segunda-feira, 30 de julho de 2012

Capítulo 10 - E se eu te pedisse um Beijo?

Sílvio
Acordei relativamente cedo, a primeira coisa que fiz foi tomar um banho para depois ir tomar o pequeno-almoço. Tomei o pequeno-almoço tranquilamente sozinho, o Mauro ainda dormia, quando me surge uma ideia. Iria fazer uma pequena surpresa à Didi. Antes de começar a preparar a surpresa liguei ao Tomás para saber se ele me ajudava.
- Bom dia – saudei depois de ter de esperar cinco toques até ele me atender, provavelmente ainda estaria a dormir
- O que é que queres? Sabes que me acordaste? – pergunta-me ensonado
- Era isso mesmo que eu queria…
- Oh pá vai chatear outro! – diz-me rabugento
- Vá eu explico-te! Eu quero fazer uma surpresa à Diana e precisava que estivesses acordado!
- Para quê?
- Para me abrires a porta da tua casa daqui a 15 minutos! Pode ser?
- Acordaste-me só para isso?
- Desculpa, mas eu quero mesmo fazer uma surpresa à Diana!
- Ai o amor, o amor! Mas eu ajudo-te, agora deixa-me dormir mais 15 minutos! Adeus – nem me dá tempo de responder e desliga
Comei a preparar a minha surpresa para a Diana, não era bem uma surpresa era um pequeno miminho acompanhado de um convite para o meu jogo de hoje. Iria fazer-lhe o pequeno-almoço e levá-lo ao seu quarto. Preparei-lhe um sumo de laranja natural, café com leite, um croissant de chocolate e alguma fruta vermelha: morangos, framboesas e amoras. Não sei se ela gostava destas coisas, mas palpitava-me que sim! Pelo menos toda a gente gosta de croissant de chocolate… Pus tudo num tabuleiro e ainda antes de sair fui ao jardim apanhar umas flores e pu-las também no tabuleiro.


Quando cheguei à porta da casa do Tomás ele já se encontrava á minha espera. Ele podia ser resmungão, mas quando se tratava de ajudar algum amigo era logo o primeiro disponibilizar-se, ele é uma grande pessoa, sem dúvida.
- Ui vais levar o pequeno-almoço à princesa? – perguntou-me sorridente
- Claro! A princesa está lesionada e quero fazer-lhe um convite! E falar em convite antes que me esqueça. Queres ir ver o meu jogo-treino hoje à tarde? Depois íamos jantar e dar uma volta… - fiz o mesmo convite que iria fazer à Didi
- Adoraria ir, mas não posso – recusou desanimado - Sabes que tenho exames na próxima semana e já na segunda-feira, por isso vou passar o fim-de-semana a marrar! – explicou o seu motivo
- Que responsável! - brinquei
- Tem que ser! Tenho de me esforçar pra tirar boas notas!
- Eu compreendo, fica para a próxima! Bem agora vou acordar a Didi porque se não o pequeno-almoço fica frio! – o Tomás sorri com as minhas palavras, mas um sorriso diferente de um certo orgulho
- Que sorriso foi esse? – pedi para ele me explicar
- Ela é uma mulher especial e merece um tipo como tu, tal como tu mereces uma mulher tão única como ela. Acho que ficariam perfeitos juntos! – explicou e uma felicidade surgiu em mim pela sinceridade das suas palavras mas também por ele achar, tal como eu, que a Didi era uma mulher especial, única…
- Mas porque é que dizes isso? – não percebia o porquê de ele me achar o homem ideal para a Didi
- Não estavas com pressa? – perguntou-me não querendo responder à minha pergunta
- Estou! Mas pos… - Tomás interrompe-me
- Nós conversamos melhor noutro dia! – teria de esperar até que ele me satisfizesse esta curiosidade – Vai lá ter com a Diana! – ordenou
Fiz o que ele me “mandou” e comecei a subir as escadas, mas não me iria esquecer desta conversa, quando tivesse oportunidade iria falar com o Tomás.
Entretanto já estava à porta do quarto da Diana. Como a Diana ainda deveria estar a dormir, decidi que não seria necessário bater à sua porta. Então abri delicadamente a sua porta segurando o tabuleiro apenas com uma mão. Entrei e as minhas suspeitas confirmaram-se, ela ainda dormia. Aproximei-me dela e pousei o tabuleiro em cima da sua mesa-cabeceira. Antes de a acordar fui abrir a sua persiana e os cortinados, pois estava demasiado escuro no quarto. A Diana estava a dormir em conchinha virada para a janela, mas assim que a claridade entrou no quarto, ela virou-se para o outro lado, continuando a dormir. Aproximei-me, de novo, dela. Ela dormia de uma maneira completamente “rebelde”. Estava completamente despenteada e os lençóis não cobriam as suas pernas, não pude evitar sorrir. 

