sexta-feira, 12 de julho de 2013

Capitulo 31 (II) – Aniversário da Didi

Boa noite meninas :)
Antes de mais tenho de começar esta publicação por uma notícia que me deixou radiante. O Sílvio vai jogar no Benfica durante um ano. Como vocês devem saber eu sou Benfiquista e o Sílvio é um dos meus jogadores preferidos, por isso poder conjugar estas duas paixões é um sonho antigo, que finalmente vou poder ver concretizado esta época.

Agora espero que gostem do capitulo

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Diana
Quando estava com o Sílvio o tempo voava. Já íamos a meio da tarde e só agora saímos do nosso jardim. O destino ainda me era desconhecido. Sílvio levava-me no seu carro até ao local, enquanto eu respondia aos telefonemas e sms dos meus amigos a desejarem-me os parabéns e a dizerem que tinham pena de eu não estar com eles neste dia tão especial. Passei muitos aniversários com os meus amigos e todos os anos combinávamos que quando fizéssemos 18 anos é que iria haver uma festa de arromba. Alguns deles já tiveram a sua festa de arromba, eu iria ter a minha festa com o Sílvio. Não me importava de ter uma festa de arromba, mas passar o meu aniversário com o meu amor era igualmente magnífico.
A viagem não foi muito longa, em 20 minutos tínhamos chegado ao local. Sai do carro e olhei em redor. Uma batida acelerada do meu coração fez-me suster a respiração. Estávamos num aeródromo. Senti a mão do Sílvio na minha.
- Quero que realizes todos os teus sonhos – manifesta fazendo alusão a uma das primeiras conversas que tivemos quando nos conhecemos

***Lembrança***
Capitulo 2, num bar onde a Didi, o Tomás, o Sílvio e os irmãos foram beber um copo depois de jantarem todos juntos. Jantar esse que serviu para Tomás apresentar Didi aos amigos.
(…) Mas mudando de assunto, fala-me sobre ti – pediu-me o Sílvio
- O que é que queres saber?
- Sei lá, quero conhecer-te – diz de forma espontânea e sorrindo
- Então sou a Diana mas o pessoal mais chegado trata-me por Didi, tenho 17 anos, est…
- 17 anos? - Sílvio interrompe a minha fala estupefacto
- Sim, porquê?
- Pensei que fosses mais velha, dava-te pra ai uns 20/21
- Mas não tenho mesmo 17, embora que esteja quase a fazer os 18 – disse-lhe entusiasmada – Continuando acabei o 12º ano de ciências socioeconómicas, o meu sonho é entrar na melhor universidade de economia do país
- Temos economista então – sorriu-me
- Esperemos que sim – sorri-lhe de volta
- E tu o que gostavas de ser, se não fosses futebolista?
- Adorava ser professor primário de português
- A sério? – perguntei surpreendida
- Sim adoro crianças. E tu gostas do quê?
- Para além do futebol não é, gosto de desporto no geral, de surf, sabes eu vivo à beira-mar por isso o mar faz parte da minha vida. Adoro acordar cedo e apanhar umas ondas com o sol a nascer e a praia deserta
- Eu também gosto de praticar surf mas confesso que agora estou mais numa de wakeboard
- Nunca fiz
- É brutal, tens de experimentar – aconselhou-me
- Sabes o que é que eu gostava de experimentar? Amava saltar de um avião, só ainda não saltei porque como sou menor não posso ir sozinha, mas quando fizer os 18 anos vou logo.
- Tou a ver que gostas de adrenalina! Não sei se tinha coragem para saltar
- Gosto de adrenalina, ter o sangue a fervilhar nas veias, o coração a bater mais forte. Ter coragem para saltar tenho, eu sou um bocado assim tipo se é para ir mando-me de cabeça, mas sei que lá pelo meio ia ter medo mas que quando aterrasse tenho a certeza que queria repetir
Sílvio apenas se ri com a minha declaração.
- Admiro a tua coragem
- Sabes acho que não é coragem é um bocado de maluquice misturado de inconsciência
Continuámos a nossa conversa sempre bem-humorada, que serviu para Sílvio me conhecer um pouquinho e eu a ele, estava a gostar de o conhecer.

***
- Tu lembraste dessa conversa?
- Lembro-me de todos os momentos que passei contigo – sorriu-me
- O meu maior sonho é ficar ao teu lado para sempre! – afirmei
- Esse no que depender de mim vai ser realizado – sorriu-me para depois os seus lábios encontrarem os meus num beijo carinhoso – Vamos? – perguntou fazendo novamente a sua mão acolher a minha
- Saltas comigo, não saltas? – perguntei um pouco reticente
- Claro que sim, estarei contigo em todos os momentos – beijei-o
Fomos até ao interior do aeródromo onde nos equipamos e ouvimos todas os ensinamentos e recomendações do nosso instrutor. Caminhávamos em direção ao pequeno avião e o meu coração começava a sentir a adrenalina do momento. Entramos na aeronave e eu e o Sílvio não trocávamos uma palavra, apenas os nossos olhos comunicavam. Sentia o momento de uma forma inesquecível. Era disto que eu gostava, então quando o piloto fez um luping, delirei. Eu amava adrenalina, amava sentir o meu coração a mil e o sangue a fervilhar nas minhas veias.
- Isto é lindo! – gritei para o Sílvio não só referindo-me à adrenalina como também à vista privilegiada que nós tínhamos sobre a cidade de Madrid
- Tu és doida! – Gritou também, só assim é que era possível ouvimo-nos
- Só doida, mas sou ainda mais doida por ti! Eu adoro esta sensação!
- Eu não preciso de saltar de avião para ter o coração a bater mais forte, para ter o sangue a correr-me pelas veias a uma velocidade estonteante, para ter umas borboletas no estomago de nervosismo, basta-me estou ao pé de ti! – estávamos a vários metros de chão e mesmo assim ele continuava a ser querido – Eu amo-te e essa é que é a melhor sensação!
- Eu amo-te ainda mais!
- ¿Están listos para saltar? – perguntou o instrutor
- Simmmmmm! – gritei super entusiasmada. O Sílvio só me sorria.
Assim que as portas se abriram, nós agarramo-nos a um ferro que havia, que me permitiu olhar lá para baixo. Agora sim, senti medo. Estávamos realmente muito alto, um pouco mais de 4000 metros. Olhei o Sílvio.
- Princesa, só saltamos se quiseres – Sílvio entendeu o meu receio
- Tu queres?
- Se tu quiseres eu quero. Eu estou aqui contigo! – assegurou-me
- Puede saltar! – informou o instrutor
- Vamos! – gritei determinada. Dei a mão ao Sílvio, olhei-o nos olhos – Amo-te! – respirei fundo e olhei uma última vez para o Sílvio – 1, 2, 3 – Saltámos
Woowww que sensação! Nunca na minha vida imaginei que fosse assim. Achava que seria algo aproximado a andar numa montanha russa, mas não. Tinha a sensação de gravidade zero. Eu não estava a cair, pelo menos não tinha essa impressão. A mim parecia-me que estava a voar. Um sentimento de liberdade imensa, de paz, de tranquilidade. Libertava toda a minha adrenalina gritando, por mais que gritasse era impossível que alguém me ouvisse devido à velocidade do vento. Olhei para o Sílvio antes de abrir o meu para-quedas, ele ia uns metros abaixo de mim. Abri o para-quedas e fechei os olhos. Agora sim, parecia que estava mesmo na nuvens, que estava a levitar, a voar suavemente, passeando no céu. Único! Quando voltei a abrir os olhos, vi o Sílvio a abrir o seu para-quedas. Foi inevitável não sorrir, quando vi que o para-quedas dele tinha escrito “Parabéns, princesa”. Como não valia a pena gritar que o amava, mandei-lhe um beijinho. Beijando a minha mão para depois soprar. Ele reage fazendo um coração com os seus dedos.
A altura de aterrar aproximava-se. O meu contacto com terra firme foi um bocadinho trapalhão, mas consegui manter-me em pé. As minhas pernas estavam completamente bambas, tinha pouco equilíbrio. O assistente encarrega-se de me tirar o para-quedas. Andei. A sensação de andar era esquisita, parecia que já não estava habituada. Mesmo assim ia andando até ao encontro do Sílvio, enquanto controlava a respiração, devido à tremenda descarga de adrenalina que ainda sentia no meu corpo. O meu primeiro impulso foi saltar-lhe em cima.
- Foi brutal! – descrevi radiante – Obrigada, meu amor. Foi a melhor prenda que alguma vez me deram. Uma experiencia única que só fez sentido contigo! Obrigada, obrigada, obrigada! – expressava à velocidade supersónica. O Sílvio ainda estava a assimilar tudo o que tinha vivido. Dava-me a ideia de estar noutra dimensão.
- Tu és mesmo doida, mas ainda bem que gostaste! Eu gostei, mas tão depressa não me meto noutra.
- Eu amei, amei, amei, amei! Foi perfeito, assim como tu! Eu amo-te!
- Eu também, minha princesa! – beija-me
- Estou tão feliz! – sorri-lhe
Esta tinha sido a melhor surpresa que alguma vez me tinham preparado. Eu adorei. A memória desta experiencia ficaria para sempre. Dirigimo-nos para o interior do aeródromo onde trocamos de roupa e compramos o filme e as fotos do nosso salto. As fotos estavam lindas, eles tinham captado a troca de gestos entre mim e o Sílvio.
- Que vamos fazer agora? – perguntei-lhe quando já saímos do aeródromo
- Já está quase na hora de jantar, por isso vamos para casa – informou-me
A viagem até casa foi relativamente rápida.

