Um dia repleto de sol nascera, o céu
estava limpo e o sol mostrava todo o seu esplendor de verão. Como já começava a
ser hábito fui ver o treino do Sílvio à tarde, para depois irmos para a casa
dele, preparar o jantar, para os seus amigos, que chegavam às 8 da noite.
Decidimos encomendar comida, com tudo já pronto, e como ainda faltava algum
tempo para eles chegarem, fui a casa tomar um banho e arranjar-me.
- E agora o que vou vestir? – perguntava para mim mesma depois de ter
tomado o meu banho e estava agora em frente ao armário, pronta para escolher
algo – Um vestido? Uns calções? Algo
mais formal? Talvez uma saia… jasuuuuus o que é que eu vou vestir? - no
meio de tanta indecisão, lá acabei por me decidir por um simples vestido preto,
o preto nunca compromete, não é verdade?!
Depois de me despachar, acabei por
ir a voar para casa do meu amor, eu não estava atrasada, mas não queria correr
o risco de as visitas chegassem antes de mim.
- Amor, a cada dia que passa tu estás mais linda! – confidenciou-me
Sílvio enquanto aproveitávamos os últimos minutos sozinhos namorando no sofá
- Achas que estou bem? Gostas do vestido? Não é muito simples? Devia ser
de outra cor? Ou talvez…
- Ei, ei, amor! – Sílvio interrompe o meu bombardeamento de perguntas
e incertezas - Clama, tu estás linda
assim, o vestido é lindo e adequado… mas porque estás tão indecisa? –
inquire-me com uma voz calma, tranquilizante
- Porque são os teus amigos… - revelei
- Estás nervosa, princesa? – perguntou deixando escapar um sorriso
por entre os seus lábios
- Mais ou menos, não sei como é que eles vão reagir à minha presença, se
vão gostar de mim… já lhes cantaste que nós namoramos?
- Não, vai ser totalmente surpresa. Mas não estejas nervosa, não vale a
pena, eu tenho a certeza que eles vão gostar de ti, mas se não gostarem também
não me importa, porque quem tem de gostar sou eu! E isso tu já sabes que eu
gosto e muito!
- Oh que fofinho – disse antes de juntar os meus lábios com os dele
- Tem calma, princesa – dito isto o Sílvio deixa escapar um mega
sorriso
- Qual foi o motivo desse sorriso?
- Estava a imaginar, se estás nervosa para conhecer os meus amigos,
imagino quando for a minha mãe… - sorriu novamente, devia estar a imaginar
o momento
- Agora sou eu que te digo para teres calma! – disse de rompante, não
querendo nem pensar nesse momento
- Não queres conhecer a minha família? – rebuscou logo de seguida
- Quero, mas ainda é cedo, temos tempo, amor – a nossa conversa foi
interrompida pelo som da campainha
Som esse que me fez arrepiar, Sílvio
notou pois estávamos coladinhos.
- Amor, clama! – aconselhou para depois me beijar
Fomos juntos até à porta, Sílvio já
tinha a sua mão na maçaneta da porta, mas mesmo antes de exercer força para a
virar e consequentemente abri-la segreda-me ao ouvido um “vai correr tudo bem”
acompanhado por um beijo na testa. Respirei fundo e o Sílvio abriu a porta.
- Sílviocas! – os amigos dele surpreendem-no com um “moche” e com
alguns calduços à mistura, ao qual eu não pude deixar de sorrir, via a cena uns
ligeiros metros ao lado deles
Depois de esta receção calorosa,
Sílvio cumprimenta um, a um uns seus amigos com um apertado abraço, que eram ao
todo cinco belos rapazes, todos mais ou menos na casa dos vinte anos, ainda
trocavam breves palavras ás quais eu não consegui ouvir.
- Bem pessoal, gostava de vos apresentar uma pessoa muito importante para
mim – Sílvio puxa-me para o seu lado – Esta
é a Diana, a minha namorada!
- Boa noite! – saudei e cumprimentei um a um os seus amigos ficando a
saber o nome deles todos
- Silvocas foi preciso vires para Espanha para arranjares namorada e
ainda por cima portuguesa? – perguntou se não me engando o Vítor
- É, as melhores coisas da vida acontecem quando menos esperamos e onde
menos esperamos!
- Ai que o nosso amigo está todo romântico! – comentou o João
- Há alturas na vida em que temos de crescer! – disse o Sílvio, ou
melhor como os amigos o chamavam “Sílvocas”
- Pumba indireta para o João! – brincou o Vítor
- Ahahah tanta gracinha, e se fossemos jantar, que estou a morrer de
fome!? – sugeriu o João
- Os tempos passam mas os velhos hábitos permanecem! – foi risada
geral
Acabamos por seguir o conselho do
João e fomos jantar.
