segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Capítulo 27 - "Amo-te"



Um dia repleto de sol nascera, o céu estava limpo e o sol mostrava todo o seu esplendor de verão. Como já começava a ser hábito fui ver o treino do Sílvio à tarde, para depois irmos para a casa dele, preparar o jantar, para os seus amigos, que chegavam às 8 da noite. Decidimos encomendar comida, com tudo já pronto, e como ainda faltava algum tempo para eles chegarem, fui a casa tomar um banho e arranjar-me.
- E agora o que vou vestir? – perguntava para mim mesma depois de ter tomado o meu banho e estava agora em frente ao armário, pronta para escolher algo – Um vestido? Uns calções? Algo mais formal? Talvez uma saia… jasuuuuus o que é que eu vou vestir? - no meio de tanta indecisão, lá acabei por me decidir por um simples vestido preto, o preto nunca compromete, não é verdade?!
Depois de me despachar, acabei por ir a voar para casa do meu amor, eu não estava atrasada, mas não queria correr o risco de as visitas chegassem antes de mim.
- Amor, a cada dia que passa tu estás mais linda! – confidenciou-me Sílvio enquanto aproveitávamos os últimos minutos sozinhos namorando no sofá
- Achas que estou bem? Gostas do vestido? Não é muito simples? Devia ser de outra cor? Ou talvez…
- Ei, ei, amor! – Sílvio interrompe o meu bombardeamento de perguntas e incertezas - Clama, tu estás linda assim, o vestido é lindo e adequado… mas porque estás tão indecisa? – inquire-me com uma voz calma, tranquilizante
- Porque são os teus amigos… - revelei
- Estás nervosa, princesa? – perguntou deixando escapar um sorriso por entre os seus lábios
- Mais ou menos, não sei como é que eles vão reagir à minha presença, se vão gostar de mim… já lhes cantaste que nós namoramos?
- Não, vai ser totalmente surpresa. Mas não estejas nervosa, não vale a pena, eu tenho a certeza que eles vão gostar de ti, mas se não gostarem também não me importa, porque quem tem de gostar sou eu! E isso tu já sabes que eu gosto e muito!
- Oh que fofinho – disse antes de juntar os meus lábios com os dele
- Tem calma, princesa – dito isto o Sílvio deixa escapar um mega sorriso
- Qual foi o motivo desse sorriso?
- Estava a imaginar, se estás nervosa para conhecer os meus amigos, imagino quando for a minha mãe… - sorriu novamente, devia estar a imaginar o momento
- Agora sou eu que te digo para teres calma! – disse de rompante, não querendo nem pensar nesse momento
- Não queres conhecer a minha família? – rebuscou logo de seguida
- Quero, mas ainda é cedo, temos tempo, amor – a nossa conversa foi interrompida pelo som da campainha
Som esse que me fez arrepiar, Sílvio notou pois estávamos coladinhos.
- Amor, clama! – aconselhou para depois me beijar
Fomos juntos até à porta, Sílvio já tinha a sua mão na maçaneta da porta, mas mesmo antes de exercer força para a virar e consequentemente abri-la segreda-me ao ouvido um “vai correr tudo bem” acompanhado por um beijo na testa. Respirei fundo e o Sílvio abriu a porta.
- Sílviocas! – os amigos dele surpreendem-no com um “moche” e com alguns calduços à mistura, ao qual eu não pude deixar de sorrir, via a cena uns ligeiros metros ao lado deles
Depois de esta receção calorosa, Sílvio cumprimenta um, a um uns seus amigos com um apertado abraço, que eram ao todo cinco belos rapazes, todos mais ou menos na casa dos vinte anos, ainda trocavam breves palavras ás quais eu não consegui ouvir.
- Bem pessoal, gostava de vos apresentar uma pessoa muito importante para mim – Sílvio puxa-me para o seu lado – Esta é a Diana, a minha namorada!
- Boa noite! – saudei e cumprimentei um a um os seus amigos ficando a saber o nome deles todos
- Silvocas foi preciso vires para Espanha para arranjares namorada e ainda por cima portuguesa? – perguntou se não me engando o Vítor
- É, as melhores coisas da vida acontecem quando menos esperamos e onde menos esperamos!
- Ai que o nosso amigo está todo romântico! – comentou o João
- Há alturas na vida em que temos de crescer! – disse o Sílvio, ou melhor como os amigos o chamavam “Sílvocas”
- Pumba indireta para o João! – brincou o Vítor
- Ahahah tanta gracinha, e se fossemos jantar, que estou a morrer de fome!? – sugeriu o João
- Os tempos passam mas os velhos hábitos permanecem! – foi risada geral
Acabamos por seguir o conselho do João e fomos jantar.
- Mas contem-me lá coisas sobre o Sílvio, como o conheceram? – perguntei curiosa durante o jantar
- Ui conhecemo-nos há muitos anos! Eu pessoalmente era vizinho dele, então crescemos juntos, íamos para a rua jogar à bola, já nessa altura ele tinha a maninha que dava uns toques – brincou o Tiago
- Chi mano, bons velhos tempos… - recordava saudoso o Sílvio
- Depois mais tarde íamos de prancha às costas para a Caparica apanhar umas ondas…
O jantar correu bem, prova disso foi que ficamos a conversar pela noite a dentro, deu para conhecer mais do meu amor, da sua infância, dos seus antigos hábitos, dos seus amigos que eram todos muito bacanos e divertidos…

