sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Parabéns e "Camisola 25"


Hoje, dia 28 de setembro de 2012 o Sílvio faz 25 anos. Há precisamente 25 anos atrás nascia em Lisboa uma das pessoas por quem nutro uma enorme admiração. Muitos não percebem porque gosto tanto dele, sinceramente às vezes nem eu… Mas desde o primeiro jogo que vi dele, que ele me chamou a atenção, num jogo Rio Ave – Benfica, na 1º jornada do campeonato de 2008-2009, lembro-me do meu Pai dizer que “Aquele camisola 25 é bom jogador, para estreante e puto de 20 anos, o rapaz está a jogar bem!” Mesmo sem eu saber acho que foi ali que começou a minha admiração por ele. Um ano e meio se passaram e ia eu toda feliz e contente ver o Benfica sagrar-se campeão na época 2009-2010, num jogo no nosso lindo estádio contra o Rio Ave quando os jogadores do Rio Ave entram para o campo e estavam mesmo a treinar à minha frente, e eu reparo que era aquele puto de 20 anos, que há uns tempos atrás me tinha chamado a atenção que estava mesmo à minha frente! Foi tipo WOOOW! O certo é que passei todo o jogo com um olho no burro e outro no cigano, como se costuma dizer! Estava completamente concentrada no jogo que o meu Benfica estava a fazer, ou não fosse o jogo do título, mas nunca deixava de torcer e dar uma olhadela no tal camisola 25, Sílvio. Até que ao minuto 72 senti a pior sensação do mundo, que agridoce que ficou na minha boca. O Rio Ave empatou em pleno estádio da luz, isso é o agro, mas o doce, e que muitas de vocês não sabem e que se calhar não vão achar muita graça, foi que quem marcou o livre para o golo do Rio Ave, sim foi ele, um menino envergando a camisola 25 e de seu nome Sílvio, senti-me orgulhosa dele! São momentos que nunca mais me esqueço! Nesse dia tinha assistido ao Benfica ser campeão, mas nesse dia tinha ganho uma grande admiração pelo Sílvio. Não sei explicar porquê, mas eu gostava daquele jogador! Um sentimento irracional que não soube explicar no momento!
Desde então que acompanho sempre a carreira do Sílvio, vi a sua estreia na champions, vi a seu primeiro jogo com a camisola da seleção, acompanhei a sua final pedida na Liga Europa, vi-o transferir para a melhor liga do mundo, chorei quando o vi ter uma lesão grave ao serviço do Atlético e o vi sair de maca aplaudido pelos madrilenos, assisti à sua vitória na Liga Europa, na Supertaça… Ganhei muita mais admiração por ele depois de saber a sua história de vida, de saber o que lutou para chegar onde está hoje, do que sofreu, de nunca ter desistido mesmo nos tempos mais adversos e quando era muito novo… Tudo isso aliado à sua entrega em cada jogo, à sua garra, à sua raça, ao seu empenho, à sua luta, à sua dedicação dentro de campo. Tudo! Tudo me faz sentir uma admiração brutal pelo menino que conheci pelo “camisola 25”. Mas que hoje é conhecido por ser um bom defesa-direito, muito certinho e atacante, o nosso internacional Português!

Sabias que…
- José Mourinho e Sílvio tem uma história no mínimo interessante. Quando Sílvio tinha 12 anos e jogava no Benfica o seu pai morre com um ataque cardíaco enquanto assistia a um treino seu. O então treinador do Benfica na altura, José Mourinho, ao saber da notícia decide convocar o jovem rapaz para o jogo do Benfica, para o distrair. Anos Mais tarde (2010) Special One proferiu: "Nesta altura, Sílvio é o jogador que mais me enche as medidas no campeonato português"
- No Rio Ave chamavam-no de "jogador que não sabe jogar mal"?
- Sílvio esteve quase a ir para o Sporting Clube de Portugal? No verão de 2010. 
- Há vídeos no YouTube do Sílvio a jogar ping-pong com o seu irmão mais velho, Mauro, e com uns amigos?
- Sílvio mora no luxuoso bairro "La Finca", onde moram por exemplo: José Mourinho, Cristiano Ronaldo, Jorge Mendes, Iker Casillas... A casa dele é uma vivenda germinada que Simão Sabrosa comprou quando estava no Atlético. Não a vendeu quando saiu, e agora alugou-a a Sílvio.