- Mas contem-me lá coisas sobre o Sílvio, como o conheceram? –
perguntei curiosa durante o jantar
- Ui conhecemo-nos há muitos anos! Eu pessoalmente era vizinho dele,
então crescemos juntos, íamos para a rua jogar à bola, já nessa altura ele
tinha a maninha que dava uns toques – brincou o Tiago
- Chi mano, bons velhos tempos… - recordava saudoso o Sílvio
- Depois mais tarde íamos de prancha às costas para a Caparica apanhar
umas ondas…
O jantar correu bem, prova disso foi
que ficamos a conversar pela noite a dentro, deu para conhecer mais do meu
amor, da sua infância, dos seus antigos hábitos, dos seus amigos que eram todos
muito bacanos e divertidos…
***
Os dias iam passando, estávamos
agora quase em finais de agosto, posso dizer que a minha vida neste momento
parecia tirada de um sonho. Se há uns meses atrás me dissessem que iria estar
tão feliz como estou hoje não acreditaria e até respondia a essa pessoa para ir
tomar qualquer coisa, pois de certeza que não estava lá muito bem da cabeça! A
minha vida tinha mudado completamente, a pessoa que eu era nestes últimos meses
contrastava totalmente na pessoa que eu me tinha tornado há cerca de um ano
atrás. Passei de pessoa sem vontade de viver e de nem se quer se levantar da
cama todas as manhãs, para mulher que se levanta todos os dias de manhã com o
mais belo sorriso, o do amor, com uma mensagem do Sílvio, passei a ter uma
vontade de viver louca, queria viver, sentir-me viva, realizada, desejada,
amada… como me sentia há um ano atrás antes de ter acontecido… enfim nem me
quero lembrar mais disso. Passado é passado e deve ficar no passado.
Mais uma vez já era de noite, e eu e
o Sílvio estávamos no seu jardim, deitados na relva a conversar, a namorar, a
brincar… já se tinha tornado um hábito, pois estas noites de agosto estavam
quentes. Hoje fazia um mês que estávamos juntos, e não sei se foi por isso mas
hoje o céu estava especialmente limpo e as estrelas mais brilhantes que o
normal.
- Princesa, já reparaste que as estrelas hoje estão mais brilhantes que o
normal? – comentou o Sílvio olhando o céu
-
Look at the stars, Look how they shine for you. (Olha para as estrelas, olha como
elas brilham por ti) – deixei escapar por entre os meus lábios umas frases
da minha música preferida – Tu és a
minha estrela, que dá cada vez mais brilho à minha vida!
- Ohhhh princesa! – deixou escapar
derretido
Rapidamente os
seus lábios se colaram aos meus, e saborearam por mais uma vez, e outra, e
outra, o sabor dos meus lábios, o sabor da minha boca, diria até, o sabor do
meu amor por ele. As mãos dele vagueavam pelo meu corpo, podíamos ficar horas e
horas assim que nem nos importávamos, não nos cansávamos e ainda queríamos
mais. No entanto, agora estávamos de olhos fechados, os nossos rostos estavam milimetricamente
separados, conseguia sentir a sua respiração nos meus lábios entreabertos. Abri
os olhos e percebi que Sílvio já me devia estar a observar há um bom par de
minutos, olhava-me atentamente, reparando em cada traço do meu rosto, em cada
recanto, em cada imperfeição… deixava-me envergonhada e sem jeito.
- Amor, para! – pedi, saindo de baixo
dele, e tapando a minha cara com as minhas mãos
- Agora não posso admirar a perfeição da
minha namorada? – pergunta chegando-se de novo ao pé de mim e agarrando-me
nas minhas mãos para me poder olhar na cara
- Amor eu não sou perfeita…
- És sim! – ripostou
- Não, não sou, ninguém é perfeito. Tu
deixas-me envergonhada quando me olhos assim tão fixamente!
