Sinto o hálito quente de Sílvio a
embater nos meus lábios entreabertos e sinto-o a acaricia-me a cara ao mesmo
tempo que desviava uma mecha de cabelo da minha bochecha direita. Tomou em
seguida a liberdade de unir os nossos lábios. A escassos milímetros de o fazer
somos interrompidos por uma voz.
- Sílv... – Mauro entra na sala e depara-se com aquela cena - …io. Desculpem eu não queria interromper nada, vinha só dizer-te uma coisa… Ok, esqueçam! Desculpem! – pede Mauro muito atrapalhado
- Sílv... – Mauro entra na sala e depara-se com aquela cena - …io. Desculpem eu não queria interromper nada, vinha só dizer-te uma coisa… Ok, esqueçam! Desculpem! – pede Mauro muito atrapalhado
Sílvio afasta o seu rosto do meu e
larga a mecha do meu cabelo que segurava delicadamente com a sua mão.
– Não interrompeste mano, nos estávamos só… a ver um filme - Sílvio olha-me nos olhos e volta-se de novo para Mauro - Querias alguma coisa? - disfarça percebendo que Mauro estava visivelmente atrapalhado.
– Não interrompeste mano, nos estávamos só… a ver um filme - Sílvio olha-me nos olhos e volta-se de novo para Mauro - Querias alguma coisa? - disfarça percebendo que Mauro estava visivelmente atrapalhado.
Assim como eu estava envergonhada,
sentia as minhas maças do rosto a fervilhar!
- Não puto, deixa estar! Eu… vou
indo! Desculpem – pediu novamente antes de sair dali muito rapidamente
Eu
e Sílvio ficámos de novo sós e momentos constrangedores de silêncio se seguiram,
sem nenhum de nós ser capaz de olhar um para o outro. Os nossos olhares estavam
perdidos algures pela televisão ou por outro objeto da sala.
-
Vamos ver o resto do filme? – propus interrompendo cerca de um ou dois minutos de silêncio e cruzando de
novo os nossos olhares
- Tens
a certeza? Se quiseres podemos ver outro filme? – propus também
-
Não é preciso! – recusei a sua proposta -
Se andarmos um bocadinho com o filme para a frente, estas cenas de
violência acabam! – esclareci-lhe com um sorriso no lábios
-
Pode ser e também acho que daqui para a frente não tem mais cenas de tanta violência,
mas se não as quiseres ver é só dizeres que eu ando para a frente! – sugeriu de
modo a que eu não tivesse de assistir a mais cenas de tortura
-
Tá bem – respondi-lhe
Continuámos
então a ver o resto do filme, que já ia sensivelmente a meio. Apesar do filme
ser interessante, eu não resistia e às vezes desviava o olhar do ecrã e
vislumbrava o Sílvio. Ficava a mirrá-lo sem que ele me visse. Ele era perfeito!
Algo atraia o meu olhar para ele, como que uma força sobrenatural que eu não
consigo controlar. Não sei se era os olhos dele, que mesmo no escuro brilhavam,
se era a sua barba de à cinco dias (sim, confesso que tenho um fetiche com
homens de barba de à meia dúzia de dias), se era a sua maneira de ser, sempre
carinhoso, querido, preocupado, gentil, sempre sorridente, e que sorriso! E
quando ele me chamava de princesa eu sentia-me nas nuvens. Não só pelo simples
fato de me chamar princesa porque Sem dúvida que a sua beleza exterior me
atraia, mas a sua personalidade cativava-me! Fogo, este homem encanta qualquer
mulher! Mas neste momento, era mais precisamente, os lábios dele que me
atraiam... Sentia uma vontade louca e inexplicável de o beijar, de sentir os
seus lábios a tocarem nos meus, na minha pele… E só de pensar que estivemos a
escassos milímetros de o fazer, ainda me dava mais vontade de acabar o que de
certo modo aconteceria se o mauro não tivesse interrompido!
-
Ei Didi – Sílvio acorda-me dos meus pensamentos
-
Sim, diz… - exprimi, pondo de lado os meus pensamentos
-
Estavas ai a olhar-me á horas… - constatou, esperando uma resposta minha
Que
vergonha! Estava tão perdida nos meus pensamentos que nem me lembrei que
deveria estar a olha-lo fixamente, eu fazia sempre isso enquanto pensava.
-
Estava longe! Perdi-me em pensamentos – contei-lhe a verdade
- E
era intrometer-me muito se te perguntasse quais eram esses pensamentos ou se
eram sobre mim? – perguntou-me um pouco receoso
-
Se eu te dissesse que os pensamentos eram sobre ti, não me perguntavas quais
eram esses pensamentos? – respondi-lhe com uma pergunta, utilizando o mesmo tom
receoso usado por ele antes
-
Não sei… Mas isso quer dizer que esses pensamentos eram sobre mim? – perguntou
com um sorriso esperançando em ouvir uma resposta positiva da minha parte.