 
- Princesa, acorda! – tentei desperta-la
Ele mexeu-se ligeiramente a abriu os olhos muito devagarinho. Mas não na totalidade. Olhou-me e eu apenas lhe sorri.
- Ainda devo estar a sonhar! – disse em tom de sussurro mas foi-me audível, voltando a fechar os olhos de novo.
Ainda deve estar a sonhar? Isso quer dizer que ela sonhou comigo? Sorri novamente e larguei um suspiro! Ela sonhava comigo…
Ela era mesmo especial, mesmo a dormir dava-me motivos para sorrir! Se também que eu ache que só de pensar nela eu sorria, mas enfim…
- Didi acorda! – tentei de novo despertá-la, passando suavemente a minha mão na sua cara
Desta fez surtiu efeito. Ainda que lentamente, vejo-a a esfregar os olhos para depois os abrir e um sorriso surgir no seu rosto.
- Bom dia, princesa! – Saudei-a
- Bom dia Sílvio! – retribuiu sentando-se na sua cama e espreguiçando-se – Sílvio? Que fazes aqui? – perguntou-me de uma forma engraçada
- Vim fazer um convite à princesa lesionada mais bonita do mundo e trazer-lhe um pequeno miminho! – explicai-lhe apontado para a sua mesa cabeceira
- O pequeno-almoço? Na cama? – Perguntou muito surpreendida - A princesa lesionada encontrou o homem mais querido e simpático do mundo! – brincou - Não era preciso teres tido tanto trabalho comigo, já me ajudas-te imenso, de certez… - interrompi-a
- Eu acho que essa princesa merece! – entrei na sua brincadeira
Vi as suas maças do rosto rosarem e sorri-lhe.
- Tens de parar de me envergonhar! – adverte-me
- Acho que o seu pedido não vai ser possível! – até porque adorava vê-la corar com as minha palavras
Peguei no tabuleiro e assentei-o nas suas pernas. Em seguida sentei-me na beira da sua cama, virado para ela.
- Chiii – ficou surpreendida - isto não é um pequeno-almoço isto é um banquete! – exclamou – Humm e tem tão bom aspeto!
- Digno de uma princesa!
- Sabes que adoro croissant de chocolat – disse com sotaque francês – Adoro sumo de laranja natural e amoras! Como é que sabias?
- Na verdade não sabia! – contei-lhe a verdade – Arrisquei mas não sei porquê achava que irias gostar…
- E achas-te muito bem! – disse dando a primeira dentada no croissant
- Olha e o teu pé, como está? – preocupei-me
- Já não me dói muito! Olha mas disseste que me vinhas fazer um convite?
- Sim acaba lá de comer que depois digo-te!
Continuámos a conversar alegremente enquanto ela tomava o pequeno-almoço delicioso que lhe preparei, segundo as suas palavras. Assim que acabou, não esperou mais e perguntou qual era o convite que eu tinha para lhe fazer.
- E agora já me podes dizer que convite tens para mim? – perguntou-me tirando o tabuleiro do seu colo, levantando-se e pondo-o na mesa cabeceira
E sim confesso que vê-la de pijama deixava-me no mínimo contente. Ela era linda de qualquer maneira e em qualquer situação!
- Não é bem um convite, é mais um pedido! – corrigi assim que ela ficou frente-a-frente comigo
- Aceito tudo o que me pedires depois deste maravilhoso pequeno-almoço! – proferiu prontamente
- Ai é? - perguntei aproximando-me dela - E então se eu te pedisse um beijo?
Notei que ela tremeu assim que eu disse isto e me aproximei.
- Como eu disse que aceitava tudo, acho que não teria outra solução se não dar-to!
- Ai era? – provoquei-a aproximando ainda mais os nossos rostos
- Era… mas algo me diz que não era isso que me ias pedir! – exprimiu desviando o seu rosto do meu
- Só mesmo por acaso, não era! – infelizmente, pensei – Queria pedir-te que fosses assistir ao meu jogo de hoje – contei-lhe o verdadeiro pedido – Gostava mesmo que fosses assistir…
- Claro que vou! Só tens de me dizer a que horas e onde é? Já é no Vicente Calderón?
- Não, ainda não é o nosso estádio. É no estádio da equipa contra quem vamos jogar, uma equipa da segunda divisão, aqui de Madrid. Às 7 horas – comuniquei-lhe os pormenores
- E quem é que vai mais?
- O meu irmão vai, o Tomás não pode ir, tem de estudar!
- Assim vou só eu e o Mauro?
- Sim, até podes ir com ele. Depois do jogo íamos jantar e dar uma volta. Que achas?
- Acho perfeito! É claro que vou – confirmou contente
- Ainda bem! Agora tenho que ir que ainda antes do almoço temos concentração – informei
- Obrigado por tudo! Tens sido espetacular comigo! – agradeceu e deu-me um demorado beijo na cara
- De nada princesa – despedi-me dela também com um beijo
- Ah Sílvio só uma coisa para a próxima vez que me quiseres acordar, acorda-me primeiro e só depois abre a minha janela. Eu odeio acordar com claridade!
Apenas lhe sorri antes de sair.
Fui para casa fazer a mala e depois dirigi-me para o hotel.


Diana
A sensivelmente meio da tarde fui trocar de roupa. Vesti algo confortável, uns jeans, um corpete, um casaquinho… Um pouco de maquilhagem…
Já pronta, fui despedir-me do Tomás para depois ir ter com o Mauro. Como é que eu ia agora olhar para o Mauro, depois do momento constrangedor de ontem à noite? E se ele tocasse nesse assunto?
Toquei à campainha…

Olá!
Desculpem se o capitulo hoje não for muito do vosso agrado, mas tenho andado mesmo sem inspiração. Mas acho que os próximos capítulos já vão ser melhores... Mesmo assim espero que tenham gostado deste!
Beijinhos
Didi Martins