Para terminar deixo aqui umas declarações dele, que me deixam toda arrepiada e orgulhosa dele!
"Custou-me imenso a mim e à minha família... Ficar sem o Homem da casa não é fácil para ninguém e muito menos para crianças. Vimo-nos obrigados a crescer mais depressa. Fomos buscar forças onde não as havia, mas todos nos unimos e com grande ajuda do meu tio, que foi um segundo pai, conseguimos ultrapassar tudo"

"Todos os dias penso no meu pai e só lhe peço que me dê força para continuar a fazer com que ele se orgulhe de mim"

"Não nunca pensei em desistir, sempre tive a sensação que iria dar certo. Passei por momentos muito maus, tive dois meses no banco do Cacém, foram dois meses infernais, e ai sim pensei que tinha batido no fundo. Vinha do Benfica, tinha estado no Chelsea e no Portsmouth e meio ano depois estava no banco do Cacém... Não podia acreditar no que me estava a acontecer. Foram tempos complicados mas não desisti"

PARABÉNS CAMPEÃO! Que contes muitos!

Beijinhos
Didi Martins

PS: Desculpem o testamento, mas não podia deixar passar este dia em branco sem dizer umas palavrinhas!
Ah e caso vos tenha passado despercebido, ontem postei o Capitulo 20! Espero que gostem e que comentem!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Capítulo 20 - Without you


