domingo, 14 de julho de 2013

Capitulo 31 (III) – Aniversário da Didi

Diana
Entrei na casa do Tomás e estava tudo às escuras.
- Tomás, chegamos! – gritei assim que pus a mão no interruptor para acender as luzes
- SURPRESA! – gritaram entusiasmados todos os presentes na sala
Fiquei muito surpreendida de ver toda aquela gente ali. Observei todos os meus amigos atentamente, não acreditava que estavam ali todos. Até que a minha Laurinha vem até mim.
- Olá Didi – dá-me um forte abraço, tão bom voltar a ter a minha melhor amiga comigo – Parabéns, my crush!
- Tantas saudades que eu tinha tuas! – Dei-lhe um beijinho na bochecha – Aliás de todos! Que fazem vocês aqui? – perguntei espantada
- Parece obvio, não? – perguntou retoricamente o André, que era um amigo da minha turma – Viemos comemorar a tua maioridade!
- Vocês são doidos! Vieram de Lisboa só por causa de mim?! – estava surpreendida
- Claro, tu és mais que razão! – entreviu a Rita
- Oh muito obrigado, a sério – agradeci
- Tens de agradecer é ao Sílvio – revelou o Tomás
- Foste tu que preparaste tudo isto? – sorri-lhe, ele estava mesmo ao meu lado
- Sim eu tive a ideia, mas o Tomás é que a tornou possível – confessou
- Oh Dids – elevou a voz o Paulo, tratando-me pela minha alcunha “dred”, porque segundo eles “Didi” era demasiado à menina e um homem tem de manter o nível ao pronunciar a alcunha das amigas – E que tal vires cumprimentar o pessoal? – interpelou divertido
- Ah claro, desculpem! Mas antes disso, acho que alguns já sabem, mas não interessa, eu quero a presentar-vos o Sílvio. É o meu namorado – formalizei
- Sim, sim, nós aprovamos o teu namorado! – folgou o Francisco, que era o nosso amigo mais palhacito como nós costumávamos dizer. Foi inevitável não nos rirmos.
- Acho muito bem, acho muito bem – entrei na brincadeira
Em seguida fui radiando felicidade saudar cada amigo meu, há alguns meses que já não os via. Desde que vim para Madrid. Eram cerca de 20, dividiam-se entre amigos da minha turma, da escola e alguns amigos de infância. Como eu costumo dizer, eram o meu núcleo duro de amigos.
Eles tinham pensado em tudo. A sala estava incrivelmente ainda mais espaçosa, já no jardim, havia tudo montado religiosamente para uma festa. Desde uma enorme mesa, a uma mesa mais pequena com bebidas e alguns petiscos, até música ambiente havia…
Fomos todos jantar, um jantar muito bem-humorado. Pusemos a nossa conversa toda em dia, revivemos velhas e boas memórias, cantámos, brincamos, sorrimos, aparvalhamos, divertimo-nos… tudo isto com os meus amigos e com o Sílvio que se familiarizou de uma forma incrível com eles, às tantas já parecia que eles já o conheciam desde sempre.
- Bem, vou buscar o bolo – anunciou o Tomás
- Eu ajudo-te – ofereceu-se a Laura
- Mas Dids, ainda não confessaste. Estas em Espanha, Real ou Barça? – inquiriu o André
- És mesmo parvo, é claro que ela torce pelo Real, há dúvida!? – intercedeu o Francisco
- Qual Real qual quê?! Todos sabemos que o Barça é que é, e como a Dids tem bom gosto, torce pelo Barça. Obvio! – contrariou o Paulo
Eu gargalhei com a discussão deles, era sempre assim, o que vale é que quanto a equipas portuguesas eramos quase todos benfiquistas, havia só ai dois sportinguistas.
- É obvio é que eu torço pelo Atleti! – esclareci – 1º o meu namorado joga lá – evidenciei – 2º sabem que eu sempre gostei do Atleti por causa do Futre e do nosso Simão Sabrosa – sorri-lhes
- Ai o Simão Sabrosa, que pedaço! – suspirou a Bárbara que desde pequena sempre teve uma paixão pelo Simão
- Então também deverias gostar do Real por causa do nosso Ronaldo! – contrapôs o Barbosa, o sportinguista mais ferrenho que conheço
- Oh eu gosto do Real e do Barça, mas sempre irei apoiar o Atlético… - expliquei-lhes
- O bolo chegou! – anunciou o Tomás
O meu bolo era simplesmente lindo. Era de chocolate e por cima tinha 4 fotos, um pouco desordenadas, com algumas frutas da época no canto superior direito, no lado esquerdo lá aparecia o 18 em cera e foguetes espalhados pelos cantos do bolo. Assim que o Tomás acendeu as velas e os foguetes, todos juntos começaram a cantar.
- Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para a menina Didi, uma salva de palmas! – eu só me ri, pois os engraçados dos meus amigos como em todos os anos, sempre que a musica vai a meio começam a cantar do inicio só para atrapalharem - Tenha tudo de bom do que a vida contém, tenha muita saúde e amigos também!!! – cantaram também. Mas faltava ainda uma canção, a canção da praxe que cantávamos desde que eramos putos – Parabéns para ti, parabéns para ti mas o bolo é para mim! – gargalhamos, por momentos parecia que tínhamos voltado à nossa infância
- Havemos de ter todos 80 anos e ainda cantar isto – observou o Francisco
- Claro! – sorri-lhes. Foi só quando peguei na faca com intenção de cortar o bolo que reparei melhor nas fotos do bolo. Como já referi eram 4, uma era com o pessoal da minha turma que tínhamos tirado no dia do exame de Matemática A. Outra era com vários amigos na festa de finalistas, outra ainda era uma foto dos meus amigos de infância, quando ainda andávamos na pré-escola, devíamos ter 4 anos, era incrível como essas amizades ainda duravam e por último, era uma foto minha e do Sílvio – O Bolo é lindo! Até tenho pena de o cortar…
- Não tenhas, o bolo deve ser delicioso. Vá anda que eu quero come-lo, quero uma fatia bem grande – exigiu o Francisco, eu apenas lhe sorri de volta
- Amor, ajuda-me aqui, se faz favor – pedi ao Sílvio, que distribuísse os pratos com o bolo por cada pessoa, assim como pedi ao Tomás que distribuísse os copos de champanhe
- Já todos tem bolo e champanhe? – perguntei
- Sim! – disseram em uníssono
- Então vamos brindar – todos chegaram os seus copos ao centro
- Cheers – disse a Bárbara
- Saúde – disse eu – então ninguém quer fazer um discursozinho?
- Tu é que és a aniversariante! – evidenciou a Laura
- Discurso, discurso, discurso! - pediram
- Oh sabem que eu não tenho jeito nenhum! - barafustei
- Discurso, discurso, discurso! – insistiram
- Pronto tá bem. Primeiro tenho a dizer que apesar de gostar muito de vocês, vocês são uns chatos! – brinquei – Mas são os melhores chatos de sempre, sem vocês a minha vida não teria o mesmo brilho. São vocês que me completam…
- Oh Dids, nada de lamechices, ainda me pões a chorar e homem que é homem não chora – verbalizou o Paulo
- Isso só prova que não és homem – picou a Laura, gargalhamos
- Como eu estava a dizer – olhei para o Paulo – são vocês que me completam e não imaginam como se sinto feliz por ter cada um de vocês na minha e por poder partilhar este dia com vocês. Vocês são magníficos. Obrigada por tudo, obrigada por terem vindo, obrigada por estarem sempre ao meu lado, obrigado por me porem feliz, obrigado por serem uns chatos, basicamente obrigado por serem meus amigos e obrigada a ti amor por me amares – disse diretamente para o Sílvio – Esta foi a melhor surpresa que me podiam ter feito – os meus olhos já brilhavam, mas contive as lágrimas – Vamos brindar? – sorri-lhes
- Didi, nós é que agradecemos por seres como és – tomou a palavra o
Tomás – Vá vamos brindar à felicidade! – Todos reuniram os seus copos ao centro da mesa, ouvia-se o chichilar do vidro
- E ao amor! – acrescentou o Sílvio olhando-me nos olhos
- E à amizade verdadeira – completou o Francisco
Brindamos e íamos a levar os copos à boca quando o Francisco interrompe:
- Esperem! E às boas notas para entramos na faculdade! – levamos novamente os copos à boca
- Ah e as noitadas! – interrompeu novamente o Francisco
- A mais nada!? – perguntou a Mafalda
- Não, já podemos brindar e beber – disse o Francisco
Lá íamos todos beber quando o Francisco lembra-se de mais alguma coisa para brindarmos
- Ah e à…
- Chega Francisco! – pronunciou a Mafalda
O Francisco gargalhou e disse – Enganei-vos, já não me lembro e mais nada para brindarmos – sorrimos, eram estes momentos que os faziam gostar tanto do Francisco, ou então não
Finalmente conseguimos beber o champanhe e comer o bolo em relativa tranquilidade.
- É a hora das prendas – anunciou entusiasmada a Laura
- O quê? – perguntei surpreendida, a presença deles já era prenda suficiente
- Claro, aniversário sem prenda não é aniversário – respondeu a minha best friend
- Vocês são incansáveis – expressei
- Vá primeiro abre esta – passou-me o embrulho para as mãos – Essa prenda é nossa, e de todo o pessoal da nossa turma, mesmo os que não estão presentes aqui – informou-me a Mafalda. Confesso que estava curiosa, como sempre, rasguei o papel, a piada de abrir prendas era poder rasgar o papel e ter a satisfação de ver o que ele escondia – É um livro? - perguntei assim que vi que tinha uma capa bem grossa
- Não! – respondeu o André
O presente era um álbum, na capa dizia “Memories“ abri e vi que o álbum continha fotos que tiramos durante o nosso secundário, desde o10ª ano até ao12ª ano, assim como a descrição dos momentos mais importantes e no fim tinha uma dedicatória de cada elemento da turma.
- Vocês querem pôr-me a chorar? – perguntei já visivelmente emocionada ao lembrar dos momentos registados em fotos e a começar a ler as dedicatórias
- Vai ser inevitável… apenas queríamos que tivesses recordações desta etapa da nossa vida, já que agora nos vamos separar – uma nova etapa nos esperava: a faculdade. Não iriamos para a mesma faculdade, ou até para a mesma área, isso obrigava a um certo afastamento, já não estaríamos todos juntos como nestes últimos 3 anos
- Mas isso não quer dizer que não estejamos juntos, apesar do afastamento vocês estarão sempre no meu coração e nós vemo-nos, tenho a certeza - assegurei
- Claro! Pensas que te ias livrar assim tão facilmente de nós? – perguntou o Francisco
- Claro que não – sorri-lhes
Li cada dedicatória dos meus colegas de turma que estavam presentes e respondi-lhes, foi inevitável não chorar. Já dizia o Francisco que eu quando abria a torneira, ela ficava avariada e nunca mais fechava.