Sílvio
- Bem vou até casa tomar um banho, depois já vou ter contigo pode ser? – perguntou-me assim que saímos da garagem
- Não, não princesa! Tens de vir comigo até à minha casa – apressei-me em dizer, ela não podia ia até à casa do Tomás
- Amor, não pode ficar para depois? Eu não demoro…
- Não, tem de ser agora – insisti
- Tá bem – cedeu
Entramos na minha casa e levei-a até ao meu quarto que ela já tão bem conhecia.
- Amor, afinal por que razão eu tinha de vir até aqui? – perguntou-me sorrindo
- Para estares comigo. Não é motivo suficiente? – expressei pousando as minhas mãos na sua cintura
- É – deu-me um leve beijo no pescoço – Mas sei que não foi só por causa disso…
- Pois não – admiti – espera aqui 2 minutos – pedi-lhe antes de ir ao quarto onde os meus irmãos costumavam dormir, buscar outra surpresa que tinha para ela. Decidi esconder-lha lá porque no meu quarto, quer dizer, o quarto já era mais “nosso” que outra coisa. Lá havia um risco muito elevado da Didi o encontrar. Voltei para a sua beira.
- Amor, que é isso? – perguntou-me assim que viu a caixa que trazia nas mãos
- A tua prenda! – passei a caixa para as suas mãos
Era uma caixa grande, branca com um laço a envolver toda a caixa em tons de cor-de-rosa.
- Sílvio, não era necessário, já me deste tantas coisas hoje. O teu amor é a melhor prenda que eu posso ter – disse de forma melancólica
- Mas eu faço questão! Podia-te dar o mundo, mesmo assim não seria suficiente… - ela beijou-me
- Assim estragas-me com mimos! – comentou dando uma leve gargalhada
- Miminhos nunca são demais. Abre, princesa – estava curioso para saber se ela iria gostar
Ela puxou o laçarote e tirou a tampa.
- Amor, assim não vale – barafustou super engraçada, devido a dentro da caixa ainda parecerem mais duas caixas, uma grande e outra pequenina – Qual é que abro primeiro?
- A que tu quiseres!
- Humm então vou deixar a grande para o fim – ela pegou na prenda mais pequenina e abrigo-a. Um sentimento de surpresa apareceu em si assim que viu o que estava dentro da caixa. Tirou o presente da caixa e pôs a caixa em cima da cama. Ela observava atentamente o presente. Era um molho de chaves, acompanhado por dois porta-chaves. Um era um coração vermelho, outro era uma chapa de metal, rapidamente a Didi a leu.
- “Mi casa, es tu casa”
- Queres viver comigo? – perguntei-lhe. Olhei-a nos olhos e vi uma lágrima de emoção invadir o seu rosto – Quero que faças parte da minha vida a 100%, quero partilhar tudo contigo, quero acordar todos os dias ao teu lado, quero ter a tua companhia ao pequeno-almoço, quero ter a vontade de chegar a casa só porque tu estás cá, quero adormecer com os teus beijos, com o teu cheiro, com os teus abraços, quero ir à casa de banho e ver a tua escova dos dentes ao lado da minha, quero ver a tua roupa espalhada pelo nosso quarto, quero provar os teus cozinhados, quero ver a bola ao teu lado… quero-te a ti, bem junto de mim!
- Estou sem palavras, amor – outra lágrima escorreu-lhe pelas maçãs do rosto – Claro que quero viver contigo! – ela abraça-me
- Amor, olha – pego nas chaves – Esta chave é a da porta principal, esta é a da garagem, esta é da porta da cozinha e esta pequenina é a do correio – sorri-lhe de satisfação
- Está bem. Vou amar viver contigo – expressa entusiasmada – Amanhã mudo-me para cá!
Ainda que seja por pouco tempo, pois no final do verão a Didi voltava para Lisboa, iria ser espetacular viver o tempo que resta com ela, fazer dela a minha rotina.
- Princesa, ainda falta uma prenda…
- O que é? – ela pega na caixa e abana-a, tal e qual as crianças
- Porque não a abres em vez de perguntares? - gargalhei
Ela assim o vez. Enquanto ela abria a prenda o meu telemóvel toca, tirei-o do bolso e vi que era o Tomás. Eu tinha que atender, mas à frente da Didi é que não podia ser. Desliguei a chamada, quando pudesse já ligava de volta.
- Então amor, não atendeste?
- Não era ninguém de importante, e não queria interromper o nosso momento, eu já ligo de volta – desculpei-me – vá amor, abre lá isso! – desviei assunto
Ela fez o que eu disse e rapidamente tirou a tampa da caixa e viu a última prenda que eu tinha para ela. Podia ser a última prenda mas não era a última surpresa.
- Wow, é lindo! – comentou assim que viu que o que estava dentro da caixa era um vestido
- É para usares hoje à noite, no nosso jantar – sorri-lhe
- Adoro, Sílvio! É lindo, não sabia que tinhas assim tão bom gosto… - gargalhou traquinas
- Não se vê logo pela minha namorada que eu tenho bom gosto?! – brinquei
- Vê-se! – riu-se para depois me beijar – Obrigada, amor. Adorei tudo, este dia está a ser simplesmente perfeito – agradeceu
- Não tens de agradecer, princesa – sorri-lhe – Bem é melhor ires tomar banho – sugeri, eu precisava de ligar de novo ao Tomás
- É melhor, já está quase na hora de jantar – sorriu e depois olhou-me intensamente – Queres vir tomar banho comigo? – agradou-se com a ideia, fiquei contente por ela ter perguntado
- É melhor não, não temos muito tempo e se eu fosse tomar banho contigo demorávamos milhões – desculpei-me. Só eu sei o quanto me apetecia ir tomar banho com a minha princesa, mas não podia tinha de ligar ao Tomás ou até mesmo passar na casa dele. Partiu-me o coração assim que vi a cara tristinha com que ela ficou – Amor, fica para outro dia, teremos oportunidade todos os dias daqui para a frente – sorri-lhe
- Tá bem – esforçou-se para me fazer um sorriso e foi tomar banho
Assim que a Didi fechou a porta da casa de banho, fui em passo muito acelerado até à casa do Tomás. Entrei pelo jardim, onde já estava tudo pronto. Depois fui ter com o Tomás onde combinamos os últimos pormenores e confirmamos se já tinha chegado toda a gente. Avisei o Tomás que dentro de 20 minutos estávamos lá, mas que lhe enviava mensagem a avisar assim que saísse de casa. Como estava já tudo pronto voltei para casa, onde a Didi tinha acabado agora mesmo de sair do banho. Dei-lhe um leve beijo e fui eu tomar um rápido duche. Assim que sai da casa de banho deparo-me com a minha princesa já despachada.
- Amor, estas simplesmente encantadora – olhei-a arrebatado. O vestido assentava-lhe na perfeição
- Obrigada, amor. É do vestido – sorriu-me
- Não, é mesmo de ti! Qualquer coisa te fica bem, mesmo assim nada bate a minha T-shirt – gargalhei, eu amava vê-la à noite só com a minha T-Shrit. Ficava super sexy.
- Vá despacha-te mas é, que o Tomás já deve estar à nossa espera – nem ela imaginava que não era apenas o Tomás que estava à nossa espera
Rapidamente me vesti e acompanhei a minha princesa até à casa do seu melhor amigo. Assim que saímos de casa, como prometido enviei sms ao Tomás a dizer que estávamos à porta. Como a Didi tinha as chaves encarregou-se de abrir a porta. Era agora.