Diana
O voo foi relativamente rápido e uma hora depois já estava em Lisboa. Cá era, cerca de 19:30, por causa de diferença horária. Apanhei um táxi e fui para casa. Durante o caminho fui a pensar no sorriso mais amarelo que tinha de pôr para parecer que estava tudo bem.
Tinha chegado, este lugar dava-me uma tranquilidade extrema.
Era bom estar de novo em casa. Respirar aquele ar a maresia acalmava-me. Ainda fiquei a olhar o mar uns minutos para depois ir para casa.
Peguei nas minhas chaves e entrei.
- Mãe, Pai, voltei! – gritei enquanto punha as malas a um canto
- Titi! – vejo o meu pequenino sobrinho a vir a correr desalmadamente da cozinha na minha direção
- Simãozinho! – pego nele ao colo e ele abraça-me
- Eu tinha tantas saudades tuas! – dizia-me o meu pequenino
- Diana?! – perguntavam os meus pais muito espantados a olharem para mim
- Sim! Já tinha saudades da minha família linda, então vim fazer-lhes uma visita! – ocultei o meu verdadeiro motivo com um sorriso um pouco forçado
Pus o meu Simãozinho no chão e fui cumprimentar os meus pais e o meu irmão que também estava presente juntamente com a minha cunhada Margarida.
- Então filha como correu as coisas lá por Madrid? Voltas-te tão cedo, pensei que ficasses lá mais umas semanas. Como estava o Tomás? – pergunta-me a minha mãe, com a sua habitual preocupação
Durante o jantar respondi-lhe a todas as perguntas, umas com mais veracidade que outras mas respondi, sem nunca falar no Sílvio. Mas eles perceberam que eu não estava lá muito bem-disposta.
Assim que acabámos de jantar o Simão veio sentar-se ao meu colo. Tinha sentido saudades do meu pequenino.
- Titi, achas que agora que já jantámos, podemos ir jogar à bola? – perguntou carinhosamente
- Hummm não me apetece lá muito!
- Ohhh vá lá! – pediu fazendo beicinho
- Filho a tia está cansada, não sejas chato! – dizia o meu irmão
- Eu queria jogar à bola com ela, queria mostrar a minha nova finta! – dizia o Simão tristinho
- Pronto, eu jogo contigo um bocadinho! Mas só um bocadinho… - acabei por ceder pois dizer que “não” ao Simão era quase impossível, embora não tivesse com a mínima disposição
- Boa!!! – dizia todo contente
Simão salta do meu colo e puxa-me até ao jardim. Pega na bola e começa a mostrar-me a sua finta, todo contente. Mas confesso que nem vi, pois lembrei-me imediatamente do Sílvio, o que é que ele estaria a pensar de mim neste momento? Provavelmente já saberia que eu me tinha vindo embora… umas lágrimas caíram pelo meu rosto e arrojaram-se na relva.
- Estás a chorar? – perguntou-me
- Não pequenino! – tentei disfarçar passando-lhe a minha mão no seu cabelo repleto de pequenos caracóis
- A mamã diz que mentir é feio! E que nunca devemos mentir!
Sorri com a sua observação.
- A titi não estava a chorar! – disse limpando as lágrimas
- Estavas sim que eu vi! Estás triste? Já no jantar também estavas um pouco calada… - reparou com perspicácia
- São coisas complicadas dos adultos! – acabei por lhe explicar
- Sim eu também acho que os adultos são complicados! Deviam brincar mais… - aconselhava parecendo um pequeno sábio
- Oh pequenino e deste quando é que tu tens idade para saber essas coisas? – perguntei-lhe sorrindo e puxando-o para o meu colo, acabando por me sentar na relva do jardim
- Tenho sim, os adultos é que pensam que as crianças não percebem nada, mas eu percebo tudo! – dizia muito autoritário
- Ai é? Então diz-me lá o que é que tu percebes?
- Percebo que tu estás triste desde que voltas-te lá de Madi e que não queres que os vovós percebam! – fiquei chocada, as crianças realmente!
- De Madi, Simão? Isso é o quê? – brinquei com ele
- É o sítio onde o Tomás está! – dizia com cara de óbvio e fazer “daaa”
- O Tomás está em Madrid e não em Madi! – corrigi sorrindo
- Ou isso! Madrid! Mas tu estás triste desde que viste de lá e não queres que os vovós percebam! - insistiu
- Achas que te posso contar um segredo? – perguntei-lhe uns decibéis mais abaixo que o normal
- Sim! Eu sei guardar segredos – prometeu no mesmo tom
- Sim, eu tou triste mas não podes contar a ninguém! Eu não quero que os vovós e o teu papá se preocupem comigo! – confessava-lhe
- Ok eu não conto a ninguém! – prometeu fazendo um “x” com os dedos e dando um beijo nos mesmos – Queres um beijinho para ficares mais feliz? – perguntou super carinhoso
Emocionei-me com o Simão. Realmente as crianças eram o melhor do mundo, davam tudo serem querer nada em troca, não eram interesseiras, eram ingenuas, as suas preocupações eram apenas brincar, não tinham problemas e faziam com que tudo parecesse fácil, sempre com um sorriso. Ás vezes gostava de voltar a ser criança, a não ter responsabilidade, a não desiludir as pessoas e pensar que tudo era super fácil e simples!
- Quero muitos! – Simão abraça-me e dá-me imensos beijinhos na cara. Foi inevitável não sorrir. Fiquei bem mais feliz e depois lá fui eu jogar à bola com ele, ou menos sempre estava destraida e ao pé dele era impossível não ter um sorriso na cara.
Já depois do meu irmão ter ido embora, juntamente com a sua mulher e o Simão, fui até à casa da minha melhor amiga, dizer-lhe que voltei e desabafar um pouco com ela. Mas havia uma coisa que me estava a incomodar imenso, por isso olhava de 5 em 5 segundos para o meu telemóvel. O Sílvio tinha dito que me enviava mensagem e já devia ser perto da meia-noite e ainda não tinha recebido nenhuma mensagem dele. Isto só quereria dizer que ele deveria estar imenso zangado comigo, para nem sequer uma mensagem me enviar.