- Agora é a minha vez – expressou entusiasmada a Laura – Toma, eu sei que vais gostar! – sorriu-me contente consigo própria
Abri a prenda, era impossível não gostar.
Eram uns brincos que eu adorava. Ela sabia perfeitamente o que eu gostava. Se havia coisas femininas que eu estimava era brincos, mas não daqueles todos chiques. Eram simplesmente estes.
- Vi-os e achei que era a tua cara e como sabia que querias comprar uns… - disse a Laura
- Estes são perfeitos, obrigada best! – dei-lhe um forte abraço
- Agora abre a minha – pediu o Duarte
- Ah não sei o que será – gozei com ele, pois através do embrulho via-se perfeitamente o que era, era um embrulho gigante, maior que eu, em forma de prancha
- Não gozes, fui eu que embrulhei – pediu-me sorrindo – Como estavas sempre a dizer que a tua prancha já está velhinha mas que não te consegues desfazer dela eu decidi dar-te uma ajuda – o Duarte era o meu companheiro de Surf, digamos assim.
Ele tinha-me acabado de oferecer uma prancha da Roxy, que era a minha marca predileta.
- Wow é linda! Amo! Obrigada, obrigada, obrigada!
- De nada, só tenho uma condição. Temos de a experimentar juntos! – pediu-me
- Claro! Não imaginas as saudades que tenho de surfar, assim que for a Portugal tratamos disso! É tão linda! – babei-me mais um pouco para a minha nova menina
Ainda recebi mais algumas prendas, como uns sapatos, um colar lindo, ou a prenda do Tomás, que combinou com a altura do ano em que estávamos, já que os meus anos coincidiam com o início do campeonato ele ofereceu-me a nova camisola do Benfica, era inevitável a camisola não ser o 28, que era o meu número e curiosamente o do Sílvio também, pois tanto eu como ele fazíamos anos no dia 28, eu em Agosto, ele um mês depois.
- Bem agora só falta uma prenda, de umas pessoas que não poderão vir – disse o Sílvio
- Quem?
- Já vês, anda – fomos até à sala, mesmo em frente à televisão – Elas mandaram isto – o Sílvio pôs o vídeo a dar
- Olá filhota – os meus pais apareceram um ao lado do outro, era a minha mãe que estava a falar – Parabéns meu amor. Sabes que os pais gostavam muito de passar este dia ao teu lado mas que infelizmente não é possível, de qualquer maneira sabes que estaremos sempre contigo e que estás sempre nos nossos corações – os meus pais tinham ido em viagem de negócios ao Brasil, foi impossível adiarem a viagem para estarem presentes nos meus anos – Nós mandamos-te muitos beijinhos e abraças, estamos a morrer de saudades tuas minha boneca – disse o meu pai, foi inevitável não me virem novamente as lágrimas ao olhos – Serás sempre a nossa menina pequenina apesar de agora já seres maior de idade – o meu pai fez uma pausa, como que assimilar tudo, todos os anos – Como o tempo passa depressa – esta era a típica frase do meu pai, fez-me sorrir – Dizes sempre isso, Ricardo – constatou a minha mãe – Mas é verdade ainda ontem a minha boneca era uma bebé e hoje já é uma mulher linda. Espero que consigas tudo o que queres da vida, eu e a mãe estaremos sempre aqui para te apoiar em tudo – o meu pai começava a ficar emocionado, o que era a coisa mais rara de todo o sempre – Só a nossa menina para deixar o papá todo babado – brincou a minha mãe – Mas minha menina, não penses que agora por seres maior de idade podes cometer todas as maluqueiras que quiseres, já sabes que quando fores sair quero-te em casa bem cedo e tens de comer a sopa toda na mesma, sim sim… ah e espero que te estejas a portar bem - sorri, este era o meu pai – Vá filha, os pais desejam-te tudo de bom. Já sabes que te amamos muito, tens de nos vir visitar porque estamos a morrer de saudades tuas… um beijo muito grande. Amamos-te! – estava lavada em lágrimas, eu também estava a morrer de saudades dos meus pais, nunca tinha ficado tanto tempo longe deles
- Ainda não acabou – informou-me o meu amor
- Parabéns maninha – agora foi a vez do meu irmão Dário falar com a minha cunhada Margarida – Ainda ontem eras uma pirralha que me andava a azucrinar o juízo e a andava sempre de um lado para o outro cheia de energia e hoje já és uma mulher, sabes que o mano tem muito orgulho em ti, apesar das nossas desavenças, é impossível dois irmão não terem as suas discissões, principalmente quando a irmã é uma pirralha que quer sempre fazer as coisas à sua maneira e que acha que tem sempre razão, tu eras mesmo péssima – sorriu-me eu era 7 anos mais nova que ele, por isso era normal que eu quisesse brincar mas que ele já não achasse piada às minhas brincadeiras, por isso passava a vida a pregar-lhe partidas – Apesar disso tudo sabes que o mano te ama muito. Pai, pai já posso falar? – o meu irmão é interrompido pelo Simão – Já anda cá – o simão senta-se no colo do pai – Titi, tu consegues ver-me através desta coisa? Isto é tão pequenino! – observava o Simão. Sorri - Simão a mãe já te disse que sim – esclareceu a Margarida - Oh mas eu acho estranho. Mas pronto. Parabéns Titi, já fazes muitos anos, até já tens de usar dois números – dizia espantado – mas eu já sei contar até aos teus anos – dizia entusiasmado – queres ver?! – ele esperava a minha resposta – Filho a tia não te vai responder – dizia o meu irmão a rir – então eu conto na mesma: um, dois, três, quarto, cinco, seis, sete, oito, nove, dez! Agora vem o onze, o doze, o teze, quatro-onze, o desaseis… - o que eu me estava a rir com o meu pequenino – Filho estás a contar mal, a seguir ao catorze vem o quinze – explicava a minha cunhada – Não interessa! Titi, eu quero que venhas rápido, tenho muitas saudades tuas e o pai quase nunca quer jogar à bola comigo. Por isso vem depressa, sim? Gosto infinitos de ti. Agora, já posso ir lá carregar no botão? – perguntava o Simão ao pai – Sim vai lá…
Ver a minha família de novo tinha sido aconchegante. Eu também tinha saudades deles. O meu Simãozinho tinha crescido, e tinha-lhe de ensinar a contar…
- Bem acho que não aguento mais surpresas hoje!