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Capítulo 9 - Quase lá


Sinto o hálito quente de Sílvio a embater nos meus lábios entreabertos e sinto-o a acaricia-me a cara ao mesmo tempo que desviava uma mecha de cabelo da minha bochecha direita. Tomou em seguida a liberdade de unir os nossos lábios. A escassos milímetros de o fazer somos interrompidos por uma voz.
- Sílv... – Mauro entra na sala e depara-se com aquela cena - …io. Desculpem eu não queria interromper nada, vinha só dizer-te uma coisa… Ok, esqueçam! Desculpem! – pede Mauro muito atrapalhado
Sílvio afasta o seu rosto do meu e larga a mecha do meu cabelo que segurava delicadamente com a sua mão.
– Não interrompeste mano, nos estávamos só… a ver um filme - Sílvio olha-me nos olhos e volta-se de novo para Mauro - Querias alguma coisa? - disfarça percebendo que Mauro estava visivelmente atrapalhado.
Assim como eu estava envergonhada, sentia as minhas maças do rosto a fervilhar!
- Não puto, deixa estar! Eu… vou indo! Desculpem – pediu novamente antes de sair dali muito rapidamente
Eu e Sílvio ficámos de novo sós e momentos constrangedores de silêncio se seguiram, sem nenhum de nós ser capaz de olhar um para o outro. Os nossos olhares estavam perdidos algures pela televisão ou por outro objeto da sala.
- Vamos ver o resto do filme? – propus interrompendo cerca de um  ou dois minutos de silêncio e cruzando de novo os nossos olhares
- Tens a certeza? Se quiseres podemos ver outro filme? – propus também
- Não é preciso! – recusei a sua proposta -  Se andarmos um bocadinho com o filme para a frente, estas cenas de violência acabam! – esclareci-lhe com um sorriso no lábios
- Pode ser e também acho que daqui para a frente não tem mais cenas de tanta violência, mas se não as quiseres ver é só dizeres que eu ando para a frente! – sugeriu de modo a que eu não tivesse de assistir a mais cenas de tortura
- Tá bem – respondi-lhe
Continuámos então a ver o resto do filme, que já ia sensivelmente a meio. Apesar do filme ser interessante, eu não resistia e às vezes desviava o olhar do ecrã e vislumbrava o Sílvio. Ficava a mirrá-lo sem que ele me visse. Ele era perfeito! Algo atraia o meu olhar para ele, como que uma força sobrenatural que eu não consigo controlar. Não sei se era os olhos dele, que mesmo no escuro brilhavam, se era a sua barba de à cinco dias (sim, confesso que tenho um fetiche com homens de barba de à meia dúzia de dias), se era a sua maneira de ser, sempre carinhoso, querido, preocupado, gentil, sempre sorridente, e que sorriso! E quando ele me chamava de princesa eu sentia-me nas nuvens. Não só pelo simples fato de me chamar princesa porque eu não dou valor a quem me chama de princesa, mas sim a quem me trata como uma, e o Sílvio travava-me como uma. Sem dúvida que a sua beleza exterior me atraia, mas a sua personalidade cativava-me! Fogo, este homem encanta qualquer mulher! Mas neste momento, era mais precisamente, os lábios dele que me atraiam... Sentia uma vontade louca e inexplicável de o beijar, de sentir os seus lábios a tocarem nos meus, na minha pele… E só de pensar que estivemos a escassos milímetros de o fazer, ainda me dava mais vontade de acabar o que de certo modo aconteceria se o mauro não tivesse interrompido!
- Ei Didi – Sílvio acorda-me dos meus pensamentos
- Sim, diz… - exprimi, pondo de lado os meus pensamentos
- Estavas ai a olhar-me á horas… - constatou, esperando uma resposta minha
Que vergonha! Estava tão perdida nos meus pensamentos que nem me lembrei que deveria estar a olha-lo fixamente, eu fazia sempre isso enquanto pensava.
- Estava longe! Perdi-me em pensamentos – contei-lhe a verdade
- E era intrometer-me muito se te perguntasse quais eram esses pensamentos ou se eram sobre mim? – perguntou-me um pouco receoso
- Se eu te dissesse que os pensamentos eram sobre ti, não me perguntavas quais eram esses pensamentos? – respondi-lhe com uma pergunta, utilizando o mesmo tom receoso usado por ele antes
- Não sei… Mas isso quer dizer que esses pensamentos eram sobre mim? – perguntou com um sorriso esperançando em ouvir uma resposta positiva da minha parte. Sílvio a cada palavra que proferia ia aproximando os nossos rostos.
- Tens de responder à minha pergunta! – pedi-lhe afastando-me dele, chegando-me mais para a ponta do sofá
Eu podia dizer-lhe que o que estava a pensar era sobre ele, mas como é que lhe dizia que pensava na vontade louca que eu tinha de lhe beijar ou em como ele era perfeito? Não lhe podia dizer isso.
- Estavas a pensar no que teria acontecido se o Mauro não tivesse entrado na sala naquele preciso momento? – perguntou-me descaradamente
Como é que ele sabia que era isso? Notava-se assim tanto? Se calhar ele também queria o mesmo que eu…
- Eu nem te disse que os pensamentos eram sobre ti – tentei disfarçar o melhor que pude, não tinha de todo coragem para lhe dizer que era precisamente nisso que eu estava a pensar
- Não, não te perguntava quais eram os pensamentos – prometeu-me respondendo finalmente à minha pergunta
- Sim estava a pensar em ti! – proferi muito rapidamente, não dando hipóteses a mim mesma de vacilar
Sílvio responde-me com um sorriso, ficando claramente contente com a minha resposta.
- Mas era sobr… - não o deixei acabar e interrompi-o
- Sílvio, tu prometeste! – lembrei-o das suas palavras à poucos instantes. A minha voz saiu em tom de súplica, para que ele não voltasse a falar nesse assunto. Acho que ele se apercebeu disso, pelo menos na sua cara pareceu-me ver um ar de conformado.
- Ok! Então anda cá princesa! – pediu-me abrindo-me os seus braços, de modo a que os nossos corpos quebrassem a distância, que eu impôs.
Cedi ao seu pedido e abracei-o, naquele momento tudo parecia mágico, perfeito, até! Não sei descrever mas estar nos seus braços, completava-me, era como se ele enchesse os espaços em banco que existiam em mim. Esse vazio que estava já há algum tempo à espera que alguém o fizesse desaparecer…
Continuámos assim a ver o filme, eu tinha a minha cabeça apoiada no seu peito/ombro e os meus braços envoltos no seu tronco. Já ele tinha apenas um braço em redor da minha cintura…