Sílvio
Como hoje tinha folga de manhã, fiquei a molengar na cama. Mas depois lá decidi ir tomar banho, para em seguida ir falar com a Didi.
Fui até à casa do Tomás e bati à porta, não demorou muito até ele me abrir a porta.
- Bom dia! – saudei bem-disposto
- Ah… Sílvio – disse um pouco atrapalhado – Bom dia! – retribui de uma forma seca
- Bem tu estás estranho! – comentei ao mesmo tempo que me dirigia para a sala – Está tudo bem contigo?
- Sim comigo pode dizer-se que sim! Mas agora com a Didi… – dizia um pouco a medo da minha reação
- O que é que se passou com ela? Ela está bem? – perguntei aflito
- Calma, eu explico-te tudo! – comprometeu-se – Mas senta-te – sugeriu
- Estou bem em pé! Mas conta lá o que é se passa com a Didi, estas-me a deixar preocupado – dizia impaciente
- A Didi voltou para Portugal! – contou-me
Neste preciso momento o meu mundo desabou! Sentei-me no sofá incrédulo! Baixei a minha cabeça, amparei-a com as mãos, uma vez que os meus cotovelos estavam apoiadas nos meus joelhos. Ela tinha ido embora… sem se despedir de mim… deixei escapar umas lágrimas de desespero. Porquê é que ela se foi embora!? Porque não se despediu de mim ou disse que se ia embora!?
- Porquê? – foi a única coisa que consegui dizer
- Por vários motivos, mas o mais forte foi mesmo por causa de ti!
- Esta súbita fuga tem as mesmas razões de quando ela se afastou de mim? - associei
- Sim! - admitiu
- Mas que raio é que a faz a afastar de mim? – perguntei revoltado e levantando-me – Que raio é que a faz fugir se ela admitiu que gosta de mim, se quando estávamos juntos era tudo tão magnifico, se ela me beija, se eu gosto dela… Porquê é ela se afasta de mim?! Porquê!?– perguntei a gritar
- Calma my friend!
- Clama o quê! Tu não percebes que a mulher que eu amo foge de mim e eu nem sei porquê! Tu não percebes que isso me faz sofrer? Fogo! Eu gosto dela a sério! – confessava revoltado e com lágrimas no rosto
Percebi pela cara do Tomás que tinha mesmo de me acalmar. Foi difícil e ainda demorei algum tempo, estava mesmo revoltado, zangado, desiludido, magoado, mas o pior de tudo era pensar que ela nem se quer se tinha despedido de mim ou simplesmente dito: eu vou-me embora! Porquê? Não entendia nada!
- Tu sabes porquê é que ela se tem afastado de mim e agora foi embora? – perguntei já mais calmo
- Sei mas não te posso contar isso tem de ser mesmo ela a dizer-te!
- Se ela foi embora sem me dizer nada achas mesmo que ela me via dizer porquê? Mas eu não percebo, ela não gosta de mim? – Tomás confirma abanando a cabeça de cima para baixo – Então porque se afasta?
- Ela tem uma razão muito forte! Mas não duvides que ela gosta mesmo de ti! Gosta muito! Mas há certas coisas que a impedem de viver aquilo que sente por ti!
- E quando ela foi embora, como é que ia? Disse alguma coisa sobre mim? – perguntei ao Tomás, pois queria pelo menos saber se ela se tinha preocupado comigo quando eu soubesse que ela se tinha ido embora
- Disse! Ela estava mesmo muito mal, ela abraçou-se a mim a chorar e disse algo como “sinto que é como se estivesse a trair o Sílvio, a abandona-lo, sei que o vou desiludir, e fazê-lo sofrer, mas não era isso que eu queria. Achas que depois disto o Sílvio nunca mais vai querer olhar para a minha cara? E vai odiar-me?” perguntava-me assustada – disse-me. Foi inevitável não me virem novamente as lágrimas aos olhos. A minha princesa devia estar a sofrer tanto quanto eu, e isso ainda me fazia ficar mais desesperado, pois não sabia mesmo a causa de todo este sofrimento. Apesar de estar mesmo muito desiludido com a Diana e de não a perceber, não deixava de gostar dela e muito menos a conseguia odiar! Aliás, por gostar mesmo muito dela é que me sinto assim. Sinto-me magoado e desiludido porque acho que mereço uma explicação para isto tudo, porque merecia pelo menos saber porque é que ela se foi embora, porque as suas ações também me afetam, e muito! Isto tudo fazia-me pensar e repensar sobre o porquê dela se afastar de mim, mas não chegava a conclusão nenhuma, aliás eu nem tinha nenhuma suspeita. O meu coração estava tão mirrado de tanta dor.
Sabem o que é sentir que a pessoa que mais amamos foi embora e não nos disse nada, sentir que essa pessoa nos ama mas que se afasta de nós? Pois, eu gostava de não sentir isso…
- Não sei mesmo o que fazer! Custa-me tanto ela ter estas atitudes enquanto ela também sofre com elas! – confessei. Se havia coisa que me ainda deixava pior e com o coração mais apertadinho era saber que a minha princesa também está a sofrer.
- Pois mas tens de ter calma! Eu percebo que seja difícil tudo isto. Mas até pode ser bom ela estar uns tempos longe porque a Didi precisa de tempo para pensar, precisa de pôr as ideias em ordem, precisa de perceber aquilo que sente – tentava explicar-me
- Eu não preciso de me afastar dela para saber que a amo!
Ainda tive mais um bocado a falar com o Tomás sobre a Didi, a tentar perceber o porquê dela se ter ido embora, mas era uma tarefa em vão. Já muito mais calmo e consciente da situação, queria ligar à Didi.
- Achas que se ligar à Didi, ela atende? – perguntei ao Tomás
- Não sei é uma questão de tentares. Mas não sejas bruto e não a julgues, por favor! – pediu-me preocupando-se com a amiga
- Claro!
Peguei no telemóvel e procurei o nome da Didi na lista de contatos, sentia o meu coração a mil quando carreguei no verde e comecei a ouvir chamar.
Chamou, chamou, chamou, chamou e ela não atendeu. Insisti e decidi ligar outra vez, desta vez ela rejeitou a chamada. Não insisti mais. Mas fiquei desiludido por ela nem se quer se dignar a anteder a chamada.
Já era de tarde e tinha que ir para o treino, não podia faltar às minhas responsabilidades. Fui até casa buscar as coisas e depois meti-me no meu caro até ao centro de treinos. Pelo caminho ia, obviamente, a pensar na Didi, quando uma música que passou no rádio me chamou a atenção. Era um dos meus cantores preferidos, o vocalista da minha banda predileta. Aquela música arrepiou-me, não só pela voz do Eddie Vedder que era simplesmente única mas essencialmente porque esta música se encaixava com o que eu estava a sentir. (Oiçam a música, vale mesmo a pena! http://www.youtube.com/watch?v=X_Ykbu0alAw). Aumentei o volume do rádio e ouvia atentamente a música.

