Sábado, 25 de Junho de 2011
Informamos
a nuestros pasajeros que aterrizó en Madrid. Esperamos que hayan disfrutado
nuestro servicio. (Informamos os
nossos passageiros que acabamos de aterrar em Madrid. Esperemos que tenham
gostado do nosso serviço).
A voz da senhora da companhia aérea acabara de me acordar de um breve estado
de dormência. Tinha acabado de chegar a Madrid. Onde iria fazer uma surpresa ao
meu melhor amigo.
Eram cerca de
11 horas e 30 minutos da manhã. E dentro de breves momentos iria visitar o meu melhor amigo, Tomás.
Iria passar as férias em Madrid para matar as saudades dele. As circunstâncias
da vida ditaram que este tinha de ir para Madrid mas apesar da distância a
nossa amizade continuou igual. Ele tinha ido para Madrid no início deste ano,
foi com os pais, pois estes tinham arranjado lá emprego. E neste tempo todo que
estivemos separados nunca mais nos vimos, embora que falassemos com muita
regularidade. Ele continuava a ser o meu maninho, como eu o tratava.
Desloquei-me até ao hotel onde iria ficar, mesmo no centro de Madrid.
Almocei, para logo em seguida ir á procura da casa do meu melhor amigo.
Tinha a morada mas não sabia onde era.
Digitei a morada no GPS do meu telemóvel e apanhei um autocarro que ia para
o bairro dele “La Finca”. Depois de lá chegar, o pouco que restava do caminho
fi-lo a pé.
Ia a ver o caminho no GPS, completamente distraída
sobre o que se passava em meu redor, quando a minha caminhada acabou por ser interrompida
pelo embate de um corpo no meu, embora que de raspão.
- Ai, desculpe… Peço imensa desculpa! – apressei-me a
dizer enquanto mantinha ainda os olhos no meu pé ligeiramente dorido, devido ao
desequilíbrio provocado pela aspereza e força do outro corpo – perdón! – corrigi imediatamente assim que me relembrei estar
em terras de nossos hermanos.
- Estás bien? –
apresou-se a dizer a pessoa com quem eu tinha esbarrado. Ainda não tinha olhado
para a pessoa, que devia ser um homem, pelo menos a sua voz grossa assim o
parecia, coisa que aconteceu rapidamente assim que esta perguntou se eu estava
bem. O meu olhar cruzou-se com o seu, e nesse momento tudo parou. Ficámo-nos a
olhar durante segundos. E eu não acreditava no que via, não acreditava que ele
estava mesmo à minha frente.
- Sim – disse
de modo bem português, pois eu sabia perfeitamente que ele também o era, por
isso iria compreender-me, como é lógico.
- Portuguesa? – inquiriu-me sorrindo
- Sim, Diana –
apresentei-me
- Eu chamo-me…
- Sílvio –
interrompi-o sorrindo
Sílvio cora ao
perceber que eu o conhecia. O silêncio instala-se por alguns, que me pareceram
longos, segundos. Isto faz-me ficar envergonhada e reagir a quente, por isso
decidi ir embora.
- Desculpa mais
uma vez – pedi desculpa mais uma vez, pois a culpa tinha sido toda minha, se
não viesse distraída não teria embatido nele. Nem o deixei responder, continuei
logo a minha caminhada em passo acelerado, de modo a deixar aquele lugar o mais
rapidamente possível. Mas não resisti à tentação e olhei de esguelha para trás,
mas arrependi-me rapidamente, pois Sílvio também me olhava e sorriu assim que
me viu a olhá-lo. Que estúpida que fui,
pensei.
Olhei de novo
para o meu GPS, indicava que a casa do meu melhor amigo encontrava-se mesmo ao
meu lado direito.
Era uma casa
linda, apesar de ser germinada com outra.
Toquei à campainha, e logo em seguida vejo a porta da luxuosa moradia do
meu amigo se abrir mas estranhamente, não era a sua imagem que figurava à porta
da casa. Era sim a imagem de um rapaz, moreno, alto, bem aparecido com cerca
dos seus 25 anos que se dirigia até mim.
- Boa tarde, é aqui que a casa dos Araújo? – inquiri ao rapaz, começava a
achar que me tinha enganado
- Sim é! – disse sorrindo – e a menina quem é?
- Diana Martins, amiga do Tomás. Era possível falar com ele?
- Claro, entra - disse-me o rapaz, concedendo-me espaço para passar entre ele e o portão de entrada
Guiou-me até ao interior da casa, mais propriamente até ao jardim, que
ficava no lado oposto da entrada da casa, tendo por isso ter que atravessar a
casa de uma ponta à outra.
- Tomás, tens visitas – informou ao meu melhor amigo que se encontrava de
costas para nós
Assim que se virou um sorriso de admiração surgiu-lhe no rosto.
- Surpresa! – ele dirige-se a mim e abraça-me fortemente. Já tinha saudades
deste abraço, do carinho dos meus braços.
- Que saudades – diz, pondo fim ao nosso saudoso abraço – que estás aqui a
fazer?
