Diana
Entrei na casa do Tomás e estava
tudo às escuras.
- Tomás, chegamos! – gritei assim que pus a mão no interruptor para
acender as luzes
- SURPRESA! – gritaram entusiasmados todos os presentes na sala
Fiquei muito surpreendida de ver toda
aquela gente ali. Observei todos os meus amigos atentamente, não acreditava que
estavam ali todos. Até que a minha Laurinha vem até mim.
- Olá Didi – dá-me um forte abraço, tão bom voltar a ter a minha
melhor amiga comigo – Parabéns, my
crush!
- Tantas saudades que eu tinha tuas! – Dei-lhe um beijinho na
bochecha – Aliás de todos! Que fazem
vocês aqui? – perguntei espantada
- Parece obvio, não? – perguntou retoricamente o André, que era um
amigo da minha turma – Viemos comemorar
a tua maioridade!
- Vocês são doidos! Vieram de Lisboa só por causa de mim?! – estava
surpreendida
- Claro, tu és mais que razão! – entreviu a Rita
- Oh muito obrigado, a sério – agradeci
- Tens de agradecer é ao Sílvio – revelou o Tomás
- Foste tu que preparaste tudo isto? – sorri-lhe, ele estava mesmo ao
meu lado
- Sim eu tive a ideia, mas o Tomás é que a tornou possível –
confessou
- Oh Dids – elevou a voz o Paulo, tratando-me pela minha alcunha
“dred”, porque segundo eles “Didi” era demasiado à menina e um homem tem de
manter o nível ao pronunciar a alcunha das amigas – E que tal vires cumprimentar o pessoal? – interpelou divertido
- Ah claro, desculpem! Mas antes disso, acho que alguns já sabem, mas não
interessa, eu quero a presentar-vos o Sílvio. É o meu namorado – formalizei
- Sim, sim, nós aprovamos o teu namorado! – folgou o Francisco, que
era o nosso amigo mais palhacito como nós costumávamos dizer. Foi inevitável
não nos rirmos.
- Acho muito bem, acho muito bem – entrei na brincadeira
Em seguida fui radiando felicidade
saudar cada amigo meu, há alguns meses que já não os via. Desde que vim para
Madrid. Eram cerca de 20, dividiam-se entre amigos da minha turma, da escola e
alguns amigos de infância. Como eu costumo dizer, eram o meu núcleo duro de
amigos.
Eles tinham pensado em tudo. A sala
estava incrivelmente ainda mais espaçosa, já no jardim, havia tudo montado
religiosamente para uma festa. Desde uma enorme mesa, a uma mesa mais pequena
com bebidas e alguns petiscos, até música ambiente havia…
Fomos todos jantar, um jantar muito
bem-humorado. Pusemos a nossa conversa toda em dia, revivemos velhas e boas
memórias, cantámos, brincamos, sorrimos, aparvalhamos, divertimo-nos… tudo isto
com os meus amigos e com o Sílvio que se familiarizou de uma forma incrível com
eles, às tantas já parecia que eles já o conheciam desde sempre.
- Bem, vou buscar o bolo – anunciou o Tomás
- Eu ajudo-te – ofereceu-se a Laura
- Mas Dids, ainda não confessaste. Estas em Espanha, Real ou Barça? –
inquiriu o André
- És mesmo parvo, é claro que ela torce pelo Real, há dúvida!? –
intercedeu o Francisco
- Qual Real qual quê?! Todos sabemos que o Barça é que é, e como a Dids
tem bom gosto, torce pelo Barça. Obvio! – contrariou o Paulo
Eu gargalhei com a discussão deles,
era sempre assim, o que vale é que quanto a equipas portuguesas eramos quase
todos benfiquistas, havia só ai dois sportinguistas.
- É obvio é que eu torço pelo Atleti! – esclareci – 1º o meu namorado joga lá – evidenciei
– 2º sabem que eu sempre gostei do
Atleti por causa do Futre e do nosso Simão Sabrosa – sorri-lhes
- Ai o Simão Sabrosa, que pedaço! – suspirou a Bárbara que desde
pequena sempre teve uma paixão pelo Simão
- Então também deverias gostar do Real por causa do nosso Ronaldo! –
contrapôs o Barbosa, o sportinguista mais ferrenho que conheço
- Oh eu gosto do Real e do
Barça, mas sempre irei apoiar o Atlético… - expliquei-lhes
- O bolo chegou! – anunciou o Tomás
O meu bolo era simplesmente lindo.
