele”, “ai mas eu não posso” – risse e eu mando-lhe uma almofada
- Que parva!
- Tou mesmo feliz por vocês!
- Também eu - sorrindo
A Laura ajudou-me a acabar de fazer as malas e já em cima da hora de almoço, foi embora pois os meus pais já tinham chegado a casa e eu tinha de ter uma conversa séria com eles.
Já estávamos na cozinha a almoçar quando comecei a falar com eles. Sempre falei abertamente de tudo com os meus pais, mas confesso que mesmo assim estava algo nervosa.
- Tenho uma novidade para vos contar mas nem sei bem por onde começar – admiti, chamado a atenção aos meus pais
- Deves começar pelo início, mas se bem que a mãe já faz uma mínima ideia do que tens para nos contar!
- Pois – disse um pouco atrapalhada coçando a cabeça – Pelo inicio: conheci uma pessoa de que gosto muito em Madrid, muito mesmo – salientei – Então começamos a namorar, por isso eu queria perguntar-vos se podia ir de novo para Madrid, aproveitando o resto das férias com essa pessoa – pronunciava receosa
- E essa pessoa tem nome? Ou melhor esse namorado – perguntou o meu pai. Ele como qualquer pai não gostava muito que a sua menina já andasse para ai a namorar, embora não o admitisse eu sabia-o, mas no entanto sempre me apoiou, até porque ele próprio se dava, ou melhor se deu, muito bem com o meu ex-namorado
- Chama-se Sílvio! – contei envergonhada – Ele é português mas vive em Madrid. Conheci-o através do Tomás, e desde hoje que namoramos. Eu gosto mesmo dele - confessava
- Vê-se! – brincou a minha mãe
- Oh mãe não me envergonhe! – pedi envergonhada
- Não filha, agora falando a sério, a mãe já tinha reparado que esse estado de humor estava relacionado com um rapaz. E também já deu para perceber que esse Sílvio conquistou o coração da nossa menina. Sempre foste responsável e acho, aliás achamos, porque a opinião é compartilhada com o pai, que já tens idade suficiente para saberes aquilo que queres, se sentes que gostas mesmo do rapaz e que queres ir ter com ele, não será do meu lado que irás ter oposição…
- Nem do meu! – confirmou o meu pai. Um sorriso surgiu no meu rosto. Mas eu sabia que a conversa ainda não tinha acabado.
- Mas já sabes tens de ter muito juizinho, nós confiamos em ti por isso não nos desiludas e não nos faças arrepender da nossa decisão! – avisou a minha mãe
- Sim podem confiar em mim. Eu prometo que não vos desiludo e que venho visitar os melhores pais de mundo de vez em quando!
- De vez em quando? Já viste Ricardo? De vez em quando! Agora fomos trocados por um rapaz que levou o coração da nossa menina!
- Eu já não sou uma menina! E haverá sempre espaço para os meus pais no meu coração, nenhum homem, por muito que eu o ame, nunca vos vais tirar esse espaço, porque as únicas pessoas que vão ser internamente minhas serão a mulher da minha vida – disse olhado para a minha mãe – e o Homemzão – como eu tratava o meu pai – da minha vida! – pronunciei um pouco emocionada
- Como a nossa menina cresceu! – comentou o meu pai também emocionado. Poucas vezes vi o meu pai chorar, mas neste momento os seus olhos brilhavam e muito!
Continuamos o almoço a falar no mesmo assunto, onde ainda lhes respondi a mais algumas perguntas que eles me fizeram e contei um pouco da minha história com o Sílvio.

***

Sílvio
Era inevitável não ir a sorrir enquanto conduzia, embora não fosse muito longe, cerca de uns 45km da casa da minha princesa até Lisboa. Estacionei o carro à porta da casa da minha mãe e entrei no lugar que me viu crescer, ainda tinha as chaves. Só aquele cheiro, dava-me uma nostalgia dos bons momentos que passei ali, mas também dos maus. Mas era aqui que me sentia em casa…
- Olá mãe! – surpreendia-a abraçando-a por trás
Já tinha saudades da minha progenitora, há cerca de um mês que já não estava com ela. A minha mãe era a grande referência da minha vida, como o meu pai morreu quando eu ainda era um rapazinho, fui criado praticamente por ela, assumindo ela o papel de mãe e pai, uma super mãe, apesar de ter no meu tio paterno um segundo pai. Mas era diferente, a minha mãe tinha sido incansável para mim e para os meus irmãos, criar três rapazes sozinha não foi tarefa fácil, por isso sentia um orgulho tremendo nela e como éramos muito próximos sentia sempre saudades dela.