Sílvio
No momento em que estava a milímetros de beijar a minha princesa o meu mano entra e impede que isso aconteça. Porquê? Eu queria beijá-la! E não sei que vontade era esta, pois nunca nenhuma mulher me tinha deixado assim ao fim de tão pouco tempo de a conhecer. Mas com a Diana tudo era diferente. Ela mexia tanto comigo, ela era tão especial, tão única, tão espontânea, tão sincera, tão maravilhosa, sempre que estava com ela sentia-me tão bem! Depois de momentos um pouco constrangedores continuamos a ver o filme
Apanhei a Didi a olhar fixamente para mim e com o seu sorriso característico nos lábios. Já me observava a largos minutos.
- Ei Didi – chamei-a
- Sim, diz…
- Estavas ai a olhar-me á horas…
- Estava longe! Perdi-me em pensamentos – admitiu
Pensamentos!? Sobre mim?
- E era intrometer-me muito se te perguntasse quais eram esses pensamentos ou se eram sobre mim? – tinha mesmo de lhe perguntar isto, mas por outro lado não queria ser intrometido, pois ela poderia estar a pensar em milhões de coisas não relacionadas comigo
- Se eu te dissesse que os pensamentos eram sobre ti, não me perguntavas quais eram esses pensamentos?
- Não sei… Mas isso quer dizer que esses pensamentos eram sobre mim? – perguntei-lhe sorrindo e aproximando os nossos rostos, algo me atraia para ela.
- Tens de responder à minha pergunta! – a Didi afasta-se de mim. Achava imensa graça às suas reações às minhas palavras ou aproximação. Dava-me um certo gozo ver o que eu provocava nela. Adorava vê-la embaraçada ou sem jeito…
- Estavas a pensar no que teria acontecido se o Mauro não tivesse entrado na sala naquele preciso momento? – insisti queria saber se ela também sentia o mesmo que eu: uma vontade louca de nos beijarmos
- Eu nem te disse que os pensamentos eram sobre ti – ela não me iria responder no que estava a pensar, só tinha uma hipótese, saber se era sobre mim, por isso respondi à sua pergunta:
- Não, não te perguntava quais eram os pensamentos
- Sim estava a pensar em ti! – só lhe consegui sorrir, fiquei contente por saber, mas queria saber o que é que ela pensava sobre mim
- Mas era sobr… - interrompeu-me
- Sílvio, tu prometeste! – percebi que pelo seu tom de voz que ela não queria mais falar nisso e que não me iria dizer mais nada sobre esse assunto. Fiz o que eu mesmo lhe prometi.
- Ok! Então anda cá princesa! – Chamei-a de novo para ao pé de mim, para os meus braços, ficámos até ao final do filme assim, abraçados.
Sentia a Didi muito quieta e quando olhei para o seu rosto, vi o porquê deste sossego. Ela tinha adormecido nos meus braços. Observei cada traço do seu rosto, parecia que tinha sido desenhado a régua e esquadro, devido à tamanha perfeição. Ela até a dormir era linda, dormia de uma forma tão angelical, que me fazia sorrir feito parvo…
Apaguei a televisão e peguei nela ao colo. Ela dormia tão bem que não tive coragem para a acordar por isso tentei pô-la no meu colo com o maior dos cuidados para não a acordar. Levei-a até à casa do Tomás e deitei-a na sua cama. Peguei numa manta e cobri o seu corpo. Ainda fiquei alguns minutos a comtempla-la. Confesso que me sentia tentando, com a sua boca ali tão perto… Mas não podia, ela estava a dormir e isso não seria correto, poderia fazer alguma coisa que ela não quisesse, estaria a aproveitar-me de ela estar a dormir. Mas por outro lado ela também não saberia que eu… Ah esquece Sílvio! Vou mas é embora. Cheguei-me eu pé dela e dei-lhe um leve beijinho na testa e ainda lhe sussurrei um “Gosto muito de ti” ao ouvido e voltei para a minha casa.
- Puto desculpa, eu não sabia mano! – assim que entrei na sala da minha casa o meu irmão mais velho pede-me desculpas
- Tu não tinhas maneira de saber! Não faz mal – não queria que ele se sentisse culpado
Sentei-me ao lado dele no sofá.
- Sim mas é sempre chato e constrangedor! Mas conta-me lá! Tu gostas dela?
- Sim gosto dela, como também gosto de ti, do Dino ou do Tomás!
- Sabes perfeitamente que eu não me estava a referir a esse tipo de gostar! Estás completamente apaixonado por ela, não é? – insiste o Mauro
- Porque é que dizes isso? – tentei fugir á sua pergunta
- Pela maneira como tu a olhas, como tu a tratas, como tu falas dela, porque andas com aquele brilhinho no olhar e sempre a sorrir, porque lhe chamas princesa… Queres que continue?
- E isso quer dizer que eu estou apaixonado por ela? Por amor de Deus! – se calhar o Mauro tinha razão, mas não me apetecia falar disso agora
- Ok, não queres admitir, não admitas. Mas eu sou o teu irmão mais velho e tua a mim não me enganas!
- Tá bem Mauro! – levantei-me e comecei a caminhar até ao meu quarto
- Isso foge á conversa! – provoca-me. Mas era verdade, eu não queria ter aquela conversa mas sobretudo não queria admitir que ele tinha razão
- Não estou a fugir simplesmente tenho que me deitar cedo que amanhã tenho jogo! – desculpei-me
- Pois o jogo! E convidas-te a Diana para ir assistir? – provoca-me de novo
Tinha-me esquecido completamente de a convidar. Mas ainda tinha tempo o jogo era só ao final da tarde. Amanhã de manhã iria convidá-la.
- Boa noite, mano!  - despedi-me dele, ignorando as suas provocações e fui para o meu quarto

Diana
Acordei com alguém a dizer-me alguma coisa que não percebi. Mas quando abrir os olhos não vi ninguém e reparei que estava no meu quarto. O que estaria aqui afazer? Eu não estava na casa do Sílvio? Amanhã falo com ele, agora vou mas é dormir que estou a morrer de sono. Vesti o meu pijama e fui à casa de banho para depois me deitar novamente na minha cama.
Num dia tão longo como este adormeci, inevitavelmente, a pensar no Sílvio. E sonhei com ele. Nestes últimos dias a minha vida resumia-se só a uma coisa: Ele. Almoçava com, passava a tarde com ele, via filmes com ele, saia com ele, pensava nele… Ele, ele e ele!

Boa Noite
Desculpem a demora mas o tempo para escrever tem sido escasso e a inspiração também!
Espero que gostem :)
Beijinhos
Didi Martins

domingo, 22 de julho de 2012

Três Pequenas Notas :D

Queria aqui deixar uma nota para o regresso do Sílvio aos jogos. Para quem não sabe o Sílvio lesionou-se em março da temporada transacta, fato que o impossibilitou de jogar durante o resto da temporada. Por isso não queria deixar de mencionar o seu regresso aos relvados após 4 meses! Embora tenta sido num jogo de pré-época, no qual ele jogou a titular :D Já tinha saudades de o ver jogar...


Quanto aos comentários do último capitulo que postei:
    - BiaC: Sim, todos os gostos do Sílvio que escrevi são verdadeiros, vi-os numa entrevista que ele deu, embora que a entrevista já tenha 3 anos... A sua música preferida, a banda, o filme, o livro, o local para férias... é tudo verdade, a única coisa que "inventei" foi a sua especialidade na cozinha, pois essa não sabia mesmo. Sempre que possível tento postar fatos verdadeiros na fic em relação à vida do Sílvio.
    - Ana Laranjeira: Temos gosto musicais muito semelhantes! Adoro Pearl Jam, embora preferia sem dúvida nenhuma os Coldplay. E concordo contigo a melhor música dos Pearl Jam é a "Better Man" mas também gosto muito da "Just Breathe". A voz do Eddie Vedder é simplesmente maravilhosa! Em relação á "Carta" dos Toranja é uma música que se adpta muito bem a esta fic, mais á frente vão-se aperceber isso...
    - E muito obrigado pelos elogios, é muito importante para mim receber um feedback positivo :)

Quanto ao próximo capitulo ainda não sei muito bem quando o irei postar, ele já está quase a meio, mas não tenho tido muito tempo para o acabar, mas dentro de um dia ou dois acho que consigo postá-lo!

