sábado, 11 de agosto de 2012

Capítulo 12 (II)– O tão Desejado Beijo

- Também eu! Não aguentava mais um minuto ao teu lado sem te poder beijar! – confessei-lhe envergonhada mas era a verdade, era aquilo que eu sentia.
Sílvio beija-me de novo. Sentia-me tão completa ao pé dele. Quando nos beijávamos o meu coração transbordava felicidade.
- Minha princesa! – disse acariciando a minha bochecha e olhando-me nos olhos
Sentia-me nas nuvens. Ficámos largos minutos, simplesmente nos olhando. Não eram necessárias palavras acho que só os nossos olhos transmitiam o que sentíamos.
- Estou aqui tão bem, mas tenho que ir embora! – informei-lhe desanimada
- Vai lá princesa, o Tomás deve estar a chegar! – ele era tão compreensivo
- E ainda tenho que ir tomar um banho, não é verdade? – disse olhando para o nosso estado: molhado!
- Parece que sim – disse sorrindo e saindo da piscina comigo – Mas valeu a pena… - exprimiu
Claro que tinha valido a pena! Não me arrependia de nada e por mim até podíamos cair à piscina mais vezes!
- Claro que sim! – concordei – Bem, tenho mesmo que ir – disse melosa
- Por mim ficávamos aqui o resto do dia! – desejou também meloso e abraçando-me – Vai – autorizou dando-me um beijo na testa e soltando-me dos seus braços - mas depois precisamos de conversar! – pediu-me agora num tom mais sério
- Claro, mais tarde! – disse um pouco a medo.
Certamente que ele queria falar comigo sobre estes beijos, eu tinha um bocado de receio dessa conversa, admito.
Despedi-me do Sílvio com um beijo na cara e segui caminho. Tomei um duche rápido e vesti-me.
- Gata, me liga, mais tarde tem balada. Quero curtir com você na madrugada. Dançar, pular que hoje vai rolar. Tchê tcherere tchê tchê, Tcherere tchê tchê, Tcherere tchê tchê, Tchereretchê, Tchê, tchê, tchê, Gusttavo Lima e você… - cantarolava descendo as escadas
Quando estava feliz dava-me para cantar. Cantava sempre música brasileira, aquela música contagiante, que fica na ponta da língua e que é impossível não cantar!
- Ena! Tanta felicidade! Pensei que estavas chateada por eu te ter feito esperar - comentou
- Olá Tomás! – dei-lhe um beijinho – Isso não tem importância, não iria ficar chateada – desvalorizei
- Mas tu estás muito feliz, o que é que se passou? – perguntou curioso, desconfiando da minha felicidade
- Nada! Já não posso estar feliz só porque o sol brilha lá fora e por ter o melhor amigo do mundo? – perguntei suspirando
- Não! Já te conheço há muito tempo e sei que não é só isso! E com esse suspiro aposto que mete menino! E deixa-me adivinhar, esse menino é o Sílvio? – perguntou perspicaz. Ele tinha acertado na muche! Ficai, de certo modo, orgulhosa por ele me conhecer tão bem. Amizade verdadeira!
- Nota-se assim tanto? – perguntei sentando-me ao lado dele no sofá
- Um bocadinho, mas como eu te conheço percebi logo – explicou-me – Mas o que se passou?
- Não íamos passear?
- Sim
- Anda, eu conto-te pelo caminho – disse-lhe
Pegamos nas nossas coisas e saímos, estávamos já a caminhar em direção a um parque que havia aqui perto.
- Conta lá o que é que se passou! – pediu-me visivelmente curioso
- Eu e o Sílvio beijamo-nos – fui direta ao assunto
- Que bom! Fico feliz por ti – felicitou-me
- Ficas feliz!? – não percebi o que ele queria dizer com isto
- Sim, eu já tinha reparado que entre ti e o Sílvio existia um clima, digamos assim – começou por explicar – e fiquei muito contente por isso. Há muito tempo que eu não via um rapaz despertar em ti, o que o Sílvio despertou, desde o B… - não disse o nome dele, ele sabia que eu não gostava de falar do meu ex-namorado, ainda mexia um pouco comigo e fazia-me lembrar do que passei – sim, como eu disse há muito tempo. – corrigiu – Sabes tão bem, quanto eu que depois de vocês acabarem, tu não ficaste bem, nunca mais olhaste para nenhum rapaz, nem os deixavas aproximar de ti e com o Sílvio isso não aconteceu. O Sílvio fez com que tu voltasses a abrir o teu coração. Por isso fico muito feliz por ti e pelo Sílvio, tu mereces e o Sílvio é um tipo espetacular! – explicou
- Tens razão desde que eu e o meu ex-namorado acabamos, fechei completamente o meu coração! – Tomás tinha testemunhado isso mesmo e ajudou-me sempre que precisei - Mas agora, com o Sílvio tudo é diferente, só com um sorriso ele abriu o meu coração de novo. O seu sorriso, a sua maneira de ser, a forma como ele me trata, as nossas saídas… - suspirei - Sílvio é sem dúvida muito especial para mim, mas não sei se estou apaixonada por ele!
- E não sabes se estás apaixonada por ele porquê? Ainda pensas no… - interrompi-o
- Não! Não penso nele. Tu sabes que eu gostei muito dele, eu amava-o! Mas acabou, já não sinto nada por ele, já não sinto amor… - contei-lhe. Custava-me imenso falar disto – Mas nunca o esquecerei, ele foi muito importante na minha vida! Mas faz parte do passado… - fiz uma pausa, recuperando das memórias que me surgiam na cabeça – Eu sei que sinto algo pelo Sílvio, mas não sei se já é amor… - confessei ao meu melhor amigo, sentia-me confusa
- Eu acho que tu estás apaixonada por ele! – opinou o meu melhor amigo