- Oh meu filho! – disse surpreendida virando-se para mim e abraçando-me
Nada como um abraço saudoso e reconfortante da minha mãe para este dia se tornar ainda mais perfeito!
- A que se deve esta repentina visita? – perguntou pondo fim ao nosso abraço
Expressei-me da única maneira que eu utilizava hoje, com um sorriso!
- Que sorriso é esse Sílvio Manuel? – que mania que as mães tem de nos tratar pelo segundo nome!
- É a razão pela qual eu estou aqui!
- Presumo que essa felicidade toda tem alguma coisa a ver com mulheres? – associou perspicaz, a minha mãe conhecia-me como ninguém
- Não tem a ver com mulheres! Têm a ver com a mulher – dei ênfase à palavras “a”
- Conta-me lá essa história! – pediu a minha mãe encaminhando-se para o sofá da nossa sala. O mesmo onde eu tantas vezes adormeci no seu colo a ouvir histórias e a procurar um consolo que atenua-se a dor que sentia.
- A mãe lembra-se daquela rapariga que eu lhe falei aqui há uns dias, enquanto falávamos por telefone?
- Sim! Aquela por quem estás completamente apaixonado!?
- Sim, eu vim a Portugal resolver as coisas entre nós, acabei por conseguir e agora namoramos! O que é que a mãe acha? – para mim era sempre importante a sua opinião
- Acho que estás feliz e isso é que interessa! Eu quero é ver os meus filhos felizes e se essa rapariga te deixa assim tão feliz eu só tenho de aprovar e incentivar a vossa relação! – disse. Não resisti e dei um grande beijo à minha mãe
- Obrigado, é muito importante para mim que a mãe me apõe!
- Oh meu filho se tu estás feliz com essa rapariga eu tenho é de apoiar, mas eu quero conhecer a minha nova nora!
- Pois! – disse um bocado atrapalhado – se calhar ainda é um bocadinho cedo para a conhecer, mas terei todo o gosto em apresenta-las e tenho a certeza que a mãe vai gostar muito dela! – disse convicto
- Mas conta-me coisas sobre ela! Como se chama?
Ainda passei algumas horas com a minha mãe a matar as saudades, a falar da Didi e a saber como corriam as coisas por aqui. Já a meio da tarde despedi-me da minha mãe e fui buscar a minha princesa, pois uma longa viagem até Madrid esperava-nos.
Minutos depois já estava à porta da casa da minha princesa, confesso que já sentia saudades suas apesar de termos estado apenas algumas horas separados. Liguei-lhe e informei-lhe que já estava à porta da sua casa, à sua espera. Ela vem ter comigo e estava simplesmente linda como sempre!
- Olá amor! – saúda-me antes de os nossos lábios de juntarem de novo
- Olá princesa! Estás tão linda! – disse fazendo-a corar. Era impressionante, a minha princesa corava sempre que eu lhe fazia um elogio, acha imensa graça, até porque ela ficava tão fofinha com as bochechas rosadas – Vais corar sempre que te fizer elogios? – perguntei metendo-me com ela
- Não consigo evitar! – admitiu – Olha porquê que me ligas-te? Podias ter entrado!
- Os teus pais não estão em casa? – perguntei, pois tinha sido esse o motivo que me fez ligar, em vez de ter tocado à campainha.
- Estavas com medo dos meus pais amor? – perguntou-me sorrindo
- Não era isso, mas era um bocado incomodo tocar à campainha e dar logo de caras com os teus pais! O que é que eu dizia? “Boa tarde, vim buscar a vossa filha para levá-la para Madrid?” – a Didi ria-se as gargalhadas
- És tão tontinho amor! Mas os meus pais não estão em casa, por isso podes entrar na boa, vá anda ajudar-me a trazer as malas! – pediu puxando-me pelo braço até ao interior da sua casa.
Fiquei a conhecer o lugar onde a minha princesa mora, para depois pegar nas suas malas e voltar à cidade que viu o nosso amor nascer.

Olá!
Como sempre espero que tenham gostado do capítulo e que comentem, desculpem a demora mas ando sem   tempo para escrever e a inspiração também não ajuda!