Quem estará na casa do Tomás?
Como acabará a noite?

Olá meninas :)
Eu tive que dividir o capitulo 31 em três partes, pois a aniversário da Didi está mesmo recheado de surpresas. Ainda amanhã ou no Domingo publico a ultima, e melhor, parte. Vai depender da vossa opinião,  quero muitos comentários, sim? :) 
Até lá, beijinhos
Didi Martins

sábado, 29 de junho de 2013

Capitulo 31 (I) – Aniversário da Didi

Sílvio
As coisas com a Didi estavam melhor que nunca. O Miguel já se tinha ido embora. Antes disso ainda tivemos tempo para trocar umas palavras em privado que me deixaram mais tranquilo em relação a ele.
- Ei – chama-me o Miguel – Tu é que és o atual namorado da Didi?
- Sim, porquê?
- Porque tens muita sorte. Sei que não tenho o direito de te pedir isto e também mal te conheço, mas sei o quanto a Didi gosta de ti, por isso cuida bem dela. Nunca mas nunca a magoes como eu fiz, ela não merece! Era só isso, faz-lhe feliz!
- Eu também a amo, tudo o que eu quero é que ela seja feliz – respondi-lhe
- És um homem cheio de sorte! – Pegou nas suas malas e fez-se ao caminho
A minha conversa com o Miguel ficou por aqui. Serviu para eu perceber que ele era boa pessoa, mas que simplesmente em determinados momentos da sua vida cometeu erros, como qualquer ser humano. Apenas desejava que se eu cometesse erros não me custassem ficar ser a Diana.

Nestes últimos tempos tenho aproveitado cada segundo para estar com a Didi.  Estávamos juntos todos os dias, mas mesmo assim parecia que era pouco tempo. A liga espanhola já tinha começado, e felizmente eu tinha feito a minha estreia a titular e conseguido segurar o meu lugar na equipa. Por estes dias a minha única preocupação era o que iria preparar para a Didi no seu dia de anos. Ela faria 18 aninhos no final da semana e eu andava entretido a preparar-lhe uma surpresa, na verdade eram duas. Para uma delas pedi a ajuda do Tomás. Os preparativos iam de vento em popa e a Didi nem desconfiava de nada.
O dia estava cada vez mais próximo. Era véspera do seu dia de anos e estávamos a jantar só os dois em minha casa.
- Princesa, já pensaste o que vais fazer amanhã? – perguntei-lhe enquanto arrumávamos a cozinha
- Nop, eu até que gostava de ir a Portugal ter com os meus amigos e a minha família, mas prefiro passar o meu aniversário contigo. E tipo depois à noite íamos sair com o Tomás e pronto – sorriu-me
- Só isso? – perguntei-lhe espantado, ela assente que sim com a cabeça - Amor, fazes 18 anos, amanhã já és maior de idade e não queres comemorar de forma inesquecível?
- Já é inesquecível passar o meu dia de anos contigo!
- Oh princesa! – ela conseguia ser sempre tão amorosa. Beijei-a. Interiormente fiquei feliz, ela iria ter mesmo uma grande surpresa e algo me diz que ia ser inesquecível.
- Olha mas sabes o que é que me apetece? – inquiriu-me assim que acabamos de arrumar a cozinha e nos sentamos um bocadinho no sofá
- Conta!
- Duas coisas… - sorriu de forma traquinas – A primeira, como está muito calor, apetecia-me dar um mergulho na tua piscina.
- A estas horas? – inquiri espantado. A minha princesa era sempre tão “louca”
- Sim, que mal tem? Não te apetece?
- Nem por isso… e qual era a segunda coisa?
- Só te digo depois de vires dar um mergulho comigo – “chantageou-me”
- Isso não vale! – reclamei insatisfeito
- Vale sim!
- Então só vou se me deres um beijo! – falei na sua linguagem
- Ai é? Só queres um?
- Só um!
- Então tá bem – chegou-se ao pé de mim e deu-me um xoxo
- Oh princesa, isso não vale, eu pedi um beijo e não um xoxo! – disse fazendo birrinha. Ela desmanchasse a rir.
- Um xoxo é um beijo – diz vitoriosa
- Oh tá bem – aceitei a fazer beicinho
- Ficas tão fofinho a fazer beicinho, meu amor lindo! – ela ainda brincava comigo – Amo-te! – acabou por me dar um beijo em condições
- Muito melhor assim – sorri triunfante – Eu também te amo muito! – dei-lhe outro beijo – Vá vamos lá dar um mergulho…
Fomos até ao jardim. Estava uma noite quente. O céu estava limpo e estrelado, a lua iluminava a noite bem lá no alto.
- A água está ótima! – confirmou a Didi assim que a experimentou com a mão
- Tens a certeza que queres dar mesmo um mergulho? – perguntava-lhe ainda nada convencido
Ela não me responde, apenas se vai despindo, ficando em lingerie.