***


Os dias iam passando, estávamos agora quase em finais de agosto, posso dizer que a minha vida neste momento parecia tirada de um sonho. Se há uns meses atrás me dissessem que iria estar tão feliz como estou hoje não acreditaria e até respondia a essa pessoa para ir tomar qualquer coisa, pois de certeza que não estava lá muito bem da cabeça! A minha vida tinha mudado completamente, a pessoa que eu era nestes últimos meses contrastava totalmente na pessoa que eu me tinha tornado há cerca de um ano atrás. Passei de pessoa sem vontade de viver e de nem se quer se levantar da cama todas as manhãs, para mulher que se levanta todos os dias de manhã com o mais belo sorriso, o do amor, com uma mensagem do Sílvio, passei a ter uma vontade de viver louca, queria viver, sentir-me viva, realizada, desejada, amada… como me sentia há um ano atrás antes de ter acontecido… enfim nem me quero lembrar mais disso. Passado é passado e deve ficar no passado.
Mais uma vez já era de noite, e eu e o Sílvio estávamos no seu jardim, deitados na relva a conversar, a namorar, a brincar… já se tinha tornado um hábito, pois estas noites de agosto estavam quentes. Hoje fazia um mês que estávamos juntos, e não sei se foi por isso mas hoje o céu estava especialmente limpo e as estrelas mais brilhantes que o normal.
- Princesa, já reparaste que as estrelas hoje estão mais brilhantes que o normal? – comentou o Sílvio olhando o céu
- Look at the stars, Look how they shine for you. (Olha para as estrelas, olha como elas brilham por ti) – deixei escapar por entre os meus lábios umas frases da minha música preferida – Tu és a minha estrela, que dá cada vez mais brilho à minha vida!
- Ohhhh princesa! – deixou escapar derretido
Rapidamente os seus lábios se colaram aos meus, e saborearam por mais uma vez, e outra, e outra, o sabor dos meus lábios, o sabor da minha boca, diria até, o sabor do meu amor por ele. As mãos dele vagueavam pelo meu corpo, podíamos ficar horas e horas assim que nem nos importávamos, não nos cansávamos e ainda queríamos mais. No entanto, agora estávamos de olhos fechados, os nossos rostos estavam milimetricamente separados, conseguia sentir a sua respiração nos meus lábios entreabertos. Abri os olhos e percebi que Sílvio já me devia estar a observar há um bom par de minutos, olhava-me atentamente, reparando em cada traço do meu rosto, em cada recanto, em cada imperfeição… deixava-me envergonhada e sem jeito.
- Amor, para! – pedi, saindo de baixo dele, e tapando a minha cara com as minhas mãos
- Agora não posso admirar a perfeição da minha namorada? – pergunta chegando-se de novo ao pé de mim e agarrando-me nas minhas mãos para me poder olhar na cara
- Amor eu não sou perfeita…
- És sim! – ripostou
- Não, não sou, ninguém é perfeito. Tu deixas-me envergonhada quando me olhos assim tão fixamente!
- É incrível como ao fim de um mês ainda te deixo tão envergonhada… - sorriu
- Fogo, um mês! Nem sei como te aturo há tanto tempo! – pus-me com ele, como forma de desviar assunto
- Ai que engraçadinha que a menina está! Tu se pudesses aturavas-me mais mil anos! – disse convencido e lançando-me charme
- Mil anos? Credo! Deus me livre! – piquei-o ainda mais
- Pronto cinco mil anos! Sim acho que cinco mil era um número perfeito, tal como eu sou, por isso nunca te fartarias de mim! – brincou exibindo-se
- Feio! – insultei-o pondo-o a língua do lado de fora
- O que é que tu disseste? – perguntou aproximando-se ainda mais de mim, não me dando espaço para fugir
- Isso mesmo que tu ouviste! Mas eu posso repetir: F-E-I-O! – fiz questão de soletrar
- Retira já o que disseste porque se não vais sofrer penosas consequências! – avisou tentando fazer um ar ameaçador, mas que me deu ainda mais vontade de rir
- Feio! Feio! Feio! – repeti ainda mais alto
- Eu avisei! – Sílvio desata a fazer-me cócegas, eu tentava evitar, tentando fugir mas estava completamente presa a ele
- Amor, para! – pedi já com os abdominais a doerem-me de tanto me rir
- Só se retirares o que disseste! – exigiu
- Hummm e se eu pagasse em beijinhos e miminhos? – tentei seduzi-lo
- Deixa-me pensar! Acho que aceito! – disse chegando o seu rosto ao meu, acabando assim por baixar a retaguarda e dando-me espaço para fugir dele, foi o que fiz, fugi dele, correndo pelo jardim
- Feio, feio, feio! Tu és muito feio! – piquei-o ainda mais
- Tu agora vais pagar mais que a dobrar, por fugires, por me deixares pendurado e por dizeres mentiras! – dizia enquanto vinha atrás de mim
- Tu não me apanhas!
- Já vais ver!
Enquanto corria ao pé da piscina, lembrei-me de o molhar com uns salpicos de água, e foi o que fiz.
- Ui que alguém está a levar baile! E vai sair bem molhadinho daqui!
- Eu já te dou o baile!
Rapidamente, ele me apanhou, o seu porte atlético bem o ajudou nessa tarefa, eu estava em clara desvantagem. Pegou-me ao colo, tipo noiva.
- Amor, põe-me no chão! Que vais fazer? – refilava irrequieta no seu colo
- Já vês! – Sílvio ia caminhando na direção da piscina
- Não amor! Isso não!
- Isso sim! Vai ser a pequena vingança do feio! – ironizou - Eu posso ter levando com uns salpicos mas tu vais ficar todo encharcada!
- Amooooor – chamei-o melancolicamente – sabes que eu estava a brincar, eu gosto muito de ti, namorado mais bonito deste mundo!
- Desta vez não vou cair nessa! Tu vais mesmo ao banho!
- Príncipe, eu nem tenho bikini, nem nada, vou ficar toda molhada, depois fico com frio e posso ficar constipada! – tentava recorrer a todos as desculpas possíveis e imaginárias para tentar demove-lo de me mandar para a piscina
 - Não quero saber! – foram as suas últimas palavras antes de sentir cada gota da gelada água da piscina cobrir cada centímetro da minha pele
Já completamente molhada dentro da sua piscina, surgiu-me uma ideia.
- Faz-me companhia, como no nosso primeiro beijo – pedi-lhe encostada à berma da piscina, lembrando-me do nosso primeiro beijo, precisamente nesta piscina, mas só que em vez de ele me ter atirado para a piscina como aconteceu hoje, ele caiu juntamente comigo tentando evitar a minha queda - Vá lá, amor! – pedi novamente, surgindo efeito, ele mergulha para a piscina e vem agarrar-se a mim, beijando-me
- Lindão! Lindão! Lindão! O meu namorado é tão lindo! Gosto muito, muito, muito de ti!
Sabes que palavras não chegam, mas se forrem atos… - sugeriu, segui o que ele disse e beijei-o como se não houvesse amanhã, as minhas pernas estavam em redor da sua cintura e sentia as suas mãos nas minhas costas, percorrendo no interior da minha camisola cada milímetro da minha pele, o que me fez arrepiar
- Estás com frio, princesa? – perguntou-me sentindo o meu arrepio
- Eu não lhe chamaria frio… - disse por entre os dentes
- O quê? – perguntou não percebendo o que eu acabara de dizer
- Nada, amor!
- Mas é melhor sairmos, não quero que fiques doente – foi inevitável não sorrir
Saímos e fomos até ao seu quarto, para nos secarmos e trocarmos de roupa.
- Princesa, queres tomar um banho quente? – perguntou amavelmente
- Não, não é necessário, arranja-me só uma toalha a uma troca de roupa, se faz favor… - Sílvio foi à casa de banho e eu rapidamente tirei a minha camisola e os meus calções que estavam completamente encharcados e que me estavam a por gelada, fiquei assim só em lingerie
- Aqui está uma toalha e umas roupas minhas, devem ficar-te grandes, m… - finalmente ele olha para mim, e fica petrificado – se quiseres ficar mais à vontade eu posso sair… - disse não me olhando mais e pondo a roupa em cima da cama, e seguindo a direção da porta. Rapidamente o agarrei pelo braço, puxando-o e fazendo-o olhar para mim
- Amor, podes ficar, eu estou à vontade quando estou contigo – tranquilizei-o
- Mas se qui…
- Beija-me! – ordenei, enquanto ele me olhava intensamente
- O quê?
- Beija-me! – repeti. Ele assim o fez e beijou-me, um beijo tão intenso, cheio de amor, mas também com alguma luxuria e desejo. Estão a ver aqueles beijos que por mais anos que passem vocês nunca irão esquecer? Este beijo foi assim, foi tão especial, tão sentido, tão único, que me faltam palavras para descreve-lo e explica-lo. Quando terminámos o beijo, simplesmente lhe sorri, com o meu sorrio traquinas de quem tinha amado este momento, ele respondeu-me igualmente, já nem precisávamos de palavras para falar, por vezes um olhar ou um sorriso bastava.
- Amo-te! – proferiu Sílvio de uma forma tão espontânea e natural, que vi através do seu olhar, fixo no meu, que era sentido, que era verdade, que era mesmo amor que ele sentia por mim, conseguia ver a sinceridade e o amor nos seus olhos, foi toda essa sinceridade que me deixou apavorada, voltar ao ouvir a palavra “amo-te” e sentir que tinha sido dita com tanta verdade, tanto sentimento, tanto carinho, tanta intensidade, tanto amor… deixou-me em pânico. Rapidamente as lágrimas preencheram os meus olhos e escorregaram pelo meu rosto. O desespero tomou conta de mim, e fugi dali a correr, a palavra “amo-te” ecoava na minha cabeça vezes e vezes sem conta, e trazia memórias que queria que tivessem sido enterradas no passado e que não atormentassem a minha felicidade.
- Diana! Diana! – ainda ouvi o Sílvio a chamar-me mas as minhas pernas corriam a um ritmo alucinante, tão alucinante como a velocidade a que o meu coração batia e tão alucinante como os flashes do passando que passavam pela minha cabeça, que só me permitiram parar quando cheguei a casa, já trancada no meu quarto, completamente sozinha, eu e as minhas malditas recordações acompanhadas pelo meu choro compulsivo.