I'll grow when you grow (Crescerei quando tu cresceres)
Let me loosen up the blindfold (Deixa-me desamarrar a venda)

Eu precisava de saber a verdade.

I'll fly when you cry (Voarei quando tu chorares)
Lift us out of this landslide (Nos levantar para fora deste desmoronamento)
Wherever you go (Onde quer que tu vás)
Whenever we part (Sempre que nos separarmos)

I'll keep on healing all the scars (Eu continuarei curando todas as cicatrizes)
That we've collected from the start (Que nós ganhamos desde o inicío)
I'd rather this than live without you (Eu prefiro isso a viver sem ti)
For every wish upon a star (Para todo pedido em uma estrela)
That goes unanswered in the dark (Que continua sem resposta no escuro)

Tomaria conta dela para sempre, apoiaria sempre que precisa-se, protegeria… só precisava que ela deixa-se.
Por muito que quisesse ela não me contava a verdade, por muito que insistisse. Mas preferia tê-la ao pé de mim, vê-la todos os dias, mesmo que não me falasse do que ela estar longe.

There is a dream I've dreamt about you (Há um sonho que sonhei sobre ti)
And from afar I lie awake (E de longe eu deito acordado)
Close my eyes to find (Fecho meus olhos para encontrar)
I wouldn't be the same... (Que eu não seria o mesmo...)

I'll shine when you shine (Brilharei quando você brilhar)
Painted pictures on a my mind (Pinturas pintadas em minha mente)
Sunsets on this ocean (O sol se põe sobre este oceano)
Never once on my devotion (Nunca antes em minha devoção)
However you are (Entretanto, tu és)
Or far that you fall (Ou longe disso, tu cais)
Without you (Sem ti)
Without you (Sem ti)

Não conseguia viver sem ela! Esta música deixou-me mesmo todo arrepiado. E fez-me ter uma ideia. Como esta música expressava aquilo que sentia, enviar-lhe-ia partes da letra. Era também uma maneira dela perceber que eu podia estar desiludido mas que não iria desistir dela, que neste momento não a odiava e que queria acima de tudo esclarecer as coisas. Escrevi partes da música e enviei-lhe por mensagem.

De: Sílvio
Para: Diana
Let me loosen up the blindfold, I'll fly when you cry, Lift us out of this landslide, Wherever you go, Whenever we part, I'll keep on healing all the scars, That we've collected from the start, I'd rather this than live without you, For every wish upon a star, That goes unanswered in the dark (…) I'll shine when you shine
Beijo

Irá Didi responder a esta mensagem?
Aguentaram eles longe um do outro?
Emoções e revelações fortes no próximo capítulo!

