Diana
O Sílvio tinha ficado todo contente
com o telefonema que recebeu. Tinha acabado de saber que os amigos deles vinham
de propósito no fim-de-semana para estarem com ele e verem o seu primeiro jogo
na liga, que começava neste fim-de-semana. Ele tinha ficado eufórico. Já eu,
embora que escondesse, fiquei reticente. Iria conhecer os amigos do Sílvio, os
seus “manos” como ele os tratava. Eu sei que é estúpido estar assim, mas tinha
um certo receio de eles não gostarem de mim... Sei que são parvoíces, mas não
consigo evitar.
Hoje, ainda era quarta-feira e não
tinha estado muito mais tempo com o Sílvio, pois ele tinha de descansar bem
para o jogo de amanhã e também tinha de acordar cedo pois partiria para
estágio. Despedi-me dele e passei um serão bem animado com o Tomás onde pusemos
toda a nossa conversa em dia.
***
Hoje decidi acordar cedo para ainda
ter tempo de dar um beijinho de despedida e boa sorte ao meu amor.
Muito a custo lá me levantei e vesti
qualquer coisa para depois ir até á casa dele.
- Amor, espera! – gritei enquanto corria até ao pé dele, pois este já
estava pronto para entrar no seu carro
A primeira coisa que fiz quando
cheguei ao pé dele foi espetar-lhe um beijo, bem demorado.
- Bom dia amor! – saudei com boa disposição
- Hum com este beijo tem de ser mesmo um bom dia! – beije-o de novo
- Tem de ser! Vinha só dar-te um beijo de bons dias e de boa sorte para o
jogo!
- Acordas-te a estas horas só para isso? – perguntou surpreendido
- Só? Não achas que é um bom motivo? Não gostas de ter beijinhos meus
logo pela manhã?
- Gosto dos teus beijos a qualquer hora do dia! – beijei-o
- Oh tenho um namorado tão querido!
Sílvio beija-me de novo. Cada beijo
era uma emoção diferente, uma sensação única que eu queria que dura-se para
sempre.
- Adoro-te!
- Eu também te adoro princesa da minha vida!
- Bem, boa sorte para o jogo, quanto tiveres um tempinho liga-me –
pedi-lhe
- Combinado, princesa! Mas vais ver o jogo, não vais?
- Sim, amor. Vou com o Tomás e também combinei com algumas mulheres dos
jogadores.
- Vais estar em boa companhia. Eu tenho de ir, se não chego atrasado. Obrigada
por este momento.
- Não tens nada de agradecer. Fiz de coração e porque te adoro –
Sílvio mal me deixou acabar e juntou logo os nossos lábios
Despedi-me dele e voltei para casa,
confesso que a moleza me fez ir deitar na minha cama outra vez e dormir mais
umas horinhas.
***
CANTEMOS EL ALIRON!
Y yo nací Enamorado del Atleti de
Madrid
En las canchas donde tanto yo sufri
ENAMORADO DE TI! Tus rayas son
Rojas y blancas que llevo en el
corazón
Hacen que sea como una religión
O ambiente no Vicente Calderón já
estava ao rubro. O estádio estava completamente cingido de vermelho e branco e
os adeptos faziam-se ouvir e ainda nem o jogo tinha começado. Os adeptos
mostravam-se mais que preparados para começarem a apoiar a sua equipa do
coração nesta nova época, que se esperava cheia de glórias.
Eu já estava sentada no meu lugar, o
Tomás encontrava-se ao meu lado esquerdo, e no meu lado direito estava a Magali
e as restantes mulheres/namoradas dos jogadores.
Conversávamos quando os jogadores
entram no estádio para o aquecimento, até eu senti um arrepio, com este
ambiente! O estádio estava mesmo ao rubro, quando foi anunciado o 11 inicial
nos microfones do estádio, prestei mais atenção ao lateral-direito, número 17,
que teve direito a um forte aplauso e incentivo por parte dos adeptos, fiquei
toda orgulhosa. A equipa recolheu aos balneários e eu enviei a minha mensagem
de apoio ao meu amor.
Para: Amor <3
Eu
estou contigo, juntamente com todo o estádio!