- Sinceramente eu não sei! Mas eu sinto as ditas borboletas no estomago, quando estou com Sílvio, sinto-me completa, sinto-me feliz, sinto o meu coração acelerar cada vez que ele se aproxima de mim, sinto uma vontade louca de o abraçar, de o beijar e de ficar com ele o dia todo – confessei com um sorriso na cara – Mas não sei se isto é amor. Tenho medo de me precipitar e as coisas não darem certo e sofrer de novo – contei aterrorizada com a hipótese – Por isso prefiro ver no que isto vai dar, e dar tempo ao tempo, só o tempo me ajudará a perceber o que realmente sinto.
- Acho que mais tarde ou mais cedo vais perceber que estas completamente apaixonada pelo Sílvio!
- Porque é que dizes isso?
- Porque apesar de estares confusa e de perceber os teus medos eu sei e vejo que estás feliz, eu olho para ti e parece que vejo uma nova Didi, um brilhinho nos olhos, um sorrisão nos lábios, uma alegria contagiante – descrevia o mesmo estado de espirito – tu estavas a cantar música brasileira! Tu estás feliz por teres conhecido o Sílvio, por passares tempo com ele, por o teres beijado… e aposto que apesar de confusa voltarias a fazer tudo o que fizeste, voltarias a beijá-lo, não voltarias? – perguntou, mas ele sabia a resposta
- Claro – confirmei
- Então não tenhas medo que vai tudo correi bem! – aconselhou e abraçou-me. Sentia-me tão protegida nos seus braços… Eu adorava o Tomás ele era mais que um amigo, ele era um verdadeiro irmão!
- Mas sabes o Sílvio disse que queria falar comigo… - contei-lhe
- Falar? Vocês não falaram depois do que aconteceu? – perguntou-me
- Digamos que foi um momento um pouco caricato – inevitavelmente sorri ao relembrar-me do acontecido
- Esse sorriso diz tudo! Mas conta lá o que é que aconteceu… - exigiu sorrindo
- Então foi assim: estava eu no jardim e reparei que o Sílvio estava no seu jardim a dar toques na bola, fui ter com ele e ele desafiou-me, começamos na brincadeira e eu acabei por cair na piscina, ele ainda tentou agarrar-me mas em vez disso caímos os dois, pronto e foi dentro da piscina que nos beijamos, depois disso ele disse-me que já me queria beijar há algum tempo e eu disse que não aguentava nem mais um minuto ao lado dele sem poder beijá-lo – lembrava-me perfeitamente – Mas como estávamos todos molhados, eu tinha combinado contigo e ainda tinha que ir tomar banho acabei por ir embora e nem deu tempo de conversarmos, mas só que antes de eu ir ele disse-me que precisávamos de conversar mais tarde – resumi
- Humm e tu tens medo dessa conversa é?
- Não é medo, eu só não sei o que é que eu lhe vou dizer e também não faço a mínima ideia o que é que o Sílvio terá para me dizer – tínhamos acabado de chegar ao parque, sentamo-nos num banco
- Ele vai dizer que está apaixonado por ti! - especulou
- Não sei. Achas mesmo? Eu sou uma mera miúda e ele é um homem a sério, que tem imensas mulheres bonitas atrás dele, ele é lindo, já deve ter tido imensas namoradas e eu não sou propriamente o estereotipo de mulher que os futebolistas gostam!
- Espera! Os futebolistas tem um estereotipo de mulheres?? – perguntou incrédulo e rindo-se da minha declaração
- Sim! Aquelas mulheres altas, loiras, espadaúdas, lindas de morrer, de 90, 60, 90, com grande rabo e peito, que normalmente são modelos… - tentava descrever “a mulher do futebolista”. Tomás ria-se cada vez mais das minhas palavras.
- Tu não existes miúda! Não sabia que tinhas essa ideia das mulheres dos futebolistas. E sabes perfeitamente que nunca podemos generalizar, é verdade que existem mulheres assim, lindas por fora mas completamente ocas por dentro, mas existe outras que não são assim! E nem todos os futebolistas gostam “dessas” mulheres. E olha não me parece que o Sílvio goste desse estereotipo de mulher! Sílvio é mais daqueles que liga mais ao interior duma mulher do que se ele é linda por fora. O que é que te interessa teres um mulher loira e linda, se ela for oca? – perguntou de forma engraçada, fazendo-me rir – Opá a sério, só tu para me vires com estas conversas – riu-se
- Tu não percebes! – acusei-o
- Percebo perfeitamente – contrariou-me – tu és uma miúda linda, que encanta qualquer homem, e eu acho que tu encantas-te o Sílvio, mas não pelos teus olhos lindos, mas sim pelos teus olhos verdadeiros, não pelo teu corpo, mas sim pelos teus atos e maneira de ser, por seres humilde, simpática, divertida, sincera, espontânea, natural, doce, carinhosa, honesta. Queres que continue?
- Não, já percebi! – podia ter percebido, mas isso não me levava a concordar com o Tomás, se bem que ele tinha uma certa razão. Enfim só esclareceria estas minhas dúvidas falando com o Sílvio. Por muito que tivesse receio e não soubesse o que dizer, mais cedo ou mais tarde teria de falar com ele – Bem, paremos lá de falar de mim! E tu? Como é que correu o teu exame? – mudei de assunto.
Continuamos a conversar e a passear pelo parque, já a meio da tarde fomos comer um gelado. Já estava quase a escurecer quando voltamos para casa e jantamos. Agora já me encontrava no meu quarto pronta a dormir. Não tinha falado mais com o Sílvio hoje, ainda nem o o tinha visto depois dos nossos beijos. E confesso que também não o procurei para conversarmos, teríamos tempo… Sim, eu estava a fugir da conversa, mas uma noite de sono nunca fez mal a ninguém para pensar sobre o assunto, pois não? Senti o meu telemóvel a receber uma nova mensagem e fui ver quem era.

