quinta-feira, 14 de junho de 2012

Capítulo 2 - Adorei Conhecer-te!



- Quer dizer tu conhece-o perfeitamente! – Tomás sabia a admiração que eu tinha por Sílvio e por isso provoca-me com um sorriso na boca, fazendo de propósito para me envergonhar
- Pois, é jogador do Atlético de Madrid – digo aparentemente descontraída, mas na verdade eu estava muito envergonhada e ainda por cima Sílvio olhava para mim com um sorriso encantador, que me deixava ainda mais envergonhada e nervosa.
- Puto, vens para Espanha e és logo reconhecido – Brinca Mauro com o irmão
- Mauro não era preciso ele ter vindo para Espanha, que aqui a Didi já o conhecia antes... – Agora sim não conseguia esconder, estava a ficar com as minhas bochechas rosadinhas
- Sim eu e o Tomás já vimos vários jogos teus, mas eu não sabia que vocês eram amigos – tentava sair das situações constrangedoras em que Tomás teimava em meter-me
- Vês jogos de futebol com o Tomás? – perguntou-me com um sorriso encantador nos lábios Sílvio
- É, já viste até quando quero desfrutar um bocadinho de um bom jogo de futebol tenho que aturar o Tomás! - brinquei
- Que piadinha! – o meu melhor amigo finge-se de amuado
- Então isso quer dizer que gostas de futebol? – pergunta-me Sílvio um pouco admirado
- Sim, eu adoro ver um bom jogo de futebol mas gosto ainda mais de jogar – contei-lhes, o futebol fazia parte da minha vida à muitos anos
- Ui! Estamos rodeados de estrelas então! – brincou Dino
Foi inevitável não nos rirmos.
O jantar foi bastante agradável, deu para perceber que eles eram realmente boas pessoas e pessoal bem bacano. Gostei bastante, principalmente do ambiente super descontraído.
Acabámos de jantar e decidimos ir a um bar que eles conheciam. Mauro, Dino e Sílvio foram juntos no carro de Sílvio. Eu fui com o Tomás no seu carro.
- Tomás porque é que não me disseste que eras amigo do Sílvio e que era ele o irmão do Dino e do Mauro? – perguntei-lhe assim que entrei no seu carro e ficámos sozinhos
 - Esqueci-me - desculpou-se
- Ah-ah-ah – gargalhei sarcasticamente – deixa-me rir, que desculpa mais esfarrapada. Tu fizeste de propósito e ainda por cima passaste o jantar todo a envergonhar-me – acusei-o
- O Sílvio nem reparou nisso. Estava demasiado concentrado a olhar para ti... – provocou-me de novo
- Tomás para com isso, vou chatear-me contigo! - ameacei
- Tu não consegues ficar chateada comigo. Tu adoras-me! - vangloriou-se convencido
Rimo-nos. Era verdade, eu não conseguia ficar chateada com ele.
- Olha uma cena que me esqueci de te dizer. Que ideia parva foi essa de ficares num hotel?
Eu ia responder mas Tomás não me deixou e continuou com o seu discurso.
- Se vens para Madrid é obvio que tens de ficar lá em casa, ainda por cima viste por causa de mim, por isso não faz sentido nenhum ficares num hotel!
- Eu não quero incomodar...
- Didi por amor de Deus, os meus pais adoram-te de certeza que não se vão importar e tu sabes que eles trabalham imenso e quase nunca estão em casa, ficando eu muitas vezes sozinho, assim fazias-me companhia – tentou convencer-me
- Tens a certeza que não vou incomodar?
- Ficas lá em casa e não se fala mais nisso. Mudas-te amanhã de manha – informou-me sorrindo – Bem, chegámos.
Saímos do carro e entramos no bar juntamente com Sílvio, Mauro e Dino.
Não esperámos mais e fomos diretos à pista de dança. Já tínhamos curtido algumas músicas quando Tomás se lembra que tinha de ir às bebidas.
- Faltam aqui umas bebidas
- Ya puto bora lá – disse Mauro
- Didi queres o quê? – perguntou-me o Tomás
- Tanto faz - sorri-lhe atenciosamente
- Mano traz uma vodka preta para mim – pediu Sílvio a Mauro
 Mauro e Tomás já iam a caminho do balcão quando Dino olhou para mim e para o Sílvio e se riu para logo em seguida gritar para Mauro e Tomás:
- Esperem por mim – e foi também ele buscar bebidas
Eu e Sílvio ficámos assim “sozinhos” no meio da pista. Até que de repente o DJ põe uma música romântica e só se vê casais agarradinhos na pista a dança-la. Ficámos um bocadinho parados sem saber o que fazer, não éramos propriamente um casal de namorados para dançarmos muito agarradinhos uma música romântica, ainda nem se quer nos conhecíamos bem. Pude perceber pelo olhar receoso de Sílvio que hesitou em convidar-me para dançar por isso mesmo, mas acabou por fazê-lo.
- Posso? – estende-me a sua mão, convidando-me assim para dançar
- Claro – respondo-lhe com um sorriso nos lábios
Sílvio põe então as suas mãos na minha cintura e eu encosto a minha cabeça ao seu ombro direito. Dançamos assim agarradinhos e em silêncio absoluto a única coisa que se ouvia era letra da música “solamente tu” de Pablo Alborán.
Mas eu conseguia ouvir outra coisa, devido à proximidade dos nossos corpos era-me perfeitamente sensível o bater do coração do Sílvio, estava algo acelerado e descompensado. As nossas pernas movimentavam-se automaticamente ao som da música e seguindo os movimentos um do outro.
A música acabou os nossos corpos estavam agora afastados um do outro mas os nossos olhares estavam completamente penetrados um no outro. Eu olhava para os lindos olhos de Sílvio eram castanhos-esverdiados e com a luz do bar ficavam ainda mais brilhantes. Simplesmente lindos. Fomos interrompidos pela chegada dos rapazes.
- Obrigada – agradeci assim que Tomás passou o copo para a minha mão
- Anda comigo - fui surpreendida por Sílvio que me agarrou pela mão e me levou até ao exterior do bar. O bar tinha uma espécie de esplanada com uns puffs e com vista para a cidade de Madrid. Não estava muita gente ali, o ambiente era bastante calmo.
Sentei-me num puff e Sílvio sentou-se noutro ao meu lado.
- Já te disseram que tens uns olhos lindos? – perguntou-se Sílvio olhando-me nos olhos
- Algumas vezes – respondi-lhe um pouco envergonhada
- O teu namorado deve passar a vida a dize-lo! - gargalhei
- Hum, isso é uma forma para saberes se tenho namorado? – perguntei-lhe com um sorriso nos lábios
