Acordei relativamente cedo, como se
estivesse em casa. Quando estava em casa levantava-me cedo para ir apanhar as
melhores ondas da “minha praia” e também desfrutar do sol, era realmente uma
coisa relaxante e que eu adorava fazer!
Não tinha planos para hoje, por isso
decidi vestir o meu bikini para ir desfrutar da bela piscina desta casa.
Vesti-me e fui tomar o pequeno-almoço.
- Bom dia Didi! – cumprimenta-me amavelmente
o meu melhor amigo enquanto eu ainda descia as escalas e ele se encontrava na
sala
- Bom dia!
- Já acordada tão cedo?! –
perguntou-me um pouco espantado, pois se havia pessoa que adorava dormir era eu
- Apetece-me ir desfrutar deste sol
maravilhoso! – tinha acabado de chegar ao pé dele e saudei-o com um beijinho na
cara ao qual ele retribuiu
- Bem me parecia, as únicas coisas
que te fazem levantar tão cedo são o sol e o mar! – ele tinha razão eu era uma
pessoa completamente apaixonada por um bom dia de sol acompanhado por uma bela
praia com o mar espetacular para eu surfar. Simplesmente adorava, o mar e a
praia para mim já eram a minha segunda “casa”! Mas como quem não tem cão caça
com gato, hoje ter-me-ia de me contentar com um belo Sol e uma piscina!
- Conheces-me tão bem! – constatei
um fato. Conhecia o meu melhor amigo à cerca de 8 anos! Já era tempo suficiente
para ele conhecer cada traço da minha personalidade e eu da dele
- Já são muitos anos! – sorri-me –
Bem Didi gostava muito de ir apanhar banhos de sol contigo mas tenho que ir
para a escola! – pronunciou um pouco tristonho
- Vai lá! Que eu vou tomar o pequeno-almoço!
- Até logo! – Tomás já se dirigia
para a porta quando eu me lembrei que tinha uma coisa para lhe perguntar
- Espera Tomás! – chamei-o, ele
vira-se com o propósito de olhar para mim – Vens almoçar a casa? – questionei
para saber se teria a sua companhia na hora de almoço
- Não Didi desculpa, mas hoje não
tenho tempo de vir a casa almoçar! – informou-me um pouco desiludido
- Não faz mal! – tentei consolado. A
verdade é que fazia um pouco pois eu odiava almoçar ou jantar sozinha, mas ele
não tinha a culpa
- Tenho mesmo que ir Didi, se não
chego atrasado! – disse dirigindo-se de novo à porta da luxuosa moradia
- Adeus, bom estudo! – desejei-lhe
- Obrigado – ainda o ouvi pronunciar
enquanto abria a porta
Fui até à cozinha tomar um delicioso
pequeno-almoço, depois decidi ir comprar o jornal ao quiosque que havia no
fundo da rua, para me entreter a ler enquanto tivesse a apanhar banhos de sol.
Fui até ao meu quarto buscar a minha carteira e depois saí. Ia a descer os 4
degraus da porta de entrada quando, não sei como, devo ter assentado mal o pé,
desequilibro-me e caiu. Escorreguei 3
degraus, só parando no final das escadas, e mesmo assim quando “aterrei”, o
peso do meu corpo ficou em cima do meu pé direito.
- AI! – gritei de dor caída no chão
e vendo os meus joelhos e pernas todos esfolados
Inevitavelmente os meus olhos deixam
escapar umas lágrimas de dor, o meu pé direito doía-me horrores, as minhas
pernas esfoladas, isso já era um pouco comum e não me doíam muito, mas agora o
meu pé…
- DIDI! – Sílvio grita o meu nome e
vejo-o a vir ter comigo a correr – Que se passou? Tás bem? – pergunta-me com
uma voz de quem estava um pouco aflito e preocupado comigo e olhando para as
minhas pernas esfoladas
- O meu pé! – queixei-me agarrando no mesmo,
tentando atenuar a dor que sentia. Em vez disso a dor parecia aumentar e assim
como as minhas lágrimas.
Sílvio agacha-se e olha atentamente
para o meu pé direito.
- Deves ter torcido o pé! Está a
fichar negro… - constatou um fato – Achas que consegues levantar-te? –
interrogou-me
- Vou tentar!