És
o meu orgulho! Dá o teu melhor, eu sei que vai correr tudo bem.
Força!
Adoro-te
<3
Enviei a já minha habitual mensagem
de apoio antes dos jogos começarem ao Sílvio, de modo a mostrar-lhe que eu
estava com ele, a apoiá-lo incondicionalmente. Ele não me respondeu, mas eu
sabia que a tinha visto, devido à nossa troca de olhares quando ele entrou em
campo. Ele gesticulou-me um “és-me tudo” que me deixou toda derretida. No
estádio fez-me um minuto de silêncio em prol de um antigo jogador que tinha
morrido.
O jogo começou e foi aqui que as
minhas emoções estavam ao rubro.
O Atlético de Madrid foi para o
intervalo a ganhar por 1 a 0, tudo corria perfeitamente bem, tanto ao Atlético
como ao meu amor que estava a ter uma ótima estreia. Até ao minuto 61 um
jogador da outra equipa entra com tudo para cima do meu 17. Sílvio contorcia-se
de dores na relva.
O meu coração estava tão mirrado, só
me senti mais aliviada quando, mesmo com dores, o vi levantar meio a coxear e
ele respondeu ao mister que podia continuar, apenas lhe puseram o habitual
spray no pé e ele entrou, mostrando toda a sua raça. Levantei-me e aplaudi a
sua entrada. Ele era mesmo o meu orgulho. O jogo acabou, e o Atlético ganhou
por uns 2 a 1.
Esperava, juntamente com o Mauro,
pelo Sílvio nos camarotes, enquanto íamos fazendo o rescaldo do jogo.
- Ver os jogos do teu irmão deixa-me com os nervos em franja –
comentava, pois gostava tanto dele que tinha medo de ele não jogar no seu
melhor ou que ele se lesionasse
- Deu para perceber! – brincou comigo, automaticamente sorrimos – Tens de ter calma… - aconselhava-me
- A minha princesa tem de ter calma no quê? – Sílvio chega e
intromete-se na nossa conversa, dando em seguida um beijo
- Eu estava a explicar à Didi que ela tem de ter calma a ver os teus
jogos – esclareceu o Mauro – Ela a
ver os jogos parece a nossa mãe… - comparou
- É normal eu preocupo-me contigo! – justifiquei-me
- Eu sei princesa, mas são circunstâncias do futebol… - eu sabia
melhor que ninguém como eram as circunstâncias do futebol, ou não fosse eu
jogadora também, e sei que a maioria das vezes que um jogador vai ao chão, não
se lesiona, mas era inevitável eu não ficar preocupada, era mais forte que eu.
- Não consigo evitar! Eu gosto demasiado de ti para não me preocupar…
- Sílvio fica especado a olhar para mim com o mais belo dos seus sorrisos – Amor, porque estás a olhar assim para mim?
– eu já estava a ficar envergonhada
- Porque tenho a namorada mais perfeita do mundo… - pronto, acabei de
corar
- Amor, gostas tanto de me deixar envergonhada! – Sílvio apenas me
beija, acabamos por ser interrompidos por uma tosse forçada de Mauro
- Eu ainda estou aqui, e não se esqueçam que estão num local público e
não em casa… - alertou-nos para a realidade
- Nós resolvemos já isso, vamos embora, princesa?
- Bora!
Despedimo-nos da malta e fomos os
três para a casa do Sílvio. O Mauro acabou por não ficar muito tempo, uma vez
que foi aproveitar a noite, eu e o Sílvio estávamos mais numa de aproveitar a
noite para namorar, acabando por ficarmos na casa dele. Estávamos a molengar no
sofá, ainda sem saber muito bem o que íamos fazer, enquanto pensávamos, ah qual
pensar qual quê! Estávamos simplesmente a namorar.
