Boa noite meninas :)
Antes de mais tenho de começar esta
publicação por uma notícia que me deixou radiante. O Sílvio vai jogar no
Benfica durante um ano. Como vocês devem saber eu sou Benfiquista e o Sílvio é
um dos meus jogadores preferidos, por isso poder conjugar estas duas paixões é
um sonho antigo, que finalmente vou poder ver concretizado esta época.
Agora espero que gostem do capitulo
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Diana
Quando estava com o Sílvio o tempo
voava. Já íamos a meio da tarde e só agora saímos do nosso jardim. O destino
ainda me era desconhecido. Sílvio levava-me no seu carro até ao local, enquanto
eu respondia aos telefonemas e sms dos meus amigos a desejarem-me os parabéns e
a dizerem que tinham pena de eu não estar com eles neste dia tão especial.
Passei muitos aniversários com os meus amigos e todos os anos combinávamos que
quando fizéssemos 18 anos é que iria haver uma festa de arromba. Alguns deles
já tiveram a sua festa de arromba, eu iria ter a minha festa com o Sílvio. Não
me importava de ter uma festa de arromba, mas passar o meu aniversário com o
meu amor era igualmente magnífico.
A viagem não foi muito longa, em 20
minutos tínhamos chegado ao local. Sai do carro e olhei em redor. Uma batida
acelerada do meu coração fez-me suster a respiração. Estávamos num aeródromo.
Senti a mão do Sílvio na minha.
- Quero que realizes todos os teus sonhos – manifesta fazendo alusão
a uma das primeiras conversas que tivemos quando nos conhecemos
***Lembrança***
Capitulo 2, num bar onde a Didi, o
Tomás, o Sílvio e os irmãos foram beber um copo depois de jantarem todos
juntos. Jantar esse que serviu para Tomás apresentar Didi aos amigos.
(…) Mas mudando
de assunto, fala-me sobre ti – pediu-me o Sílvio
- O que é que
queres saber?
- Sei lá, quero
conhecer-te – diz de forma espontânea e sorrindo
- Então sou a
Diana mas o pessoal mais chegado trata-me por Didi, tenho 17 anos, est…
- 17 anos?
- Sílvio interrompe a minha fala estupefacto
- Sim, porquê?
- Pensei que
fosses mais velha, dava-te pra ai uns 20/21
- Mas não tenho
mesmo 17, embora que esteja quase a fazer os 18 – disse-lhe entusiasmada – Continuando acabei o 12º ano de ciências
socioeconómicas, o meu sonho é entrar na melhor universidade de economia do
país
- Temos
economista então – sorriu-me
- Esperemos que
sim – sorri-lhe de volta
- E tu o que gostavas
de ser, se não fosses futebolista?
- Adorava ser
professor primário de português
- A sério?
– perguntei surpreendida
- Sim adoro
crianças. E tu gostas do quê?
- Para além do
futebol não é, gosto de desporto no geral, de surf, sabes eu vivo à beira-mar
por isso o mar faz parte da minha vida. Adoro acordar cedo e apanhar umas ondas
com o sol a nascer e a praia deserta
- Eu também
gosto de praticar surf mas confesso que agora estou mais numa de wakeboard
- Nunca fiz
- É brutal,
tens de experimentar – aconselhou-me
- Sabes o que é
que eu gostava de experimentar? Amava saltar de um avião, só ainda não saltei
porque como sou menor não posso ir sozinha, mas quando fizer os 18 anos vou
logo.
- Tou a ver que
gostas de adrenalina! Não sei se tinha coragem para saltar
- Gosto de
adrenalina, ter o sangue a fervilhar nas veias, o coração a bater mais forte.
Ter coragem para saltar tenho, eu sou um bocado assim tipo se é para ir
mando-me de cabeça, mas sei que lá pelo meio ia ter medo mas que quando
aterrasse tenho a certeza que queria repetir
Sílvio apenas se ri com a minha declaração.
- Admiro a tua
coragem
- Sabes acho
que não é coragem é um bocado de maluquice misturado de inconsciência
Continuámos a nossa conversa sempre bem-humorada, que
serviu para Sílvio me conhecer um pouquinho e eu a ele, estava a gostar de o
conhecer.
***
- Tu lembraste dessa conversa?