Boa Noite!
Apeteceu-me escrever e aqui fica um grande capitulo para as minhas leitoras! Até porque amanhã é um dia especial! Mas depois logo dou noticias :)
Espero que tenham gostado e que comentem, infelizmente os comentários tem vindo a ser menos :(
Beijinhos
Didi Martins

sábado, 22 de setembro de 2012

Capítulo 19 (II) - "Adeus Madrid!"

Sílvio
Enquanto conduzia até casa, pensava no que tinha acabado de acontecer. Estava ainda mais preocupado com a Diana depois do que aconteceu. Hoje, mais do que nos outros dias, sentia-a que ela não estava bem, que precisava de carinho, que estava demasiado distante e triste ao pé de mim… estava esquisita! Mas apesar disso não negou o meu beijo, o que me deixou feliz, mas depois ela pede desculpas e beija-me, em seguida chora!? Apesar de aparentemente termos estado bem fiquei na mesma sem conseguir perceber o porquê dela se afastar de mim e nem lhe tinha dito que também gostava muito dela. Cada vez que estava com ela não conseguia resolver as minhas dúvidas, ficava era sempre com mais!
No entanto, no meio disto tudo fiquei com uma sensação estranha. Não sei explicar mas aquela frase: “Nunca fiques magoado com quem um dia te fez sorrir, lembra-te apenas dos bons momentos e sorri”, parecia uma despedida. Mas se calhar foi só confusão da minha cabeça…
Entretanto cheguei a casa e preparei a mala para o estágio e o jogo. Peguei nela e despedi-me dos meus irmãos, não sem antes lhes responder ao “questionário” enorme que tinham para mim. Expliquei-lhes resumidamente e saí.
Hoje seria o último jogo de pré-época. Hoje jogávamos o “Troféu Madrid”. Para a semana já começavam os jogos a sério. Começávamos com a pré-eliminatória da Liga Europa, para umas semanas depois começar o campeonato espanhol. Seria a minha estreia por terras de nuestros hermanos e eu estava um pouco ansioso. O que seria perfeito é que a minha estreia corresse lindamente e que ao meu lado estivesse a minha princesa. Seria tão perfeito…