Conseguia sentir o seu
sabor, uma tonelada de sentimentos surgiam descontroladamente, um aperto no
coração e as ditas borboletas no estômago, mais pareciam que me iam fazer
levitar ali mesmo. Beijávamo-nos calmamente, mas depois os beijos que trocamos
foram mais eletrizantes, cheios de luxuria. A sua língua invadiu a minha boca
para que começasse uma dança juntamente com a minha, explorando cada traço e cada
canto dela. Ele apertou-me mais contra ele e coloquei-lhe a mão sobre a face
enquanto nos continuávamos a beijar. Paramos de nos beijar. Ele afastou apenas
as nossas faces, sem diminuir a proximidade a que nos encontrávamos. Eu não
tive outra reação a não ser enterrar a minha cabeça sobre o seu peito. Senti
ele abraçar-me e dar me um beijo na nuca.
Afastei a minha face do
seu peito e olhei os seus olhos que brilhavam juntamente com o seu sorriso. Sorri-lhe envergonhada.
- És-me tudo! – repetiu as palavras que me tinha gesticulado antes do
jogo
Sorri ao ouvir isto e
antes que ele começasse a falar de novo, entrelacei os meus dedos no seu cabeço
e puxei-o até mim fazendo com que os nossos lábios se juntassem de novo.
- Tu também! Eu gosto tanto, mas tanto, mas tanto de ti – confessei,
olhando nos olhos
- Eu gosto mais…
- Não! Eu é que gosto mais! – ripostei
- Não, Não! Eu! - insistiu
- Amor, assim nunca mais acabamos a discussão, tens de admitir que eu
gosto mais! - brinquei
- Ui, queres ver que arranjei uma namorada mandona?
- Eu não sou mandona, apenas gosto de ter razão!
- Pronto, eu deixo-te ganhar, mas só desta vez! – cedeu e eu dei-lhe
um beijo como agradecimento
- Então o que vamos fazer? – perguntei, enquanto tinha a minha cabeça
apoiada no ombro dele e lhe fazia pequenas caricias no peito
- Podíamos fazer isso mesmo – sugeriu
- Isso mesmo o quê? Amor, nós ainda não temos telepatia para eu poder
adivinhar no que estás a pensar!
- Tenho uma namorada tão engraçada! Estava apenas a dizer que podíamos
ficar a conversar, há muitas coisas sobre ti que ainda não sei, e que gostava
de saber… - sugeriu
- Parece-me bem! Desde que fiquemos aqui, assim agarradinhos, tudo me
parece bem! - acabamos por nos chegar mais um ao outro – Podes perguntar o que quiseres que eu
respondo…
- O que quiser mesmo, tudo, tudo? – perguntou com cara de suspeito
- Pronto, já vêm dai coisa! Sim tudo o que quiseres! Chuta!
- Oh ainda não pensei em nada de especial para perguntar… ahhh… tu…
quando é que sentiste realmente que estavas apaixonada por mim?
- Fogo, começas logo bem… a resposta vai ser longa, prepara-te. Lembras-te
quando esbarramos um no outro, à porta da casa do Tomás?
***
Ia a ver o caminho no GPS, completamente distraída
sobre o que se passava em meu redor, quando a minha caminhada acabou por ser
interrompida pelo embate de um corpo no meu, embora que de raspão.
- Ai, desculpe…
Peço imensa desculpa! – apressei-me a dizer enquanto mantinha ainda os
olhos no meu pé ligeiramente dorido, devido ao desequilíbrio provocado pela
aspereza e força do outro corpo – perdón! – corrigi imediatamente assim que me relembrei estar em terras de nossos
hermanos.
-
Estás bien? – apresou-se a dizer a
pessoa com quem eu tinha esbarrado. Ainda não tinha olhado para a pessoa, que
devia ser um homem, pelo menos a sua voz grossa assim o parecia, coisa que
aconteceu rapidamente assim que esta perguntou se eu estava bem. O meu olhar
cruzou-se com o seu, e nesse momento tudo parou. Ficámo-nos a olhar durante
segundos. E eu não acreditava no que via, não acreditava que ele estava mesmo à
minha frente.
-
Sim – disse de modo bem português,
pois eu sabia perfeitamente que ele também o era, por isso iria compreender-me,
como é lógico.
- Portuguesa?
– inquiriu-me sorrindo
-
Sim, Diana – apresentei-me
-
Eu chamo-me…
-
Sílvio – interrompi-o sorrindo
Sílvio
cora ao perceber que eu o conhecia. O silêncio instala-se por alguns, que me
pareceram longos, segundos. Isto faz-me ficar envergonhada e reagir a quente,
por isso decidi ir embora.