Criei uma página no facebook exclusivamente para estar mais próxima de vocês. Quem quiser é só enviar-me um pedido de amizade :) 
Aproveito também para divulgar uma fic de uma seguidora minha. My Cute World  http://my-cute-12.blogspot.pt/ Deêm uma olhadela porque vale a pena ;)
Beijinhos
Didi Martins

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Capítulo 22 – “Eu estou contigo e para sempre”


Diana
Levantei-me com as galinhas, não consegui dormir a noite inteira, as palavras que a Laura me tinha dito andavam a remoer dentro de mim. Pegava vezes e vezes sem conta no telemóvel para lhe telefonar, ou mandar uma simples mensagem, mas na hora de carregar no botão verde faltava-me a coragem. Talvez fosse o orgulho a falar mais alto, que o coração. “Fogo mas o que é que se passa comigo? Eu não sou assim! Esquece-o Diana. Esquece-o. Esquece-o”, pensava para mim mesma. Fui até à minha varanda e vislumbrei o mar, deviam ser umas 6 da manhã, hora ideal para eu ir surfar. Surfar era umas das poucas coisas que me faziam esquecer tudo, pelo menos por algum tempo!
Vesti o meu bikini e os meus calções.
Antes de sair ainda passei pela cozinha para comer uma maça. Peguei na prancha e na toalha e fui surfar.
A praia estava completamente vazia e ainda não era completamente de dia, o sol ainda estava a nascer. Todo este ambiente acalmava-me…
Surfar deixava-me mesmo relaxada depois de já ter apanhado muitas ondas, ia a sair da água quando fico completamente abismada ao ver quem é que estava sentado na areia á minha espera. Esfrego os olhos, de modo a confirmar que o que estava a ver não era uma alucinação. Mas aquela figura teimava a aparecer na minha visão. Decidi então voltar-lhe costas, eu devia estar mesmo a alucinar, o que eu via era impossível…
- Diana! – chamou-me. Simplesmente paralisei, eu conhecia tão bem esta voz, afinal não estava a alucinar Princesa! - disse pondo a sua mão no meu braço para me puxar. Todo o meu corpo se arrepiou com o seu toque. Queria pronunciar o seu nome, queria mas as palavras não saiam. As lágrimas era tudo o que era visível naquele momento, eram elas as únicas que denunciavam o meu desespero, a minha ansiedade, a minha saudade.
- Diana por favor, olha para mim - disse ele rodando-me para si - Olha para mim - insistiu colocando o seu dedo polegar sobre o meu queixo fazendo os meus olhos encontrarem-se com os seus. Quando o olhei só quis lançar-me para os seus braços e voltar a beijá-lo. Como sentia falta dele. O seu perfume rapidamente se entranhou em mim, os seus olhos castanhos-esverdiados brilhavam, mas não da mesma forma como quando estivéramos juntos.
- Sílvio... - pronunciei o seu nome pela primeira vez, acompanhado por uma lágrima teimosa que mesmo contra a minha vontade desceu pelos meus olhos - Eu não mereço que estejas aqui!
- Princesa, isso sou eu que decido. E eu acho que devo estar aqui! – disse limpando-me as lágrimas –Nós temos de falar, temos de esclarecer as coisas!
- Nós não temos nada para falar – pronunciei convicta. Mas o meu coração dizia totalmente o contrário.
- Sabes perfeitamente que temos! Eu não te vou largar enquanto tu não falares comigo!
- Sílvio... – disse-lhe com cara de súplica e com a voz a falhar-me
- Explica-me o porquê disto tudo, explica-me porque foges constantemente de mim e depois se não quiseres que fique eu vou embora e prometo que nunca mais me vês - disse à medida que os seus olhos se tornavam mais brilhantes. Eu não queria falar com ele, mas as suas últimas palavras fizeram com que me arrepiasse. A ideia de nunca mais o poder ver apertava-me o coração e tirava-me o ar.
- Fala – pronunciei friamente disposta a ouvi-lo
- Aqui? – olha em redor. Estávamos no meio da praia, ainda deserta, só eu, ele e o mar.
- Eu acho que é o local ideal! – disse novamente de uma maneira fria
- Porquê? - disse à medida que se ia aproximando, até que a sua mão tocou suavemente no meu rosto, o que fez com que todo o meu corpo se arrepiasse. Uma vontade súbita de me atirar para os seus braços e beijá-lo foi contrariada pela minha consciência que fez com que me afastasse. Naquele momento seguia as ordens da cabeça, ignorando as do coração.
