domingo, 16 de dezembro de 2012

Capítulo 26 – “És-me Tudo”


Diana
O Sílvio tinha ficado todo contente com o telefonema que recebeu. Tinha acabado de saber que os amigos deles vinham de propósito no fim-de-semana para estarem com ele e verem o seu primeiro jogo na liga, que começava neste fim-de-semana. Ele tinha ficado eufórico. Já eu, embora que escondesse, fiquei reticente. Iria conhecer os amigos do Sílvio, os seus “manos” como ele os tratava. Eu sei que é estúpido estar assim, mas tinha um certo receio de eles não gostarem de mim... Sei que são parvoíces, mas não consigo evitar.
Hoje, ainda era quarta-feira e não tinha estado muito mais tempo com o Sílvio, pois ele tinha de descansar bem para o jogo de amanhã e também tinha de acordar cedo pois partiria para estágio. Despedi-me dele e passei um serão bem animado com o Tomás onde pusemos toda a nossa conversa em dia.

***

Hoje decidi acordar cedo para ainda ter tempo de dar um beijinho de despedida e boa sorte ao meu amor.
Muito a custo lá me levantei e vesti qualquer coisa para depois ir até á casa dele.
- Amor, espera! – gritei enquanto corria até ao pé dele, pois este já estava pronto para entrar no seu carro
A primeira coisa que fiz quando cheguei ao pé dele foi espetar-lhe um beijo, bem demorado.
- Bom dia amor! – saudei com boa disposição
- Hum com este beijo tem de ser mesmo um bom dia! – beije-o de novo
- Tem de ser! Vinha só dar-te um beijo de bons dias e de boa sorte para o jogo!
- Acordas-te a estas horas só para isso? – perguntou surpreendido
- Só? Não achas que é um bom motivo? Não gostas de ter beijinhos meus logo pela manhã?
- Gosto dos teus beijos a qualquer hora do dia! – beijei-o
- Oh tenho um namorado tão querido!
Sílvio beija-me de novo. Cada beijo era uma emoção diferente, uma sensação única que eu queria que dura-se para sempre.
- Adoro-te!
- Eu também te adoro princesa da minha vida!
- Bem, boa sorte para o jogo, quanto tiveres um tempinho liga-me – pedi-lhe
- Combinado, princesa! Mas vais ver o jogo, não vais?
- Sim, amor. Vou com o Tomás e também combinei com algumas mulheres dos jogadores.
- Vais estar em boa companhia. Eu tenho de ir, se não chego atrasado. Obrigada por este momento.
- Não tens nada de agradecer. Fiz de coração e porque te adoro – Sílvio mal me deixou acabar e juntou logo os nossos lábios
Despedi-me dele e voltei para casa, confesso que a moleza me fez ir deitar na minha cama outra vez e dormir mais umas horinhas.

***
CANTEMOS EL ALIRON!
Y yo nací Enamorado del Atleti de Madrid
En las canchas donde tanto yo sufri
ENAMORADO DE TI! Tus rayas son
Rojas y blancas que llevo en el corazón
Hacen que sea como una religión

O ambiente no Vicente Calderón já estava ao rubro. O estádio estava completamente cingido de vermelho e branco e os adeptos faziam-se ouvir e ainda nem o jogo tinha começado. Os adeptos mostravam-se mais que preparados para começarem a apoiar a sua equipa do coração nesta nova época, que se esperava cheia de glórias.
Eu já estava sentada no meu lugar, o Tomás encontrava-se ao meu lado esquerdo, e no meu lado direito estava a Magali e as restantes mulheres/namoradas dos jogadores.
Conversávamos quando os jogadores entram no estádio para o aquecimento, até eu senti um arrepio, com este ambiente! O estádio estava mesmo ao rubro, quando foi anunciado o 11 inicial nos microfones do estádio, prestei mais atenção ao lateral-direito, número 17, que teve direito a um forte aplauso e incentivo por parte dos adeptos, fiquei toda orgulhosa. A equipa recolheu aos balneários e eu enviei a minha mensagem de apoio ao meu amor.