-
Desculpa mais uma vez – pedi
desculpa mais uma vez, pois a culpa tinha sido toda minha, se não viesse
distraída não teria embatido nele. Nem o deixei responder, continuei logo a
minha caminhada em passo acelerado, de modo a deixar aquele lugar o mais
rapidamente possível. Mas não resisti à tentação e olhei de esguelha para trás,
mas arrependi-me rapidamente, pois Sílvio também me olhava e sorriu assim que
me viu a olha-lo.
***
- Claro que me lembro!
- Como é obvio não foi ai que eu me apaixonei por ti, mas foi logo a
partir desse dia que começas-te a invadir os meus pensamentos…
- Lembras-te de nessa noite dançarmos o Solamente Tú?
Recordei esses momentos na minha cabeça.
***
Eu e Sílvio ficámos assim “sozinhos” no meio da pista.
Até que de repente o DJ põe uma música romântica e só se vê casais agarradinhos
na pista a dança-la. Ficámos um bocadinho parados sem saber o que fazer, não
éramos propriamente um casal de namorados para dançarmos muito agarradinhos uma
música romântica. Pude perceber pelo olhar receoso de Sílvio que hesitou em
convidar-me para dançar por isso mesmo, mas acabou por faze-lo.
- Posso? –
estende-me a sua mão, convidando-me assim para dançar
- Claro –
respondo-lhe com um sorriso nos lábios
Sílvio põe então as suas mãos na minha cintura e eu
encosto a minha cabeça ao seu ombro direito. Dançamos assim agarradinhos e em
silêncio absoluto a única coisa que se ouvia era letra da música “solamente tu”
de Pablo Alborán.
Mas eu conseguia ouvir outra coisa, devido à
proximidade dos nossos corpos era-me perfeitamente sensível o bater do coração
do Sílvio, estava algo acelerado e descompensado. As nossas pernas
movimentavam-se automaticamente ao som da música e seguindo os movimentos um do
outro.
A música acabou os nossos corpos estavam agora
afastados um do outro mas os nossos olhares estavam completamente penetrados um
no outro. Eu olhava para os lindos olhos de Sílvio eram castanhos-esverdiados e
com a luz do bar ficavam ainda mais brilhantes. Simplesmente lindos.
***
- Esse dia foi mesmo especial! – comentei com os olhos a brilharem – Entretanto começávamos a falar e a sair com
tanta frequência que já havia dias que quando não estávamos juntos eu tinha
saudades, mas nessa altura não tinha consciência que tinha começado a gostar de
ti. Nessa altura eu sabia que o que
sentia por ti era mais do que amizade, mas nem sonhava que estava completamente
apaixonada por ti. Só cheguei a essa conclusão, em Portugal, quando as saudades
de ti consumiam os meus dias, quando a toda a hora pensava em ti, quando tinha
uma vontade louca de te ligar e dizer que gostava de ti, quando pensava nos
nossos beijos - Sílvio escutava-me com toda a atenção – quando sentia falta do conforto do teu
abraço, do teu olhar intenso, da tua voz, do teu sorriso, do teu cheiro, quando
me arrependi de me ter ir embora de Madrid… foi ai que me apercebi que viver
sem ti já não fazia sentido, que já não conseguia ser feliz sem tu estares ao
pé de mim… - admiti
- Estou sem palavras amor… - confessou enternecido a olhar para mim
- Então beija-me! – Sílvio assim o fez, só parou quando necessitamos
de ar
- Agora é a minha vez de perguntar. Quando é que percebeste que estavas
apaixonado por mim?
- Eu fui bem mais rápido a perceber isso… Houve duas ocasiões: a primeira
foi quando nos beijámos na piscina – sorrimos ao recordar esse momento
***
Corríamos
por todo o jardim. Eu ia com alguma vantagem e ia olhando para trás a ver se o
Sílvio já vinha muito perto de mim. Numa dessas vezes que olhei para trás nem
reparei que a piscina se encontrava mesmo à minha frente, tenho por isso que
inverter o meu caminho, virando-me para trás. Como o Sílvio já estava muito
próximo de mim, fico assim num beco sem saída: atrás de mim a piscina, à minha
frente o Sílvio. Sílvio apanha-me e desata a fazer-me cócegas. Eu odiava que me
fizessem cocegas pois eu tinha imensas.
