segunda-feira, 11 de junho de 2012

Capítulo 1 - Reencontros e Encontros



Sábado, 25 de Junho de 2011
Informamos a nuestros pasajeros que aterrizó en Madrid. Esperamos que hayan disfrutado nuestro servicio. (Informamos os nossos passageiros que acabamos de aterrar em Madrid. Esperemos que tenham gostado do nosso serviço).

A voz da senhora da companhia aérea acabara de me acordar de um breve estado de dormência. Tinha acabado de chegar a Madrid. Onde iria fazer uma surpresa ao meu melhor amigo.
Eram cerca de 11 horas e 30 minutos da manhã. E dentro de breves momentos iria visitar o meu melhor amigo, Tomás. Iria passar as férias em Madrid para matar as saudades dele. As circunstâncias da vida ditaram que este tinha de ir para Madrid mas apesar da distância a nossa amizade continuou igual. Ele tinha ido para Madrid no início deste ano, foi com os pais, pois estes tinham arranjado lá emprego. E neste tempo todo que estivemos separados nunca mais nos vimos, embora que falassemos com muita regularidade. Ele continuava a ser o meu maninho, como eu o tratava.
Desloquei-me até ao hotel onde iria ficar, mesmo no centro de Madrid.
Almocei, para logo em seguida ir á procura da casa do meu melhor amigo. Tinha a morada mas não sabia onde era.
Digitei a morada no GPS do meu telemóvel e apanhei um autocarro que ia para o bairro dele “La Finca”. Depois de lá chegar, o pouco que restava do caminho fi-lo a pé.
Ia a ver o caminho no GPS, completamente distraída sobre o que se passava em meu redor, quando a minha caminhada acabou por ser interrompida pelo embate de um corpo no meu, embora que de raspão.
- Ai, desculpe… Peço imensa desculpa! – apressei-me a dizer enquanto mantinha ainda os olhos no meu pé ligeiramente dorido, devido ao desequilíbrio provocado pela aspereza e força do outro corpo – perdón! – corrigi imediatamente assim que me relembrei estar em terras de nossos hermanos.
- Estás bien? – apresou-se a dizer a pessoa com quem eu tinha esbarrado. Ainda não tinha olhado para a pessoa, que devia ser um homem, pelo menos a sua voz grossa assim o parecia, coisa que aconteceu rapidamente assim que esta perguntou se eu estava bem. O meu olhar cruzou-se com o seu, e nesse momento tudo parou. Ficámo-nos a olhar durante segundos. E eu não acreditava no que via, não acreditava que ele estava mesmo à minha frente.
- Sim – disse de modo bem português, pois eu sabia perfeitamente que ele também o era, por isso iria compreender-me, como é lógico.
 - Portuguesa? – inquiriu-me sorrindo
- Sim, Diana – apresentei-me
- Eu chamo-me…
- Sílvio – interrompi-o sorrindo
Sílvio cora ao perceber que eu o conhecia. O silêncio instala-se por alguns, que me pareceram longos, segundos. Isto faz-me ficar envergonhada e reagir a quente, por isso decidi ir embora.
- Desculpa mais uma vez – pedi desculpa mais uma vez, pois a culpa tinha sido toda minha, se não viesse distraída não teria embatido nele. Nem o deixei responder, continuei logo a minha caminhada em passo acelerado, de modo a deixar aquele lugar o mais rapidamente possível. Mas não resisti à tentação e olhei de esguelha para trás, mas arrependi-me rapidamente, pois Sílvio também me olhava e sorriu assim que me viu a olhá-lo. Que estúpida que fui, pensei.
Olhei de novo para o meu GPS, indicava que a casa do meu melhor amigo encontrava-se mesmo ao meu lado direito.
Era uma casa linda, apesar de ser germinada com outra.
Toquei à campainha, e logo em seguida vejo a porta da luxuosa moradia do meu amigo se abrir mas estranhamente, não era a sua imagem que figurava à porta da casa. Era sim a imagem de um rapaz, moreno, alto, bem aparecido com cerca dos seus 25 anos que se dirigia até mim.
- Boa tarde, é aqui que a casa dos Araújo? – inquiri ao rapaz, começava a achar que me tinha enganado
- Sim é! – disse sorrindo – e a menina quem é?
- Diana Martins, amiga do Tomás. Era possível falar com ele?
- Claro, entra - disse-me o rapaz, concedendo-me espaço para passar entre ele e o portão de entrada
Guiou-me até ao interior da casa, mais propriamente até ao jardim, que ficava no lado oposto da entrada da casa, tendo por isso ter que atravessar a casa de uma ponta à outra.
- Tomás, tens visitas – informou ao meu melhor amigo que se encontrava de costas para nós
Assim que se virou um sorriso de admiração surgiu-lhe no rosto.
- Surpresa! – ele dirige-se a mim e abraça-me fortemente. Já tinha saudades deste abraço, do carinho dos meus braços.
- Que saudades – diz, pondo fim ao nosso saudoso abraço – que estás aqui a fazer?
- Vim matar as saudades do meu amigo. Vou passar aqui as férias – contei-lhe entusiasmada
- A sério??? Que bacano – diz também ele entusiasmado – sendo assim vou começar a ambientar-te – puxa-me pela mão e leva-me ao pé de dois rapazes – Olha é o Mauro, Mauro é a Diana – apresentou-me a Mauro, o rapaz que me abrira a porta, cumprimentei-o com dois beijinhos – e este é o Dino irmão do Mauro, Dino é a Diana – cumprimentei também com dois beijinhos – Dino e Mauro esta é a minha melhor amiga, Didi eles são nossos vizinhos e juntamente com o outro irmão deles são os meus grandes amigos aqui em Madrid…
Passamos o resto da tarde juntos, a por a nossa conversa em dia. Tomás tinha-me convidado para jantar com ele, Mauro, Dino e o outro irmão deles que ainda não conhecia. No final da tarde, voltei ao hotel tomei um relaxante banho e vesti-me.
O jantar estava marcado para as 8 horas num restaurante em Madrid. Atrasei-me um bocadinho pois ainda andei um pouco perdida á procura do restaurante. Quando lá cheguei avistei logo a mesa deles.
- Boa noite, desculpem o atraso, mas andei um bocadinho perdida - acabei por admitir
- Claro, as mulheres e sentido de orientação são coisas que não combinam – Tomás “pica-me” como era costume, passávamos a vida na brincadeira
- Ohhh já começa - barafustei
O Tomás começou logo na brincadeira, por isso ainda nem tinha reparado nas pessoas que estavam sentadas na mesa. De costas para onde eu estava, ainda de pé, estavam dois rapazes, à esquerda devia ser o irmão de Dino e Mauro, ao lado dele estava Mauro, em frente a Mauro estava Tomás e na cabeceira da mesa, à minha direita estava Dino. O lugar vazio, ao lado de Tomás e em frente ao irmão de Dino e Mauro que eu ainda não conhecia, seria o meu.
Comecei por cumprimentar Dino.
- Olá Dino – dei-lhe dois beijinhos
- Olá – respondeu-me com um sorriso
- Boa noite Diana – cumprimentou-me Mauro
- Olá – dei-lhe também dois beijinhos
Quando ia cumprimentar o irmão deles, Tomás apressa-se em apresentar-nos.
- Diana é o Sílvio, Sílvio é a Diana - petrifiquei
Nem queria acreditar no que os meus olhos viam. O irmão de Mauro e Dino era nem mais nem menos que Sílvio, o rapaz com quem eu embati hoje à tarde. Fiquei estática a olhar para ele.
- Eu sei Tomás! Olá outra vez – cumprimenta-me Sílvio, levantando-se para me dar dois beijinhos
- Olá – fiquei sem reação ao seus dois beijinhos, porque não o esperava ver ali mas também devido ao seu cheiro que entrou dentro das minhas narinas e deixou-me completamente encantada, à sua barba de há 5 dias a tocar na minha pele, os seus olhos castanhos-esverdiados deixaram-me completamente vidrada nele, não sei explicar mas este rapaz deixou-me sem jeito e não sei bem como mas parece que me tinha cativado só com um simples olhar. Mexia comigo de uma maneira que eu não percebia. Fui sentar-me no meu lugar sobre o olhar atento dele.
- Já se conheciam? - perguntou logo o Tomás, curioso
- Não – respondi prontamente
- Sim - respondeu Sílvio ao mesmo tempo que eu
- Então afinal conhecem-se ou não? – desta vez quem perguntou foi Mauro
- Sim – confirmei a versão anterior de Sílvio
- Não – disse Sílvio, novamente ao mesmo tempo que eu
Estas respostas sincronizadas no tempo, mas não no conteúdo, levaram a que nos olhássemos e sorríssemos um para o outro. Ele era capaz de ter o sorriso mais bonito que eu alguma vez tinha visto.
- Mau não estou a perceber nada! – entreviu Tomás
- Quando ia para a tua casa embati nele sem querer, por isso já nos conhecemos mais ou menos – tentei explicar, pois na verdade ele não me conhecia, sabia o meu nome, eu é que posso dizer que o conheço, mas não pessoalmente, apenas seguia a sua carreira a alguns anos e nutria grande admiração pelo trabalho dele e pela pessoa que ele era.