A Minha Didi era simplesmente magnífica. Era sem sombra de dúvida uma das mulheres mais bonitas que eu alguma vez vi. Cada detalhe seu era perfeito, cada curva, cada gesto, cada sorriso, cada olhar, deixavam-me ainda mais apaixonado.
- Amor, anda lá comigo! – pediu-me apoiando as suas mãos nos meus ombros. Em seguida pôs-se em piquinhos de pés para me dar um beijinho, achei super fofo o seu gesto – vens? – sorriu-me daquela maneira que me deixava completamente enfeitiçado. Era impossível resistir.
- Vouuuu! – rapidamente, me desfiz da minha roupa e peguei na Didi ao colo para depois saltar para a piscina
A água não estava muito fria, mas mesmo assim o meu corpo deu sinais do choque térmico arrepiando-se.
- Fraquinho! – provocou-me ela mostrando-me a sua língua
- Tu gostas de mim assim… - cheguei-me a ela e agarrei-a pela cintura
- Eu gosto de ti de qualquer maneira, amor – beijamo-nos e ficámos mais um pouco na piscina entre brincadeiras e beijos. Estes nossos momentos eram qualquer coisa de especial.
- Princesa, então qual era a segunda coisa que te apetecia? – interpelei curioso
Ela antes de me responder aproximou-se de mim, ficando no meu colo. Entrelaçou as suas pernas em redor do meu tronco o os seus braços em redor do meu pescoço.
- Quero dormir contigo – desvendou dando-me um beijinho à esquimó e depois um leve beijinho no nariz.
- Ai é?! Então eu faço a vontade à princesa – dei um jeito e coloquei-a nas minhas cavalitas, levando-a desta forma até ao meu quarto.
- Que acha a princesa de tomar-mos um banho antes?
- Acho muito bem! – chegamos ao quarto e larguei-a no chão
- Então vai lá tomar banho que eu vou arranjar-te a roupa – a Didi costumava dormir cá algumas vezes, então já cá tinha alguma roupa. Apesar disso ela queria sempre dormir com uma camisola minha, dizia que era mais confortável e que assim ficava com o meu cheiro o resto do dia.
Senti-me observado, virei-me e a Didi olhava-me expectante. Parecia que me queria pedir algo.
- Sim, amor?
-Ah tu, ah tu queres… - sorri ao vê-a atrapalhada. Imediatamente, percebi o que é que ela queria
- Quero o quê? – apesar de já ter percebido que ela me queria convidar para tomar banho consigo mas que estava envergonhada, fiz-me de desentendido
- Nada, amor. Deixa estar – fechou a porta num fash e comecei a ouvir a água a escorrer
Enquanto e Didi tomava banho e como ainda era cedo decidi ir escolher um filme para vermos e fazer pipocas. Assim que voltei ao quarto ela já tinha tomado banho. Fui tomar banho e a Didi preparou o filme para vermos.
Assistíamos ao filme e era inevitável reparar que ela estava muito calada, eu já a conhecia, estava envergonhada. Decidi falar desse assunto.
- Princesa, não precisas de ficar assim. Quando quiseres tomo banho contigo – fiz-lhe um carinho na cara. Ao qual era respondeu baixando a cabeça – Princesaaa – chamei-a melancolicamente – Porque tanta vergonha?
- Oh apetecia-me tomar banho contigo, mas… – abraçou-me
- Mas? – sorri-lhe
- Tive vergonha de me veres nua… - deixou escapar por entre os seus lábios macios
Eu próprio fiquei um bocado atrapalhado com a situação, não sabia bem o que dizer.
- Isso é natural, é o teu corpo, não é fácil expormo-nos dessa maneira. Mas somos namorados, não tens de ter vergonha de mim. Eu percebo-te, ainda temos um montão de tempo para tomar-mos banho juntos… - descansei-a
- Desculpa, amor – pediu-me agarrando-me com força
- Não tens de pedir desculpa…
- Tenho sim, às vezes tenho atitudes de criança e esqueço-me que tu és um homem
- Oh princesa, não sejas parvinha! É normal que tenhas vergonha. E não és criança nenhuma, aliás as crianças é que são umas desenvergonhadas. Tu pelo contrário, és uma mulherzinha!
- Mulherzinha? – perguntou cruzando o seu olhar com o meu
- Sim, a minha mulherzinha porque ainda não passou da uma da manhã. Sim porque o teu aniversário é segundo as horas portuguesas!
- Vamos ficar acordados até à uma da manhã? – perguntou fazendo cara feia
- Vamos! Também não falta assim tanto tempo, quando acabarmos de ver o filme deve estar na hora…
Vimos o filme e a Didi adormeceu a meio, não me importei pois fazia intenção de a acordar perto da uma da manhã.

Diana
Lentamente comecei a despertar, bem devagarinho abri os olhos. Sentia os lábios do Sílvio a vaguearem por toda a minha cara. Esta era sem dúvida uma das melhores formas de acordar.
- Princesa, anda é quase uma da manhã – dizia-me ao ouvido para em seguida encher o meu pescoço de beijinhos
- Vamos onde? – finalmente abri os olhos por inteiro
- Já vês – Sílvio pega-me ao colo e leva-me até à varanda – Falta um minuto para a meia-noite em Portugal. Falta um minuto para a princesa mais bonita do planeta fazer anos – sorriu-me – 50, 45, 40… - o Sílvio dizia os números pausadamente, eu simplesmente o olhava com encanto – 35, 30, 25, 20, 15, vamos entrar nos segundos finais 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 Parabéns amor! – o Sílvio pega-me outra vez ao colo e beija-me intensamente e apaixonadamente.
- Oh este foi o pedido de parabéns mais especial que alguma vez me fizeram – ele tinha sido um querido
- Amar-te tem este efeito em mim, deixa-me especial porque tu és especial. E esta á uma data especial, agora já és maior de idade. 18 anos é uma idade marcante. Só espero poder passar ao teu lado todos os teus aniversários – desejou
- Amo-te! – beijei-o
- Eu também, minha princesa.

***

Despertei e lentamente abri os olhos devido à claridade que iluminava o quarto e que acrescentada a poucas horas de sono me deixaram com pouca vontade de sair da cama. Virei-me para o outro lado da cama e percebi que estava sozinha. A muito custo destapei-me e saí da cama elevando os braços no ar, acabando por sentir os meus músculos relaxarem. Pé ante pé aproximei-me da janela olhando o exterior e acabei por confirmar as previsões meteorológicas para esta sexta-feira da cidade de Madrid. Estava um belo dia de sol. Fazia intenções de ir ao guarda-vestidos retirar algo para vestir quando reparo que no chão havia uma espécie de caminho desenhado com pétalas de rosas vermelhas. O caminho indicava a porta do quarto, fui até lá e segui as pétalas que me levaram até ao corredor, depois cada degrau das escadas tinha uma pétala, no fim das escadas havia um pequeno coração desenhado no chão com várias pétalas. O rasto de pétalas continuava em direção à cozinha, parecia não ter fim. Da cozinha as pétalas indicaram-me o jardim, o rasto acabou quando cheguei à mesa que havia ao pé da piscina. Lá havia uma rosa vermelha, ao qual a minha primeira reação foi leva-la ao meu nariz e cheira-la, cheirava inevitavelmente bem, parecia as rosas que outrora eu apanhava no jardim da minha avó. Na mesa havia também um belo pequeno-almoço preparado. Ainda havia um envelope vermelho que dizia “princesa”. Abri-o e no sei interior havia uma foto nossa. Observei-a durante minutos.
 