-
Sílvio, pára por favor –
imploro-lhe, já com dores de tanto rir
Ele
pára para me perguntar:
-
Então agora quem é o fraquinho, afinal!?
-
Continuas a ser tu – não iria dar
parte fraca
-
Ehrrr – Sílvio faz o barrulho que se
ouve naqueles concursos quando alguém não acerta na pergunta – Resposta errada!
-
Não é não!!! O fraquinho és tu! –
provoquei-o de novo pondo a língua do lado de fora
Sílvio
chega-se mais próximo de mim, com o intuito de continuar a fazer-me cócegas. E
eu recuei pequenos passos para que isso não acontecesse, mas eu assento mal o
salto do meu sapato, entre o azulejo da piscina e a relva, desequilibro-me e
caiu dentro da piscina. Sílvio ainda me tenta agarrar, mas em vez de ficarmos
os dois em seco, acabamos por cair na piscina.
Debaixo
de água Sílvio agarra-me, pela cintura, e leva-me para a beira da piscina.
Quando voltamos à superfície estávamos completamente colados um ao outro. Os
nossos rostos estão tão próximos que conseguia sentir o seu hálito e a sua respiração, agora acelerada, a
embater nos meus lábios. Sem uma aparente razão lógica,
deixei-me levar pelo momento que à muito eu queria mas que a falta de coragem
ou mesmo pelo meu cérebro dizer que isso era errado mas o resto do meu corpo,
principalmente, o meu coração, queriam e desejavam já à muito aquele momento.
Deixei esses pensamentos bem longe e concentrei-me no Sílvio.
A iniciativa parte de Sílvio, que primeiro coloca a sua mão esquerda no meu rosto e em
seguida encosta lentamente os seus lábios aos meus. Senti que ele queria uma
resposta minha para continuar, portanto uni finalmente
as nossas bocas. Assim, as nossas bocas unidas movimentavam-se
inconscientemente num beijo muito desejado.
Conseguia sentir o seu sabor, um turbilhão de sentimentos surgiam desde um
aperto no coração, as ditas borboletas no estômago.
Sílvio
era meigo com os seus lábios quentes e doces num beijo apaixonado que começou por ser calmo, carinhoso para passar a
electrizante cheio de desejo, de quem há muito ansiava este momento.
Terminamos aquele beijo, pois já estávamos a ficar sem
folego. Mas as nossas testas ficaram coladas, assim como os nossos olhares
ficaram penetrantes um no outro acompanhados por num silêncio onde a única
coisa que se ouvia era as nossas respirações ofegantes.
-
Já queria fazer isto há algum tempo…
- confessou-me
Sorri
com as suas palavras, pois ele tinha tido a mesma vontade que eu. Voltei a
beijá-lo. Agora um beijo mais calmo, onde ambos podemos abrandar a chama do
desejo que ia nos nossos corações.
-
Também eu! Não aguentava mais um minuto
ao teu lado sem te poder beijar! – confessei-lhe envergonhada mas era a
verdade, era aquilo que eu sentia.
***
- Foi um beijo diferente de todos os outros, em parte porque foi o nosso
primeiro beijo mas também porque nunca pensei a vir a sentir tanta coisa só num
beijo, naquele momento tive a certeza que gostava muito de ti, aquele beijo transmitiu-me
sentimentos únicos… o beijo foi ainda mais especial, porque há dias que te
queria beijar, há dias que quase nos beijávamos mas no momento ou um telemóvel
tocava ou aparecia o meu irmão mais velho… - sorriu, relembrando as várias
oportunidades em que nos tivemos quase a beijar
- Mas isso serviu para que o beijo fosse ainda mais especial, pois dava
por mim a pensar e a sonhar como seria beijar-te… - completei o seu
pensamento, pois afinal estávamos de acordo
- Eu pensava exatamente no mesmo. O outro momento foi quando, soube que
te tinhas ido embora, gostava demasiado de ti, por isso tive de ir atrás de ti
e dizer que te amava – arrepiei-me ao ouvi-lo dizer, ainda que
indiretamente, que me amava
- Sabes, hoje eu não me arrependo de ter ido, apesar de todo o sofrimento
que causei, tanto a mim, como a ti, essa distância serviu para na minha cabeça
se clarificar o que eu sentia por ti, porque o meu coração, já sabia muito bem
que eu estava caidinha por ti…
- Apesar de altos e baixos, sorrisos e lágrimas, o nosso amor vale a pena…
- E se eu te perguntar, um momento inesquecível, que tenhamos vivido?