- Porquê o quê? – fiz-me de desentendida
- Porquê foges de mim? O que é que te faz afastar de mim? O que é que te fez vir para Portugal sem me dizer nada? O que é que te afasta de mim enquanto eu sei que gostas de mim? Porque o fazes? Porquê? - interrogou já num tom de voz mais alto e desesperado
- Ahhh – comecei a gaguejar sem saber o que lhe responder, bem na verdade sabia o que eu fiz foi uma forma de fugir do que sinto, porque se não fugisse eu pensava que ia sofrer mais, mas agora estava a sofrer e sinceramente não sabia o que havia de fazer.
- Porquê? - perguntou levando suavemente a sua mão ao meu queixo.
- Eu sou assim tão importante para ti? – foi a primeira coisa que me veio à cabeça para dizer, e disse mas arrependi-me logo a seguir, e ai o meu coração batia a uma velocidade tal que parecia que me ia sair pela boca.
Eu era assim tão importante para ele ao ponto de ele vir a Portugal atrás de mim depois do que eu lhe fiz? Eu não merecia!
A sua reação à minha pergunta não foi imediata, talvez porque não esperasse que a fizesse, mas depois de alguma admiração ele solta um sorriso do tamanho mundo, um sorriso à Sílvio, um sorriso perfeito.
- Tu sabes a resposta a essa pergunta… - pronunciou calmamente
- Se eu soubesse não tinha perguntado – disse sorrindo, um sorriso nervoso
- Eu não gosto de ti… - neste momento o meu coração parou, se ele não gostava de mim o que é que ele estava aqui a fazer? - Eu estou apaixonado por ti! – automaticamente o meu coração começou de novo a bater a um ritmo normal e um sorriso formou-se na minha cara
- Eu… - preparava-me para lhe responder mas este interrompeu-me
- Espera, agora deixa-me dizer tudo o que sinto – não lhe respondi apenas lhe fiz um sinal para que continua-se. Ele pega na minha mão e começa a falar – Desde a primeira vez que te vi, houve qualquer coisa em ti que me cativou, desde então que não passo um minuto sem pensar em ti, todas as vezes que estávamos juntos sentia-me tão feliz contigo, os nossos passeios, os nossos almoços, quando ias ver os meus treinos ou jogos, bastava estares ao pé de mim para eu me sentir completo, era tudo tão perfeito, eras tão carinhosa, divertida, o teu o sorriso, os teus olhos, o teu cheiro, os teus lábios, os nossos beijos…  – a sua outra mão tocou suavemente no meu rosto, passando na minha bochecha, para logo em seguida agarrar no meu queixo obrigando-me a olhar-lhe diretamente nos olhos – os nossos beijos – repetiu suspirando - É em ti que penso quando falam em amor. É em ti que penso antes de dormir, ao acordar, a toda a hora do dia. És tudo para mim, e sempre serás e não posso controlar mais isso, pois é por ti que o meu coração bate neste momento e para o resto da minha vida! Por isso é que estou aqui, para tentar esclarecer as coisas contigo, porque quando estava contigo ou quando nos beijávamos sentia que sentias exatamente o mesmo que eu sinto por ti, tu própria o admites-te, mas estavas a chorar, por isso presumo que há algo muito forte que te afasta de mim, mas não faço a mínima o quê! Princesa por favor fala comigo, diz-me o que se passa – pediu-me visivelmente desesperado face à minha falta de reação, ainda estava em choque com a declaração do Sílvio, nunca pensei que ele gostasse tanto de mim. Decidi abrir o jogo e contar-lhe exatamente o que sentia.
- Eu sinto precisamente o mesmo que tu! Fogo eu tou completamente apaixonada por ti, tu não sais da minha cabeça nem por um minuto! Mas acima de tudo eu não consigo com que saias do meu coração! Eu pensei que ao afastar-me de ti, o que eu sentia por ti passava ou diminuía, mas não, teve o efeito contrário, aumentou bruscamente e fez-me ver que gosto muito mais de ti do que alguma vez pensei vir a gostar de alguém! É claro que eu gostava de ficar contigo o resto da minha vida, aliás amava! – confessava a chorar e eu pouco aos soluços – Se soubesses como estes dias longe de ti foram dolorosos  para mim! Ver-te triste e desiludido é a pior sensação do mundo, sentia-me tão culpada por te estar a magoar! – fiz uma pausa - Estava a morrer de saudades tuas, dos teus olhos lindos, do cheiro, do teu sorriso, de seres carinhoso para mim, dos teus abraços, de te ouvir chamar-me princesa, dos nossos beijos. Não imaginas a vontade que eu tenho de me atirar para o teu colo e matar todas estas saudades!