Um resto de Bom Fim-de-Semana :)
Beijinhos
Didi Martins

terça-feira, 17 de julho de 2012

Capítulo 8 – Ensinaram-me a cuidar daqueles de quem mais gostamos

Sílvio foi-se embora e deixou-me ali sozinha, não sem antes dizer que vinha almoçar comigo. Ele estava mesmo a ser espetacular, em muito pouco tempo tinha-se tornado um grande amigo. Amigo? Será esta a palavra adequada? Hummm… A verdade é que eu não o considerava um amigo como os outros que eu tinha, ele aos meus olhos era diferente. Sentia um friozinho na barriga sempre que estava com ele e o meu coração disparava. Já não tinha estas sensações há algum tempo, por isso mesmo tinha um bocado de medo delas, medo que estas sensações se transformassem em algo maior… Amigo especial! Sim, amigo especial, acho que é isso… Parei com estes pensamentos, despi-me e deitei-me na espreguiçadeira. Era inevitável, o Sílvio aparecia sempre nos meus pensamentos e ainda por cima acompanhado pelo meu mais belo sorriso…
Passado algum tempo de estar a desfrutar do Sol cansei-me de estar ali parada, por isso levantei-me com o intuito de ir fazer aquilo que o Sílvio me tinha mandado.
- Boa! Como é que eu vou até á cozinha? Nem sequer consigo por o pé no chão! – falava comigo mesma. Até que tive uma ideia - Vou a coxear! – Comecei a ir aos saltinhos, impulsando o meu corpo só com o pé esquerdo assente no chão - Se alguém me visse assim desatava-se a rir e ainda pensava que eu era doida… - ri-me com as minhas próprias palavras
Tirei um pacote de gelo do congelador e sentei-me na cozinha, onde aproveitei para comer uma maça…