- Eu responder-te-ia todos aqueles em que tiveste comigo!
- Wonnnn tenho o namorado mais romântico do mundo! – beijei-o
- Mas um momento que nunca mais me vou esquecer, foi quando te afastaste
de mim, já não falávamos há três dias! E houve aquele jantar na casa do Tomás
juntamente com os meus irmãos, e quando nos foste abrir a porta, eu dei-te dois
beijinhos e tu tremes-te da cabeça aos pés, nunca mais me vou esquecer, porque
apesar de estares longe de mim nesses dias, isso provava que nada tinha mudado!
– lembrava-me perfeitamente desse momento, aliás essa noite foi bem atribulada
***
Ouvi
a campainha tocar e tremi da cabeça aos pés. Encaminhei-me para a porta,
preparando-me psicologicamente para voltar a ver o Sílvio. Respirei fundo e
abri a porta.
- Boa noite rapazes – saudei
- Boa noite – retribuíram em coro
O
Mauro era aquele que estava mais próximo de mim, em seguida estava o Dino e
mais ou menos ao lado do Dino estava o Sílvio. Ainda não o tinha olhado
diretamente, estava focada no Mauro, pela simples razão de não ter, ainda, de
encarar o Sílvio.
- Entrem! – pedi cedendo algum espaço
para eles passarem
Mauro foi o primeiro a faze-lo dando-me dois
beijinhos, dei também dois beijinhos ao Dino e ambos seguiram para a sala.
- Necessitas de espaço ou… posso? –
perguntou aproximando-se mim
- Sim podes! – respondi, dando-lhe
autorização para me cumprimentar com dois beijinhos. Não resisti a dizer-lhe
que sim, quando estava perto dele não conseguia resistir! Sílvio deu dois
beijinhos muito próximos dos cantos da minha boca. Estremeci de novo as sentir
a sua pele na minha, ao sentir a sua respiração na minha pele, a sua barba…
- Gostei de saber que, apesar de quereres
espaço, ainda tremes por mim. Será que também ainda ficas envergonhada? –
perguntou retoricamente, sorrindo. Ai que sorriso, tão perfeito que me fazia
sorrir também - Estas linda, aliás não
estás, tu és, linda! – foi inevitável, corei novamente nas “mãos” do
Sílvio. Por muito que quisesse não conseguia controlar. Ele sorriu
descaradamente ao ver-me corar – É bom
saber que sim! - admitiu
- Não me provoques! – pedi afastando-me
dele
***
- Amor, há uma coisa que eu gostava de te perguntar, mas… - tinha
medo de lhe fazer uma pergunta sobre um determinado assunto em específico
- Mas… podes perguntar à vontade! – deu-me confiança
- Era sobre mulheres, sobre as tuas ex-nam… - Sílvio interrompe-me
- Sim amor, pergunta lá
- Não levas a mal?
- Não!
- Já tiveste muitas namoradas? – perguntei rapidamente
Sílvio sorri.