De: Sílvio
Para: Diana
Boa noite, minha princesa :)
Para mim as sete maravilhas do mundo são: o teu cheiro, o teu sorriso, os teus olhos, a tua voz, os teus beijos, a tua maneira de ser e tu!
Adoro-te, Didi <3
Amanhã temos que falar, Dorme bem princesa
Beijos

Derreti-me toda a ler a sua mensagem, ele era tão querido. Não lhe respondi, mas prometi a mim mesma que amanhã iria falar com ele. Adormeci a pensar nele e muito provavelmente iria sonhar com ele.

Didi e o Sílvio conversarão mesmo?
O que será dito nessa conversa?

Muito boa noite leitoras! :D
Aqui está a segunda parte do capitulo 12. Como sempre espero que tenham gostado e que deixem as vossas opiniões :)
Beijinhos e aproveitem bem este sol maravilhoso!
Didi Martins

5 comentários:

  1. Olá :)
    Isto não é maneira de acabar!
    Quer dizer deixando-nos a morrer de curiosidade xD
    Quero mais e rápido ;)
    Beijinhos
    Rita

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  2. Olá!
    Oh Didi como me fizeste isto????? Eu queria essa conversa!
    Sabes aquele momento em que estas a ler um capitulo e pensas "ela que nao acabe antes de X acontecer!"? Pois foi mesmo isso que me aconteceu!!!!!!
    Quero essa conversa muito DESESPERADAMENTE! Ja que nao ha futebol (por motivos como a atrubuiçao de um Oscar a senhores de amarelo) que haja capitulos!

    Beijo
    Ana

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  3. Olá :D
    Gostei muito e quero mesmo muito ler o próximo :D
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  4. Adoreii *-* , mal posso esperar pelo próximo capítulo :D
    Parabéns, a história está a ficar muito boa. Cada vez melhor :$
    Beijinhos :)

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