- Lembro-me de todos os momentos que passei contigo – sorriu-me
- O meu maior sonho é ficar ao teu lado para sempre! – afirmei
- Esse no que depender de mim vai ser realizado – sorriu-me para
depois os seus lábios encontrarem os meus num beijo carinhoso – Vamos? – perguntou fazendo novamente a
sua mão acolher a minha
- Saltas comigo, não saltas? – perguntei um pouco reticente
- Claro que sim, estarei contigo em todos os momentos – beijei-o
Fomos até ao interior do aeródromo
onde nos equipamos e ouvimos todas os ensinamentos e recomendações do nosso
instrutor. Caminhávamos em direção ao pequeno avião e o meu coração começava a
sentir a adrenalina do momento. Entramos na aeronave e eu e o Sílvio não
trocávamos uma palavra, apenas os nossos olhos comunicavam. Sentia o momento de
uma forma inesquecível. Era disto que eu gostava, então quando o piloto fez um
luping, delirei. Eu amava adrenalina, amava sentir o meu coração a mil e o
sangue a fervilhar nas minhas veias.
- Isto é lindo! – gritei para o Sílvio não só referindo-me à
adrenalina como também à vista privilegiada que nós tínhamos sobre a cidade de
Madrid
- Tu és doida! – Gritou também, só assim é que era possível
ouvimo-nos
- Só doida, mas sou ainda mais doida por ti! Eu adoro esta sensação!
- Eu não preciso de saltar de avião para ter o coração a bater mais
forte, para ter o sangue a correr-me pelas veias a uma velocidade estonteante,
para ter umas borboletas no estomago de nervosismo, basta-me estou ao pé de ti!
– estávamos a vários metros de chão e mesmo assim ele continuava a ser
querido – Eu amo-te e essa é que é a
melhor sensação!
- Eu amo-te ainda mais!
- ¿Están listos para saltar? – perguntou o instrutor
- Simmmmmm! – gritei super entusiasmada. O Sílvio só me sorria.
Assim que as portas se abriram, nós
agarramo-nos a um ferro que havia, que me permitiu olhar lá para baixo. Agora
sim, senti medo. Estávamos realmente muito alto, um pouco mais de 4000 metros.
Olhei o Sílvio.
- Princesa, só saltamos se quiseres – Sílvio entendeu o meu receio
- Tu queres?
- Se tu quiseres eu quero. Eu estou aqui contigo! – assegurou-me
- Puede saltar! – informou o
instrutor
- Vamos! – gritei determinada. Dei a mão ao Sílvio, olhei-o nos olhos
– Amo-te! – respirei fundo e olhei
uma última vez para o Sílvio – 1, 2, 3
– Saltámos
Woowww que sensação! Nunca na minha
vida imaginei que fosse assim. Achava que seria algo aproximado a andar numa
montanha russa, mas não. Tinha a sensação de gravidade zero. Eu não estava a
cair, pelo menos não tinha essa impressão. A mim parecia-me que estava a voar.
Um sentimento de liberdade imensa, de paz, de tranquilidade. Libertava toda a
minha adrenalina gritando, por mais que gritasse era impossível que alguém me
ouvisse devido à velocidade do vento. Olhei para o Sílvio antes de abrir o meu
para-quedas, ele ia uns metros abaixo de mim. Abri o para-quedas e fechei os
olhos. Agora sim, parecia que estava mesmo na nuvens, que estava a levitar, a
voar suavemente, passeando no céu. Único! Quando voltei a abrir os olhos, vi o
Sílvio a abrir o seu para-quedas. Foi inevitável não sorrir, quando vi que o
para-quedas dele tinha escrito “Parabéns, princesa”. Como não valia a pena
gritar que o amava, mandei-lhe um beijinho. Beijando a minha mão para depois
soprar. Ele reage fazendo um coração com os seus dedos.
A altura de aterrar aproximava-se.
O meu contacto com terra firme foi um bocadinho trapalhão, mas consegui
manter-me em pé. As minhas pernas estavam completamente bambas, tinha pouco
equilíbrio. O assistente encarrega-se de me tirar o para-quedas. Andei. A
sensação de andar era esquisita, parecia que já não estava habituada. Mesmo
assim ia andando até ao encontro do Sílvio, enquanto controlava a respiração,
devido à tremenda descarga de adrenalina que ainda sentia no meu corpo. O meu
primeiro impulso foi saltar-lhe em cima.
- Foi brutal! – descrevi radiante – Obrigada, meu amor. Foi a melhor prenda que alguma vez me deram. Uma
experiencia única que só fez sentido contigo! Obrigada, obrigada, obrigada!
– expressava à velocidade supersónica. O Sílvio ainda estava a assimilar tudo o
que tinha vivido. Dava-me a ideia de estar noutra dimensão.