- Também foi a última, agora resta-nos ir curtir a noite! – elevou o tom de vós o Tomás
- Acho bem! – por acaso hoje também me apetecia ir sair, apetecia-me ir dançar até me doerem os pés
- Sim até porque eu quero-te ver bêbada – expressou o Paulo
Eu nunca me tinha embebedado, já tinha ficada quentinha, mas não era a mesma coisa. Os meus amigos sempre tiveram muita curiosidade em me ver bêbada.
- Vai ser hoje! – prometeu o Francisco
- Logo se vê – disse eu
Antes de sairmos ainda tivemos mais um tempo na casa do Tomás. Acabamos por nos dividir em dois grupos, rapazes de um lado, de volta da play station e raparigas no jardim a conversar. Tive-lhes a contar a minha história com o Sílvio e a pôr-me informada sobre os amores das minhas amigas, conversas de meninas, portanto. Antes disso ainda tive tempo para ligar aos meus pais e ao meu irmão para lhes agradecer e ainda apanhei o Sílvio na cozinha, onde tivemos cinco minutos a namorar e a falar da festa, ele disse-me que tinha gostado dos meus amigos e eu mais uma vez agradeci-lhe por todas as surpresas que estavam a tornar este dia inesquecível.
Mas tinha chegado a hora de sairmos. Fomos até aos bares de Madrid, acabamos por correr vários, para vermos o que tinha melhor ambiente, até que acabamos por ficar numa discoteca, bem no centro da cidade.

Sílvio
A noite já ia longa, tanto a Didi como a maioria dos amigos já estavam bem quentinhos, eu também bebi mas pus limites a mim mesmo, até porque tinha jogo no Domingo.
- Amor, já te disse que te amo muito? – perguntou-me a Didi agarrando-se ao meu pescoço
- Já, já… - ri-me estava a gostar dele lado bêbedo da minha namorada, estava mais solta
- Amor, anda dançar comigo para cima da coluna! – pediu-me já me arrastando para lá
- Princesa, eu não vou subir para a coluna e tu também não devias, nesse estado ainda cais! – preocupei-me
- Fogo que cortes! Mas está bem, assim vou beber mais qualquer coisa. Pessoal, quem quer mais uma rodada, eu pago! – gritou
- Bora! – alinharam
Lá foram eles para o bar. Confesso que se eu não estivesse com a Didi não achava lá grande ideia ela estar bêbeda, nunca se sabe o que é que ela pode fazer ou quem é que se podia aproveitar dela. Mas como estava com ela e a iria levar para casa, estava mais tranquilo e deixava-a divertisse à vontade.
Acabamos por sair da discoteca por volta das cinco da manhã, fomos direitos ao metro, que nessa noite tinha sido o nosso meio de transporte. No caminho ainda me ri muito com o pessoal.
- Sabem o que falta?
- Vodka! Devíamos ter trazido uns copos para o caminho, não era? – disse o Francisco
- Não – gargalhou a Didi – Mas que não era mal pensado! Falta música, bora cantar!
- Atirei o pau ao gato mas o gato-to-to não morreu-eu-eu… - começou a Mafalda
- Ai essa música é horrível, mas fica no ouvido!
Acabaram por ir o caminho todo a cantar esta música e a do batatoon. Pelo caminho iam também contornando os postes, já no metro, decidiram deitar-se todos no chão.
- Já viram como a lua é bonita daqui? – comentou o Paulo
- Oh totó aquilo não é a lua, burro! Não vês que são várias!
- Ahh pois é, sendo assim são as estrelas…
Era impossível eu não me rir, na verdade o que eles estavam a falar era mesmo nas luzes que o metro tinha no teto. Se eu tivesse levado um caderno, conseguia preenche-lo todo só com parvoíces que eles diziam.