Era de chocolate e por cima tinha 4 fotos, um pouco desordenadas, com algumas
frutas da época no canto superior direito, no lado esquerdo lá aparecia o 18 em
cera e foguetes espalhados pelos cantos do bolo. Assim que o Tomás acendeu as
velas e os foguetes, todos juntos começaram a cantar.
- Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de
vida. Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para a menina Didi, uma
salva de palmas! – eu só me ri, pois os engraçados dos meus amigos como em
todos os anos, sempre que a musica vai a meio começam a cantar do inicio só
para atrapalharem - Tenha tudo de bom do
que a vida contém, tenha muita saúde e amigos também!!! – cantaram também.
Mas faltava ainda uma canção, a canção da praxe que cantávamos desde que eramos
putos – Parabéns para ti, parabéns para
ti mas o bolo é para mim! – gargalhamos, por momentos parecia que tínhamos
voltado à nossa infância
- Havemos de ter todos 80 anos e ainda cantar isto – observou o
Francisco
- Claro! – sorri-lhes. Foi só quando peguei na faca com intenção de
cortar o bolo que reparei melhor nas fotos do bolo. Como já referi eram 4, uma
era com o pessoal da minha turma que tínhamos tirado no dia do exame de
Matemática A. Outra era com vários amigos na festa de finalistas, outra ainda
era uma foto dos meus amigos de infância, quando ainda andávamos na pré-escola,
devíamos ter 4 anos, era incrível como essas amizades ainda duravam e por último,
era uma foto minha e do Sílvio – O Bolo
é lindo! Até tenho pena de o cortar…
- Não tenhas, o bolo deve ser delicioso. Vá anda que eu quero come-lo,
quero uma fatia bem grande – exigiu o Francisco, eu apenas lhe sorri de
volta
- Amor, ajuda-me aqui, se faz favor – pedi ao Sílvio, que
distribuísse os pratos com o bolo por cada pessoa, assim como pedi ao Tomás que
distribuísse os copos de champanhe
- Já todos tem bolo e champanhe? – perguntei
- Sim! – disseram em uníssono
- Então vamos brindar – todos chegaram os seus copos ao centro
- Cheers – disse a Bárbara
- Saúde – disse eu – então
ninguém quer fazer um discursozinho?
- Tu é que és a aniversariante! – evidenciou a Laura
- Discurso, discurso, discurso! - pediram
- Oh sabem que eu não tenho jeito nenhum! - barafustei
- Discurso, discurso, discurso! – insistiram
- Pronto tá bem. Primeiro tenho a dizer que apesar de gostar muito de
vocês, vocês são uns chatos! – brinquei – Mas são os melhores chatos de sempre, sem vocês a minha vida não teria o
mesmo brilho. São vocês que me completam…
- Oh Dids, nada de lamechices, ainda me pões a chorar e homem que é homem
não chora – verbalizou o Paulo
- Isso só prova que não és homem – picou a Laura, gargalhamos
- Como eu estava a dizer – olhei para o Paulo – são vocês que me completam e não imaginam como se sinto feliz por ter
cada um de vocês na minha e por poder partilhar este dia com vocês. Vocês são
magníficos. Obrigada por tudo, obrigada por terem vindo, obrigada por estarem
sempre ao meu lado, obrigado por me porem feliz, obrigado por serem uns chatos,
basicamente obrigado por serem meus amigos e obrigada a ti amor por me amares –
disse diretamente para o Sílvio – Esta
foi a melhor surpresa que me podiam ter feito – os meus olhos já brilhavam,
mas contive as lágrimas – Vamos brindar?
– sorri-lhes
- Didi, nós é que agradecemos por seres como és – tomou a palavra o
Tomás – Vá vamos brindar à felicidade!