- Era preciso assim tanta vergonha para me perguntares isso? –
pergunta carinhosamente, pondo umas mexas de cabelo que me atrapalhavam a
visão, atrás da minha orelha
- Não sei qual seria a tua reação… e confesso que tenho algum receio
dessa resposta, afinal és um homem vivido, lindo, encantador… e namoradas não
te devem ter faltado… - Sílvio era 5 anos mais velho que, por isso normal
que já tivesse tido muitos mais relacionamentos que eu
- Amor, não te vou mentir, muitas mulheres já passaram pela minha vida,
mas poucas me marcaram. Mas se queres saber, não, não tive inúmeras namoradas,
e as raparigas com quem namorei foi sempre porque gostava delas, mas contigo
tudo é diferente, tu és diferente de todas as outras! – fiquei naquela
parte em que ele disse que muitas mulheres já tinham passado pela vida dele,
isso quer dizer que ele dormiu com elas? Não
Diana, não vais perguntar isso, isso é do passado dele, só diz respeito a ele…
pensava para mim.
- Porque é eu sou diferente das outras? – acabei por perguntar
- Em primeiro lugar porque o que eu sinto por ti, nunca senti antes por
outra mulher qualquer, e depois porque és muito diferente das minhas outras
namoradas, a nível de personalidade… és tão menina, e esse lado encanta-me, mas
ao mesmo tempo és mulher, não sei explicar-te bem - notei que ele nãos e
quis alongar mais neste assunto, por isso decidi acabar com o assunto
- Ok, já percebi, desculpa se te incomodei com as minhas perguntas…
- Princesa, já disse que não faz mal, mas olha não penses que te escapas
assim. Eu também quero saber. Já tiveste muitos namorados?
Esse era um assunto que não me
deixava muito à vontade, trazia-me demasiadas memórias do passado, passado esse
que eu queria esquecer.
- Não, sabes amor, caso não te lembres eu tenho 17 anos, por isso não
tenho uma lista interminável de namorados, tive alguns… - decidi levar a
minha resposta mais para a brincadeira, disfarçando assim o meu incómodo por
estarmos a falar sobre este assunto
- Humm ok, deixa-me cá pensar em mais perguntas para fazer à minha
namorada linda. Qual foi a primeira coisa que reparas-te em mim na primeira vez
que me viste?
- Fácil! No sorriso, eu amo esse sorriso – Sílvio sorri só para mim – E tu?
-
Nos teus olhos lindos, esses olhos azuis deixaram-me completamente enfeitiçado,
tu conquistas-me com o teu olhar profundo, transparente, olhar de menina
traquina, olhar sincero, encantador, verd…
-
Pronto, já chega! Tens sempre o dom de me deixar envergonhada! – disse interrompendo-o
- Não tenho o dom de dizer as verdades, mas eu adoro ver-te corada -
admite
- Ah espera, há outra coisa que eu reparei logo em ti. A tua barba de 5
dias, deixa-me completamente babada, a sério é bué sexy – Sílvio apenas se
ri – Ohh amor assim não tem piada, eu
não consigo deixar-te envergonhado, assim estou em desvantagem… -
queixei-me
- É eu sou um homem de barba rija! - gozou
- Ohh amor és mau! Não goto’ mai’ de ti! – brinquei fazendo-me de
amuada com voz de bebé
- A minha menina fica tão linda amuada!
- Vês amor, tu até a brincar consegues deixar-me envergonhada! – foi
inevitável não nos rirmos
- Pronto, eu paro. Que queres fazer?
- Não sei, não estás cansado do jogo, se calhar queres dormir?
- Sim estou cansado, mais queria ficar mais um bocadinho contigo… -
disse meloso abraçando-me
Acabamos por nos deitar no sofá, ora
a namorar ora a falar de coisas banais.
- Então amanhã, chegam os teus amigos? Quem são? São muitos? –
perguntei curiosa
- Chegam amanhã, ao final da tarde, estava a pensar em fazer um jantar
para te apresentar a eles, eles basicamente são os meus amigos de infância,
alguns andaram comigo na Josefa de Óbidos, tenho outro que era meu vizinho… mas
eu depois apresento-te melhor, vais ver que vais gostar, é tudo malta muito
bacana – Sílvio depois de dizer isto bocejou, isto acabou por ser o mote
para nos despedirmos, pois amanhã iria sem um dia bem longo recheado de emoções.
Como correrão os próximos dias deste casal?
Qual foi para vocês o momento mais marcante da fic ou aquele que mais gostaram ?