Olá minhas meninas lindas :)
Depois de quase 2 meses de ausência aqui estou eu com um capítulo, desculpem a demora, mas foi completamente impossível publicar antes, prometo ser mais breve a publicar o próximo capítulo. Agora espero que tenham gostado deste e que comentem pois para mim é muito importante a vossa opinião, mais ainda ao fim deste tempo todo, por isso deixem a vossa opinião, se faz favor :)
Beijinhos e Bom Carnaval
Didi Martins

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013

Olá queridas :)
Era só para desejar um Feliz Ano Novo, que seja muito mas muito melhor que 2013.
SEJAM FELIZES


Beijinhos
Didi Martins

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal


Olá leitoras mais lindas do mundo!
Bem, não vos trago um capítulo, vim só desejar-vos um excelente, feliz e santo natal, com muita saúde, paz, felicidade, muito, mas muito amor e tudo de bom, ao lado de quem mais gostam.
Espero que recebam muitas prendinhas, aquilo que pediram ao pai natal e doces maravilhosos, mas cuidadinho, com o açúcar ahahahah
Agora vou mostrar-vos a carta que eu enviei ao pai natal


Espero mesmo que tenham um feliz natal, porque vocês merecem ;)
Muitos beijinhos
Didi Martins

domingo, 16 de dezembro de 2012

Capítulo 26 – “És-me Tudo”


Diana
O Sílvio tinha ficado todo contente com o telefonema que recebeu. Tinha acabado de saber que os amigos deles vinham de propósito no fim-de-semana para estarem com ele e verem o seu primeiro jogo na liga, que começava neste fim-de-semana. Ele tinha ficado eufórico. Já eu, embora que escondesse, fiquei reticente. Iria conhecer os amigos do Sílvio, os seus “manos” como ele os tratava. Eu sei que é estúpido estar assim, mas tinha um certo receio de eles não gostarem de mim... Sei que são parvoíces, mas não consigo evitar.
Hoje, ainda era quarta-feira e não tinha estado muito mais tempo com o Sílvio, pois ele tinha de descansar bem para o jogo de amanhã e também tinha de acordar cedo pois partiria para estágio. Despedi-me dele e passei um serão bem animado com o Tomás onde pusemos toda a nossa conversa em dia.