- Tu és mesmo doida, mas ainda bem que gostaste! Eu gostei, mas tão
depressa não me meto noutra.
- Eu amei, amei, amei, amei! Foi perfeito, assim como tu! Eu amo-te!
- Eu também, minha princesa! – beija-me
- Estou tão feliz! – sorri-lhe
Esta tinha sido a melhor surpresa
que alguma vez me tinham preparado. Eu adorei. A memória desta experiencia
ficaria para sempre. Dirigimo-nos para o interior do aeródromo onde trocamos de
roupa e compramos o filme e as fotos do nosso salto. As fotos estavam lindas,
eles tinham captado a troca de gestos entre mim e o Sílvio.
- Que vamos fazer agora? – perguntei-lhe quando já saímos do
aeródromo
- Já está quase na hora de jantar, por isso vamos para casa –
informou-me
A viagem até casa foi relativamente
rápida.
Sílvio
- Bem vou até casa tomar um banho, depois já vou ter contigo pode ser? –
perguntou-me assim que saímos da garagem
- Não, não princesa! Tens de vir comigo até à minha casa –
apressei-me em dizer, ela não podia ia até à casa do Tomás
- Amor, não pode ficar para depois? Eu não demoro…
- Não, tem de ser agora – insisti
- Tá bem – cedeu
Entramos na minha casa e levei-a
até ao meu quarto que ela já tão bem conhecia.
- Amor, afinal por que razão eu tinha de vir até aqui? – perguntou-me
sorrindo
- Para estares comigo. Não é motivo suficiente? – expressei pousando
as minhas mãos na sua cintura
- É – deu-me um leve beijo no pescoço – Mas sei que não foi só por causa disso…
- Pois não – admiti – espera
aqui 2 minutos – pedi-lhe antes de ir ao quarto onde os meus irmãos
costumavam dormir, buscar outra surpresa que tinha para ela. Decidi
esconder-lha lá porque no meu quarto, quer dizer, o quarto já era mais “nosso”
que outra coisa. Lá havia um risco muito elevado da Didi o encontrar. Voltei
para a sua beira.
- Amor, que é isso? – perguntou-me assim que viu a caixa que trazia
nas mãos
- A tua prenda! – passei a caixa para as suas mãos
Era uma caixa grande, branca com um
laço a envolver toda a caixa em tons de cor-de-rosa.
- Sílvio, não era necessário, já me deste tantas coisas hoje. O teu amor
é a melhor prenda que eu posso ter – disse de forma melancólica
- Mas eu faço questão! Podia-te dar o mundo, mesmo assim não seria
suficiente… - ela beijou-me
- Assim estragas-me com mimos! – comentou dando uma leve gargalhada
- Miminhos nunca são demais. Abre, princesa – estava curioso para
saber se ela iria gostar
Ela puxou o laçarote e tirou a
tampa.
- Amor, assim não vale – barafustou super engraçada, devido a dentro
da caixa ainda parecerem mais duas caixas, uma grande e outra pequenina – Qual é que abro primeiro?
- A que tu quiseres!
- Humm então vou deixar a grande para o fim – ela pegou na prenda
mais pequenina e abrigo-a. Um sentimento de surpresa apareceu em si assim que
viu o que estava dentro da caixa. Tirou o presente da caixa e pôs a caixa em
cima da cama. Ela observava atentamente o presente. Era um molho de chaves,
acompanhado por dois porta-chaves. Um era um coração vermelho, outro era uma
chapa de metal, rapidamente a Didi a leu.
- “Mi casa, es tu casa”
- Queres viver comigo? – perguntei-lhe. Olhei-a nos olhos e vi uma
lágrima de emoção invadir o seu rosto – Quero
que faças parte da minha vida a 100%, quero partilhar tudo contigo, quero
acordar todos os dias ao teu lado, quero ter a tua companhia ao pequeno-almoço,
quero ter a vontade de chegar a casa só porque tu estás cá, quero adormecer com
os teus beijos, com o teu cheiro, com os teus abraços, quero ir à casa de banho
e ver a tua escova dos dentes ao lado da minha, quero ver a tua roupa espalhada
pelo nosso quarto, quero provar os teus cozinhados, quero ver a bola ao teu
lado… quero-te a ti, bem junto de mim!
- Estou sem palavras, amor – outra lágrima escorreu-lhe pelas maçãs
do rosto – Claro que quero viver
contigo! – ela abraça-me
- Amor, olha – pego nas chaves – Esta
chave é a da porta principal, esta é a da garagem, esta é da porta da cozinha e
esta pequenina é a do correio – sorri-lhe de satisfação
- Está bem. Vou amar viver contigo – expressa entusiasmada – Amanhã mudo-me para cá!