- Espera que eu ajudo-te! –
estende-me a sua mão direita, eu agarro-a, Sílvio facilitou assim a minha
tarefa de me levantar.
Consegui levantar-me com a sua
ajuda, mas apenas o meu pé esquerdo estava assente no chão.
- Tenho de tratar dessas feridas! –
preocupou-se comigo - Achas que consegues pôr o pé direito no chão, só para
ir-mos até à minha casa? – perguntou-me
Tentei pôr o pé no chão.
- Ai! – Não conseguia, fazia-me doer
– Não consigo! – a minha voz transparecia o meu sofrimento
- Então anda cá que eu levo-te ao
colo! – ofereceu-se chegando-se mais a mim
- Não é preciso! – recusei a sua
ajuda, não lhe queria dar trabalho
- Ai não? Então como é que tratamos
dessas feridas? Como é que sais daqui? – perguntou-me com um sorriso na rosto
- Pois! – não tinha alternativa,
teria de ir mesmo ao seu colo – Ok levas-me ao colo, mas se tiveres cansado
dizes, ok? – não lhe queria mesmo dar trabalho
- És tão parvinha! A minha casa fica
nem a 50 metros daqui, achas que eu não aguento contigo até lá? – inquiriu-me
num tom irónico e brincalhão
- Chamaste-me parvinha? – fingi-me
de ofendida – Não sei, podias ser fraquinho! – provoquei-o
- Anda cá, parvinha! – Sílvio
pegou-me ao colo, eu pus os meus braços em redor do seu pescoço para me segurar.
Como era de manhã o cheiro do seu perfume era ainda mais intenso, cheirava
inevitavelmente bem! – Tas confortável? – perguntou-me Sílvio começando a
dirigirmo-nos para a sua casa
- Sim, eu acho que já me começo a
habituar de andar ao teu colo! – confessei-lhe. Esta já era a segunda vez, num
espaço de poucos dias, que tal acontecia
Sílvio apenas me sorri e continua o
caminho.
- Ias sair? – perguntei assim que vi
o seu carro pronto para sair, e a porta do condutor aberta
- Ia para o treino! – informou-me
descontraidamente
- A que horas é o teu treino?
- Ás 9:30 – já deveria ser ai umas
nove e um quarto da manhã, isso queria dizer que se o Sílvio não fosse agora
para o treino deveria chegar atrasado ao mesmo
- Devias ir para o treino, já! Assim
vais chegar atrasado! – avisei-o
Eu não queria que ele chega-se
atrasado por minha culpa.
- Ai é? Vou para o treino e depois
quem cuida desse pé?
- Já quase não me dói! – menti, numa
tentativa falhada de o tentar convencer a ir para o treino
- Mentes tão mal, princesa! Não te
preocupes comigo! – neste momento já estávamos na sala da sua casa – vou cuidar
de ti e só depois vou para o treino! – disse Sílvio sem me dar hipótese de
refutação
Sílvio pousa-me no sofá com os
maiores cuidados, como se eu fosse uma bonequinha de porcelana.
- Fica ai que eu já venho! –
disse-me começando a encaminhar-se para as escadas
- A sério Sílvio? – perguntei com
sarcasmo, fazendo-o olhar para trás – Querias que eu fosse aonde com o pé
assim? – não consegui conter o riso
- Ah pois… desculpa! – Sílvio
continua o seu percurso e breves segundos depois já se encontra de novo ao pé
de mim
- Ainda te dói muito? – perguntou-me
sentando-se à minha frente no chão
- Dói-me mais quando mexo o pé!
Sílvio analisa o meu pé e depois dá
o prognóstico.
- Não é assim tão grave! Se puseres
esta pomada e um pouco de gelo daqui a 2, 3 dias já deves conseguir andar
normalmente! Agora vou por a pomada! – Sílvio põe com o maior dos cuidados,
para não me fazer doer, a pomada. Ele estava a ser tão querido em preocupar-se
e querer cuidar de mim.