***

Hoje decidi acordar cedo para ainda ter tempo de dar um beijinho de despedida e boa sorte ao meu amor.
Muito a custo lá me levantei e vesti qualquer coisa para depois ir até á casa dele.
- Amor, espera! – gritei enquanto corria até ao pé dele, pois este já estava pronto para entrar no seu carro
A primeira coisa que fiz quando cheguei ao pé dele foi espetar-lhe um beijo, bem demorado.
- Bom dia amor! – saudei com boa disposição
- Hum com este beijo tem de ser mesmo um bom dia! – beije-o de novo
- Tem de ser! Vinha só dar-te um beijo de bons dias e de boa sorte para o jogo!
- Acordas-te a estas horas só para isso? – perguntou surpreendido
- Só? Não achas que é um bom motivo? Não gostas de ter beijinhos meus logo pela manhã?
- Gosto dos teus beijos a qualquer hora do dia! – beijei-o
- Oh tenho um namorado tão querido!
Sílvio beija-me de novo. Cada beijo era uma emoção diferente, uma sensação única que eu queria que dura-se para sempre.
- Adoro-te!
- Eu também te adoro princesa da minha vida!
- Bem, boa sorte para o jogo, quanto tiveres um tempinho liga-me – pedi-lhe
- Combinado, princesa! Mas vais ver o jogo, não vais?
- Sim, amor. Vou com o Tomás e também combinei com algumas mulheres dos jogadores.
- Vais estar em boa companhia. Eu tenho de ir, se não chego atrasado. Obrigada por este momento.
- Não tens nada de agradecer. Fiz de coração e porque te adoro – Sílvio mal me deixou acabar e juntou logo os nossos lábios
Despedi-me dele e voltei para casa, confesso que a moleza me fez ir deitar na minha cama outra vez e dormir mais umas horinhas.

***
CANTEMOS EL ALIRON!
Y yo nací Enamorado del Atleti de Madrid
En las canchas donde tanto yo sufri
ENAMORADO DE TI! Tus rayas son
Rojas y blancas que llevo en el corazón
Hacen que sea como una religión

O ambiente no Vicente Calderón já estava ao rubro. O estádio estava completamente cingido de vermelho e branco e os adeptos faziam-se ouvir e ainda nem o jogo tinha começado. Os adeptos mostravam-se mais que preparados para começarem a apoiar a sua equipa do coração nesta nova época, que se esperava cheia de glórias.
Eu já estava sentada no meu lugar, o Tomás encontrava-se ao meu lado esquerdo, e no meu lado direito estava a Magali e as restantes mulheres/namoradas dos jogadores.
Conversávamos quando os jogadores entram no estádio para o aquecimento, até eu senti um arrepio, com este ambiente! O estádio estava mesmo ao rubro, quando foi anunciado o 11 inicial nos microfones do estádio, prestei mais atenção ao lateral-direito, número 17, que teve direito a um forte aplauso e incentivo por parte dos adeptos, fiquei toda orgulhosa. A equipa recolheu aos balneários e eu enviei a minha mensagem de apoio ao meu amor.

Para: Amor <3
Eu estou contigo, juntamente com todo o estádio!
És o meu orgulho! Dá o teu melhor, eu sei que vai correr tudo bem.
Força!
Adoro-te <3