- Se tiveres ele também te deve dizer que tens um sorriso lindo – elogiou-me de novo
- Mas ele não diz, simplesmente porque não tenho – contei-lhe o que ele queria saber
- Os tugas devem estar a dormir, só pode – corei
- E as portuguesas ou espanholas em relação a ti também estão a dormir? – agora era eu que queria saber se ele tinha namorada
- Talvez estejam a dormir ou talvez eu seja demasiado seletivo - respondeu-me Sílvio
- Seletivo?
- Sabes quando és conhecido tens sempre montes de gente atrás de ti, por isso existem sempre pretendentes, mas nem sempre gostam de ti pela pessoa que és ou pelo jogador, simplesmente gostam do teu dinheiro ou da fama. E digamos que não é esse tipo de mulher que me interessa – explicou-me – Mas mudando de assunto, fala-me sobre ti – pediu-me voltando a pôr o seu sorriso encantador nos seus lábios
- O que é que queres saber?
- Sei lá, quero conhecer-te – diz de forma espontânea e sorrindo
- Então sou a Diana mas o pessoal mais chegado trata-me por Didi, tenho 17 anos, est…
- 17 anos? - Sílvio interrompe a minha fala estupefacto
- Sim, porquê?
- Pensei que fosses mais velha, dava-te pra ai uns 20/21
- Mas não tenho mesmo 17, embora que esteja quase a fazer os 18 – disse-lhe entusiasmada – Continuando acabei o 12º ano de ciências socioeconómicas, o meu sonho é entrar na melhor universidade de economia do país
- Temos economista então
- Esperemos que sim
- E tu o que gostavas de ser, se não fosses futebolista?
- Adorava ser professor primário de português
- A sério?
- Sim adoro crianças. E tu gostas do quê?
- Para além do futebol não é, gosto de desporto no geral, de surf, sabes eu vivo à beira-mar por isso o mar faz parte da minha vida, adoro acordar cedo e apanhar umas ondas com o sol a nascer e a praia deserta
- Eu também gosto de praticar surf mas confesso que agora estou mais numa de wakeboard
- Nunca fiz
- É brutal, tens de experimentar – aconselhou-me
- Sabes o que é que eu gostava de experimentar? Amava saltar de um avião, só ainda não saltei porque como sou menor não posso ir sozinha, mas quando fizer os 18 anos vou logo.
- Tou a ver que gostas de adrenalina! Não sei se tinha coragem para saltar
- Gosto de adrenalina, ter o sangue a fervilhar nas veias, o coração a bater mais forte. Ter coragem para saltar tenho, eu sou um bocado assim tipo se é para ir mando-me de cabeça, mas sei que lá pelo meio ia ter medo mas que quando aterrasse tenho a certeza que queria repetir
Sílvio apenas se ri com a minha declaração.
- Admiro a tua coragem
- Sabes acho que não é coragem é um bocado de maluquice misturado de inconsciência...
Continuámos a nossa conversa sempre bem-humorada, que serviu para Sílvio me conhecer um pouquinho e eu a ele, estava a gostar de o conhecer. Já era tarde e o sono começava-se a apoderar de mim, estava cansada, estava a ser um dia longo, uma viagem de avião, no dia anterior não tinha dormido pois fui com os meus amigos comemorar o fim das aulas, resumindo estava sob uma direta e o meu corpo começava a dar sinais disso.
- Queres ir embora? – perguntou-me Sílvio
- Por mim já ia, mas se quiseres ficar…
- Não também já me apetece ir, estou cansado - acabou por confessar-me
- Então vamos lá ver dos rapazes!
Levantámo-nos e fomos até ao interior da discoteca. Avistámo-los e fomos ter com eles.
- Tomás Bora?
- Já? A noite ainda é uma criança - disse-me Tomás, claramente entusiasmado para aproveitar mais umas horas da noite
- Mesmo! – entreviu Mauro
- Mas sabes a minha noite de ontem foi uma velhinha por isso estou cansada por isso vou, mas se quiseres ficar, fica - sorri-lhe, não queria que ele não se divertisse por minha causa
- Também vais Sílvio? – perguntou Tomás a Sílvio
- Sim – respondeu-lhe positivamente
- Então faz-me só um favor leva a Didi ao hotel e eu depois levo os teus irmãos – pediu ao Sílvio
- Claro que levo - assentiu Sílvio ao pedido de Tomás
- Eu não preciso que ninguém me leve! – ripostei já não era nenhuma criança para me levarem a casa
- Didi é melhor não é seguro andares por ai sozinha – conseguia denotar preocupação no olhar do meu melhor amigo
- Vá, vamos lá, Diana não me custa nada levar-te
- Didi, vai lá com o Sílvio – insistiu Tomás
- Tá bem - não insisti mais - Então adeus e juízo – dei-lhe dois beijinhos – Boa noite rapazes! – despedi-me de Dino e Mauro
- Não te preocupes que chegamos inteiros a casa – disse Tomás a Sílvio referindo-se a ele, a Mauro e a Dino
Saímos do bar e entramos no carro dele.
- Não era preciso ires pôr-me – insisti assim que me sentei no banco do pendura
- Faço questão - Sílvio sorriu-me mais uma vez nesta noite - Já agora onde em que hotel é que a menina ficou?
- No AC La Finca, sabes onde é ou queres que te diga o caminho?
- Não é preciso – ao mesmo tempo que diz isto ri-se
- O que foi? – não percebi o porquê de ele se estar a rir
- Foi nesse hotel que eu fiquei quando cheguei a Madrid – explicou-me
- Coincidências…
Chegámos ao hotel e Sílvio saiu do carro para se despedir de mim.
- Estás entregue
- Obrigada
- De nada, eu é que agradeço a noite que me proporcionaste
- Foi bastante agradável! – concordei com ele
- Diana, achas que me podias dar o teu número? – perguntou-me um pouco a medo
- Claro – peguei no telemóvel dele e guardei o meu número – guardei como Diana – disse-lhe devolvendo-lhe o seu telemóvel
- Ok então acho que vou – cheguei perto de Sílvio e dei-lhe dois beijinhos - adeus
- Até amanhã
Ia a encaminhar-me para o hotel quando me lembro que me esqueci de lhe dizer uma coisa por isso vou de novo ao encontro de Sílvio.
- Quando chegares a casa manda-me mensagem, para eu saber se chegaste bem – pedi-lhe
- Claro, Didi – sorri ao ouvir ele a chamar-me “Didi”
- Até amanhã
Agora sim encaminhei-me em definitivo até ao hotel, subi no elevador até ao piso 3 e dirigi-me ao meu quarto.
Fui até à casa de banho fazer a minha higiene pessoal, vesti o meu pijama e deitei-me na cama à espera da mensagem do Sílvio, que não demorou.