Sílvio a cada palavra que proferia ia aproximando os nossos rostos.
-
Tens de responder à minha pergunta! – pedi-lhe afastando-me dele, chegando-me
mais para a ponta do sofá
Eu
podia dizer-lhe que o que estava a pensar era sobre ele, mas como é que lhe
dizia que pensava na vontade louca que eu tinha de lhe beijar ou em como ele
era perfeito? Não lhe podia dizer isso.
-
Estavas a pensar no que teria acontecido se o Mauro não tivesse entrado na sala
naquele preciso momento? – perguntou-me descaradamente
Como
é que ele sabia que era isso? Notava-se assim tanto? Se calhar ele também
queria o mesmo que eu…
-
Eu nem te disse que os pensamentos eram sobre ti – tentei disfarçar o melhor
que pude, não tinha de todo coragem para lhe dizer que era precisamente nisso
que eu estava a pensar
- Não,
não te perguntava quais eram os pensamentos – prometeu-me respondendo
finalmente à minha pergunta
-
Sim estava a pensar em ti! – proferi muito rapidamente, não dando hipóteses a
mim mesma de vacilar
Sílvio
responde-me com um sorriso, ficando claramente contente com a minha resposta.
-
Mas era sobr… - não o deixei acabar e interrompi-o
-
Sílvio, tu prometeste! – lembrei-o das suas palavras à poucos instantes. A
minha voz saiu em tom de súplica, para que ele não voltasse a falar nesse
assunto. Acho que ele se apercebeu disso, pelo menos na sua cara pareceu-me ver
um ar de conformado.
-
Ok! Então anda cá princesa! – pediu-me abrindo-me os seus braços, de modo a que
os nossos corpos quebrassem a distância, que eu impôs.
Cedi
ao seu pedido e abracei-o, naquele momento tudo parecia mágico, perfeito, até!
Não sei descrever mas estar nos seus braços, completava-me, era como se ele
enchesse os espaços em banco que existiam em mim. Esse vazio que estava já há
algum tempo à espera que alguém o fizesse desaparecer…
Continuámos
assim a ver o filme, eu tinha a minha cabeça apoiada no seu peito/ombro e os
meus braços envoltos no seu tronco. Já ele tinha apenas um braço em redor da
minha cintura…
Sílvio
No
momento em que estava a milímetros de beijar a minha princesa o meu mano entra
e impede que isso aconteça. Porquê? Eu queria beijá-la! E não sei que vontade
era esta, pois nunca nenhuma mulher me tinha deixado assim ao fim de tão pouco
tempo de a conhecer. Mas com a Diana tudo era diferente. Ela mexia tanto
comigo, ela era tão especial, tão única, tão espontânea, tão sincera, tão
maravilhosa, sempre que estava com ela sentia-me tão bem! Depois de momentos um
pouco constrangedores continuamos a ver o filme
Apanhei
a Didi a olhar fixamente para mim e com o seu sorriso característico nos lábios.
Já me observava a largos minutos.
-
Ei Didi – chamei-a
-
Sim, diz…
-
Estavas ai a olhar-me á horas…
-
Estava longe! Perdi-me em pensamentos – admitiu
Pensamentos!?
Sobre mim?
- E
era intrometer-me muito se te perguntasse quais eram esses pensamentos ou se
eram sobre mim? – tinha mesmo de lhe perguntar isto, mas por outro lado não
queria ser intrometido, pois ela poderia estar a pensar em milhões de coisas
não relacionadas comigo
-
Se eu te dissesse que os pensamentos eram sobre ti, não me perguntavas quais
eram esses pensamentos?
-
Não sei… Mas isso quer dizer que esses pensamentos eram sobre mim? –
perguntei-lhe sorrindo e aproximando os nossos rostos, algo me atraia para ela.
-
Tens de responder à minha pergunta! – a Didi afasta-se de mim. Achava imensa
graça às suas reações às minhas palavras ou aproximação. Dava-me um certo gozo
ver o que eu provocava nela. Adorava vê-la embaraçada ou sem jeito…
-
Estavas a pensar no que teria acontecido se o Mauro não tivesse entrado na sala
naquele preciso momento? – insisti queria saber se ela também sentia o mesmo
que eu: uma vontade louca de nos beijarmos
-
Eu nem te disse que os pensamentos eram sobre ti – ela não me iria responder no
que estava a pensar, só tinha uma hipótese, saber se era sobre mim, por isso
respondi à sua pergunta:
-
Não, não te perguntava quais eram os pensamentos
-
Sim estava a pensar em ti! – só lhe consegui sorrir, fiquei contente por saber,
mas queria saber o que é que ela pensava sobre mim
-
Mas era sobr… - interrompeu-me
-
Sílvio, tu prometeste! – percebi que pelo seu tom de voz que ela não queria
mais falar nisso e que não me iria dizer mais nada sobre esse assunto. Fiz o
que eu mesmo lhe prometi.