Finalmente tínhamos chegado a casa. O pessoal ia todo dormir na casa do Tomás, eu ainda disse à Didi que ela deveria dormir lá, mas ela insistiu que queria dormir comigo, sendo assim fomos para a minha casa.
- Amor, leva-me ao colo para o nosso quarto! – pediu-me enquanto mandou os saltos para o meio da sala
- Anda cá – sorri-lhe e ela atirou-me para o meu colo, o caminho até ao nosso quarto a Didi entretêm-se a dar-me beijinhos no pescoço
Quando cheguei ao nosso quarto deitei-a em cima da cama, mas ela rapidamente se levanta e me empurra, caindo eu de barriga para cima na cama. A Didi põe-se em cima de mim de gatas e começa a beijar-me.
- Amor, sabes que eu te acho super sexy, ai então quando estás só de bóxeres apetece-me saltar-te em cima – confessou por entre beijos
A Didi saí de cima de mim para tirar o seu vestido e ficar só de lingerie. Olhando para mim com um ar safado. Depois volta a beijar-me enquanto passeava as suas mãos no meu peito. Confesso que vê-la de lingerie me dava vontade de tê-la para mim. Ela leva as suas mãos à minha camisa com o intuito de ma retirar. Travei o seu movimento.
- Princesa, para – pedi-lhe levantando-me
- Porquê?! Eu quero fazer amor contigo, tenho vontade! – expressou -  Sabes que há quase um ano que não faço amor com ninguém? – revelou-me
- Temos tempo para fazer amor, quando estiveres sóbria… - eu não queria que na nossa primeira vez ela estivesse bêbada. Queria que a nossa primeira vez fosse especial e muito provavelmente ela agora só queria fazer amor porque estava babada, se não o estivesse talvez não fosse bem essa a sua vontade
- Mas eu estou bem… - disse para depois me seduzir dando-me beijos no pescoço e fazendo-me um chupão
Confesso que começava a ser muito difícil para mim resistir-lhe.
- Didi, para…
- Porquê?! Não me desejas?
- Desejo, mas o prob…
- Então pronto! – interrompe-me – Faz amor comigo! – ela levou as mãos à minha camisa e desabotoou-o os botões – Quero ter-te para mim! – confessou para depois me beijar todo o peito e os abdominais, deixando-me com um desejo incrível, ela para no botão das minhas calças. Não imaginam como também me apetecia fazer amor com ela. Mas tinha de parar.
- Princesa, por favor para! Eu vou à casa de banho, vai vestir o pijama para depois irmos dormir – pedi-lhe tentado manter o discernimento. Era o mais correto a fazer, pois muito provavelmente se o fizéssemos ela na manhã seguinte quando acordasse ia arrepender-se e eu não queria isso. Consegui fugir para a casa de banho, não sem antes ela num ato provocatório me apalpar o rabo. Olhei com um sorriso.
- Sempre soube que tinhas um bom rabo – expressou, podendo confirmar a sua teoria.
Entrei na casa de banho onde lavei a minha cara com água fria e respirei fundo. Ainda demorei uns minutos até voltar ao quarto, tempo suficiente para quando voltei ver a Didi já a dormir na nossa cama. Sorri, ela nem se tinha dado ao trabalho de vestir o pijama, adormeceu só de lingerie, eu apenas a tapei com o lençol e deitei-me ao seu lado, rapidamente a senti abraçar-me, dei-lhe um beijo de boa noite na testa e adormeci.

Como será o despertar deste casal?
Como correrá o fim-de-semana?

Bom dia :)
Como prometi aqui está a última parte do capitulo 31, espero que tenham gostado e que deixem os vossos comentários e obrigada a todas por terem deixado a vossa opinião no ultimo capitulo.
Beijinhos
Didi Martins

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Capitulo 31 (II) – Aniversário da Didi

Boa noite meninas :)
Antes de mais tenho de começar esta publicação por uma notícia que me deixou radiante. O Sílvio vai jogar no Benfica durante um ano. Como vocês devem saber eu sou Benfiquista e o Sílvio é um dos meus jogadores preferidos, por isso poder conjugar estas duas paixões é um sonho antigo, que finalmente vou poder ver concretizado esta época.

Agora espero que gostem do capitulo

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Diana
Quando estava com o Sílvio o tempo voava. Já íamos a meio da tarde e só agora saímos do nosso jardim. O destino ainda me era desconhecido. Sílvio levava-me no seu carro até ao local, enquanto eu respondia aos telefonemas e sms dos meus amigos a desejarem-me os parabéns e a dizerem que tinham pena de eu não estar com eles neste dia tão especial. Passei muitos aniversários com os meus amigos e todos os anos combinávamos que quando fizéssemos 18 anos é que iria haver uma festa de arromba. Alguns deles já tiveram a sua festa de arromba, eu iria ter a minha festa com o Sílvio. Não me importava de ter uma festa de arromba, mas passar o meu aniversário com o meu amor era igualmente magnífico.
A viagem não foi muito longa, em 20 minutos tínhamos chegado ao local. Sai do carro e olhei em redor. Uma batida acelerada do meu coração fez-me suster a respiração. Estávamos num aeródromo. Senti a mão do Sílvio na minha.
- Quero que realizes todos os teus sonhos – manifesta fazendo alusão a uma das primeiras conversas que tivemos quando nos conhecemos

***Lembrança***
Capitulo 2, num bar onde a Didi, o Tomás, o Sílvio e os irmãos foram beber um copo depois de jantarem todos juntos. Jantar esse que serviu para Tomás apresentar Didi aos amigos.