Enviei a já minha habitual mensagem de apoio antes dos jogos começarem ao Sílvio, de modo a mostrar-lhe que eu estava com ele, a apoiá-lo incondicionalmente. Ele não me respondeu, mas eu sabia que a tinha visto, devido à nossa troca de olhares quando ele entrou em campo. Ele gesticulou-me um “és-me tudo” que me deixou toda derretida. No estádio fez-me um minuto de silêncio em prol de um antigo jogador que tinha morrido.
O jogo começou e foi aqui que as minhas emoções estavam ao rubro.
O Atlético de Madrid foi para o intervalo a ganhar por 1 a 0, tudo corria perfeitamente bem, tanto ao Atlético como ao meu amor que estava a ter uma ótima estreia. Até ao minuto 61 um jogador da outra equipa entra com tudo para cima do meu 17. Sílvio contorcia-se de dores na relva.
O meu coração estava tão mirrado, só me senti mais aliviada quando, mesmo com dores, o vi levantar meio a coxear e ele respondeu ao mister que podia continuar, apenas lhe puseram o habitual spray no pé e ele entrou, mostrando toda a sua raça. Levantei-me e aplaudi a sua entrada. Ele era mesmo o meu orgulho. O jogo acabou, e o Atlético ganhou por uns 2 a 1.
Esperava, juntamente com o Mauro, pelo Sílvio nos camarotes, enquanto íamos fazendo o rescaldo do jogo.
- Ver os jogos do teu irmão deixa-me com os nervos em franja – comentava, pois gostava tanto dele que tinha medo de ele não jogar no seu melhor ou que ele se lesionasse
- Deu para perceber! – brincou comigo, automaticamente sorrimos – Tens de ter calma… - aconselhava-me
- A minha princesa tem de ter calma no quê? – Sílvio chega e intromete-se na nossa conversa, dando em seguida um beijo
- Eu estava a explicar à Didi que ela tem de ter calma a ver os teus jogos – esclareceu o Mauro – Ela a ver os jogos parece a nossa mãe… - comparou
- É normal eu preocupo-me contigo! – justifiquei-me
- Eu sei princesa, mas são circunstâncias do futebol… - eu sabia melhor que ninguém como eram as circunstâncias do futebol, ou não fosse eu jogadora também, e sei que a maioria das vezes que um jogador vai ao chão, não se lesiona, mas era inevitável eu não ficar preocupada, era mais forte que eu.
- Não consigo evitar! Eu gosto demasiado de ti para não me preocupar… - Sílvio fica especado a olhar para mim com o mais belo dos seus sorrisos – Amor, porque estás a olhar assim para mim? – eu já estava a ficar envergonhada
- Porque tenho a namorada mais perfeita do mundo… - pronto, acabei de corar
- Amor, gostas tanto de me deixar envergonhada! – Sílvio apenas me beija, acabamos por ser interrompidos por uma tosse forçada de Mauro
- Eu ainda estou aqui, e não se esqueçam que estão num local público e não em casa… - alertou-nos para a realidade
- Nós resolvemos já isso, vamos embora, princesa?
- Bora!
Despedimo-nos da malta e fomos os três para a casa do Sílvio. O Mauro acabou por não ficar muito tempo, uma vez que foi aproveitar a noite, eu e o Sílvio estávamos mais numa de aproveitar a noite para namorar, acabando por ficarmos na casa dele. Estávamos a molengar no sofá, ainda sem saber muito bem o que íamos fazer, enquanto pensávamos, ah qual pensar qual quê! Estávamos simplesmente a namorar.
Conseguia sentir o seu sabor, uma tonelada de sentimentos surgiam descontroladamente, um aperto no coração e as ditas borboletas no estômago, mais pareciam que me iam fazer levitar ali mesmo. Beijávamo-nos calmamente, mas depois os beijos que trocamos foram mais eletrizantes, cheios de luxuria. A sua língua invadiu a minha boca para que começasse uma dança juntamente com a minha, explorando cada traço e cada canto dela. Ele apertou-me mais contra ele e coloquei-lhe a mão sobre a face enquanto nos continuávamos a beijar. Paramos de nos beijar. Ele afastou apenas as nossas faces, sem diminuir a proximidade a que nos encontrávamos. Eu não tive outra reação a não ser enterrar a minha cabeça sobre o seu peito. Senti ele abraçar-me e dar me um beijo na nuca.
Afastei a minha face do seu peito e olhei os seus olhos que brilhavam juntamente com o seu sorriso. Sorri-lhe envergonhada.
- És-me tudo! – repetiu as palavras que me tinha gesticulado antes do jogo
Sorri ao ouvir isto e antes que ele começasse a falar de novo, entrelacei os meus dedos no seu cabeço e puxei-o até mim fazendo com que os nossos lábios se juntassem de novo.
- Tu também! Eu gosto tanto, mas tanto, mas tanto de ti – confessei, olhando nos olhos
- Eu gosto mais…
- Não! Eu é que gosto mais! – ripostei
- Não, Não! Eu! - insistiu
- Amor, assim nunca mais acabamos a discussão, tens de admitir que eu gosto mais! - brinquei
- Ui, queres ver que arranjei uma namorada mandona?
- Eu não sou mandona, apenas gosto de ter razão!
- Pronto, eu deixo-te ganhar, mas só desta vez! – cedeu e eu dei-lhe um beijo como agradecimento
- Então o que vamos fazer? – perguntei, enquanto tinha a minha cabeça apoiada no ombro dele e lhe fazia pequenas caricias no peito
- Podíamos fazer isso mesmo – sugeriu
- Isso mesmo o quê? Amor, nós ainda não temos telepatia para eu poder adivinhar no que estás a pensar!
- Tenho uma namorada tão engraçada! Estava apenas a dizer que podíamos ficar a conversar, há muitas coisas sobre ti que ainda não sei, e que gostava de saber… - sugeriu
- Parece-me bem! Desde que fiquemos aqui, assim agarradinhos, tudo me parece bem! - acabamos por nos chegar mais um ao outro – Podes perguntar o que quiseres que eu respondo…
- O que quiser mesmo, tudo, tudo? – perguntou com cara de suspeito
- Pronto, já vêm dai coisa! Sim tudo o que quiseres! Chuta!
- Oh ainda não pensei em nada de especial para perguntar… ahhh… tu… quando é que sentiste realmente que estavas apaixonada por mim?
- Fogo, começas logo bem… a resposta vai ser longa, prepara-te. Lembras-te quando esbarramos um no outro, à porta da casa do Tomás?

***
Ia a ver o caminho no GPS, completamente distraída sobre o que se passava em meu redor, quando a minha caminhada acabou por ser interrompida pelo embate de um corpo no meu, embora que de raspão.
- Ai, desculpe… Peço imensa desculpa! – apressei-me a dizer enquanto mantinha ainda os olhos no meu pé ligeiramente dorido, devido ao desequilíbrio provocado pela aspereza e força do outro corpo – perdón! – corrigi imediatamente assim que me relembrei estar em terras de nossos hermanos.
- Estás bien? – apresou-se a dizer a pessoa com quem eu tinha esbarrado. Ainda não tinha olhado para a pessoa, que devia ser um homem, pelo menos a sua voz grossa assim o parecia, coisa que aconteceu rapidamente assim que esta perguntou se eu estava bem. O meu olhar cruzou-se com o seu, e nesse momento tudo parou. Ficámo-nos a olhar durante segundos. E eu não acreditava no que via, não acreditava que ele estava mesmo à minha frente.
- Sim – disse de modo bem português, pois eu sabia perfeitamente que ele também o era, por isso iria compreender-me, como é lógico.
 - Portuguesa? – inquiriu-me sorrindo
- Sim, Diana – apresentei-me
- Eu chamo-me…
- Sílvio – interrompi-o sorrindo
Sílvio cora ao perceber que eu o conhecia. O silêncio instala-se por alguns, que me pareceram longos, segundos. Isto faz-me ficar envergonhada e reagir a quente, por isso decidi ir embora.
- Desculpa mais uma vez – pedi desculpa mais uma vez, pois a culpa tinha sido toda minha, se não viesse distraída não teria embatido nele. Nem o deixei responder, continuei logo a minha caminhada em passo acelerado, de modo a deixar aquele lugar o mais rapidamente possível. Mas não resisti à tentação e olhei de esguelha para trás, mas arrependi-me rapidamente, pois Sílvio também me olhava e sorriu assim que me viu a olha-lo.
***
- Claro que me lembro!
- Como é obvio não foi ai que eu me apaixonei por ti, mas foi logo a partir desse dia que começas-te a invadir os meus pensamentos…
- Lembras-te de nessa noite dançarmos o Solamente Tú?
Recordei esses momentos na minha cabeça.