-
Ok! Então anda cá princesa! – Chamei-a de novo para ao pé de mim, para os meus
braços, ficámos até ao final do filme assim, abraçados.
Sentia
a Didi muito quieta e quando olhei para o seu rosto, vi o porquê deste sossego.
Ela tinha adormecido nos meus braços. Observei cada traço do seu rosto, parecia
que tinha sido desenhado a régua e esquadro, devido à tamanha perfeição. Ela
até a dormir era linda, dormia de uma forma tão angelical, que me fazia sorrir
feito parvo…
Apaguei
a televisão e peguei nela ao colo. Ela dormia tão bem que não tive coragem para
a acordar por isso tentei pô-la no meu colo com o maior dos cuidados para não a
acordar. Levei-a até à casa do Tomás e deitei-a na sua cama. Peguei numa manta
e cobri o seu corpo. Ainda fiquei alguns minutos a comtempla-la. Confesso que
me sentia tentando, com a sua boca ali tão perto… Mas não podia, ela estava a
dormir e isso não seria correto, poderia fazer alguma coisa que ela não
quisesse, estaria a aproveitar-me de ela estar a dormir. Mas por outro lado ela
também não saberia que eu… Ah esquece Sílvio! Vou mas é embora. Cheguei-me eu
pé dela e dei-lhe um leve beijinho na testa e ainda lhe sussurrei um “Gosto
muito de ti” ao ouvido e voltei para a minha casa.
-
Puto desculpa, eu não sabia mano! – assim que entrei na sala da minha casa o meu
irmão mais velho pede-me desculpas
-
Tu não tinhas maneira de saber! Não faz mal – não queria que ele se sentisse
culpado
Sentei-me
ao lado dele no sofá.
-
Sim mas é sempre chato e constrangedor! Mas conta-me lá! Tu gostas dela?
-
Sim gosto dela, como também gosto de ti, do Dino ou do Tomás!
-
Sabes perfeitamente que eu não me estava a referir a esse tipo de gostar! Estás
completamente apaixonado por ela, não é? – insiste o Mauro
-
Porque é que dizes isso? – tentei fugir á sua pergunta
- Pela
maneira como tu a olhas, como tu a tratas, como tu falas dela, porque andas com
aquele brilhinho no olhar e sempre a sorrir, porque lhe chamas princesa… Queres
que continue?
- E
isso quer dizer que eu estou apaixonado por ela? Por amor de Deus! – se calhar
o Mauro tinha razão, mas não me apetecia falar disso agora
-
Ok, não queres admitir, não admitas. Mas eu sou o teu irmão mais velho e tua a
mim não me enganas!
-
Tá bem Mauro! – levantei-me e comecei a caminhar até ao meu quarto
-
Isso foge á conversa! – provoca-me. Mas era verdade, eu não queria ter aquela
conversa mas sobretudo não queria admitir que ele tinha razão
-
Não estou a fugir simplesmente tenho que me deitar cedo que amanhã tenho jogo! –
desculpei-me
-
Pois o jogo! E convidas-te a Diana para ir assistir? – provoca-me de novo
Tinha-me
esquecido completamente de a convidar. Mas ainda tinha tempo o jogo era só ao
final da tarde. Amanhã de manhã iria convidá-la.
-
Boa noite, mano! - despedi-me dele,
ignorando as suas provocações e fui para o meu quarto
Diana
Acordei
com alguém a dizer-me alguma coisa que não percebi. Mas quando abrir os olhos
não vi ninguém e reparei que estava no meu quarto. O que estaria aqui afazer?
Eu não estava na casa do Sílvio? Amanhã falo com ele, agora vou mas é dormir
que estou a morrer de sono. Vesti o meu pijama e fui à casa de banho para
depois me deitar novamente na minha cama.
Num
dia tão longo como este adormeci, inevitavelmente, a pensar no Sílvio. E sonhei
com ele. Nestes últimos dias a minha vida resumia-se só a uma coisa: Ele.
Almoçava com, passava a tarde com ele, via filmes com ele, saia com ele,
pensava nele… Ele, ele e ele!
Boa Noite
Desculpem a demora mas o tempo para escrever tem sido escasso e a inspiração também!
Espero que gostem :)
Beijinhos
Didi Martins

Olá :D
ResponderEliminarGostei imenso!
Quero o próximo :p
Beijinhos
Ritááá xD
Olá!
ResponderEliminarTão lindoooo! Viciadissima nesta fic!
Se a inspiração te anda escassa, imagino se nao andasse! Absolutamente perfeito! Amei!!!
Este par promete!
Eu até paro de escrever só para ler! Ai la vou eu de novo voltar à Quando, mesmo que distraída a pensar neste parzinho! xD
Quero o proximo!!!
Beijo
Ana
fantastico adorei.bjs
ResponderEliminarfabuloso...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver o proximo...
continua...