- É incrível como ao fim de um mês ainda te
deixo tão envergonhada… - sorriu
- Fogo, um mês! Nem sei como te aturo há
tanto tempo! – pus-me com ele, como forma de desviar assunto
- Ai que engraçadinha que a menina está! Tu
se pudesses aturavas-me mais mil anos! – disse convencido e lançando-me
charme
- Mil anos? Credo! Deus me livre! –
piquei-o ainda mais
- Pronto cinco mil anos! Sim acho que cinco
mil era um número perfeito, tal como eu sou, por isso nunca te fartarias de
mim! – brincou exibindo-se
- Feio! – insultei-o pondo-o a língua do
lado de fora
- O que é que tu disseste? – perguntou
aproximando-se ainda mais de mim, não me dando espaço para fugir
- Isso mesmo que tu ouviste! Mas eu posso
repetir: F-E-I-O! – fiz questão de soletrar
- Retira já o que disseste porque se não vais
sofrer penosas consequências! – avisou tentando fazer um ar ameaçador, mas
que me deu ainda mais vontade de rir
- Feio! Feio! Feio! – repeti ainda mais
alto
- Eu avisei! – Sílvio desata a fazer-me
cócegas, eu tentava evitar, tentando fugir mas estava completamente presa a ele
- Amor, para! – pedi já com os abdominais
a doerem-me de tanto me rir
- Só se retirares o que disseste! –
exigiu
- Hummm e se eu pagasse em beijinhos e
miminhos? – tentei seduzi-lo
- Deixa-me pensar! Acho que aceito! –
disse chegando o seu rosto ao meu, acabando assim por baixar a retaguarda e
dando-me espaço para fugir dele, foi o que fiz, fugi dele, correndo pelo jardim
- Feio, feio, feio! Tu és muito feio! –
piquei-o ainda mais
- Tu agora vais pagar mais que a dobrar, por
fugires, por me deixares pendurado e por dizeres mentiras! – dizia enquanto
vinha atrás de mim
- Tu não me apanhas!
- Já vais ver!
Enquanto corria
ao pé da piscina, lembrei-me de o molhar com uns salpicos de água, e foi o que
fiz.
- Ui que alguém está a levar baile! E vai sair
bem molhadinho daqui!
- Eu já te dou o baile!
Rapidamente,
ele me apanhou, o seu porte atlético bem o ajudou nessa tarefa, eu estava em
clara desvantagem. Pegou-me ao colo, tipo noiva.
- Amor, põe-me no chão! Que vais fazer? –
refilava irrequieta no seu colo
- Já vês! – Sílvio ia caminhando na
direção da piscina
- Não amor! Isso não!
- Isso sim! Vai ser a pequena vingança do
feio! – ironizou - Eu posso ter
levando com uns salpicos mas tu vais ficar todo encharcada!
- Amooooor – chamei-o melancolicamente – sabes que eu estava a brincar, eu gosto
muito de ti, namorado mais bonito deste mundo!
- Desta vez não vou cair nessa! Tu vais mesmo
ao banho!
- Príncipe, eu nem tenho bikini, nem nada,
vou ficar toda molhada, depois fico com frio e posso ficar constipada! –
tentava recorrer a todos as desculpas possíveis e imaginárias para tentar
demove-lo de me mandar para a piscina
- Não
quero saber! – foram as suas últimas palavras antes de sentir cada gota da
gelada água da piscina cobrir cada centímetro da minha pele
Já
completamente molhada dentro da sua piscina, surgiu-me uma ideia.
- Faz-me companhia, como no nosso primeiro
beijo – pedi-lhe encostada à berma da piscina, lembrando-me do nosso
primeiro beijo, precisamente nesta piscina, mas só que em vez de ele me ter
atirado para a piscina como aconteceu hoje, ele caiu juntamente comigo tentando
evitar a minha queda - Vá lá, amor!
– pedi novamente, surgindo efeito, ele mergulha para a piscina e vem agarrar-se
a mim, beijando-me
- Lindão! Lindão! Lindão! O meu namorado é
tão lindo! Gosto muito, muito, muito de ti!
– Sabes que palavras não chegam, mas se
forrem atos… - sugeriu, segui o que ele disse e beijei-o como se não
houvesse amanhã, as minhas pernas estavam em redor da sua cintura e sentia as
suas mãos nas minhas costas, percorrendo no interior da minha camisola cada
milímetro da minha pele, o que me fez arrepiar
- Estás com frio, princesa? –
perguntou-me sentindo o meu arrepio
- Eu não lhe chamaria frio… - disse por
entre os dentes
- O quê? – perguntou não percebendo o que
eu acabara de dizer
- Nada, amor!
- Mas é melhor sairmos, não quero que fiques
doente – foi inevitável não sorrir
Saímos e fomos
até ao seu quarto, para nos secarmos e trocarmos de roupa.
- Princesa, queres tomar um banho quente?