***
Já devia ser meio-dia e muitos e o Sílvio ainda não tinha chegado, eu estava deitada num colchão insuflável dentro da piscina do meu melhor amigo.
- Que boa vida! – a inesperada voz do Sílvio faz-se ouvir
Nadei até á beira da piscina para o encarar.
- Olá Sílvio! – disse-lhe com uma sorriso na cara
- Olá princesa! – retribui igualmente com um sorriso na cara – Então como está esse pé?
- Vai ficar bom… - disse saindo da piscina – Humm isso que trazes no saco é o nosso almoço? – perguntei curiosa tentando bislhotar o saco
- Mais ou menos – responde-me Sílvio
- Então?
- Eu não queria simplesmente passar num pronto a comer e comprar a nosso almoço já feito, eu queria que o nosso almoço fosse especial, então decidi que iria fazê-lo! – no meu cérebro ecoavam as palavras “queria que o nosso almoço fosse especial” e um sorriso aparecia no  meu rosto
- Porque é que queres que o nosso almoço seja especial? – não resisti em perguntar o que me ia na cabeça
- Não sei! Porque sim! – respondeu-me descontraidamente
Fiquei um pouco “desiludida” com esta resposta e a minha expressão facial transpareceu isso. Acho que Sílvio se apercebeu disso.
- Princesa – chamou-me pondo a sua mão no meu queixo obrigando-me a olha-lo nos olhos – Porque queria que o nosso almoço fosse diferente, que fosse especial porque tu és importante para mim…
- Então e o que vais fazer para o almoço? – não sei explicar porque mas mudei completamente de assunto, tomando uma atitude fria em relação as suas palavras. O meu coração mirrou quando vi a sua reação às minhas palavras ou melhor á minha não resposta. A sério Diana? Tu ás vezes és mesmo estupida! Auto martirizava-me pela minha atitude. Porque é que mudas-te de assunto?
- Vou fazer a minha especialidade! – notei que ele fez um esforço para que parece-se que nada se passava
- Ok! Então vamos lá até á cozinha…
- Ás vezes não te percebo! – comentou
 Percebi que ele se referia ao fato de não lhe ter dado se quer uma resposta depois de ter sido eu a perguntar porque é que ele queria que o nosso almoço fosse especial.
- Desculpa! – pedi antes de mais nada – Fico contente por queres que o nosso almoço seja especial e por eu ser importante para ti – era a mais sincera das verdades – Tas a ser um querido, não era preciso estares com este trabalho todo comigo… - tentei redimir-me
- Ensinaram-me a cuidar daqueles de quem mais gostamos – Esperava tudo menos esta resposta dele mas um grande sorriso surgiu na minha cara
- Adoro-te! – foi a única palavra que eu consegui proferir antes dos braços do Sílvio cobrirem o meu corpo num carinhoso abraço e os seus lábios a minha bochecha
- Eu também, Princesa. Eu também! – proferiu bem pertinho ao meu ouvido enquanto nos abraçávamos
Sílvio pega-me ao colo e encaminha-nos para a cozinha.
- Já tinha saudades do meu motorista privado! – Brinquei – Olha achas que me conseguias arranjar umas muletas? – perguntei-lhe pois dar-me-iam imenso jeito assim enquanto ele não tivesse presente não teria de coxear
- Oh pensava que gostavas de andar ao meu colo! – brincou também ele – Mas claro, logo á tarde já te as dou!
- Obrigado! Então mas afinal o que é que é o almoço?
- Empadão, a minha especialidade!
- Adoro empadão! – disse entusiasmada
- Vais adorar! Aposto que nunca comeste um empadão tão bom como o que eu vou fazer!
Sílvio não me deixou ajuda-lo a fazer o nosso almoço, limitei-me a pôr a mesa. Almoçamos e ele tinha razão, nunca tinha comido um empadão tão bom como o que ele fez, surpreendeu-me! Sílvio ajudou-me a arrumar a cozinha e depois fomos os dois para o jardim apanhar sol até á hora do seu treino.
Á tarde o Tomás fez-me companhia na piscina e mesmo já antes do jantar Sílvio passou lá por casa para me dar as muletas que lhe tinha pedido. Jantei com o Tomás e os pais dele. Já depois do jantar tinha ficado “sozinha”. Os meus tios foram tomar café e o Tomás estava a estudar. Eu estava na sala a ver televisão mas não estava a dar nada de jeito! Que seca! Podia ir ter com o Sílvio? Equacionava uma solução para esta pasmaceira.
- É isso vou lá á casa dele! – pensei alto
Peguei nas muletas e fui até á casa do meu vizinho. Toquei duas vezes á campainha e esperei que ele me abrisse a porta.
- Mauro? – perguntei espantada vendo Mauro a abrir-me a porta
- Olá Diana! – cumprimenta-me com dois beijinhos – Voltei hoje de Lisboa. Mas entra – diz-me dando-me permissão para entrar na casa do seu irmão
Entrei e Mauro acompanhou-me até à sala.
- O que é que passou contigo? – perguntou referindo-se claramente ao meu pé
- Cai! Mas nada de muito grave! – contei-lhe
- Vieste ter com o Sílvio?
- Sim estava a apanhar uma seca descomunal em casa, então resolvi vir aqui chateá-lo! – brinquei com um sorriso na cara
- Tu nunca chateias princesa! – disse Sílvio entrando na sala – podes vir cá a casa as vezes que quiseres – proferiu já ao pé de mim e do Mauro – Mas vinhas convidar para alguma coisa ou dizer-me alguma coisa?
- Não sei, podíamos ver um filme ou assim – sugeri
- Ok por mim é na boa, também não tenho nada para fazer! – Sílvio aceita a minha sugestão sorrindo-me - Queres ver um filme connosco Mauro? – pergunta falando para o irmão
- Não deixa estar puto! Não me apetece, vejam vocês… - Mauro rejeita o convite do seu mano e sai da sala, deixando-me a sós com o Sílvio
- E o Dino? Se calhar ele quer ver o filme? – perguntei não me esquecendo do seu irmão mais novo
- O Dino não veio este fim-de-semana – informou-me calmamente Sílvio
- Ahh ok!
- Bem Didi que filme é que queres ver? – perguntou sentando-se no sofá e eu sentei-me ao lado dele
- Humm tanto faz!
- Quais são os teus filmes preferidos? – interrogou-me olhando-me
- Adoro filmes de ação mas gosto de quase todos os tipos! Realmente… - fiz uma pausa pensativa -  não sei estas coisas básicas sobre ti – disse em forma de pensamento falado que fez o Sílvio rir
- O que queres saber? Podes perguntar o que quiseres…
- Qual é o teu filme preferido? – comecei por perguntar
- Gladiador. E o teu?
- Mr. and Mrs. Smith
- Ator e atriz preferidos? – desta vez foi ele que perguntou
- Angelina Jolie e Owen Wilson
- Também gosto da Angelina mas ator prefiro o Denzel Washington
- Hum banda preferida/cantor?
- Pearl Jam
- Coldplay. Música preferida?
- Carta dos Toranja e a tua?
- Yellow dos Coldplay
- Série de TV preferida?
- Como adoro ação as minhas séries preferidas são NCIS Los Angeles e Havai: Força Especial – Sílvio ouvia cada resposta minha com o máximo de atenção – E a tua?
- CSI Miami. Livro preferido?
- Código Da Vinci – vi-o sorrir
- Também o meu! – Tínhamos gostos minimamente semelhantes. Que curioso! – Viagens?
- Dolomitas nos Alpes em Itália isto para férias na neve mas no verão adoro a Austrália.
- Eu prefiro a praia, sem dúvida Polinésia Francesa!
- Eu também adoro a praia, não me imagino sem ela, mas como cresci e moro a 50 metros da praia, mas pelo menos uma vez no ano adoro ir para a neve.
- Deve ser brutal acordar todos os dias e ver o mar?
- É simplesmente lindo! Adoro ver o Sol nascer, andar na areia molhada, fazer surf com a praia só para mim ou ficar simplesmente na areia a olhar o mar. Dá-te uma tranquilidade impressionante e faz qualquer um feliz! – contei-lhe completamente fascinada e lembrando-me desses momentos
- Falas de uma maneira completamente apaixonada – constatou um fato
- É normal! A praia, o mar já são uma parte de mim! Mas agora a pergunta que qualquer pessoa fazia a um futebolista! Messi ou Ronaldo?
- Ronaldo sem dúvida!
- Eu não sei bem! Acho que o Messi tem mais magia mas acho que o Ronaldo é mais completo! – confessei-lhe pois eu não era como a maioria das pessoas por gostar do Messi não gostava do Ronaldo ou vice-versa
- São os dois excelentes jogadores! – concordou comigo – Tens um ídolo?
- Mais ou menos! Tenho uma referencia que tento seguir, como joga na mesma posição que eu e é um ser humano extraordinário: o Rui Costa! Eu cresci a vê-lo jogar…
- Grande Senhor! Mas para mim é o Zidane! Queres saber mais alguma coisa?
- Não. Vamos ver o filme?
- Claro! Qual é o filme que queres ver?
- O teu filme preferido é o Gladiador não é? – Sílvio apenas me responde abanado a cabeça de cima para baixo – Então vê-mos esse…
Começamos a ver o filme eu só o tinha visto uma vez e já não me lembrava muito bem da história. Até que chegou a uma parte em que o gladiador matava os outros gladiadores nas arena, cortando-lhes a cabeça e esfaqueando-os sem dó nem piadade. Não conseguia ver estas cenas de tortura por isso fechei os olhos e pus a cabeça no ombro de Sílvio que estava mesmo encostado a mim.
- Então Didi? – perguntou-me rindo
- Odeio ver cenas de tortura! – contei-lhe sem nunca tirar a cabeça do seu ombro
- Pensei que gostavas de filme de ação!
- E gosto de tipo tiroteios e assim, lutas… mas não de torturas em que matam sem dó nem piedade ou cortam a cabeça ou outras partes do corpo, isso não consigo ver! – contei-lhe sempre de costas para a televisão
- Pronto já parei o filme! Que mariquinhas que tu me saíste! – goza claramente comigo
- Opá não gozes! – pedi-lhe mas desta vez já o olhei, os nossos rostos estavam muito próximos. Os nossos olhares penetrantes um no outro. Estava a milímetros de beijar os lábios de Sílvio, eu lutava interiormente para me afastar de Sílvio mas ele é como um íman que me puxa com uma força superior e imparável. Não dava! Definitivamente não dava, eu não conseguia resistir-lhe por muito que eu quisesse eu não conseguia! Mas porquê? Não conseguia entender! Abstrai-me dos meus pensamentos e lutas interiores e fechei os olhos decidida a deixar-me levar pelo momento. Sinto o hálito quente de Sílvio a embater nos meus lábios entreabertos e sinto Sílvio a acaricia-me a cara ao mesmo tempo que desviava uma mecha de cabelo da minha bochecha direita. Tomou em seguida a liberdade de unir os nossos lábios. A escassos milímetros…


Boa noite! :P
Hoje queria especialmente agradecer à Ana Laranjeira por me ajudar desde o inicio... Obrigado!
E eu queria comentários se faz favor :D
Espero que gostem!
Beijinhos
Didi Martins

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Capítulo 7 - Eu vou Cuidar de Ti!