***
Eu e Sílvio ficámos assim “sozinhos” no meio da pista. Até que de repente o DJ põe uma música romântica e só se vê casais agarradinhos na pista a dança-la. Ficámos um bocadinho parados sem saber o que fazer, não éramos propriamente um casal de namorados para dançarmos muito agarradinhos uma música romântica. Pude perceber pelo olhar receoso de Sílvio que hesitou em convidar-me para dançar por isso mesmo, mas acabou por faze-lo.
- Posso? – estende-me a sua mão, convidando-me assim para dançar
- Claro – respondo-lhe com um sorriso nos lábios
Sílvio põe então as suas mãos na minha cintura e eu encosto a minha cabeça ao seu ombro direito. Dançamos assim agarradinhos e em silêncio absoluto a única coisa que se ouvia era letra da música “solamente tu” de Pablo Alborán.
Mas eu conseguia ouvir outra coisa, devido à proximidade dos nossos corpos era-me perfeitamente sensível o bater do coração do Sílvio, estava algo acelerado e descompensado. As nossas pernas movimentavam-se automaticamente ao som da música e seguindo os movimentos um do outro.
A música acabou os nossos corpos estavam agora afastados um do outro mas os nossos olhares estavam completamente penetrados um no outro. Eu olhava para os lindos olhos de Sílvio eram castanhos-esverdiados e com a luz do bar ficavam ainda mais brilhantes. Simplesmente lindos.
***

- Esse dia foi mesmo especial! – comentei com os olhos a brilharem – Entretanto começávamos a falar e a sair com tanta frequência que já havia dias que quando não estávamos juntos eu tinha saudades, mas nessa altura não tinha consciência que tinha começado a gostar de ti. Nessa altura eu sabia que o que sentia por ti era mais do que amizade, mas nem sonhava que estava completamente apaixonada por ti. Só cheguei a essa conclusão, em Portugal, quando as saudades de ti consumiam os meus dias, quando a toda a hora pensava em ti, quando tinha uma vontade louca de te ligar e dizer que gostava de ti, quando pensava nos nossos beijos - Sílvio escutava-me com toda a atenção – quando sentia falta do conforto do teu abraço, do teu olhar intenso, da tua voz, do teu sorriso, do teu cheiro, quando me arrependi de me ter ir embora de Madrid… foi ai que me apercebi que viver sem ti já não fazia sentido, que já não conseguia ser feliz sem tu estares ao pé de mim… - admiti
- Estou sem palavras amor… - confessou enternecido a olhar para mim
- Então beija-me! – Sílvio assim o fez, só parou quando necessitamos de ar
- Agora é a minha vez de perguntar. Quando é que percebeste que estavas apaixonado por mim?
- Eu fui bem mais rápido a perceber isso… Houve duas ocasiões: a primeira foi quando nos beijámos na piscina – sorrimos ao recordar esse momento

***
Corríamos por todo o jardim. Eu ia com alguma vantagem e ia olhando para trás a ver se o Sílvio já vinha muito perto de mim. Numa dessas vezes que olhei para trás nem reparei que a piscina se encontrava mesmo à minha frente, tenho por isso que inverter o meu caminho, virando-me para trás. Como o Sílvio já estava muito próximo de mim, fico assim num beco sem saída: atrás de mim a piscina, à minha frente o Sílvio. Sílvio apanha-me e desata a fazer-me cócegas. Eu odiava que me fizessem cocegas pois eu tinha imensas.
- Sílvio, pára por favor – imploro-lhe, já com dores de tanto rir
Ele pára para me perguntar:
- Então agora quem é o fraquinho, afinal!?
- Continuas a ser tu – não iria dar parte fraca
- Ehrrr – Sílvio faz o barrulho que se ouve naqueles concursos quando alguém não acerta na pergunta – Resposta errada!
- Não é não!!! O fraquinho és tu! – provoquei-o de novo pondo a língua do lado de fora
Sílvio chega-se mais próximo de mim, com o intuito de continuar a fazer-me cócegas. E eu recuei pequenos passos para que isso não acontecesse, mas eu assento mal o salto do meu sapato, entre o azulejo da piscina e a relva, desequilibro-me e caiu dentro da piscina. Sílvio ainda me tenta agarrar, mas em vez de ficarmos os dois em seco, acabamos por cair na piscina.
Debaixo de água Sílvio agarra-me, pela cintura, e leva-me para a beira da piscina. Quando voltamos à superfície estávamos completamente colados um ao outro. Os nossos rostos estão tão próximos que conseguia sentir o seu hálito e a sua respiração, agora acelerada, a embater nos meus lábios. Sem uma aparente razão lógica, deixei-me levar pelo momento que à muito eu queria mas que a falta de coragem ou mesmo pelo meu cérebro dizer que isso era errado mas o resto do meu corpo, principalmente, o meu coração, queriam e desejavam já à muito aquele momento. Deixei esses pensamentos bem longe e concentrei-me no Sílvio.
A iniciativa parte de Sílvio, que primeiro coloca a sua mão esquerda no meu rosto e em seguida encosta lentamente os seus lábios aos meus. Senti que ele queria uma resposta minha para continuar, portanto uni finalmente as nossas bocas. Assim, as nossas bocas unidas movimentavam-se inconscientemente num beijo muito desejado. Conseguia sentir o seu sabor, um turbilhão de sentimentos surgiam desde um aperto no coração, as ditas borboletas no estômago.
Sílvio era meigo com os seus lábios quentes e doces num beijo apaixonado que começou por ser calmo, carinhoso para passar a electrizante cheio de desejo, de quem há muito ansiava este momento.
Terminamos aquele beijo, pois já estávamos a ficar sem folego. Mas as nossas testas ficaram coladas, assim como os nossos olhares ficaram penetrantes um no outro acompanhados por num silêncio onde a única coisa que se ouvia era as nossas respirações ofegantes.
- Já queria fazer isto há algum tempo… - confessou-me
Sorri com as suas palavras, pois ele tinha tido a mesma vontade que eu. Voltei a beijá-lo. Agora um beijo mais calmo, onde ambos podemos abrandar a chama do desejo que ia nos nossos corações.
- Também eu! Não aguentava mais um minuto ao teu lado sem te poder beijar! – confessei-lhe envergonhada mas era a verdade, era aquilo que eu sentia.
***