(…) Mas mudando de assunto, fala-me sobre ti – pediu-me o Sílvio
- O que é que queres saber?
- Sei lá, quero conhecer-te – diz de forma espontânea e sorrindo
- Então sou a Diana mas o pessoal mais chegado trata-me por Didi, tenho 17 anos, est…
- 17 anos? - Sílvio interrompe a minha fala estupefacto
- Sim, porquê?
- Pensei que fosses mais velha, dava-te pra ai uns 20/21
- Mas não tenho mesmo 17, embora que esteja quase a fazer os 18 – disse-lhe entusiasmada – Continuando acabei o 12º ano de ciências socioeconómicas, o meu sonho é entrar na melhor universidade de economia do país
- Temos economista então – sorriu-me
- Esperemos que sim – sorri-lhe de volta
- E tu o que gostavas de ser, se não fosses futebolista?
- Adorava ser professor primário de português
- A sério? – perguntei surpreendida
- Sim adoro crianças. E tu gostas do quê?
- Para além do futebol não é, gosto de desporto no geral, de surf, sabes eu vivo à beira-mar por isso o mar faz parte da minha vida. Adoro acordar cedo e apanhar umas ondas com o sol a nascer e a praia deserta
- Eu também gosto de praticar surf mas confesso que agora estou mais numa de wakeboard
- Nunca fiz
- É brutal, tens de experimentar – aconselhou-me
- Sabes o que é que eu gostava de experimentar? Amava saltar de um avião, só ainda não saltei porque como sou menor não posso ir sozinha, mas quando fizer os 18 anos vou logo.
- Tou a ver que gostas de adrenalina! Não sei se tinha coragem para saltar
- Gosto de adrenalina, ter o sangue a fervilhar nas veias, o coração a bater mais forte. Ter coragem para saltar tenho, eu sou um bocado assim tipo se é para ir mando-me de cabeça, mas sei que lá pelo meio ia ter medo mas que quando aterrasse tenho a certeza que queria repetir
Sílvio apenas se ri com a minha declaração.
- Admiro a tua coragem
- Sabes acho que não é coragem é um bocado de maluquice misturado de inconsciência
Continuámos a nossa conversa sempre bem-humorada, que serviu para Sílvio me conhecer um pouquinho e eu a ele, estava a gostar de o conhecer.

***
- Tu lembraste dessa conversa?
- Lembro-me de todos os momentos que passei contigo – sorriu-me
- O meu maior sonho é ficar ao teu lado para sempre! – afirmei
- Esse no que depender de mim vai ser realizado – sorriu-me para depois os seus lábios encontrarem os meus num beijo carinhoso – Vamos? – perguntou fazendo novamente a sua mão acolher a minha
- Saltas comigo, não saltas? – perguntei um pouco reticente
- Claro que sim, estarei contigo em todos os momentos – beijei-o
Fomos até ao interior do aeródromo onde nos equipamos e ouvimos todas os ensinamentos e recomendações do nosso instrutor. Caminhávamos em direção ao pequeno avião e o meu coração começava a sentir a adrenalina do momento. Entramos na aeronave e eu e o Sílvio não trocávamos uma palavra, apenas os nossos olhos comunicavam. Sentia o momento de uma forma inesquecível. Era disto que eu gostava, então quando o piloto fez um luping, delirei. Eu amava adrenalina, amava sentir o meu coração a mil e o sangue a fervilhar nas minhas veias.
- Isto é lindo! – gritei para o Sílvio não só referindo-me à adrenalina como também à vista privilegiada que nós tínhamos sobre a cidade de Madrid
- Tu és doida! – Gritou também, só assim é que era possível ouvimo-nos
- Só doida, mas sou ainda mais doida por ti! Eu adoro esta sensação!
- Eu não preciso de saltar de avião para ter o coração a bater mais forte, para ter o sangue a correr-me pelas veias a uma velocidade estonteante, para ter umas borboletas no estomago de nervosismo, basta-me estou ao pé de ti! – estávamos a vários metros de chão e mesmo assim ele continuava a ser querido – Eu amo-te e essa é que é a melhor sensação!
- Eu amo-te ainda mais!
- ¿Están listos para saltar? – perguntou o instrutor
- Simmmmmm! – gritei super entusiasmada. O Sílvio só me sorria.
Assim que as portas se abriram, nós agarramo-nos a um ferro que havia, que me permitiu olhar lá para baixo. Agora sim, senti medo. Estávamos realmente muito alto, um pouco mais de 4000 metros. Olhei o Sílvio.
- Princesa, só saltamos se quiseres – Sílvio entendeu o meu receio
- Tu queres?