Para: Amor <3
Eu estou contigo, juntamente com todo o estádio!
És o meu orgulho! Dá o teu melhor, eu sei que vai correr tudo bem.
Força!
Adoro-te <3

Enviei a já minha habitual mensagem de apoio antes dos jogos começarem ao Sílvio, de modo a mostrar-lhe que eu estava com ele, a apoiá-lo incondicionalmente. Ele não me respondeu, mas eu sabia que a tinha visto, devido à nossa troca de olhares quando ele entrou em campo. Ele gesticulou-me um “és-me tudo” que me deixou toda derretida. No estádio fez-me um minuto de silêncio em prol de um antigo jogador que tinha morrido.
O jogo começou e foi aqui que as minhas emoções estavam ao rubro.
O Atlético de Madrid foi para o intervalo a ganhar por 1 a 0, tudo corria perfeitamente bem, tanto ao Atlético como ao meu amor que estava a ter uma ótima estreia. Até ao minuto 61 um jogador da outra equipa entra com tudo para cima do meu 17. Sílvio contorcia-se de dores na relva.
O meu coração estava tão mirrado, só me senti mais aliviada quando, mesmo com dores, o vi levantar meio a coxear e ele respondeu ao mister que podia continuar, apenas lhe puseram o habitual spray no pé e ele entrou, mostrando toda a sua raça. Levantei-me e aplaudi a sua entrada. Ele era mesmo o meu orgulho. O jogo acabou, e o Atlético ganhou por uns 2 a 1.
Esperava, juntamente com o Mauro, pelo Sílvio nos camarotes, enquanto íamos fazendo o rescaldo do jogo.
- Ver os jogos do teu irmão deixa-me com os nervos em franja – comentava, pois gostava tanto dele que tinha medo de ele não jogar no seu melhor ou que ele se lesionasse
- Deu para perceber! – brincou comigo, automaticamente sorrimos – Tens de ter calma… - aconselhava-me
- A minha princesa tem de ter calma no quê? – Sílvio chega e intromete-se na nossa conversa, dando em seguida um beijo
- Eu estava a explicar à Didi que ela tem de ter calma a ver os teus jogos – esclareceu o Mauro – Ela a ver os jogos parece a nossa mãe… - comparou
- É normal eu preocupo-me contigo! – justifiquei-me
- Eu sei princesa, mas são circunstâncias do futebol… - eu sabia melhor que ninguém como eram as circunstâncias do futebol, ou não fosse eu jogadora também, e sei que a maioria das vezes que um jogador vai ao chão, não se lesiona, mas era inevitável eu não ficar preocupada, era mais forte que eu.
- Não consigo evitar! Eu gosto demasiado de ti para não me preocupar… - Sílvio fica especado a olhar para mim com o mais belo dos seus sorrisos – Amor, porque estás a olhar assim para mim? – eu já estava a ficar envergonhada
- Porque tenho a namorada mais perfeita do mundo… - pronto, acabei de corar
- Amor, gostas tanto de me deixar envergonhada! – Sílvio apenas me beija, acabamos por ser interrompidos por uma tosse forçada de Mauro
- Eu ainda estou aqui, e não se esqueçam que estão num local público e não em casa… - alertou-nos para a realidade
- Nós resolvemos já isso, vamos embora, princesa?
- Bora!
Despedimo-nos da malta e fomos os três para a casa do Sílvio. O Mauro acabou por não ficar muito tempo, uma vez que foi aproveitar a noite, eu e o Sílvio estávamos mais numa de aproveitar a noite para namorar, acabando por ficarmos na casa dele. Estávamos a molengar no sofá, ainda sem saber muito bem o que íamos fazer, enquanto pensávamos, ah qual pensar qual quê! Estávamos simplesmente a namorar.
Conseguia sentir o seu sabor, uma tonelada de sentimentos surgiam descontroladamente, um aperto no coração e as ditas borboletas no estômago, mais pareciam que me iam fazer levitar ali mesmo. Beijávamo-nos calmamente, mas depois os beijos que trocamos foram mais eletrizantes, cheios de luxuria. A sua língua invadiu a minha boca para que começasse uma dança juntamente com a minha, explorando cada traço e cada canto dela. Ele apertou-me mais contra ele e coloquei-lhe a mão sobre a face enquanto nos continuávamos a beijar. Paramos de nos beijar. Ele afastou apenas as nossas faces, sem diminuir a proximidade a que nos encontrávamos. Eu não tive outra reação a não ser enterrar a minha cabeça sobre o seu peito. Senti ele abraçar-me e dar me um beijo na nuca.
Afastei a minha face do seu peito e olhei os seus olhos que brilhavam juntamente com o seu sorriso. Sorri-lhe envergonhada.
- És-me tudo! – repetiu as palavras que me tinha gesticulado antes do jogo
Sorri ao ouvir isto e antes que ele começasse a falar de novo, entrelacei os meus dedos no seu cabeço e puxei-o até mim fazendo com que os nossos lábios se juntassem de novo.
- Tu também! Eu gosto tanto, mas tanto, mas tanto de ti – confessei, olhando nos olhos
- Eu gosto mais…
- Não! Eu é que gosto mais! – ripostei
- Não, Não! Eu! - insistiu
- Amor, assim nunca mais acabamos a discussão, tens de admitir que eu gosto mais! - brinquei
- Ui, queres ver que arranjei uma namorada mandona?
- Eu não sou mandona, apenas gosto de ter razão!
- Pronto, eu deixo-te ganhar, mas só desta vez! – cedeu e eu dei-lhe um beijo como agradecimento
- Então o que vamos fazer? – perguntei, enquanto tinha a minha cabeça apoiada no ombro dele e lhe fazia pequenas caricias no peito
- Podíamos fazer isso mesmo – sugeriu
- Isso mesmo o quê? Amor, nós ainda não temos telepatia para eu poder adivinhar no que estás a pensar!
- Tenho uma namorada tão engraçada! Estava apenas a dizer que podíamos ficar a conversar, há muitas coisas sobre ti que ainda não sei, e que gostava de saber… - sugeriu
- Parece-me bem! Desde que fiquemos aqui, assim agarradinhos, tudo me parece bem! - acabamos por nos chegar mais um ao outro – Podes perguntar o que quiseres que eu respondo…
- O que quiser mesmo, tudo, tudo? – perguntou com cara de suspeito
- Pronto, já vêm dai coisa! Sim tudo o que quiseres! Chuta!
- Oh ainda não pensei em nada de especial para perguntar… ahhh… tu… quando é que sentiste realmente que estavas apaixonada por mim?
- Fogo, começas logo bem… a resposta vai ser longa, prepara-te. Lembras-te quando esbarramos um no outro, à porta da casa do Tomás?