– Todos reuniram os seus copos ao centro da mesa, ouvia-se o chichilar do vidro
- E ao amor! – acrescentou o Sílvio olhando-me nos olhos
- E à amizade verdadeira – completou o Francisco
Brindamos e íamos a levar os copos
à boca quando o Francisco interrompe:
- Esperem! E às boas notas para entramos na faculdade! – levamos
novamente os copos à boca
- Ah e as noitadas! – interrompeu novamente o Francisco
- A mais nada!? – perguntou a Mafalda
- Não, já podemos brindar e beber – disse o Francisco
Lá íamos todos beber quando o
Francisco lembra-se de mais alguma coisa para brindarmos
- Ah e à…
- Chega Francisco! – pronunciou a Mafalda
O Francisco gargalhou e disse – Enganei-vos, já não me lembro e mais nada
para brindarmos – sorrimos, eram estes momentos que os faziam gostar tanto
do Francisco, ou então não
Finalmente conseguimos beber o
champanhe e comer o bolo em relativa tranquilidade.
- É a hora das prendas – anunciou entusiasmada a Laura
- O quê? – perguntei surpreendida, a presença deles já era prenda
suficiente
- Claro, aniversário sem prenda não é aniversário – respondeu a minha
best friend
- Vocês são incansáveis – expressei
- Vá primeiro abre esta – passou-me o embrulho para as mãos – Essa prenda é nossa, e de todo o pessoal da
nossa turma, mesmo os que não estão presentes aqui – informou-me a Mafalda.
Confesso que estava curiosa, como sempre, rasguei o papel, a piada de abrir
prendas era poder rasgar o papel e ter a satisfação de ver o que ele escondia –
É um livro? - perguntei assim que vi
que tinha uma capa bem grossa
- Não! – respondeu o André
O presente era um álbum, na capa
dizia “Memories“ abri e vi que o álbum continha fotos que tiramos durante o
nosso secundário, desde o10ª ano até ao12ª ano, assim como a descrição dos
momentos mais importantes e no fim tinha uma dedicatória de cada elemento da
turma.
- Vocês querem pôr-me a chorar? – perguntei já visivelmente
emocionada ao lembrar dos momentos registados em fotos e a começar a ler as
dedicatórias
- Vai ser inevitável… apenas queríamos que tivesses recordações desta
etapa da nossa vida, já que agora nos vamos separar – uma nova etapa nos
esperava: a faculdade. Não iriamos para a mesma faculdade, ou até para a mesma área,
isso obrigava a um certo afastamento, já não estaríamos todos juntos como
nestes últimos 3 anos
- Mas isso não quer dizer que não estejamos juntos, apesar do afastamento
vocês estarão sempre no meu coração e nós vemo-nos, tenho a certeza -
assegurei
- Claro! Pensas que te ias livrar assim tão facilmente de nós? –
perguntou o Francisco
- Claro que não – sorri-lhes
Li cada dedicatória dos meus colegas
de turma que estavam presentes e respondi-lhes, foi inevitável não chorar. Já
dizia o Francisco que eu quando abria a torneira, ela ficava avariada e nunca
mais fechava.
- Agora é a minha vez – expressou entusiasmada a Laura – Toma, eu sei que vais gostar! –
sorriu-me contente consigo própria
Abri a prenda, era impossível não
gostar.
Eram uns brincos que eu adorava.
Ela sabia perfeitamente o que eu gostava. Se havia coisas femininas que eu estimava
era brincos, mas não daqueles todos chiques. Eram simplesmente estes.
- Vi-os e achei que era a tua cara e como sabia que querias comprar uns…
- disse a Laura
- Estes são perfeitos, obrigada best! – dei-lhe um forte abraço
- Agora abre a minha – pediu o Duarte
- Ah não sei o que será – gozei com ele, pois através do embrulho
via-se perfeitamente o que era, era um embrulho gigante, maior que eu, em forma
de prancha
- Não gozes, fui eu que embrulhei – pediu-me sorrindo – Como estavas sempre a dizer que a tua
prancha já está velhinha mas que não te consegues desfazer dela eu decidi
dar-te uma ajuda – o Duarte era o meu companheiro de Surf, digamos assim.
Ele tinha-me acabado de oferecer
uma prancha da Roxy, que era a minha marca predileta.
- Wow é linda! Amo! Obrigada, obrigada, obrigada!