- E porque não o fazes? – perguntou
- Porque temos vidas muito diferentes, uma possível relação nossa nunca resultaria! Vivemos em mundos diferentes, países diferentes, convivemos com pessoas diferentes, temos idades diferentes… tantas razões para não dar certo! Mas acima de tudo vivemos muito longe um do outro, tu tens a tua vida em Madrid e eu tenho a minha aqui, eu tenho tudo aqui! Por isso teríamos de ter uma relação à distância e eu não acredito nisso e nem teria disposta a tal!
- Mas há uma razão que compensa todas as outras: “o amor” que sentimos é suficiente para ultrapassar todos os problemas, para ultrapassar todos os quilómetros, sejam eles 10 ou 1000 km! Eu acredito em relações à distância! E Madrid não é assim tão longe, podes ir lá nos fins-de-semana, ou eu posso vir cá quando tiver alguns dias de folga, as coisas podem resultar, basta nós querermos! – sentia que ele tinha razão, tinha uma vontade de dizer que concordava com ele e que estava disposta a arriscar, mas…
- Até podes ter razão, mas eu tenho medo! Não agora, porque tou de férias e posso ficar contigo em Madrid. Mas tenho medo que no final do verão as cenas acabem e que eu sofra com isso. Tenho medo que a nossa relação não resista à distância! Tenho medo de sofrer! Percebes? – perguntei assustada com a hipótese e completamente lavada em lágrimas
- Percebo, princesa! – compreendeu - Mas se isso acontecer, o que eu duvido, prefiro que aconteça depois de termos tentado e de termos feito tudo para dar certo! Nunca sabemos o que vai acontecer, não podemos evitar a felicidade do presente com medo do futuro! – dizia calmamente tentado convencer-me
Ele tinha razão, não podia viver com medo do futuro, tinha de aproveitar o presente e na altura logo se decidia ou logo se via o que é que ia acontecer! Até poderia dar certo. Tinha de deixar de ter medo!
- Gosto demasiado de ti para não tentar! – estava disposta a tentar, estava disposta a ser feliz com ele agora e pensar no futuro depois. O que estava a sofrer agora por estar longe dele, doía de mais para se suportado!
Sílvio responde-me com o seu sorriso mais belo. Ele avança para mim e pega-me ao colo, e roda-nos de felicidade, logo em seguida põe-me no chão, e deixa cair a sua mão do meu ombro para a minha cintura, olha-me nos olhos, eu ponho a mão no seu peito e ele beija-me. Começa por me beijar timidamente com movimentos suaves, lentos e carinhosos mas depois as saudades começam a falar mais alto e o beijo começa a tornar-se mais intenso, a sua língua invadiu a minha boca, explorando cada canto que lhe pertencia… Foi um beijo carregado de saudade, paixão, desejo e muito amor.
Sílvio interrompe o beijo.
- Falta uma coisa! – disse sorrindo
- O quê? – perguntei sem perceber, pois para mim estava tudo perfeito, ele estava comigo e isso é que interessava
Sílvio pega na minha mão e ajoelha-se na areia.
- Diana, queres namorar comigo? – não pude deixar de sorrir com o seu gesto, foi tão querido
- Claro que quero! Nem era preciso perguntares!
Sílvio levanta-se.
- Era sim, porque assim já é oficial e já te posso de chamar de namorada! – o meu coração disparou quando o ouvi dizer “namorada” nem acreditava no que estava a ouvir, aliás nem acreditava no que estava acontecer
O minha única reação foi beijá-lo, que saudades que eu tinha tido dele, dos nossos beijos, dos nosso momentos…
- Gosto muito, muito, muito, muito de ti, amor! – confessei-lhe sorrindo
- Amor? – perguntou surpreendido mas contente
- Sim, o meu amor!
- O quanto eu gosto de ouvir-te chamar-me isso!
- Amor – beijei-o- amor – beijei-o outra vez – amor – beijo – meu amor!
Sílvio acaba por me abraçar, que saudades que eu tinha de me sentir protegida nos seus braços, nos seus braços eu não tinha medo de nada! Acabo por o empurrar para a areia, onde acabei por me deitar em cima dele.
Eu tinha as minhas mãos no seu peito e ele pousou as suas na minha cintura, olhávamo-nos intensamente já a há alguns minutos. Ainda não acreditava que ele tinha vindo a Portugal atrás de mim e que eu estava neste momento com ele. Isto tudo parecia um sonho.