***
Ia a ver o caminho no GPS, completamente distraída sobre o que se passava em meu redor, quando a minha caminhada acabou por ser interrompida pelo embate de um corpo no meu, embora que de raspão.
- Ai, desculpe… Peço imensa desculpa! – apressei-me a dizer enquanto mantinha ainda os olhos no meu pé ligeiramente dorido, devido ao desequilíbrio provocado pela aspereza e força do outro corpo – perdón! – corrigi imediatamente assim que me relembrei estar em terras de nossos hermanos.
- Estás bien? – apresou-se a dizer a pessoa com quem eu tinha esbarrado. Ainda não tinha olhado para a pessoa, que devia ser um homem, pelo menos a sua voz grossa assim o parecia, coisa que aconteceu rapidamente assim que esta perguntou se eu estava bem. O meu olhar cruzou-se com o seu, e nesse momento tudo parou. Ficámo-nos a olhar durante segundos. E eu não acreditava no que via, não acreditava que ele estava mesmo à minha frente.
- Sim – disse de modo bem português, pois eu sabia perfeitamente que ele também o era, por isso iria compreender-me, como é lógico.
 - Portuguesa? – inquiriu-me sorrindo
- Sim, Diana – apresentei-me
- Eu chamo-me…
- Sílvio – interrompi-o sorrindo
Sílvio cora ao perceber que eu o conhecia. O silêncio instala-se por alguns, que me pareceram longos, segundos. Isto faz-me ficar envergonhada e reagir a quente, por isso decidi ir embora.
- Desculpa mais uma vez – pedi desculpa mais uma vez, pois a culpa tinha sido toda minha, se não viesse distraída não teria embatido nele. Nem o deixei responder, continuei logo a minha caminhada em passo acelerado, de modo a deixar aquele lugar o mais rapidamente possível. Mas não resisti à tentação e olhei de esguelha para trás, mas arrependi-me rapidamente, pois Sílvio também me olhava e sorriu assim que me viu a olha-lo.
***
- Claro que me lembro!
- Como é obvio não foi ai que eu me apaixonei por ti, mas foi logo a partir desse dia que começas-te a invadir os meus pensamentos…
- Lembras-te de nessa noite dançarmos o Solamente Tú?
Recordei esses momentos na minha cabeça.