- De nada, só tenho uma condição. Temos de a experimentar juntos! –
pediu-me
- Claro! Não imaginas as saudades que tenho de surfar, assim que for a
Portugal tratamos disso! É tão linda! – babei-me mais um pouco para a minha
nova menina
Ainda recebi mais algumas prendas,
como uns sapatos, um colar lindo, ou a prenda do Tomás, que combinou com a
altura do ano em que estávamos, já que os meus anos coincidiam com o início do campeonato ele ofereceu-me a nova camisola do Benfica, era inevitável a
camisola não ser o 28, que era o meu número e curiosamente o do Sílvio também,
pois tanto eu como ele fazíamos anos no dia 28, eu em Agosto, ele um mês
depois.
- Bem agora só falta uma prenda, de umas pessoas que não poderão vir
– disse o Sílvio
- Quem?
- Já vês, anda – fomos até à sala, mesmo em frente à televisão – Elas mandaram isto – o Sílvio pôs o
vídeo a dar
- Olá filhota – os meus
pais apareceram um ao lado do outro, era a minha mãe que estava a falar – Parabéns
meu amor. Sabes que os pais gostavam muito de passar este dia ao teu lado mas
que infelizmente não é possível, de qualquer maneira sabes que estaremos sempre
contigo e que estás sempre nos nossos corações – os meus pais tinham
ido em viagem de negócios ao Brasil, foi impossível adiarem a viagem para estarem
presentes nos meus anos – Nós mandamos-te muitos beijinhos e abraças,
estamos a morrer de saudades tuas minha boneca – disse o meu pai, foi
inevitável não me virem novamente as lágrimas ao olhos – Serás sempre a nossa menina
pequenina apesar de agora já seres maior de idade – o meu pai fez uma
pausa, como que assimilar tudo, todos os anos – Como o tempo passa depressa
– esta era a típica frase do meu pai, fez-me sorrir – Dizes sempre isso, Ricardo
– constatou a minha mãe – Mas é verdade ainda ontem a minha boneca era
uma bebé e hoje já é uma mulher linda. Espero que consigas tudo o que
queres da vida, eu e a mãe estaremos sempre aqui para te apoiar em tudo
– o meu pai começava a ficar emocionado, o que era a coisa mais rara de todo o
sempre – Só a nossa menina para deixar o papá todo babado – brincou a
minha mãe – Mas minha menina, não penses que agora por seres maior de idade podes
cometer todas as maluqueiras que quiseres, já sabes que quando fores sair
quero-te em casa bem cedo e tens de comer a sopa toda na mesma, sim sim… ah e
espero que te estejas a portar bem - sorri, este era o meu pai – Vá
filha, os pais desejam-te tudo de bom. Já sabes que te amamos muito, tens de
nos vir visitar porque estamos a morrer de saudades tuas… um beijo muito grande.
Amamos-te! – estava lavada em lágrimas, eu também estava a morrer de
saudades dos meus pais, nunca tinha ficado tanto tempo longe deles
- Ainda não acabou – informou-me o meu amor
- Parabéns maninha – agora
foi a vez do meu irmão Dário falar com a minha cunhada Margarida – Ainda
ontem eras uma pirralha que me andava a azucrinar o juízo e a andava sempre de
um lado para o outro cheia de energia e hoje já és uma mulher, sabes que o mano
tem muito orgulho em ti, apesar das nossas desavenças, é impossível dois irmão
não terem as suas discissões, principalmente quando a irmã é uma pirralha que
quer sempre fazer as coisas à sua maneira e que acha que tem sempre razão, tu
eras mesmo péssima – sorriu-me eu era 7 anos mais nova que ele, por
isso era normal que eu quisesse brincar mas que ele já não achasse piada às
minhas brincadeiras, por isso passava a vida a pregar-lhe partidas – Apesar
disso tudo sabes que o mano te ama muito. Pai, pai já posso falar? – o
meu irmão é interrompido pelo Simão – Já anda cá – o simão senta-se no
colo do pai – Titi, tu consegues ver-me através desta coisa? Isto é tão pequenino!
– observava o Simão. Sorri - Simão a mãe já te disse que sim –
esclareceu a Margarida - Oh mas eu acho estranho. Mas pronto.