- Obrigado! – agradeci por tudo o
cuidado, preocupação, carinho que ele estava a ter comigo
- Porquê? – perguntou-me não
percebendo a que se referia este meu “obrigado”
- Por me estares a ajudar, por
estares a cuidar de mim, por estares a ser tão querido, tão carinhoso, por te
preocupares comigo… Basicamente, por estares aqui comigo neste momento! –
esclareci-o usando as minhas mais sinceras palavras de gratidão
- De nada, princesa – Sílvio
ergue-se, para me encarar e com a sua mão direita acaricia a minha bochecha –
Não tens que agradecer era obvio que não te ia deixar sozinha neste estado sem
antes cuidar de ti – Sílvio aos poucos e poucos aproximava cada vez mais o seu
rosto do meu, alternado o seu olhar entre o os meus olhos e os meus lábios. O
meu olhar mantinha-se bem fixo nos seus olhos, a possibilidade de Sílvio me
beijar e a proximidade dos seus lábios dos meus faziam o meu coração disparar.
With everything happening today/You don't know whether you're coming or
going/But, you think that you're on your way/Life lined up on the mirror don't
blow it. Look at me when I'm talking to you/You looking at me but I'm looking
through you/I see the blood in your eyes/I see the love and disguise…(Mirror
- Lil Wayne
feat. Bruno Mars)
Somos interrompidos pelo toque do
seu telemóvel. Que sentido de
oportunidade! Pensava em relação á pessoa que ligava para o Sílvio. Sílvio
atende a chamada afastando-se assim de mim.
-
Então cara, aonde é qui cê anda?
- Ainda bem que ligaste Diego, diz
ao mister que vou chegar ligeiramente atrasado!
-
Aconteceu alguma coisa de grave?
- Não foi só um pequeno percalço,
nada de grave, nós depois falamos melhor! Adeus!
Sílvio desliga a chamada e guarda o
seu telemóvel no bolso das calças.
- Ainda vais arranjar problemas com
o mister por causa de mim! E eu não quero isso! – disse-lhe
- Didi esquece lá isso! Vou mas é
tratar dessas feridas! – comunicou-me pegando num pedaço de algodão e no frasco
de betadine.
Sílvio começou a cobrir cada ferida
das minhas pernas com betadine.
- Estás toda esfolada, princesa! –
comentou com um sorriso na cara
- Sim e agora vou ficar com as penas
todas às manchas! Que bonito! – barafustei
- Mesmo assim ficas linda! –
automaticamente as minhas maças do rosto ficam quase da mesma cor do betadine – Ah e ficas ainda mais bonita
corada! – comenta Sílvio percebendo que me tinha deixado envergonhada, deixando
em seguida os seus lábios soltarem um sorriso – Bem isto já está, vamos?
- Vamos onde? – perguntei-lhe
- Vou levar-te a casa. Ou queres
ficar aqui?
- Não quero ir para casa! – Sílvio
pega-me de novo ao colo
- Sílvio podes ir pela passagem do
jardim que eu quero ir para a piscina, se faz favor? – pedi-lhe
- Claro, princesa! – Sílvio fez o
que eu lhe disse e rapidamente chegámos ao jardim da casa do Tomás onde Sílvio
pousa-me em cima de uma espreguiçadeira.
- Bem princesa, faz pelo menos uma
seção de gelo e não esforces o pé! – pediu-me – Eu agora tenho que ir.
- Ok vou fazer isso. Obrigado por
tudo! – agradeci-lhe novamente
- Não tens que agradecer! – sorri-me
– Adeus – Sílvio chega-se ao pé de mim e dá-me um beijinho mesmo no canto da
boca que me fez estremecer
- Adeus – Sílvio já ia a sair do
jardim quando volta de novo ao pé de mim
- Princesa, o Tomás hoje não vem
almoçar a casa pois não? – perguntou-me com cara de quem estava a magicar
alguma coisa
- Não! – respondi-lhe
- Então prepara a mesa para dois que
eu venho almoçar contigo. Eu trato do almoço! – infoumou-me
- Mas t… - tentei ripostar
- Aproveita bem este sol! – Sílvio
nem me deixou falar e saiu imediatamente do jardim
Boa noite! :)
Espero que tenham gostado do capitulo!
Beijinhos
Didi Martins

Olá!
ResponderEliminarAdorei!!! Quando vi que tinhas postado até parei de escrever o capítulo que tinha em mãos para ler! E valeu 100% a pena! Fantástico! Acho que me estou a viciar nisto! E se viciar estás tramada porque vou estar aqui batida a comentar todos os capitulos!
Venha o proximo porque quero esse almoço a dois ;)
Beijo
Ana
Adorei adorei adorei.bjs
ResponderEliminaradorei...
ResponderEliminarquero mais...
continua...