***
Eu e Sílvio ficámos assim “sozinhos” no meio da pista. Até que de repente o DJ põe uma música romântica e só se vê casais agarradinhos na pista a dança-la. Ficámos um bocadinho parados sem saber o que fazer, não éramos propriamente um casal de namorados para dançarmos muito agarradinhos uma música romântica. Pude perceber pelo olhar receoso de Sílvio que hesitou em convidar-me para dançar por isso mesmo, mas acabou por faze-lo.
- Posso? – estende-me a sua mão, convidando-me assim para dançar
- Claro – respondo-lhe com um sorriso nos lábios
Sílvio põe então as suas mãos na minha cintura e eu encosto a minha cabeça ao seu ombro direito. Dançamos assim agarradinhos e em silêncio absoluto a única coisa que se ouvia era letra da música “solamente tu” de Pablo Alborán.
Mas eu conseguia ouvir outra coisa, devido à proximidade dos nossos corpos era-me perfeitamente sensível o bater do coração do Sílvio, estava algo acelerado e descompensado. As nossas pernas movimentavam-se automaticamente ao som da música e seguindo os movimentos um do outro.
A música acabou os nossos corpos estavam agora afastados um do outro mas os nossos olhares estavam completamente penetrados um no outro. Eu olhava para os lindos olhos de Sílvio eram castanhos-esverdiados e com a luz do bar ficavam ainda mais brilhantes. Simplesmente lindos.
***

- Esse dia foi mesmo especial! – comentei com os olhos a brilharem – Entretanto começávamos a falar e a sair com tanta frequência que já havia dias que quando não estávamos juntos eu tinha saudades, mas nessa altura não tinha consciência que tinha começado a gostar de ti. Nessa altura eu sabia que o que sentia por ti era mais do que amizade, mas nem sonhava que estava completamente apaixonada por ti. Só cheguei a essa conclusão, em Portugal, quando as saudades de ti consumiam os meus dias, quando a toda a hora pensava em ti, quando tinha uma vontade louca de te ligar e dizer que gostava de ti, quando pensava nos nossos beijos - Sílvio escutava-me com toda a atenção – quando sentia falta do conforto do teu abraço, do teu olhar intenso, da tua voz, do teu sorriso, do teu cheiro, quando me arrependi de me ter ir embora de Madrid… foi ai que me apercebi que viver sem ti já não fazia sentido, que já não conseguia ser feliz sem tu estares ao pé de mim… - admiti
- Estou sem palavras amor… - confessou enternecido a olhar para mim
- Então beija-me! – Sílvio assim o fez, só parou quando necessitamos de ar
- Agora é a minha vez de perguntar. Quando é que percebeste que estavas apaixonado por mim?
- Eu fui bem mais rápido a perceber isso… Houve duas ocasiões: a primeira foi quando nos beijámos na piscina – sorrimos ao recordar esse momento