Parabéns Titi, já fazes muitos anos, até já tens de usar dois números –
dizia espantado – mas eu já sei contar até aos teus anos – dizia entusiasmado – queres
ver?! – ele esperava a minha resposta – Filho a tia não te vai responder –
dizia o meu irmão a rir – então eu conto na mesma: um, dois, três,
quarto, cinco, seis, sete, oito, nove, dez! Agora vem o onze, o doze, o teze,
quatro-onze, o desaseis… - o que eu me estava a rir com o meu pequenino
– Filho
estás a contar mal, a seguir ao catorze vem o quinze – explicava a
minha cunhada – Não interessa! Titi, eu quero que venhas rápido, tenho muitas saudades
tuas e o pai quase nunca quer jogar à bola comigo. Por isso vem depressa, sim?
Gosto infinitos de ti. Agora, já posso ir lá carregar no botão? –
perguntava o Simão ao pai – Sim vai lá…
Ver a minha família de novo tinha
sido aconchegante. Eu também tinha saudades deles. O meu Simãozinho tinha
crescido, e tinha-lhe de ensinar a contar…
- Bem acho que não aguento mais surpresas hoje!
- Também foi a última, agora resta-nos ir curtir a noite! – elevou o
tom de vós o Tomás
- Acho bem! – por acaso hoje também me apetecia ir sair, apetecia-me
ir dançar até me doerem os pés
- Sim até porque eu quero-te ver bêbada – expressou o Paulo
Eu nunca me tinha embebedado, já
tinha ficada quentinha, mas não era a mesma coisa. Os meus amigos sempre
tiveram muita curiosidade em me ver bêbada.
- Vai ser hoje! – prometeu o Francisco
- Logo se vê – disse eu
Antes de sairmos ainda tivemos mais
um tempo na casa do Tomás. Acabamos por nos dividir em dois grupos, rapazes de
um lado, de volta da play station e raparigas no jardim a conversar. Tive-lhes
a contar a minha história com o Sílvio e a pôr-me informada sobre os amores das
minhas amigas, conversas de meninas, portanto. Antes disso ainda tive tempo
para ligar aos meus pais e ao meu irmão para lhes agradecer e ainda apanhei o
Sílvio na cozinha, onde tivemos cinco minutos a namorar e a falar da festa, ele
disse-me que tinha gostado dos meus amigos e eu mais uma vez agradeci-lhe por
todas as surpresas que estavam a tornar este dia inesquecível.
Mas tinha chegado a hora de
sairmos. Fomos até aos bares de Madrid, acabamos por correr vários, para vermos
o que tinha melhor ambiente, até que acabamos por ficar numa discoteca, bem no
centro da cidade.
Sílvio
A noite já ia longa, tanto a Didi
como a maioria dos amigos já estavam bem quentinhos, eu também bebi mas pus
limites a mim mesmo, até porque tinha jogo no Domingo.
- Amor, já te disse que te amo muito? – perguntou-me a Didi
agarrando-se ao meu pescoço
- Já, já… - ri-me estava a gostar dele lado bêbedo da minha namorada,
estava mais solta
- Amor, anda dançar comigo para cima da coluna! – pediu-me já me
arrastando para lá
- Princesa, eu não vou subir para a coluna e tu também não devias, nesse
estado ainda cais! – preocupei-me
- Fogo que cortes! Mas está bem, assim vou beber mais qualquer coisa.
Pessoal, quem quer mais uma rodada, eu pago! – gritou
- Bora! – alinharam
Lá foram eles para o bar. Confesso
que se eu não estivesse com a Didi não achava lá grande ideia ela estar bêbeda,
nunca se sabe o que é que ela pode fazer ou quem é que se podia aproveitar
dela. Mas como estava com ela e a iria levar para casa, estava mais tranquilo e
deixava-a divertisse à vontade.
Acabamos por sair da discoteca por
volta das cinco da manhã, fomos direitos ao metro, que nessa noite tinha sido o
nosso meio de transporte. No caminho ainda me ri muito com o pessoal.
- Sabem o que falta?
- Vodka! Devíamos ter trazido
uns copos para o caminho, não era? – disse o Francisco
- Não – gargalhou a Didi – Mas
que não era mal pensado! Falta música, bora cantar!
- Atirei o pau ao gato mas o gato-to-to não morreu-eu-eu… - começou a
Mafalda
- Ai essa música é horrível, mas fica no ouvido!
Acabaram por ir o caminho todo a
cantar esta música e a do batatoon. Pelo caminho iam também contornando os
postes, já no metro, decidiram deitar-se todos no chão.