- Vim matar as saudades do meu amigo. Vou passar aqui as férias –
contei-lhe entusiasmada
- A sério??? Que bacano – diz também ele entusiasmado – sendo assim vou
começar a ambientar-te – puxa-me pela mão e leva-me ao pé de dois rapazes –
Olha é o Mauro, Mauro é a Diana – apresentou-me a Mauro, o rapaz que me abrira
a porta, cumprimentei-o com dois beijinhos – e este é o Dino irmão do Mauro,
Dino é a Diana – cumprimentei também com dois beijinhos – Dino e Mauro esta é a
minha melhor amiga, Didi eles são nossos vizinhos e juntamente com o outro
irmão deles são os meus grandes amigos aqui em Madrid…
Passamos o resto da tarde juntos, a por a nossa conversa em dia. Tomás
tinha-me convidado para jantar com ele, Mauro, Dino e o outro irmão deles que
ainda não conhecia. No final da tarde, voltei ao hotel tomei um relaxante banho
e vesti-me.
O jantar estava marcado para as 8 horas num restaurante em Madrid.
Atrasei-me um bocadinho pois ainda andei um pouco perdida á procura do
restaurante. Quando lá cheguei avistei logo a mesa deles.
- Boa noite, desculpem o atraso, mas andei um bocadinho perdida - acabei por admitir
- Claro, as mulheres e sentido de orientação são coisas que não combinam –
Tomás “pica-me” como era costume, passávamos a vida na brincadeira
- Ohhh já começa - barafustei
O Tomás começou logo na brincadeira, por isso ainda nem tinha reparado nas
pessoas que estavam sentadas na mesa. De costas para onde eu estava, ainda de
pé, estavam dois rapazes, à esquerda devia ser o irmão de Dino e Mauro, ao lado
dele estava Mauro, em frente a Mauro estava Tomás e na cabeceira da mesa, à
minha direita estava Dino. O lugar vazio, ao lado de Tomás e em frente ao irmão
de Dino e Mauro que eu ainda não conhecia, seria o meu.
Comecei por cumprimentar Dino.
- Olá Dino – dei-lhe dois beijinhos
- Olá – respondeu-me com um sorriso
- Boa noite Diana – cumprimentou-me Mauro
- Olá – dei-lhe também dois beijinhos
Quando ia cumprimentar o irmão deles, Tomás apressa-se em apresentar-nos.
- Diana é o Sílvio, Sílvio é a Diana - petrifiquei
Nem queria acreditar no que os meus olhos viam. O irmão de Mauro e Dino era
nem mais nem menos que Sílvio, o rapaz com quem eu embati hoje à tarde. Fiquei estática
a olhar para ele.
- Eu sei Tomás! Olá outra vez – cumprimenta-me Sílvio, levantando-se para
me dar dois beijinhos
- Olá – fiquei sem reação ao seus dois beijinhos, porque não o esperava ver
ali mas também devido ao seu cheiro que entrou dentro das minhas narinas e
deixou-me completamente encantada, à sua barba de há 5 dias a tocar na minha
pele, os seus olhos castanhos-esverdiados deixaram-me completamente vidrada
nele, não sei explicar mas este rapaz deixou-me sem jeito e não sei bem como
mas parece que me tinha cativado só com um simples olhar. Mexia comigo de uma
maneira que eu não percebia. Fui sentar-me no meu lugar sobre o olhar atento
dele.
- Já se conheciam? - perguntou logo o Tomás, curioso
- Não – respondi prontamente
- Sim - respondeu Sílvio ao mesmo tempo que eu
- Então afinal conhecem-se ou não? – desta vez quem perguntou foi Mauro
- Sim – confirmei a versão anterior de Sílvio
- Não – disse Sílvio, novamente ao mesmo tempo que eu
Estas respostas sincronizadas no tempo, mas não no conteúdo, levaram a que
nos olhássemos e sorríssemos um para o outro. Ele era capaz de ter o sorriso mais bonito que eu alguma vez tinha visto.
- Mau não estou a perceber nada! – entreviu Tomás
- Quando ia para a tua casa embati nele sem querer, por isso já nos
conhecemos mais ou menos – tentei explicar, pois na verdade ele não me
conhecia, sabia o meu nome, eu é que posso dizer que o conheço, mas não
pessoalmente, apenas seguia a sua carreira a alguns anos e nutria grande
admiração pelo trabalho dele e pela pessoa que ele era.
Olá! Aqui fica o primeiro de muitos capítulos. Queria pedir a todas as pessoas que leram este capítulo que deixassem a sua opinião, pois era muito importante para mim saber se gostaram!
Agradecia muito
Didi Martins


Olá Diana : )
ResponderEliminarAdorei este teu primeiro capítulo! Esta história do Silvio e da Diana promete :p
Estou muito curiosa para ler o próximo, posta rápido sim? ;)
Beijinhos
Ritááá xD
Ola
ResponderEliminarAdorei :)
Beijinhos
Anne M
Olá!
ResponderEliminarEstive a ler e gostei bastante :) Sou uma das administradoras das fics Barcelona, Quando Um Nada Se Transforma Em Tudo e De Sempre Para Sempre e vou desde já adicionar esta fic à lista de recomendações e publicar uma nota sobre ela. Espero que tenha sucesso ;) Espero o próximo!
Beijo
Ana
Muito obrigado pelo comentário mt positivo e por me ajudares a divulgar a minha fic :D
EliminarObrigado
Didi Martins
Olá!
ResponderEliminarAdorei o capitulo. Esta fantástico.
Estou anciosa e curiosa pelo proximo, posta rapido
Beijinhos
Maria
adorei...
ResponderEliminarquero mais... continua... tou super curiosa para ver o proximo...