De: 9********
Olá! Cheguei inteirinho a casa! Adorei conhecer-te :D
Beijinhos
Sílvio

Sorri com a sua mensagem e soltei um breve suspiro. Antes de lhe responder guardei o número.

Para: Sílvio
Olá! Ainda bem! Eu também gostei conhecer-te! E acho melhor despedir-me porque se não deixo-te a falar sozinho, tou a morrer de sono :$
Beijinhos e até amanhã

De: Sílvio
Dorme bem! Beijinhos

Assim que li a sua mensagem fechei os olhos e adormeci com um sorriso nos lábios.

Queria agradecer a todas as pessoas que comentaram com palavras elogiosas o capítulo anterior! Obrigado! Espero que gostem deste e que também deixem a vossa opinião...
Beijinhos
Didi Martins

4 comentários:

  1. Olá!
    Estou a adorar! Só teres mencionado "Solamente Tú" de Pablo Alborán valeu a leitura do capítulo. Sou uma grande fã.
    Mas quanto ao capítulo, adorei e agora quero mais. Quero ver como se desenrola esta história.

    Beijo
    Ana

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  2. Estou a gostar.
    Continua.

    Bjokinhas
    mariaa
    http://mariainwonderland.blogspot.com

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  3. magnifico...

    quero mais... continua... tou super curiosa para ver o proximo...

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