- Já viram como a lua é bonita daqui? – comentou o Paulo
- Oh totó aquilo não é a lua, burro! Não vês que são várias!
- Ahh pois é, sendo assim são as estrelas…
Era impossível eu não me rir, na
verdade o que eles estavam a falar era mesmo nas luzes que o metro tinha no
teto. Se eu tivesse levado um caderno, conseguia preenche-lo todo só com
parvoíces que eles diziam.
Finalmente tínhamos chegado a casa.
O pessoal ia todo dormir na casa do Tomás, eu ainda disse à Didi que ela
deveria dormir lá, mas ela insistiu que queria dormir comigo, sendo assim fomos
para a minha casa.
- Amor, leva-me ao colo para o nosso quarto! – pediu-me enquanto
mandou os saltos para o meio da sala
- Anda cá – sorri-lhe e ela atirou-me para o meu colo, o caminho até
ao nosso quarto a Didi entretêm-se a dar-me beijinhos no pescoço
Quando cheguei ao nosso quarto
deitei-a em cima da cama, mas ela rapidamente se levanta e me empurra, caindo
eu de barriga para cima na cama. A Didi põe-se em cima de mim de gatas e começa
a beijar-me.
- Amor, sabes que eu te acho super sexy, ai então quando estás só de
bóxeres apetece-me saltar-te em cima – confessou por entre beijos
A Didi saí de cima de mim para
tirar o seu vestido e ficar só de lingerie. Olhando para mim com um ar safado.
Depois volta a beijar-me enquanto passeava as suas mãos no meu peito. Confesso
que vê-la de lingerie me dava vontade de tê-la para mim. Ela leva as suas mãos
à minha camisa com o intuito de ma retirar. Travei o seu movimento.
- Princesa, para – pedi-lhe levantando-me
- Porquê?! Eu quero fazer amor contigo, tenho vontade! – expressou - Sabes
que há quase um ano que não faço amor com ninguém? – revelou-me
- Temos tempo para fazer amor, quando estiveres sóbria… - eu não
queria que na nossa primeira vez ela estivesse bêbada. Queria que a nossa
primeira vez fosse especial e muito provavelmente ela agora só queria fazer
amor porque estava babada, se não o estivesse talvez não fosse bem essa a sua
vontade
- Mas eu estou bem… - disse para depois me seduzir dando-me beijos no
pescoço e fazendo-me um chupão
Confesso que começava a ser muito
difícil para mim resistir-lhe.
- Didi, para…
- Porquê?! Não me desejas?
- Desejo, mas o prob…
- Então pronto! – interrompe-me – Faz amor comigo! – ela levou as mãos à minha camisa e desabotoou-o
os botões – Quero ter-te para mim! –
confessou para depois me beijar todo o peito e os abdominais, deixando-me com
um desejo incrível, ela para no botão das minhas calças. Não imaginam como
também me apetecia fazer amor com ela. Mas tinha de parar.
- Princesa, por favor para! Eu vou à casa de banho, vai vestir o pijama
para depois irmos dormir – pedi-lhe tentado manter o discernimento. Era o
mais correto a fazer, pois muito provavelmente se o fizéssemos ela na manhã
seguinte quando acordasse ia arrepender-se e eu não queria isso. Consegui fugir
para a casa de banho, não sem antes ela num ato provocatório me apalpar o rabo.
Olhei com um sorriso.
- Sempre soube que tinhas um bom rabo – expressou, podendo confirmar
a sua teoria.
Entrei na casa de banho onde lavei
a minha cara com água fria e respirei fundo. Ainda demorei uns minutos até
voltar ao quarto, tempo suficiente para quando voltei ver a Didi já a dormir na
nossa cama. Sorri, ela nem se tinha dado ao trabalho de vestir o pijama,
adormeceu só de lingerie, eu apenas a tapei com o lençol e deitei-me ao seu
lado, rapidamente a senti abraçar-me, dei-lhe um beijo de boa noite na testa e
adormeci.
Como será o despertar deste casal?
Como correrá o fim-de-semana?
Bom dia :)
Como prometi aqui está a última parte do capitulo 31, espero que tenham gostado e que deixem os vossos comentários e obrigada a todas por terem deixado a vossa opinião no ultimo capitulo.
Beijinhos
Didi Martins