Acordei relativamente cedo, como se estivesse em casa. Quando estava em casa levantava-me cedo para ir apanhar as melhores ondas da “minha praia” e também desfrutar do sol, era realmente uma coisa relaxante e que eu adorava fazer!
Não tinha planos para hoje, por isso decidi vestir o meu bikini para ir desfrutar da bela piscina desta casa. 
Vesti-me e fui tomar o pequeno-almoço.
- Bom dia Didi! – cumprimenta-me amavelmente o meu melhor amigo enquanto eu ainda descia as escalas e ele se encontrava na sala
- Bom dia!
- Já acordada tão cedo?! – perguntou-me um pouco espantado, pois se havia pessoa que adorava dormir era eu
- Apetece-me ir desfrutar deste sol maravilhoso! – tinha acabado de chegar ao pé dele e saudei-o com um beijinho na cara ao qual ele retribuiu
- Bem me parecia, as únicas coisas que te fazem levantar tão cedo são o sol e o mar! – ele tinha razão eu era uma pessoa completamente apaixonada por um bom dia de sol acompanhado por uma bela praia com o mar espetacular para eu surfar. Simplesmente adorava, o mar e a praia para mim já eram a minha segunda “casa”! Mas como quem não tem cão caça com gato, hoje ter-me-ia de me contentar com um belo Sol e uma piscina!
- Conheces-me tão bem! – constatei um fato. Conhecia o meu melhor amigo à cerca de 8 anos! Já era tempo suficiente para ele conhecer cada traço da minha personalidade e eu da dele
- Já são muitos anos! – sorri-me – Bem Didi gostava muito de ir apanhar banhos de sol contigo mas tenho que ir para a escola! – pronunciou um pouco tristonho
- Vai lá! Que eu vou tomar o pequeno-almoço!
- Até logo! – Tomás já se dirigia para a porta quando eu me lembrei que tinha uma coisa para lhe perguntar
- Espera Tomás! – chamei-o, ele vira-se com o propósito de olhar para mim – Vens almoçar a casa? – questionei para saber se teria a sua companhia na hora de almoço
- Não Didi desculpa, mas hoje não tenho tempo de vir a casa almoçar! – informou-me um pouco desiludido
- Não faz mal! – tentei consolado. A verdade é que fazia um pouco pois eu odiava almoçar ou jantar sozinha, mas ele não tinha a culpa
- Tenho mesmo que ir Didi, se não chego atrasado! – disse dirigindo-se de novo à porta da luxuosa moradia
- Adeus, bom estudo! – desejei-lhe
- Obrigado – ainda o ouvi pronunciar enquanto abria a porta
Fui até à cozinha tomar um delicioso pequeno-almoço, depois decidi ir comprar o jornal ao quiosque que havia no fundo da rua, para me entreter a ler enquanto tivesse a apanhar banhos de sol. Fui até ao meu quarto buscar a minha carteira e depois saí. Ia a descer os 4 degraus da porta de entrada quando, não sei como, devo ter assentado mal o pé, desequilibro-me e caiu. Escorreguei  3 degraus, só parando no final das escadas, e mesmo assim quando “aterrei”, o peso do meu corpo ficou em cima do meu pé direito.
- AI! – gritei de dor caída no chão e vendo os meus joelhos e pernas todos esfolados
Inevitavelmente os meus olhos deixam escapar umas lágrimas de dor, o meu pé direito doía-me horrores, as minhas pernas esfoladas, isso já era um pouco comum e não me doíam muito, mas agora o meu pé…
- DIDI! – Sílvio grita o meu nome e vejo-o a vir ter comigo a correr – Que se passou? Tás bem? – pergunta-me com uma voz de quem estava um pouco aflito e preocupado comigo e olhando para as minhas pernas esfoladas
 - O meu pé! – queixei-me agarrando no mesmo, tentando atenuar a dor que sentia. Em vez disso a dor parecia aumentar e assim como as minhas lágrimas.
Sílvio agacha-se e olha atentamente para o meu pé direito.
- Deves ter torcido o pé! Está a fichar negro… - constatou um fato – Achas que consegues levantar-te? – interrogou-me
- Vou tentar!
- Espera que eu ajudo-te! – estende-me a sua mão direita, eu agarro-a, Sílvio facilitou assim a minha tarefa de me levantar.
Consegui levantar-me com a sua ajuda, mas apenas o meu pé esquerdo estava assente no chão.
- Tenho de tratar dessas feridas! – preocupou-se comigo - Achas que consegues pôr o pé direito no chão, só para ir-mos até à minha casa? – perguntou-me
Tentei pôr o pé no chão.
- Ai! – Não conseguia, fazia-me doer – Não consigo! – a minha voz transparecia o meu sofrimento
- Então anda cá que eu levo-te ao colo! – ofereceu-se chegando-se mais a mim
- Não é preciso! – recusei a sua ajuda, não lhe queria dar trabalho
- Ai não? Então como é que tratamos dessas feridas? Como é que sais daqui? – perguntou-me com um sorriso na rosto
- Pois! – não tinha alternativa, teria de ir mesmo ao seu colo – Ok levas-me ao colo, mas se tiveres cansado dizes, ok? – não lhe queria mesmo dar trabalho
- És tão parvinha! A minha casa fica nem a 50 metros daqui, achas que eu não aguento contigo até lá? – inquiriu-me num tom  irónico e brincalhão
- Chamaste-me parvinha? – fingi-me de ofendida – Não sei, podias ser fraquinho! – provoquei-o
- Anda cá, parvinha! – Sílvio pegou-me ao colo, eu pus os meus braços em redor do seu pescoço para me segurar. Como era de manhã o cheiro do seu perfume era ainda mais intenso, cheirava inevitavelmente bem! – Tas confortável? – perguntou-me Sílvio começando a dirigirmo-nos para a sua casa
- Sim, eu acho que já me começo a habituar de andar ao teu colo! – confessei-lhe. Esta já era a segunda vez, num espaço de poucos dias, que tal acontecia
Sílvio apenas me sorri e continua o caminho.
- Ias sair? – perguntei assim que vi o seu carro pronto para sair, e a porta do condutor aberta