- Foi um beijo diferente de todos os outros, em parte porque foi o nosso primeiro beijo mas também porque nunca pensei a vir a sentir tanta coisa só num beijo, naquele momento tive a certeza que gostava muito de ti, aquele beijo transmitiu-me sentimentos únicos… o beijo foi ainda mais especial, porque há dias que te queria beijar, há dias que quase nos beijávamos mas no momento ou um telemóvel tocava ou aparecia o meu irmão mais velho… - sorriu, relembrando as várias oportunidades em que nos tivemos quase a beijar
- Mas isso serviu para que o beijo fosse ainda mais especial, pois dava por mim a pensar e a sonhar como seria beijar-te… - completei o seu pensamento, pois afinal estávamos de acordo
- Eu pensava exatamente no mesmo. O outro momento foi quando, soube que te tinhas ido embora, gostava demasiado de ti, por isso tive de ir atrás de ti e dizer que te amava – arrepiei-me ao ouvi-lo dizer, ainda que indiretamente, que me amava
- Sabes, hoje eu não me arrependo de ter ido, apesar de todo o sofrimento que causei, tanto a mim, como a ti, essa distância serviu para na minha cabeça se clarificar o que eu sentia por ti, porque o meu coração, já sabia muito bem que eu estava caidinha por ti…
- Apesar de altos e baixos, sorrisos e lágrimas, o nosso amor vale a pena…
- E se eu te perguntar, um momento inesquecível, que tenhamos vivido?
- Eu responder-te-ia todos aqueles em que tiveste comigo!
- Wonnnn tenho o namorado mais romântico do mundo! – beijei-o
- Mas um momento que nunca mais me vou esquecer, foi quando te afastaste de mim, já não falávamos há três dias! E houve aquele jantar na casa do Tomás juntamente com os meus irmãos, e quando nos foste abrir a porta, eu dei-te dois beijinhos e tu tremes-te da cabeça aos pés, nunca mais me vou esquecer, porque apesar de estares longe de mim nesses dias, isso provava que nada tinha mudado! – lembrava-me perfeitamente desse momento, aliás essa noite foi bem atribulada

***
Ouvi a campainha tocar e tremi da cabeça aos pés. Encaminhei-me para a porta, preparando-me psicologicamente para voltar a ver o Sílvio. Respirei fundo e abri a porta.
- Boa noite rapazes – saudei
- Boa noite – retribuíram em coro
O Mauro era aquele que estava mais próximo de mim, em seguida estava o Dino e mais ou menos ao lado do Dino estava o Sílvio. Ainda não o tinha olhado diretamente, estava focada no Mauro, pela simples razão de não ter, ainda, de encarar o Sílvio.
- Entrem! – pedi cedendo algum espaço para eles passarem
 Mauro foi o primeiro a faze-lo dando-me dois beijinhos, dei também dois beijinhos ao Dino e ambos seguiram para a sala.
- Necessitas de espaço ou… posso? – perguntou aproximando-se mim
- Sim podes! – respondi, dando-lhe autorização para me cumprimentar com dois beijinhos. Não resisti a dizer-lhe que sim, quando estava perto dele não conseguia resistir! Sílvio deu dois beijinhos muito próximos dos cantos da minha boca. Estremeci de novo as sentir a sua pele na minha, ao sentir a sua respiração na minha pele, a sua barba…
- Gostei de saber que, apesar de quereres espaço, ainda tremes por mim. Será que também ainda ficas envergonhada? – perguntou retoricamente, sorrindo. Ai que sorriso, tão perfeito que me fazia sorrir também - Estas linda, aliás não estás, tu és, linda! – foi inevitável, corei novamente nas “mãos” do Sílvio. Por muito que quisesse não conseguia controlar. Ele sorriu descaradamente ao ver-me corar – É bom saber que sim! - admitiu
- Não me provoques! – pedi afastando-me dele
***