- Se tu quiseres eu quero. Eu estou aqui contigo! – assegurou-me
- Puede saltar! – informou o instrutor
- Vamos! – gritei determinada. Dei a mão ao Sílvio, olhei-o nos olhos – Amo-te! – respirei fundo e olhei uma última vez para o Sílvio – 1, 2, 3 – Saltámos
Woowww que sensação! Nunca na minha vida imaginei que fosse assim. Achava que seria algo aproximado a andar numa montanha russa, mas não. Tinha a sensação de gravidade zero. Eu não estava a cair, pelo menos não tinha essa impressão. A mim parecia-me que estava a voar. Um sentimento de liberdade imensa, de paz, de tranquilidade. Libertava toda a minha adrenalina gritando, por mais que gritasse era impossível que alguém me ouvisse devido à velocidade do vento. Olhei para o Sílvio antes de abrir o meu para-quedas, ele ia uns metros abaixo de mim. Abri o para-quedas e fechei os olhos. Agora sim, parecia que estava mesmo na nuvens, que estava a levitar, a voar suavemente, passeando no céu. Único! Quando voltei a abrir os olhos, vi o Sílvio a abrir o seu para-quedas. Foi inevitável não sorrir, quando vi que o para-quedas dele tinha escrito “Parabéns, princesa”. Como não valia a pena gritar que o amava, mandei-lhe um beijinho. Beijando a minha mão para depois soprar. Ele reage fazendo um coração com os seus dedos.
A altura de aterrar aproximava-se. O meu contacto com terra firme foi um bocadinho trapalhão, mas consegui manter-me em pé. As minhas pernas estavam completamente bambas, tinha pouco equilíbrio. O assistente encarrega-se de me tirar o para-quedas. Andei. A sensação de andar era esquisita, parecia que já não estava habituada. Mesmo assim ia andando até ao encontro do Sílvio, enquanto controlava a respiração, devido à tremenda descarga de adrenalina que ainda sentia no meu corpo. O meu primeiro impulso foi saltar-lhe em cima.
- Foi brutal! – descrevi radiante – Obrigada, meu amor. Foi a melhor prenda que alguma vez me deram. Uma experiencia única que só fez sentido contigo! Obrigada, obrigada, obrigada! – expressava à velocidade supersónica. O Sílvio ainda estava a assimilar tudo o que tinha vivido. Dava-me a ideia de estar noutra dimensão.
- Tu és mesmo doida, mas ainda bem que gostaste! Eu gostei, mas tão depressa não me meto noutra.
- Eu amei, amei, amei, amei! Foi perfeito, assim como tu! Eu amo-te!
- Eu também, minha princesa! – beija-me
- Estou tão feliz! – sorri-lhe
Esta tinha sido a melhor surpresa que alguma vez me tinham preparado. Eu adorei. A memória desta experiencia ficaria para sempre. Dirigimo-nos para o interior do aeródromo onde trocamos de roupa e compramos o filme e as fotos do nosso salto. As fotos estavam lindas, eles tinham captado a troca de gestos entre mim e o Sílvio.
- Que vamos fazer agora? – perguntei-lhe quando já saímos do aeródromo
- Já está quase na hora de jantar, por isso vamos para casa – informou-me
A viagem até casa foi relativamente rápida.

Sílvio
- Bem vou até casa tomar um banho, depois já vou ter contigo pode ser? – perguntou-me assim que saímos da garagem
- Não, não princesa! Tens de vir comigo até à minha casa – apressei-me em dizer, ela não podia ia até à casa do Tomás
- Amor, não pode ficar para depois? Eu não demoro…
- Não, tem de ser agora – insisti
- Tá bem – cedeu
Entramos na minha casa e levei-a até ao meu quarto que ela já tão bem conhecia.
- Amor, afinal por que razão eu tinha de vir até aqui? – perguntou-me sorrindo
- Para estares comigo. Não é motivo suficiente? – expressei pousando as minhas mãos na sua cintura
- É – deu-me um leve beijo no pescoço – Mas sei que não foi só por causa disso…
- Pois não – admiti – espera aqui 2 minutos – pedi-lhe antes de ir ao quarto onde os meus irmãos costumavam dormir, buscar outra surpresa que tinha para ela. Decidi esconder-lha lá porque no meu quarto, quer dizer, o quarto já era mais “nosso” que outra coisa. Lá havia um risco muito elevado da Didi o encontrar. Voltei para a sua beira.
- Amor, que é isso? – perguntou-me assim que viu a caixa que trazia nas mãos
- A tua prenda! – passei a caixa para as suas mãos
Era uma caixa grande, branca com um laço a envolver toda a caixa em tons de cor-de-rosa.
- Sílvio, não era necessário, já me deste tantas coisas hoje. O teu amor é a melhor prenda que eu posso ter – disse de forma melancólica
- Mas eu faço questão! Podia-te dar o mundo, mesmo assim não seria suficiente… - ela beijou-me
- Assim estragas-me com mimos! – comentou dando uma leve gargalhada
- Miminhos nunca são demais. Abre, princesa – estava curioso para saber se ela iria gostar
Ela puxou o laçarote e tirou a tampa.
- Amor, assim não vale – barafustou super engraçada, devido a dentro da caixa ainda parecerem mais duas caixas, uma grande e outra pequenina – Qual é que abro primeiro?
- A que tu quiseres!
- Humm então vou deixar a grande para o fim – ela pegou na prenda mais pequenina e abrigo-a. Um sentimento de surpresa apareceu em si assim que viu o que estava dentro da caixa. Tirou o presente da caixa e pôs a caixa em cima da cama. Ela observava atentamente o presente. Era um molho de chaves, acompanhado por dois porta-chaves. Um era um coração vermelho, outro era uma chapa de metal, rapidamente a Didi a leu.