– perguntou amavelmente
- Não, não é necessário, arranja-me só uma
toalha a uma troca de roupa, se faz favor… - Sílvio foi à casa de banho e
eu rapidamente tirei a minha camisola e os meus calções que estavam
completamente encharcados e que me estavam a por gelada, fiquei assim só em lingerie
- Aqui está uma toalha e umas roupas minhas,
devem ficar-te grandes, m… - finalmente ele olha para mim, e fica
petrificado – se quiseres ficar mais à
vontade eu posso sair… - disse não me olhando mais e pondo a roupa em cima
da cama, e seguindo a direção da porta. Rapidamente o agarrei pelo braço,
puxando-o e fazendo-o olhar para mim
- Amor, podes ficar, eu estou à vontade
quando estou contigo – tranquilizei-o
- Mas se qui…
- Beija-me! – ordenei, enquanto ele me olhava intensamente
- O quê?
- Beija-me! – repeti. Ele assim o fez e beijou-me,
um beijo tão intenso, cheio de amor, mas também com alguma luxuria e desejo.
Estão a ver aqueles beijos que por mais anos que passem vocês nunca irão
esquecer? Este beijo foi assim, foi tão especial, tão sentido, tão único, que
me faltam palavras para descreve-lo e explica-lo. Quando terminámos o beijo,
simplesmente lhe sorri, com o meu sorrio traquinas de quem tinha amado este
momento, ele respondeu-me igualmente, já nem precisávamos de palavras para
falar, por vezes um olhar ou um sorriso bastava.
- Amo-te! – proferiu Sílvio de uma forma
tão espontânea e natural, que vi através do seu olhar, fixo no meu, que era
sentido, que era verdade, que era mesmo amor que ele sentia por mim, conseguia
ver a sinceridade e o amor nos seus olhos, foi toda essa sinceridade que me
deixou apavorada, voltar ao ouvir a palavra “amo-te” e sentir que tinha sido
dita com tanta verdade, tanto sentimento, tanto carinho, tanta intensidade,
tanto amor… deixou-me em pânico. Rapidamente as lágrimas preencheram os meus
olhos e escorregaram pelo meu rosto. O desespero tomou conta de mim, e fugi
dali a correr, a palavra “amo-te” ecoava na minha cabeça vezes e vezes sem
conta, e trazia memórias que queria que tivessem sido enterradas no passado e
que não atormentassem a minha felicidade.
- Diana! Diana! – ainda ouvi o Sílvio a
chamar-me mas as minhas pernas corriam a um ritmo alucinante, tão alucinante
como a velocidade a que o meu coração batia e tão alucinante como os flashes do
passando que passavam pela minha cabeça, que só me permitiram parar quando
cheguei a casa, já trancada no meu quarto, completamente sozinha, eu e as
minhas malditas recordações acompanhadas pelo meu choro compulsivo.
Olá minhas meninas lindas :)
Depois de quase 2 meses de ausência aqui estou eu com um capítulo, desculpem a demora, mas foi completamente impossível publicar antes, prometo ser mais breve a publicar o próximo capítulo. Agora espero que tenham gostado deste e que comentem pois para mim é muito importante a vossa opinião, mais ainda ao fim deste tempo todo, por isso deixem a vossa opinião, se faz favor :)
Beijinhos e Bom Carnaval
Didi Martins
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Olá!!!
ResponderEliminarAdorei!! Nem mesmo estes dois meses sem capitulos deixam estes dois menos fofos!
So fiquei triste com esta ultima parte! O Silvio nao merecia, apesar de ja se ter percebido que alguma coisa esta mal resolvida no passado da Diana!
Adorei e claro que quero o proximo, demore o tempo que demorar!
Beso
Ana Santos
Gostei muito do teu blog c:
ResponderEliminarsegui...
Beijinhos Ludmilla
http://all-of-my-lifee.blogspot.pt/
Olá :D
ResponderEliminarAs saudades que tinha destes teus maravilhosos capítulos já era muita, ainda bem que voltaste!!!
1º Estás PERFEITO, como sempre!!! *.*
2º Tu deves querer matar-nos, é que só pode, mas isto lá é forma de acabar o capítulo! Tu tão bonitinho e fofo no ínicio e depois acaba-me assim por causa do passado dela... Ai, ai quero saber disso o mais rápido possível que quero vê-los juntinhos!!!
3º Onde está o resto, Didi!? Quero mais, muito muito mais e bem rápido, se não for pedir muito ;)
E por último, tu não me voltes a desaparecer assim tanto tempo que nos deixas super curiosas e claro preocupadas contigo, falo por mim mas as outras leitoras também devem concordar, acho eu! xD Nem sabes as saudades que já tinha disto, de ti, dos teus capítulos, já eram muitas. Tu não voltes a desaparecer Diana Maria xD
Beijinhos
Beatriz
fantastico...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver o proximo...
continua...