Diana
Apesar de destroçada e em lágrimas arranjei forças para sair daquele jardim cheio de recordações e fui para casa. Tinha de partir o quanto antes. Quando cheguei ao meu quarto a primeira coisa que fiz foi ligar o meu computador e procurar o próximo voo para Lisboa. Encontrei um que partia às 19 horas de hoje. Era ideal. O meu dedo estava pregado ao rato tátil do meu computador. O meu coração mirrado, não tinha a certeza se queria carregar no confirmar. Carreguei impulsivamente no confirmar e depois desliguei o PC. Fui arrumar as malas. Sem pensar muito mais no assunto.
- Didi, bora almo… - Tomás entra de rompante no meu quarto – que estás a fazer? – perguntou olhado para mim a arrumar as minhas roupas dentro da mala
- A fazer as malas! – evidenciei o óbvio – Ainda hoje vou voltar para Portugal! – informei-lhe nunca parando de arrumar as minhas coisas
- O quê? Vais voltar para Portugal? – perguntou muito surpreendido – O que é que se passou com o Sílvio? – inquiriu sentando-se na minha cama
- Tenho de ir a Portugal tratar da candidatura para a universidade! As notas dos exames saem amanhã… - comuniquei
- Diana, Diana… se eu não te conhecesse tão bem até acreditava que era só isso… mas tu a mim não me enganas! Não resolveste as coisas com o Sílvio, não lhe contaste a verdade e agora vais fugir! – opinou. Era nestes momentos que eu odiava que as pessoas me conhecessem tão bem!
- Não me julgues! Sabes que eu não consigo ficar aqui e sabes que para mim isto é o mais correto a fazer! – pedi-lhe sentando-me ao seu lado
- Mas Didi tu gostas dele! Estás a fugir daquilo que sentes… não podes fugir daquilo que sentes!
- Eu não estou a fugir daquilo que sinto, estou a tentar esquecer! A decisão está tomada! Não me tentes dissuadir porque isto é o melhor para todos! – afirmei convicta
- Com o tempo vais-me dar razão e perceber que estás redondamente errada! Mas nós infelizmente só percebemos os nossos erros quando batemos com a cabeça na parede!
- Logo vê-mos se estou errada ou não!
- Já percebi que não vale a pena! Vamos almoçar? – sugeriu levantando-se
- Bora lá!
Fui almoçar com o meu melhor amigo, e não voltámos mais a falar no assunto de eu me ir embora, pois ele sabia perfeitamente que eu não iria mudar de ideias, como ele dizia “eu era teimosa que nem uma mula!”. Depois do almoço fui acabar de arrumar as minhas coisas e em seguida tinha chegado a hora da despedida!
Tomás tinha-me levado ao aeroporto. Ainda antes de sairmos do seu carro, ele falou:
- Didi, tens mesmo a certeza que é isto que queres fazer? – perguntou enquanto retirávamos os nossos cintos de segurança
- Sim Tomás eu não vim até aqui para nada! – tentei mostrar que estava convicta, mas na verdade não estava. Eu estava reticente, nervosa, sem certezas, com o coração apertado e num esforço muito grande para não chorar, para não quebrar e não ser capaz de fazer aquilo que estava certo.
Respirei fundo.
- Ou menos voltas, daqui a uns dias ou assim?
- Não sei, mas acho que é pouco provável!
- E o Sílvio, nem lhe vais dizer que vais embora? – silenciei-me
- Ainda não sei! Talvez lhe diga qualquer coisa se ele me enviar uma mensagem, ou assim… mas não sei!
Saímos do carro e fomos buscar as malas à bagageira. Assim que peguei nelas fui-me a baixo, as lágrimas vieram-me aos olhos, não me aguentei.
- Tomás, eu sinto que é como se estivesse a trair o Sílvio, a abandoná-lo, sei que o vou desiludir, e fazê-lo sofrer, mas não era isso que eu queria! – desabafei completamente lavada em lágrimas e abraçando-me ao meu melhor amigo
- Clama, Didi! – aconselha-me dando-me caricias
- Mas ao mesmo tempo sinto que preciso mesmo de sair daqui, de me afastar, de tentar esquecer, de tentar fazer com que esta dor que me vai no coração diminua, de parar de estar neste estado lastimável, sempre a chorar, sempre a sofrer, preciso de me esquecer que isto algum dia aconteceu, nem que seja por meras horas porque se não dou em doida! – desabafei
- Então promete-me que ficas apenas uns dias em Portugal, pensas no assunto, assentas ideias, sentimentos e mágoas, depois voltas! – pediu-me
- Não te posso prometer isso! – disse limpando as minha lágrimas
- Tens que ir porque se não ainda perdes o voo! – informou-me - Ah só uma coisa, manda mesmo uma mensagem ao Sílvio, pelo menos!
Abracei o meu amigo!
- Obrigado! Eu logo vejo se envio uma mensagem ao Sílvio! – peguei nas malas outra vez, com intenção de entrar no aeroporto – Achas que depois disto o Sílvio nunca mais vai querer olhar para a minha cara? E vai odiar-me? – perguntei-lhe com medo e assustada com a hipótese
Tomás apenas sorri. Quer dizer eu ali com medo e ele ri-se?!
- Porque te estás a rir?
- Mais tarde vais perceber! Bem Didi, espero que estes dias te ajudem a pôr as ideias em ordem! – desejou
- Obrigado por não me julgares! E obrigado por estares sempre ao meu lado! – agradeci-lhe com as lágrimas a voltarem de novo
- De nada, linda! - Tomás dá-me um beijinho na testa – Vai lá! Adeus!
- Adeus! – despedi-me dele e comecei a dar os primeiros passos em direção ao interior do aeroporto. Mas inevitavelmente, olhei para trás e lá estava o meu melhor amigo me olhando, embora já estivesse um pouco longe, quase que juro que ele tinha umas lágrimas no rosto, contasse pelos dedos das mãos as vezes que o vi chorar. Larguei as minhas malas e fui abraça-lo, dei-lhe um beijo no rosto. Tanto ele como eu não dissemos mais nada, os nossos olhares falavam por si.
Atención, señoras y señores pasajeros, esta es la última llamada para el vuelo Madrid-Lisboa. A voz da senhora do aeroporto, despertou-nos.
Tomás apenas com o olhar deu-me força, e eu lá fui. Não olhei mais para trás pois sabia, se olhasse não seria capaz de ir embora.
Não vais recuar! Isto é o melhor! É o melhor! É o melhor! Foi com estes pensamentos, com uma dor no coração e com as minhas companheiras destes últimos dias, as lágrimas, que entrei no avião e o vi descolar com rumo a casa.
- Adeus Madrid! – disse num sussurro e olhando pela janela
Vou ter saudades… pensei, referindo-me à cidade, aos bons momentos que passei, a cada sorriso que expressei, a cada pessoa que conheci, ao meu melhor amigo, ao Sílvio, a cada segundo que tinha passado com ele, a cada gargalhada que tínhamos partilhado, a cada jantar, a cada final de tarde a passear, a cada dança partilhada, a cada beijo, ui a cada beijo… suspirei e encostei-me ao banco a mentalizar-me que cada momento já não poderia ser de novo vivido, que tinha sido o fim! A mentalizar-me que daqui a umas horas, dececionaria profundamente a pessoa de quem mais gosto neste momento…