- “Mi casa, es tu casa”
- Queres viver comigo? – perguntei-lhe. Olhei-a nos olhos e vi uma lágrima de emoção invadir o seu rosto – Quero que faças parte da minha vida a 100%, quero partilhar tudo contigo, quero acordar todos os dias ao teu lado, quero ter a tua companhia ao pequeno-almoço, quero ter a vontade de chegar a casa só porque tu estás cá, quero adormecer com os teus beijos, com o teu cheiro, com os teus abraços, quero ir à casa de banho e ver a tua escova dos dentes ao lado da minha, quero ver a tua roupa espalhada pelo nosso quarto, quero provar os teus cozinhados, quero ver a bola ao teu lado… quero-te a ti, bem junto de mim!
- Estou sem palavras, amor – outra lágrima escorreu-lhe pelas maçãs do rosto – Claro que quero viver contigo! – ela abraça-me
- Amor, olha – pego nas chaves – Esta chave é a da porta principal, esta é a da garagem, esta é da porta da cozinha e esta pequenina é a do correio – sorri-lhe de satisfação
- Está bem. Vou amar viver contigo – expressa entusiasmada – Amanhã mudo-me para cá!
Ainda que seja por pouco tempo, pois no final do verão a Didi voltava para Lisboa, iria ser espetacular viver o tempo que resta com ela, fazer dela a minha rotina.
- Princesa, ainda falta uma prenda…
- O que é? – ela pega na caixa e abana-a, tal e qual as crianças
- Porque não a abres em vez de perguntares? - gargalhei
Ela assim o vez. Enquanto ela abria a prenda o meu telemóvel toca, tirei-o do bolso e vi que era o Tomás. Eu tinha que atender, mas à frente da Didi é que não podia ser. Desliguei a chamada, quando pudesse já ligava de volta.
- Então amor, não atendeste?
- Não era ninguém de importante, e não queria interromper o nosso momento, eu já ligo de volta – desculpei-me – vá amor, abre lá isso! – desviei assunto
Ela fez o que eu disse e rapidamente tirou a tampa da caixa e viu a última prenda que eu tinha para ela. Podia ser a última prenda mas não era a última surpresa.
- Wow, é lindo! – comentou assim que viu que o que estava dentro da caixa era um vestido
- É para usares hoje à noite, no nosso jantar – sorri-lhe
- Adoro, Sílvio! É lindo, não sabia que tinhas assim tão bom gosto… - gargalhou traquinas
- Não se vê logo pela minha namorada que eu tenho bom gosto?! – brinquei
- Vê-se! – riu-se para depois me beijar – Obrigada, amor. Adorei tudo, este dia está a ser simplesmente perfeito – agradeceu
- Não tens de agradecer, princesa – sorri-lhe – Bem é melhor ires tomar banho – sugeri, eu precisava de ligar de novo ao Tomás
- É melhor, já está quase na hora de jantar – sorriu e depois olhou-me intensamente – Queres vir tomar banho comigo? – agradou-se com a ideia, fiquei contente por ela ter perguntado
- É melhor não, não temos muito tempo e se eu fosse tomar banho contigo demorávamos milhões – desculpei-me. Só eu sei o quanto me apetecia ir tomar banho com a minha princesa, mas não podia tinha de ligar ao Tomás ou até mesmo passar na casa dele. Partiu-me o coração assim que vi a cara tristinha com que ela ficou – Amor, fica para outro dia, teremos oportunidade todos os dias daqui para a frente – sorri-lhe
- Tá bem – esforçou-se para me fazer um sorriso e foi tomar banho
Assim que a Didi fechou a porta da casa de banho, fui em passo muito acelerado até à casa do Tomás. Entrei pelo jardim, onde já estava tudo pronto. Depois fui ter com o Tomás onde combinamos os últimos pormenores e confirmamos se já tinha chegado toda a gente. Avisei o Tomás que dentro de 20 minutos estávamos lá, mas que lhe enviava mensagem a avisar assim que saísse de casa. Como estava já tudo pronto voltei para casa, onde a Didi tinha acabado agora mesmo de sair do banho. Dei-lhe um leve beijo e fui eu tomar um rápido duche. Assim que sai da casa de banho deparo-me com a minha princesa já despachada.
- Amor, estas simplesmente encantadora – olhei-a arrebatado. O vestido assentava-lhe na perfeição
- Obrigada, amor. É do vestido – sorriu-me
- Não, é mesmo de ti! Qualquer coisa te fica bem, mesmo assim nada bate a minha T-shirt – gargalhei, eu amava vê-la à noite só com a minha T-Shrit. Ficava super sexy.
- Vá despacha-te mas é, que o Tomás já deve estar à nossa espera – nem ela imaginava que não era apenas o Tomás que estava à nossa espera
Rapidamente me vesti e acompanhei a minha princesa até à casa do seu melhor amigo. Assim que saímos de casa, como prometido enviei sms ao Tomás a dizer que estávamos à porta. Como a Didi tinha as chaves encarregou-se de abrir a porta. Era agora.

Quem estará na casa do Tomás?
Como acabará a noite?

Olá meninas :)
Eu tive que dividir o capitulo 31 em três partes, pois a aniversário da Didi está mesmo recheado de surpresas. Ainda amanhã ou no Domingo publico a ultima, e melhor, parte. Vai depender da vossa opinião,  quero muitos comentários, sim? :) 
Até lá, beijinhos
Didi Martins