Lembrava-me perfeitamente do momento em que tínhamos tirado esta foto. Foi há dias numa tarde que passamos no seu jardim. Nesse dia tiramos mais umas quantas a fazer caretas. Só no fim é que tiramos esta porque eu insisti que queria ter uma recordação nossa fofinha. Era uma alusão a estas palavras que na parte de trás da foto aparecia escrito: “Momentos Fofinhos”. Sorri. A foto vinha ainda acompanhada com um bilhete. Li-o.

Bom dia, minha princesa!
PARABÉNS mais uma vez. Tenho pena de não ter podido acordar-te com os meus beijinhos, mas tive de ir para o treino. À tarde não tenho treino, por isso à hora do almoço estou em casa para te vir buscar. Tenho várias surpresas para ti. Espero que tenhas gostado das que já viste. Fi-las com muito amor e carinho para a bebé mais linda do mundo.
Amo-te, Sílvio

Suspirei e sorri apaixonada. Se eu já tinha amado estas surpresas imagino as outras que ai vinham. Confesso que tinha uma pontinha de curiosidade. Tomei o delicioso pequeno-almoço que o Sílvio me tinha preparado e fui vestir-me. Vá confesso também que tive algum tempo a escolher a roupa que deveria vestir. Queria estar especialmente bonita hoje. Decidi vestir uns shorts curtos de cintura subida com um top pequeno de renda, acompanhado com um casaco bem fresquinho. Completei o look com uns acessórios dourados e uns confortáveis sapatos de saldo. Estava pronta.

Restava-me pouco tempo atá à hora do almoço, esse tempo foi passado na companhia do Tomás.
O Sílvio, tal como tinha dito, um pouco antes da hora de almoço, chegou.
- Olá, meu amor! – assim que o vi “saltei-lhe em cima” enchendo-o de beijos
- Já vi que alguém acordou contente – exclamou
- É com uma surpresa daquelas era impossível. Amei tudo! – disse-lhe entusiasmada
- Ainda não viste nada! – pôs-me curiosa
- Vamos onde?
- Agora vamos almoçar, depois é surpresa
- Oh tá bem, vamos lá então – sorri-lhe
- Ah princesa, tas linda linda linda! – elogiou
- Obrigada, queria estar linda para ti – confessei
- Tu estás sempre! – beijei-o
Fomos de mãos dadas até ao seu carro. Ele num gesto de cavalheirismo abriu a minha porta. Pelo caminho perguntava-lhe onde íamos almoçar mas ele insistia que era surpresa.
- Oh diz ao menos o nome do restaurante – insisti
- Não tem nome – sorriu-me
- O quê?! Não gozes amor…
- Não estou a gozar. Não vamos almoçar a nenhum restaurante – desvendou
- Então vamos onde? – ele estava a pôr-me casa vez mais curiosa
- Olha pelo vidro. Chegamos! – Sorriu-me
Rapidamente sai do carro e respirei fundo. Sim este cheiro não engana. Estávamos no “nosso jardim” à beira do rio manzanares. Vejo o Sílvio ir à bagageira tirar um cesto e depressa juntei as peças e percebi que iríamos fazer um piquenique.
- Cada vez me surpreendes mais! – comentei
- Gostaste da ideia?
- Claro! Assim parece que fica uma cena só nossa, torna um simples almoço no momento especial, ainda por cima no nosso jardim. Tu pensas em tudo – dizia-lhe feliz
- A minha princesa merece tudo! – beijei-o

O nosso almoço foi magnífico, começava-me a habituar que cada momento com o Sílvio era soberbo. Não sei explicar, mas parecia que cada momento que passava com ele era especial e que mais tarde o iria recordar com muita satisfação. O Dia mal ia a meio e eu já estava mega feliz, o Sílvio dizia que eu ainda não tinha visto nada, que ainda tinha muitas surpresas para mim. Já tentei imaginar o que era, mas não tinha a mínima suspeita.

Quais serão as surpresas que o Sílvio preparou para a Didi?
E a prenda? Que irá o Sílvio lhe oferecer?
Alguém se atreve a tentar adivinhar?

Boa noite :)
Espero que tenham gostado do capítulo e que deixem a vossa opinião. Só vos posso dizer que vai haver ainda grandes surpresas, prometo publicar o quanto antes.
Beijinhos
Didi Martins

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aniversário do Blog

Olá leitoras, no passado dia 8 de junho o blog fez um aninho, um ano passado ao vosso lado, um ano convosco! Um pouco mais de um ano, sim neste momento são 1 ano e 16 dias de blog e 1 ano e 13 dias da fic “A Distância não Impede que eu te Ame”. Todo este tempo foi repleto de emoções, de capítulos, de amor, de sentimentos, de saudade, de mágoa, de sorrisos, de beijos, de sofrimento, de lágrimas, de gargalhadas… para mim foi um grande ano! Melhor ainda quando reparo que vocês foram parte integral deste ano. 31 seguidores, 177 comentários e mais de 12 mil visualizações! Sem vocês isto não tinha sentido! Por isso o meu obrigado e todas vós, não só às que comentam e que deixam o seu apoio como também a todas as outras que passam por cá e que acompanham cada capítulo que publico! MUITO OBRIGADA!


Agora queria contar com a vossa opinião. Gostava de saber qual foi a vossa parte favorita nesta história, o momento que mais vos marcou assim como o que esperam que esta história ainda vos traga. Alguém se atreve a prever o que vêm ai? Podem também deixar desejos ou sugestões do que gostavam que se passasse, eu ficaria muito contente com a vossa opinião J
Sei lá, podiam partilhar um pouco da vossa história com esta fic, quando a começaram a ler, porquê… ah e se alguém tiver alguma curiosidade sobre mim ou soube a fic faça o favor de perguntar, terei todo o gosto de vos responder J

Quanto ao próximo capitulo penso publica-lo esta semana, está quase quase prontinho!
Beijinhos
Didi Martins

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Exames Nacionais

Olá leitoras :)
Passei por aqui apenas para desejar sorte a todos os alunos, que tal como eu, vão ter exames esta semana. Que tenham todos as notas que querem, boa sorte :)
Por ter exames, estes dias que passaram tive de me dedicar ao estudo, ai está o motivo da minha ausência. Mas para a semana penso publicar o capitulo 31 :)
Beijinhos
Didi Martins


sábado, 25 de maio de 2013

Capítulo 30 – "Sílvio Manuel Ferreira Azevedo Sá Pereira, eu Amo-te!"