- Ainda nem acredito que estas aqui! – confessei olhando-o nos olhos e passando as minhas mãos pelo seu cabelo
- Porquê? – perguntou chegando-me mais para si, estávamos completamente colados
- Sabes quando queres muito, muito uma coisa? – ele diz que sim com a cabeça – e depois de a teres ainda nem acreditas, porque desejas-te muito isso e porque só nos teus sonhos é que isso acontecia! É isso que eu sinto!
- Ahhh então queres dizer que sonhavas comigo? – reparou sorrindo
- Sim – disse muito envergonhada e não conseguindo olha-lo nos olhos
- Mas eu percebo-te a mim aconteceu-me o mesmo, mas acredita que eu estou contigo e para sempre – disse sorrindo – As saudades que eu tinha de fazer a minha princesa corar!
Dei-lhe um leve beijo nos lábios, tentado disfarçar a minha vergonha.
- E já agora eu também sonhava contigo – confessou-me bem pertinho do meu ouvido. Começou a dar-me pequenos beijinhos junto à orelha, passando pelas minhas bochechas, nariz, e queixo, o que me fez estremecer. Logo depois beija-me, finalmente, os lábios de uma forma muito doce e carinhosa.
- Adoro-te – disse-lhe ao ouvido, um pouco envergonhada
- Também eu! Gosto tanto de ti, minha princesa! – beijamo-nos novamente para em seguida nos sentarmos, sentei-me no seu colo.
- Mas olha como sabias que eu estava na praia? – perguntei curiosa
- Porque a minha princesa adora acordar cedo para surfar, ela ama a praia, o mar, a areia molhada, adora ver o sol a nascer e palpitei que precisasses de pensar… por isso só podias estar aqui! E depois cheguei aqui e vi alguém a surfar, só podias ser tu! – inevitavelmente sorri, ele já me conhecia tão bem
- É bom saber que já me conheces! Mas olha, o Atlético deixo-te vir a Portugal? – perguntei novamente curiosa
- Pois… - começou a gaguejar – Deixaram! – disse nada convicto
- Assim sem mais nem menos? – desconfiei da sua resposta
- E talvez uma tia minha está assim muito doentinha e tinha de a vir visitar a Portugal! – confessou descaradamente
- Sílvio!!! Tu és doido!!!
- Sou doido por ti – ele era tão querido
- Sim, sim, és maluquinho - brinquei
- Sim também sou maluquinho por ti – rimos em conjunto
- Oh mas não devias ter mentido – reprovei o seu ato
- Foi por uma boa razão – desculpou-se
- Sim mas não voltes a repetir a gracinha, porque se és apanhado, estás feito – avisei-o
- Fica descansada eu não repito a gracinha, até porque não será necessário, tu não voltarás a fugir de mim! – disse descontraidamente
Não lhe respondi, apenas o beijei.
- Voltas comigo hoje para Madrid? – perguntou, pois afinal era este o verdadeiro motivo que o tinha trazido a Portugal: levar-me de volta para Madrid
- Claro amor! Vais a que horas?
- Devo ir à tarde, porque ainda tenho de ir a Lisboa visitar a minha mãe porque se ela sabe que estive em Portugal e não a fui visitar mata-me!
- Sim, por mim pode ser. Até me dá jeito porque tenho de avisar a família e fazer as malas – informei-lhe
- Então lá para o meio da tarde venho buscar a minha namorada, pode ser?
- Está ótimo, namorado! – “namorado” isto era tão perfeito
- Então vou – disse levantando-se fazendo com que eu também me levantasse
- Já? – perguntei espontaneamente
- Sim – sorriu - o tempo passa num instante e logo, logo já estamos juntos outra vez, princesa! – disse agarrando-me pela cintura e beijando-me
- Oh estava a gostar de estar aqui contigo, a namorar… - afirmei melosa
- Também eu! Mas princesa tenho que ir! – disse desanimado
- Pronto, tá bem! – cedi e peguei nas minha coisas e acompanhei-o até ao seu carro
- Até já minha princesa – despede-se de mim com um beijo
- Adeus amor! – não resisti e dei-lhe outro beijo, para depois o Sílvio ir até Lisboa ter com a sua mãe e eu regressar felicíssima e apaixonadíssima a casa

Muito boa noite :P 
Como prometi aqui está o capitulo, postado bem rapidinho! Espero que tenham gostado, principalmente deste capitulo em que a Diana e o Sílvio ficam bem! Que acharam desta reconciliação? Espero os vossos comentários.
Beijinhos
Didi Martins