Tomás
Sentia que a minha melhor amiga estava a cometer um grande erro. Pois sabia que ela amava o Sílvio, mas ainda não se tinha consciencializado disso. E quando se ama, não há distância que impedisse o amor, nada que o separasse… Mas tinha de ser ela a aperceber-se disso. Nem que seja necessário que ela batesse vezes sem conta com a cabeça na parede! Mas ela tinha de perceber! Mesmo assim custava-me vê-la sofrer.
Sorri ao pensar na pergunta dela! “Achas que depois disto o Sílvio nunca mais vai querer olhar para a minha cara? E vai odiar-me?” Não tinha dúvidas que ela o amava! Já o meu medo pairava no Sílvio, não fazia a mínima qual seria a sua reação quando percebesse que a Didi tinha ido embora.

Sílvio
Tinha-me abstraído dos problemas com a Didi e dado 100% no jogo de hoje, estava exausto.
- Felicitaciones chicos! Hicieron un gran partido! Demostró que estábamos listos! (Parabéns rapazes! Fizeram um grande jogo! Demonstraram que estamos prontos!)– dizia o mister no balneário depois do jogo
Depois o mister saiu e ficámos a arranjarmo-nos para regressar às nossas casas.
- Então Sílvio está tudo bem? – perguntou o Tiago, que se vestia ao meu lado
- Sinceramente não sei!
- Isso mete Diana ao barulho? – perguntou perspicazmente
- Mete! Ela hoje estava tão estranha – expunha ao meu colega de equipa, que já se tinha tornado um bom amigo
- Pois as mulheres são complicadas! Mas tu estás completamente caidinho por ela, não estás? – Tiago sorri-me e eu sorriu também
- Estou! – admiti suspirando – Mas passa-se algo com ela que não percebo e que ela não me conta!
- É as mulheres conseguem ser muito complicadas!
- Acho que ainda hoje vou falar com ela!
- Hoje?! Sílvio já passa das 10 da noite! Não achas melhor dar-lhe uma noite para pensar, e tu também e amanhã falas com ela, com mais calma? – sugeriu
- Se calhar tens razão!
- Acredita que sim! Dá-lhe um pouco de espaço e amanhã falas com ela! Tu hoje também já estás cansado…
- É, tens razão! – ele tinha razão, já estava cansado e não fazia mal uma noite bem dormida só me iria fazer bem, amanhã conversava com ela
Acabei de me vestir e fui para casa. Ainda tentei ver um pouco de televisão, mas acabei, rapidamente, por adormecer e sonhar com a mulher da minha vida, a minha princesa.

Acham que Tomás tem razão?
Qual vai ser a reação do Sílvio quando perceber que a Didi foi embora?

Olá Leitoras :)
Desculpem mas com o regresso às aulas tornasse mais difícil para mim escrever, devido à falta de tempo. Ainda por cima, como estou no 11º ano, já tenho exames e tenho de dar o máximo :(
Espero que tenham gostado do capítulo! Embora o tivesse escrito, reescrito, retocado e visto mais de mil vezes, este capítulo foi difícil de escrever!
Agora queria-vos pedir uma coisa. Comentem e deixei a vossa opinião sobre o que acham que vai acontecer nos próximos capítulos ou sobre o que gostariam que acontecesse. Pois estou curiosa para saber as ideias/opiniões :)
Beijinhos
Didi Martins