Ainda que seja por pouco tempo,
pois no final do verão a Didi voltava para Lisboa, iria ser espetacular viver o
tempo que resta com ela, fazer dela a minha rotina.
- Princesa, ainda falta uma prenda…
- O que é? – ela pega na caixa e abana-a, tal e qual as crianças
- Porque não a abres em vez de perguntares? - gargalhei
Ela assim o vez. Enquanto ela abria
a prenda o meu telemóvel toca, tirei-o do bolso e vi que era o Tomás. Eu tinha
que atender, mas à frente da Didi é que não podia ser. Desliguei a chamada,
quando pudesse já ligava de volta.
- Então amor, não atendeste?
- Não era ninguém de importante, e não queria interromper o nosso
momento, eu já ligo de volta – desculpei-me – vá amor, abre lá isso! – desviei assunto
Ela fez o que eu disse e
rapidamente tirou a tampa da caixa e viu a última prenda que eu tinha para ela.
Podia ser a última prenda mas não era a última surpresa.
- Wow, é lindo! – comentou assim que viu que o que estava dentro da
caixa era um vestido
- É para usares hoje à noite, no nosso jantar – sorri-lhe
- Adoro, Sílvio! É lindo, não sabia que tinhas assim tão bom gosto… -
gargalhou traquinas
- Não se vê logo pela minha namorada que eu tenho bom gosto?! –
brinquei
- Vê-se! – riu-se para depois me beijar – Obrigada, amor. Adorei tudo, este dia está a ser simplesmente perfeito
– agradeceu
- Não tens de agradecer, princesa – sorri-lhe – Bem é melhor ires tomar banho – sugeri, eu precisava de ligar de
novo ao Tomás
- É melhor, já está quase na hora de jantar – sorriu e depois
olhou-me intensamente – Queres vir tomar
banho comigo? – agradou-se com a ideia, fiquei contente por ela ter
perguntado
- É melhor não, não temos muito tempo e se eu fosse tomar banho contigo
demorávamos milhões – desculpei-me. Só eu sei o quanto me apetecia ir tomar
banho com a minha princesa, mas não podia tinha de ligar ao Tomás ou até mesmo
passar na casa dele. Partiu-me o coração assim que vi a cara tristinha com que
ela ficou – Amor, fica para outro dia,
teremos oportunidade todos os dias daqui para a frente – sorri-lhe
- Tá bem – esforçou-se para me fazer um sorriso e foi tomar banho
Assim que a Didi fechou a porta da
casa de banho, fui em passo muito acelerado até à casa do Tomás. Entrei pelo
jardim, onde já estava tudo pronto. Depois fui ter com o Tomás onde combinamos
os últimos pormenores e confirmamos se já tinha chegado toda a gente. Avisei o
Tomás que dentro de 20 minutos estávamos lá, mas que lhe enviava mensagem a
avisar assim que saísse de casa. Como estava já tudo pronto voltei para casa,
onde a Didi tinha acabado agora mesmo de sair do banho. Dei-lhe um leve beijo e
fui eu tomar um rápido duche. Assim que sai da casa de banho deparo-me com a
minha princesa já despachada.
- Amor, estas simplesmente encantadora – olhei-a arrebatado. O
vestido assentava-lhe na perfeição
- Obrigada, amor. É do vestido – sorriu-me
- Não, é mesmo de ti! Qualquer coisa te fica bem, mesmo assim nada bate a
minha T-shirt – gargalhei, eu amava vê-la à noite só com a minha T-Shrit.
Ficava super sexy.
- Vá despacha-te mas é, que o Tomás já deve estar à nossa espera –
nem ela imaginava que não era apenas o Tomás que estava à nossa espera
Rapidamente me vesti e acompanhei a
minha princesa até à casa do seu melhor amigo. Assim que saímos de casa, como
prometido enviei sms ao Tomás a dizer que estávamos à porta. Como a Didi tinha
as chaves encarregou-se de abrir a porta. Era agora.
Quem estará na casa do Tomás?
Como acabará a noite?
Olá meninas :)
Eu tive que dividir o capitulo 31 em três partes, pois a aniversário da Didi está mesmo recheado de surpresas. Ainda amanhã ou no Domingo publico a ultima, e melhor, parte. Vai depender da vossa opinião, quero muitos comentários, sim? :)
Até lá, beijinhos
Didi Martins




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