- Didi, ainda me amas ou não? – persistiu Miguel à minha ausência de resposta
- Não! – respondi finalmente
- Tens a certeza que já não sentes nada por mim? – cravou os seus olhos nos meus e aproximou-me de mim
- Sim! – respondi segura
Miguel colou o seu corpo ao meu, como eu nunca pensei que voltasse a acontecer. Em seguida acariciou a minha bochecha e destinou a sua boca até à minha, escassos milímetros separavam os nossos lábios.
- É preciso eu te beijar para te provar que tu ainda gostas de mim?!
- Não. Deves acreditar na minha palavra – afastei-me calmamente dele, mas rapidamente ele me pega pelo braço fazendo-me novamente ficar a escassos milímetros dele, ele falou, conseguia sentir o seu bafo nos meus lábios
- Diz-me que não sentes nada quando eu digo que ainda te amo, diz-me que não tremes quando eu te toco, diz-me que o teu coração não acelera quando eu me aproximo de ti, diz-me que não estás desejosa por me beijares… diz-me! Diz-me!
- Eu não sinto nada quando tu dizes que me amas, não me sinto nervosa quando me tocas ou quando te aproximas de mim e não tenho, absolutamente, nenhuma vontade de te beijar, aliás eu já nem sinto raiva de ti, simplesmente as tuas palavras me fizeram entender e guardar o passado como boas memórias e não como algo monstruoso que tenha acontecido, cada um tem o direito de fazer as suas escolhas, tu fizeste as tuas e eu até posso ter demorado algum tempo a aceita-las mas consegui seguir com a minha vida, da qual tu já não fazes parte… eu só precisava de entender as tuas atitudes, agora que já percebi já estou em paz, obrigada - expressava calmamente
Vi novamente nesta tarde, as lágrimas escorrerem-lhe pelos olhos. Ai fui eu própria que tomei iniciativa e cheguei-me a ele, limpei-lhe as lágrimas.
- Deixa-me pelo menos beijar-te e se eu sentir que já não sentes mais nada por mim, eu prometo que nunca mais te vou chatear, mas deixa-me pelo menos tentar, ter a certeza… – pediu-me
- Acredita no que eu te digo, eu já não te amo – eu não podia beijá-lo, em primeiro lugar eu não queria, em segundo eu namorava com o Sílvio e não seria justo para ele se eu beijasse o Miguel e em terceiro eu não precisava de beijar o Miguel para ter a certeza que já não o amava – eu não te posso beijar, não é justo pedires-me isso, Miguel… - tentava fazê-lo perceber
- Tu já não me amas mesmo? De verdade? – perguntou uma última vez
- Não – olhei-o e foi inevitável eu não ficar triste por o ver tão desiludido – Miguel, Miguel – ele tinha o seu olhar cravado no chão – Miguel – ele finalmente encontra o seu olhar com o meu – Anda – peguei-lhe pela mão – anda, vamos nos sentar e conversar – levei-o até à beira-rio onde nos sentamos na areia e vislumbrávamos as águas clamas desta praia fluvial
- Não fiques assim – interrompi o silêncio de breves momentos – não vale a pena… - tentava animá-lo
- É aquele rapaz que estava na casa do Tomás, não é?
- O quê? – o meu coração acelerou só de pensar no Sílvio novamente
- É ele o atual dono do teu coração – explicou-se
- Sim – vi o Miguel a engolir a seco, e durante prolongados minutos não tive coragem de dizer nada – sabes durante muito tempo estive a sofrer por ti, odiei-te por me estares a fazer sofrer tanto, prometi a mim mesma que nunca mais me iria apaixonar por nenhum rapaz, que não ia deixar que mais nenhum rapaz me magoasse, até que apareceu o Sílvio, sim ele chama-se Sílvio, é simplesmente perfeito, ele é… - parei, pois lembrei-me que não seria propriamente agradável para o Miguel estar-me a ouvir elogiar o homem que tinha tomado o seu lugar – ele fez-me acreditar outra vez no amor, fez-me ver que o passado tem de ser metido atrás das costas e que o presente é que é importante, mas sabes eu ainda não tinha enterrado o passado completamente, eu tinha demasiadas perguntas sem resposta para o conseguir, por isso até foi bom tu teres aparecido, apesar de eu quanto te vi só queria que tu desaparecesses, sabes porquê?! – perguntei retoricamente – porque tinha medo que tu estragasses tudo o que já construi com o Sílvio e que demorei tanto tempo a conseguir fazer, no fundo tinha medo de ainda sentir alguma coisa por ti – acabei por admitir – confesso – baixei o olhar e senti que o Miguel me olhava atentamente, então prossegui – mas ver-te, esclarecer as coisas, finalmente ter respostas para as perguntas, fez-me ficar em paz comigo mesma, fez perceber que o passado é passado, e que agora sim, com as coisas explicitas, eu consegui aceitar o passado, consegui ultrapassa-lo, consegui vencer todos os medos que me dominavam… - sorri – mas eu nunca vou esquecer o passado, sabes porquê? – olhei-o nos olhos – porque tu foste muito importante para mim apesar de tudo, foste o meu primeiro namorado e isso não se esquece. Vivemos momentos que já mais esquecerei e que a partir de hoje guardarei como boas recordações que esses momentos foram. Todos os nossos momentos na praia, o nosso primeiro beijo, a primeira vez que disse um “amo-te”, a nossa primeira vez – tinha sido a primeira vez dos dois, por isso tornou o momento ainda mais especial – tudo! Tu sabes que foste especial para mim e que apesar de eu já não te amar, haverá sempre um espaço para ti no meu coração – desvendei
- Eu sou tão estupido! – olhei-o espantada, ele rapidamente me elucidou – eu nunca deveria ter ido para Londres, porque nesse preciso momento em que decidi ir perdi a mulher dos meus sonhos, perdi a mulher perfeita, perdi a mulher da minha vida… - não consegui dizer nada, simplesmente abracei-o – ele tem muita sorte em ter-te, só espero que ele não te magoe, que ele te valorize e que acima de tudo te faça feliz…
Ficamos a tarde toda a conversar, conversámos como nos velhos tempos e isso foi bom, conversamos sobre o rumo das nossas vidas neste último ano. Fiquei a saber que o Miguel já era reconhecido pelo trabalho que vinha a fazer, ele tinha de facto um talento sobrenatural para a música e inclusive fiquei a saber que a música que ele escreveu para mim era um grande sucesso em Inglaterra, segundo os críticos era notório que ele cantava com paixão e entrega. A conversa rolou e nem dei pelas horas passarem, cheguei a casa já tarde e a primeira coisa que fiz foi ir vestir o meu pijama, depois atirei-me para cima da minha cama e chorei. Nem sei bem explicar porquê, não era um choro de tristeza mas sim de felicidade, talvez até de alívio. Finalmente tinha conseguido ultrapassar as barreiras do passado, quer dizer faltava uma, a mais importante, rapidamente me levantei e fui à minha mala tirar o meu telemóvel para depois mandar uma mensagem ao Sílvio.

Para: Sílvio
Eu gosto milhões de ti!
Amor, estou cansada, importas-te de só falarmos amanhã? J

Apesar de ter conversas dependentes com o meu amor, estava demasiado cansada e preferi deixar para amanhã. A sua resposta não tardou em chegar.