Olá Meninas, aqui está como prometi um super-hiper-mega capítulo. Espero que tenham gostado que deixem as vossas opiniões. Queria dedicar este capitulo a todas as pessoas que estiveram ao meu lado, que me apoiaram e que não desistiram da minha fic, nestas semanas em que eu estive longe. A elas o meu muito obrigado :)
Beijinhos e BOAS FÉRIAS
Didi Martins
PS: Agradecer à Rita Carvalho pela sugestão da música Rihanna - Diamonds :)




Amei.
ResponderEliminarEles são uns fofos e são mesmo românticos *-*
Ela queria saber se ele tinha tido relações com elas, era bom que ela tivesse perguntado, agora também fiquei curiosa para saber se ele é virgem ou nem por isso, era lindo que fosse, assim era a primeira vez dos dois $:
Beijinhos e quero mais, obviamente ;*
Fantastico continua.bjs
ResponderEliminarOlá!
ResponderEliminarBem estava FANTÁSTICO!!
Quero mais (rapido sim?:P)!!
Beijinhos
Rita
Olá :D
ResponderEliminarJá tinha saudades dos teus maravilhosos capítulos, este capítulo veio mesmo a calhar, assim é como um miminho para recuperar finalmente de estar doentinha :D
Não te preocupes que por mim nunca vou deixar de ler esta tua fic maravilhosa, sem ela já não sobrevivo :D
Estes dois fazem um casal tão fofinho *.* também quero um Sílvio para mim xD
O momento que mais me marcou foi sem dúvida aquele em que o Silvio vai até Portugal á procura da Diana e quando a encontra na praia tem uma conversa, onde deixam para trás todos os medos e demonstram os seus sentimentos um pelo outro e por fim tornam-se namorados, foi tão lindo, até me emocionei *.* Também adorei o momento em que a Diana deixa de falar com o Silvio e se tranca no quarto e ele passa a noite toda do outro lado da porta a dormir no chão, foi magnífico e demonstrou o quanto a amava e que por ela fazia tudo.
Agora quero rapidinho o próximo que quero saber o que reservará os seguintes tempos para este casal lindo.
Beijinhos
Beatriz
Olá Didi linda #.#
ResponderEliminarDesde que comecei a ler a fic que delirei com ela e claro depois de começar a falar contigo ainda mais delirei: escreves tão bem! Obrigada por esta maravilhosa fic sobre este não menos maravilhoso homem!
Adorei a parte em que a Didi diz que o que lhe encantou mais foi a barba de há 5 dias e os olhos, eu acrescentava o corpo porque ainda não me cansei de olhar para a foto dele a mostrar o corpo ah ah
Nunca te deixaremos de apoiar nem que estejas muito, muito tempo sem postar, a espera vai sempre valer a pena. Adorei o primeiro beijo deles, foi maravilhoso, depois ele dormir á porta do quarto dela, foi marcante! O reencontro também marcou, foi tão... ÚNICO! Não é por nada mas também gostei dele a escrever na camisola dela xD Sempre que oiço o Diamonds lembro-me de ti e desta fic, daí a minha sugestão: ainda bem que gostaste!
Agora só um pequeno favor, publica rapidinho que quero saber como vai ser a apresentação dela aos amigos dele! Concordo com a Bia, quero um Sílvio para mim xD
Beijinhos da tua fã número 1, Rita :)
Olá!
ResponderEliminarTardei mas cheguei xD Desculpa so ler agora mas tem andado complicado e como era um capitulo extenso fui deixando para o fim!
Como é óbvio AMEI o capítulo, cheio de recordações fantásticas, apesar de nao ter a minha favorita: a primeira vez que eles foram ao rio. Nao me lembro bem, mas sei que me marcou!
E aquela conversa das namoradas... Hum... Perdoa-me o esquecimento, mas a Didi é virgem? (e um pormenor importante para o inicio de namoro!). Nao sei se isso ja foi referido antes ou nao, mas eu apostava que ela é virgem! Mas pronto, antes os amiguitos que aí vêm! Oh eles vao todos adorar-se que eu sei xD
Agora espero o proximo!
Beijo
Ana
P.S. A Diamonds é bonita, mas a Talking To The Moon... *-* *-* *-* *-*