- Ia para o treino! – informou-me descontraidamente
- A que horas é o teu treino?
- Ás 9:30 – já deveria ser ai umas nove e um quarto da manhã, isso queria dizer que se o Sílvio não fosse agora para o treino deveria chegar atrasado ao mesmo
- Devias ir para o treino, já! Assim vais chegar atrasado! – avisei-o
Eu não queria que ele chega-se atrasado por minha culpa.
- Ai é? Vou para o treino e depois quem cuida desse pé?
- Já quase não me dói! – menti, numa tentativa falhada de o tentar convencer a ir para o treino
- Mentes tão mal, princesa! Não te preocupes comigo! – neste momento já estávamos na sala da sua casa – vou cuidar de ti e só depois vou para o treino! – disse Sílvio sem me dar hipótese de refutação
Sílvio pousa-me no sofá com os maiores cuidados, como se eu fosse uma bonequinha de porcelana.
- Fica ai que eu já venho! – disse-me começando a encaminhar-se para as escadas
- A sério Sílvio? – perguntei com sarcasmo, fazendo-o olhar para trás – Querias que eu fosse aonde com o pé assim? – não consegui conter o riso
- Ah pois… desculpa! – Sílvio continua o seu percurso e breves segundos depois já se encontra de novo ao pé de mim
- Ainda te dói muito? – perguntou-me sentando-se à minha frente no chão
- Dói-me mais quando mexo o pé!
Sílvio analisa o meu pé e depois dá o prognóstico.
- Não é assim tão grave! Se puseres esta pomada e um pouco de gelo daqui a 2, 3 dias já deves conseguir andar normalmente! Agora vou por a pomada! – Sílvio põe com o maior dos cuidados, para não me fazer doer, a pomada. Ele estava a ser tão querido em preocupar-se e querer cuidar de mim.
- Obrigado! – agradeci por tudo o cuidado, preocupação, carinho que ele estava a ter comigo
- Porquê? – perguntou-me não percebendo a que se referia este meu “obrigado”
- Por me estares a ajudar, por estares a cuidar de mim, por estares a ser tão querido, tão carinhoso, por te preocupares comigo… Basicamente, por estares aqui comigo neste momento! – esclareci-o usando as minhas mais sinceras palavras de gratidão
- De nada, princesa – Sílvio ergue-se, para me encarar e com a sua mão direita acaricia a minha bochecha – Não tens que agradecer era obvio que não te ia deixar sozinha neste estado sem antes cuidar de ti – Sílvio aos poucos e poucos aproximava cada vez mais o seu rosto do meu, alternado o seu olhar entre o os meus olhos e os meus lábios. O meu olhar mantinha-se bem fixo nos seus olhos, a possibilidade de Sílvio me beijar e a proximidade dos seus lábios dos meus faziam o meu coração disparar.
With everything happening today/You don't know whether you're coming or going/But, you think that you're on your way/Life lined up on the mirror don't blow it. Look at me when I'm talking to you/You looking at me but I'm looking through you/I see the blood in your eyes/I see the love and disguise…(Mirror - Lil Wayne feat. Bruno Mars)
Somos interrompidos pelo toque do seu telemóvel. Que sentido de oportunidade! Pensava em relação á pessoa que ligava para o Sílvio. Sílvio atende a chamada afastando-se assim de mim.
- Então cara, aonde é qui cê anda?
- Ainda bem que ligaste Diego, diz ao mister que vou chegar ligeiramente atrasado!
- Aconteceu alguma coisa de grave?
- Não foi só um pequeno percalço, nada de grave, nós depois falamos melhor! Adeus!
Sílvio desliga a chamada e guarda o seu telemóvel no bolso das calças.
- Ainda vais arranjar problemas com o mister por causa de mim! E eu não quero isso! – disse-lhe
- Didi esquece lá isso! Vou mas é tratar dessas feridas! – comunicou-me pegando num pedaço de algodão e no frasco de betadine.
Sílvio começou a cobrir cada ferida das minhas pernas com betadine.
- Estás toda esfolada, princesa! – comentou com um sorriso na cara
- Sim e agora vou ficar com as penas todas às manchas! Que bonito! – barafustei
- Mesmo assim ficas linda! – automaticamente as minhas maças do rosto ficam quase da mesma cor do betadine – Ah e ficas ainda mais bonita corada! – comenta Sílvio percebendo que me tinha deixado envergonhada, deixando em seguida os seus lábios soltarem um sorriso – Bem isto já está, vamos?
- Vamos onde? – perguntei-lhe
- Vou levar-te a casa. Ou queres ficar aqui?
- Não quero ir para casa! – Sílvio pega-me de novo ao colo
- Sílvio podes ir pela passagem do jardim que eu quero ir para a piscina, se faz favor? – pedi-lhe
- Claro, princesa! – Sílvio fez o que eu lhe disse e rapidamente chegámos ao jardim da casa do Tomás onde Sílvio pousa-me em cima de uma espreguiçadeira.
- Bem princesa, faz pelo menos uma seção de gelo e não esforces o pé! – pediu-me – Eu agora tenho que ir.
- Ok vou fazer isso. Obrigado por tudo! – agradeci-lhe novamente
- Não tens que agradecer! – sorri-me – Adeus – Sílvio chega-se ao pé de mim e dá-me um beijinho mesmo no canto da boca que me fez estremecer
- Adeus – Sílvio já ia a sair do jardim quando volta de novo ao pé de mim
- Princesa, o Tomás hoje não vem almoçar a casa pois não? – perguntou-me com cara de quem estava a magicar alguma coisa
- Não! – respondi-lhe
- Então prepara a mesa para dois que eu venho almoçar contigo. Eu trato do almoço! – infoumou-me
- Mas t… - tentei ripostar
- Aproveita bem este sol! – Sílvio nem me deixou falar e saiu imediatamente do jardim

Boa noite! :)
Espero que tenham gostado do capitulo!
Beijinhos
Didi Martins