De: Sílvio
Ok

Para: Sílvio
Ok? Ficaste chateado comigo? Tas frio, amor…

De: Sílvio
Precisamos mesmo de conversar!

Nem um smile o Sílvio pôs na sms, fiquei preocupada, estaria ele muito chateado por eu ter ido falar com o Miguel? Já sabia que todas estas dúvidas não me iam deixar dormir, por isso, apesar do cansaço, peguei num casaco de malha e vesti-o, para depois ir ter com o Sílvio.

Para: Sílvio
Amor, estou à porta da tua casa, prontinha para conservar contigo e dar-te um grande beijo :*

Apesar da situação tentava ser como sempre, querida para a pessoa que se tornava a cada dia a pessoa mais importante da minha vida.
- Olá meu amor – sorri-lhe e pus-me em biquinhos de pés para lhe dar um beijo nos lábios, Sílvio desvia o seu rosto e apenas permite que eu lhe dê um beijo no canto da boca. Este ato entristeceu-me, mas rapidamente, vi no seu olhar reprovador, que ele estava claramente aborrecido. Olhei-o ainda mais intensamente, havia momentos em que bastava as nossas trocas de olhares para sabermos o que se passava entre nós, e este foi um momento desses. Os seus olhos não me mentiam, se os tivesse de traduzir para palavras diriam um claro “não percebo as tuas atitudes”. - Desculpa - pedi atentadamente, só tendo tempo para fechar a porta que se encontrava atrás de mim.
- Não confias em mim? – o seu tom de voz parecia abalado, só agora começava a perceber que o Sílvio estava ainda pior do que aquilo que eu pensava.
- Claro que confio amor! – assegurei-lhe
- Então porque não me contas o que se passa? Porque não me contas o teu passado? Porque insistes em omitires-me coisas, pessoas, medos, desconfianças, inseguranças, traumas… tantas coisas, sinto que tu não cofias em mim como eu confio em ti… que tu não gostas tanto de mim como eu gosto de ti – fiquei sem reação, apenas uma lágrima caprichosa se denotou no meu rosto, foi a única reação que o meu corpo teve a esta surpreende revelação.
O que pequeno candeeiro que estava acesso na sua sala iluminava parte da sua cara, dando-me a vislumbrar os seus olhos vermelhos e inchados.
- Eu conto-te, pergunta lá o que queres saber… - reagi, tentando ignorar as suas duras palavras
- Vês!? – aumentou o seu tom de voz – não devo ser eu a perguntar-te o que se passou! Tu é que deves contar-me aquilo que tu pensas ser importante e que eu deva saber… - explicou num tom algo irritado, nunca o tinha visto assim, sempre lhe conheci a faceta doce, carinhosa, compreensiva, atenciosa… nunca a do seu lado mais agressivo. Começava então a juntar peças do puzzle e percebi que essa paciência toda, começava a chegar ao fim, não o culpava por isso pois ele tinha toda a razão, houve sempre coisas sobre o meu passado que nunca lhe contei e ele nunca me pediu para lhas contar, simplesmente teve paciência e esperança que um dia mais tarde lhe contasse, mas havia um limite, e eu tinha ultrapassado esse limite, logo compreensivelmente o Sílvio precisava de respostas, tal como eu precisei das do Miguel, ele agora precisava das minhas. Bem acho que posso dizer que hoje é o dia das respostas!
Estava na altura, ainda por cima hoje, que de certo modo tinha posto a claro todo o passado, tinha perdido todas as dúvidas, todos os medos, todos os traumas… Era altura de me atirar de cabeça ao futuro e de não ter medo da queda.
- Tens tempo? – perguntei sorrindo, tentado descontrair os ânimos
- Todo o tempo do mundo – proferiu deixando cair o seu corpo sobre o sofá. Depressa me sentei de frente para si, ganhei coragem e comecei:
- Primeiro que tudo, desculpa. A minha intensão nunca foi magoar-te ou esconder-te algo propositadamente, eu só não conseguia contar-te certas coisas do meu passado, e nunca pensei que isso te magoasse tanto. Mas a partir do momento que essas coisas começaram a afetar o nosso presente eu devia ter-te contado logo mas não contei, por isso peço mil desculpas. Se bem que eu acho que desde o primeiro dia que te conheci, que o meu passado afetou direta e indiretamente a nossa história. Já sei, deves pensar que o meu passado é algo assombroso, mas não, hoje eu entendi que não foi assim tão grave, mas foi algo que me magoou muito e que durante muito tempo doeu. Foi só a partir do dia em que te conheci que passou a doer cada vez menos, até a dor desaparecer, mas embora a dor tenha desaparecido ficou as memórias e o medo que tudo se repetisse contigo aquilo que se tinha passado com o meu ex-namorado. Aquele rapaz que apareceu hoje na casa do Tomás, como deves ter percebido, era o meu ex-namorado. Chama-se Miguel, mas todas as pessoas o tratam por Borges. Ele foi o meu primeiro namorado, nós namoramos 2 anos e 5 meses. Foi com ele que percebi o que era amar, o que era depender de uma pessoa para ser feliz, qual era o sentido da vida, que a vida só faz sentido se amarmos e formos amados, só assim podemos ter uma vida completa e feliz. E eu sentia isso com ele, eu amava-o verdadeiramente, foi com el…
- Para, por favor, não consigo ouvir mais! – interrompe-me Sílvio em lágrimas  - sabes… - fez um pausa - tenho ciúmes do que sentiste por ele, gostava que um dia sentisses por mim só um bocadinho do que sentiste por ele – deixou escapar em tom de confissão no meio de lágrimas de tristeza
Fiquei petrificada.
Como é que ele pensava que eu gostava mais do Miguel do que dele? Apetecia-me gritar e dizer-lhe o quanto ele estava errado. Mas não era o mais certo a fazer, era talvez o caminho mais rápido mas havia outro que embora fosse doloroso, eu esperava que trouxesse mais frutos no fim. Foi por esse caminho que segui quando o Sílvio se levantou não querendo ouvir mais nada e eu segurei-o pelo braço e pedi:
- Por favor, se me amas, ouve-me até ao fim, por favor! – pedi-lhe em lágrimas – Por favor! – pedi uma vez mais
- Tu tens a noção como isto é difícil para mim?! – indagou quase sussurrando
- Eu sei, mas pensas o quê? Que isto é fácil para mim? Que não me custa contar-te todas estas coisas? Que não me custa ver-te chorar? Ver-te sofrer por minha causa? É!? É?! Achas mesmo que eu não gosto de ti?! É?! – explodi
Não obtive resposta da sua parte. Ele, simplesmente, me observava. Deixei-me cair, sentando-me no meu lugar, baixei a cabeça, apoiando-a com as mãos, onde os meus braços exerciam pressão sobre os meus joelhos e a minha cabeça caída fazia o meu cabelo tapar-me o rosto, deixando-me chorar à vontade.
Senti o Sílvio mexer-se, levantei a cabeça e vi que se sentou de novo à minha frente, mostrando-se disposto a continuar-me a ouvir. Automaticamente, apoiei os meus pés na berma da mesinha da sala onde estava sentada e envolvi as minhas pernas com os meus braços, onde apoiei o meu queixo em cima dos meus joelhos, permitindo-me ter uma visão perfeita do Sílvio. Respirei fundo e continuei.