- Amor, há uma coisa que eu gostava de te perguntar, mas… - tinha medo de lhe fazer uma pergunta sobre um determinado assunto em específico
- Mas… podes perguntar à vontade! – deu-me confiança
- Era sobre mulheres, sobre as tuas ex-nam… - Sílvio interrompe-me
- Sim amor, pergunta lá
- Não levas a mal?
- Não!
- Já tiveste muitas namoradas? – perguntei rapidamente
Sílvio sorri.
- Era preciso assim tanta vergonha para me perguntares isso? – pergunta carinhosamente, pondo umas mexas de cabelo que me atrapalhavam a visão, atrás da minha orelha
- Não sei qual seria a tua reação… e confesso que tenho algum receio dessa resposta, afinal és um homem vivido, lindo, encantador… e namoradas não te devem ter faltado… - Sílvio era 5 anos mais velho que, por isso normal que já tivesse tido muitos mais relacionamentos que eu
- Amor, não te vou mentir, muitas mulheres já passaram pela minha vida, mas poucas me marcaram. Mas se queres saber, não, não tive inúmeras namoradas, e as raparigas com quem namorei foi sempre porque gostava delas, mas contigo tudo é diferente, tu és diferente de todas as outras! – fiquei naquela parte em que ele disse que muitas mulheres já tinham passado pela vida dele, isso quer dizer que ele dormiu com elas? Não Diana, não vais perguntar isso, isso é do passado dele, só diz respeito a ele… pensava para mim.
- Porque é eu sou diferente das outras? – acabei por perguntar
- Em primeiro lugar porque o que eu sinto por ti, nunca senti antes por outra mulher qualquer, e depois porque és muito diferente das minhas outras namoradas, a nível de personalidade… és tão menina, e esse lado encanta-me, mas ao mesmo tempo és mulher, não sei explicar-te bem - notei que ele nãos e quis alongar mais neste assunto, por isso decidi acabar com o assunto
- Ok, já percebi, desculpa se te incomodei com as minhas perguntas…
- Princesa, já disse que não faz mal, mas olha não penses que te escapas assim. Eu também quero saber. Já tiveste muitos namorados?
Esse era um assunto que não me deixava muito à vontade, trazia-me demasiadas memórias do passado, passado esse que eu queria esquecer.
- Não, sabes amor, caso não te lembres eu tenho 17 anos, por isso não tenho uma lista interminável de namorados, tive alguns… - decidi levar a minha resposta mais para a brincadeira, disfarçando assim o meu incómodo por estarmos a falar sobre este assunto
- Humm ok, deixa-me cá pensar em mais perguntas para fazer à minha namorada linda. Qual foi a primeira coisa que reparas-te em mim na primeira vez que me viste?
- Fácil! No sorriso, eu amo esse sorriso – Sílvio sorri só para mim – E tu?
- Nos teus olhos lindos, esses olhos azuis deixaram-me completamente enfeitiçado, tu conquistas-me com o teu olhar profundo, transparente, olhar de menina traquina, olhar sincero, encantador, verd…
- Pronto, já chega! Tens sempre o dom de me deixar envergonhada! – disse interrompendo-o
- Não tenho o dom de dizer as verdades, mas eu adoro ver-te corada - admite
- Ah espera, há outra coisa que eu reparei logo em ti. A tua barba de 5 dias, deixa-me completamente babada, a sério é bué sexy – Sílvio apenas se ri – Ohh amor assim não tem piada, eu não consigo deixar-te envergonhado, assim estou em desvantagem… - queixei-me
- É eu sou um homem de barba rija! - gozou
- Ohh amor és mau! Não goto’ mai’ de ti! – brinquei fazendo-me de amuada com voz de bebé
- A minha menina fica tão linda amuada!
- Vês amor, tu até a brincar consegues deixar-me envergonhada! – foi inevitável não nos rirmos
- Pronto, eu paro. Que queres fazer?
- Não sei, não estás cansado do jogo, se calhar queres dormir?
- Sim estou cansado, mais queria ficar mais um bocadinho contigo… - disse meloso abraçando-me
Acabamos por nos deitar no sofá, ora a namorar ora a falar de coisas banais.
- Então amanhã, chegam os teus amigos? Quem são? São muitos? – perguntei curiosa
- Chegam amanhã, ao final da tarde, estava a pensar em fazer um jantar para te apresentar a eles, eles basicamente são os meus amigos de infância, alguns andaram comigo na Josefa de Óbidos, tenho outro que era meu vizinho… mas eu depois apresento-te melhor, vais ver que vais gostar, é tudo malta muito bacana – Sílvio depois de dizer isto bocejou, isto acabou por ser o mote para nos despedirmos, pois amanhã iria sem um dia bem longo recheado de emoções.

Como correrão os próximos dias deste casal?
Qual foi para vocês o momento mais marcante da fic ou aquele que mais gostaram ?

Olá Meninas, aqui está como prometi um super-hiper-mega capítulo. Espero que tenham gostado que deixem as vossas opiniões. Queria dedicar este capitulo a todas as pessoas que estiveram ao meu lado, que me apoiaram e que não desistiram da minha fic, nestas semanas em que eu estive longe. A elas o meu muito obrigado :)
Beijinhos e BOAS FÉRIAS
Didi Martins

PS: Agradecer à Rita Carvalho pela sugestão da música Rihanna - Diamonds :)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Comunicado

Olá meninas lindas :)
Em primeiro lugar venho pedir imensas desculpas, pois há mais de 3 semanas que não publico :(
Não sabem como me deixa triste não escrever durante este tempo todo, mas não tenho tido mesmo tempo. E escolinha aliou-se a uns problemitas e sugaram-me todo o meu tempo :(
Como já tinha muitas saudades disto, vim cá fazer uma visita e ao grupo do facebook também. Por isso é que estou aqui, para agradecer todo o apoio que me é dado, mesmo estando eu há tanto tempo ser ter dado noticias... Ver que me continuam a apoiar e acarinhar é tão reconfortante que nem sem como vos agradecer!
Ainda não sei bem quando vou voltar a publicar, mas já falta pouco, talvez dentro de 1 ou 2 semanas. E para vos compensar pela minha longa ausência vou publicar um super-hiper-mega-gigantesco capítulo!
Agora, tenho outro assunto! Já repararam que dia é hoje? 1 de dezembro de 2012, o mês onde a magia do natal está de regresso, onde se vê as ruas enfeitadas, as crianças felizes... vê-se aquele espírito natalício no ar! Sou só eu que adoro o mês de dezembro e o natal?
Desejo a todas vocês que aproveitem bem esta época única do ano.
Não me vou embora ser voltar a agradecer a vocês todas, à Rita Carvalho, à Rita Martins, à Ana Laranjeira, à Maria Mendes, à Ana Rita Salgado, à Diana Ferreira, à Mariana Varino, à Mariana Pinho, à Mariana Mendes, à Tânia Matos, à Beatriz Almeida, à Cátia Mira, à Ana Patrícia, à Maria João Almeida, à Dália Sá, à Raquel Luís, à Nini, à Joana#14, à Fii, à Juliana Seabra, a todos os anónimos que comentam a minha fic, a todos os que simplesmentente a lêem (desculpem se me esqueci de referenciar alguma menina, mas são tantas). Todos, todos! Porque é para vocês que eu escrevo e porque sem vocês não faria sentido escrever! 
<3
Volto em breve!
Beijinhos
Didi Martins