Olá! Aqui fica o primeiro de muitos capítulos. Queria pedir a todas as pessoas que leram este capítulo que deixassem a sua opinião, pois era muito importante para mim saber se gostaram!
Agradecia muito
Didi Martins

6 comentários:

  1. Olá Diana : )
    Adorei este teu primeiro capítulo! Esta história do Silvio e da Diana promete :p
    Estou muito curiosa para ler o próximo, posta rápido sim? ;)
    Beijinhos
    Ritááá xD

    ResponderEliminar
  2. Ola


    Adorei :)


    Beijinhos


    Anne M

    ResponderEliminar
  3. Olá!
    Estive a ler e gostei bastante :) Sou uma das administradoras das fics Barcelona, Quando Um Nada Se Transforma Em Tudo e De Sempre Para Sempre e vou desde já adicionar esta fic à lista de recomendações e publicar uma nota sobre ela. Espero que tenha sucesso ;) Espero o próximo!

    Beijo
    Ana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigado pelo comentário mt positivo e por me ajudares a divulgar a minha fic :D
      Obrigado

      Didi Martins

      Eliminar
  4. Olá!

    Adorei o capitulo. Esta fantástico.
    Estou anciosa e curiosa pelo proximo, posta rapido

    Beijinhos
    Maria

    ResponderEliminar
  5. adorei...

    quero mais... continua... tou super curiosa para ver o proximo...

    ResponderEliminar