- Foi no meio dessa felicidade toda que no final do verão do ano passado o Miguel decidiu ir para Inglaterra, ele já tinha acabado o 12ª ano e iria para lá estudar, eu como ainda estava no 11º fiquei em Portugal, a nossa relação não acabou no momento, porque ele fez-me acreditar em relações à distância, fez-me acreditar que o nosso amor era mais forte que qualquer quilómetro que nos separava, que os nossos corações iam estar sempre juntos, íamo-nos amar quer estivesse ele ao pé de mim ou na China… – observava as expressões do Sílvio e concluía que ele não percebia o porquê de lhe estar a contar estas coisas, mesmo assim continuei - mas tudo isso foram ilusões. Porque assim que ele foi para Inglaterra nunca mais nos falamos, ele nunca mais me deu notícias, nunca atendeu as minhas chamadas, nunca respondeu as minhas mensagens, era como se ele se estivesse esquecido de mim, como se de um momento para o outro tivesse deixado de me amar, era como se todos os momentos que vivemos juntos deixassem de ter importância… tudo, tudo naqueles tempos tinha deixado de fazer sentido para mim. Eu não percebia porquê. Foi dos momentos mais dolorosos e difíceis da minha vida, tive muito tempo a sofrer por ele, noites inteiras a chorar por ele, dias inteiros em casa, isolada do mundo, triste, a chorar… até que os meus amigos conseguiram tirar-me daquele sufoco que estava a minha vida, animaram-me, deram força, no natal já conseguia estar um dia inteiro sem pensar nele. Foi então que chegaram as férias de verão e eu decidi mudar de ares e vir visitar o Tomás, nessa altura o Miguel já mal me afetava. Mas o pouco que ele me afetava foi completamente esquecido quando te conheci, tu revolucionaste a minha vida para muito melhor – no meio de tanta tristeza consegui soltar um ligeiro sorriso – tu fizeste-me voltar a acreditar no amor, que era possível estar com alguém sem que no final essa pessoa nos desiludisse, que era possível ser feliz outra vez, que o passado não interessava desde que o presente valesse a pena. Eu tinha trancado o meu coração para o amor e tu apenas com um sorriso destrancaste-o. Eu apaixonei-me por ti e isso foi a coisa mais maravilhosa da minha vida. Nem os melhores momentos que vivi com o Miguel superavam todos os momentos em que estou ao pé de ti. Basta estares ao pé de mim para que eu me sinta no paraíso! – sorri-lhe, esperava também um sorriso da sua parte mas a única coisa que vi foi as suas lágrimas a cessarem – No entanto, o passado sempre me afetou, e eu deixei que afetasse a nossa relação, em parte porque esse passado não estava resolvido. Eu tinha medo que tudo se repetisse, que a vida voltasse a tirar de mim aquilo que eu mais gostava, tinha medo que por tu viveres em Madrid quando eu voltasse para Portugal também te esquecesses de mim, tinha medo de voltar a sofrer, de voltar a chorar por amor, tinha medo da distância, tinha medo do sofrimento, tinha medo do amor que sinto que ti, tinha medo de te perder – confessei voltando às lágrimas – Foram estes medos todos que justificam as minhas atitudes contigo. Por estes medos todos não fui capaz de dizer que te amo, não fui capaz de te ouvir dizer que me amas, porque o medo era mais forte que eu e trazia-me recordações de um passado mal resolvido que eu queria esquecer. Mas hoje eu posso dizer que sou mais forte que o medo – disse convicta, levando-me do meu lugar – Porque resolvi todas as coisas com o Miguel e tenho ainda mais a certeza do que eu sinto por ti! Eu sinto por ti é muito mais forte do que aquilo que eu senti pelo Miguel, por isso não digas que sentes ciúmes ou que gostavas que eu gostasse de ti como eu gostava dele, isso é impossível, porque eu gosto muitos mais milhões de ti! – eu não sabia se isto existia, mas no momento soou-me bem – Desculpa eu nunca te ter contado esta história, não foi por uma questão de confiança mas sim porque era algo que eu não gostava de falar, desculpa ter-te magoado a partir de hoje eu prometo que nunca mais haverá segredos entre nós! – prometi-lhe sorrindo, esperava a sua reação, que não tardou. O Sílvio agarrou-me pela cintura e fez-me sentar no seu colo, deu-me um beijo na bochecha e eu sorri-lhe.
- Ai princesa, princesa, nem sei o que te dizer…
- Diz que me perdoas – sugeri
- Claro que te perdoo, eu não estava chateado contigo, estava mais aborrecido, porque sentia que não confias em mim e tinha medo que com o aparecimento do teu ex-namorado, tu percebesses que não gostavas de mim e que ainda o amavas – expôs os seus receios
- Isso era impossível, aliás a vinda do Miguel só me fez perceber que eu não sinto nada por ele e que o meu coração só bate por ti, exclusivamente por ti!
- Humm este é aquele momento em que tu me dás aquele grande beijo, não é?! – perguntou aproximando-se dos meus lábios
- Ainda não, ainda há uma coisa que tenho de te contar! Um segredo muito, muito importante que eu tenho de te revelar – sussurrei-lhe
- Amor, estás a deixar-me curioso, diz lá o que é – pediu, denotei-o um pouco preocupado
- Fecha os olhos – pedi-lhe ainda sentada no seu colo
- O quê?
- Fecha os olhos, vá lá confia em mim… - ele lá fechou os olhos
Enquanto ele tinha os olhos fechado dei-lhe um demorado beijo na bochecha e depois fui dando-lhe leves beijinhos até aos seus lábios onde lhe dei um beijo.
- As melhores coisas do mundo são para serem sentidas e não vistas – disse calmamente enquanto percorria a sua bochecha até à sua orelha – Amo-te! – sussurrei-lhe ao ouvido o que sentia já há alguns dias mas que hoje tinha 200% de certeza
Vi-o a abrir os olhos, assim como um sorrio incrédulo. Sorri-lhe de volta e rapidamente senti o seu corpo sobre o meu no sofá e os seus lábios nos meus. Num beijo carregado de sentimento, onde as tais borboletas no estômago se fizeram sentir. Posso até dizer que foi o melhor beijo que alguma vez dei. Não só foi o mais especial, como foi o mais sentido, o mais saboroso, o mais carinhoso e ao mesmo tempo atrevido, diria que foi o mais amado! 
O beijo acabou e o Sílvio deu-me um beijinho o nariz e outro na boca para depois ficar longos minutos apenas a olhar-me nos olhos.
- Repete, princesa… – disse sorrindo, sorrindo e sorrindo
- Sílvio Manuel Ferreira Azevedo Sá Pereira, eu amo-te!

Como irá ser o resto da noite?
Que futuro está reservado para este casal?

Princesas, aqui fica o capítulo 30 espero que gostem e que comentem :)
Muito, muito obrigada a todas as meninas lindas que comentaram o meu ultimo capitulos, vocês são fantásticas! <3
Beijinhos
Didi Martins