***
Corríamos por todo o jardim. Eu ia com alguma vantagem e ia olhando para trás a ver se o Sílvio já vinha muito perto de mim. Numa dessas vezes que olhei para trás nem reparei que a piscina se encontrava mesmo à minha frente, tenho por isso que inverter o meu caminho, virando-me para trás. Como o Sílvio já estava muito próximo de mim, fico assim num beco sem saída: atrás de mim a piscina, à minha frente o Sílvio. Sílvio apanha-me e desata a fazer-me cócegas. Eu odiava que me fizessem cocegas pois eu tinha imensas.
- Sílvio, pára por favor – imploro-lhe, já com dores de tanto rir
Ele pára para me perguntar:
- Então agora quem é o fraquinho, afinal!?
- Continuas a ser tu – não iria dar parte fraca
- Ehrrr – Sílvio faz o barrulho que se ouve naqueles concursos quando alguém não acerta na pergunta – Resposta errada!
- Não é não!!! O fraquinho és tu! – provoquei-o de novo pondo a língua do lado de fora
Sílvio chega-se mais próximo de mim, com o intuito de continuar a fazer-me cócegas. E eu recuei pequenos passos para que isso não acontecesse, mas eu assento mal o salto do meu sapato, entre o azulejo da piscina e a relva, desequilibro-me e caiu dentro da piscina. Sílvio ainda me tenta agarrar, mas em vez de ficarmos os dois em seco, acabamos por cair na piscina.
Debaixo de água Sílvio agarra-me, pela cintura, e leva-me para a beira da piscina. Quando voltamos à superfície estávamos completamente colados um ao outro. Os nossos rostos estão tão próximos que conseguia sentir o seu hálito e a sua respiração, agora acelerada, a embater nos meus lábios. Sem uma aparente razão lógica, deixei-me levar pelo momento que à muito eu queria mas que a falta de coragem ou mesmo pelo meu cérebro dizer que isso era errado mas o resto do meu corpo, principalmente, o meu coração, queriam e desejavam já à muito aquele momento. Deixei esses pensamentos bem longe e concentrei-me no Sílvio.
A iniciativa parte de Sílvio, que primeiro coloca a sua mão esquerda no meu rosto e em seguida encosta lentamente os seus lábios aos meus. Senti que ele queria uma resposta minha para continuar, portanto uni finalmente as nossas bocas. Assim, as nossas bocas unidas movimentavam-se inconscientemente num beijo muito desejado. Conseguia sentir o seu sabor, um turbilhão de sentimentos surgiam desde um aperto no coração, as ditas borboletas no estômago.
Sílvio era meigo com os seus lábios quentes e doces num beijo apaixonado que começou por ser calmo, carinhoso para passar a electrizante cheio de desejo, de quem há muito ansiava este momento.
Terminamos aquele beijo, pois já estávamos a ficar sem folego. Mas as nossas testas ficaram coladas, assim como os nossos olhares ficaram penetrantes um no outro acompanhados por num silêncio onde a única coisa que se ouvia era as nossas respirações ofegantes.
- Já queria fazer isto há algum tempo… - confessou-me
Sorri com as suas palavras, pois ele tinha tido a mesma vontade que eu. Voltei a beijá-lo. Agora um beijo mais calmo, onde ambos podemos abrandar a chama do desejo que ia nos nossos corações.
- Também eu! Não aguentava mais um minuto ao teu lado sem te poder beijar! – confessei-lhe envergonhada mas era a verdade, era aquilo que eu sentia.
***

- Foi um beijo diferente de todos os outros, em parte porque foi o nosso primeiro beijo mas também porque nunca pensei a vir a sentir tanta coisa só num beijo, naquele momento tive a certeza que gostava muito de ti, aquele beijo transmitiu-me sentimentos únicos… o beijo foi ainda mais especial, porque há dias que te queria beijar, há dias que quase nos beijávamos mas no momento ou um telemóvel tocava ou aparecia o meu irmão mais velho… - sorriu, relembrando as várias oportunidades em que nos tivemos quase a beijar
- Mas isso serviu para que o beijo fosse ainda mais especial, pois dava por mim a pensar e a sonhar como seria beijar-te… - completei o seu pensamento, pois afinal estávamos de acordo
- Eu pensava exatamente no mesmo. O outro momento foi quando, soube que te tinhas ido embora, gostava demasiado de ti, por isso tive de ir atrás de ti e dizer que te amava – arrepiei-me ao ouvi-lo dizer, ainda que indiretamente, que me amava
- Sabes, hoje eu não me arrependo de ter ido, apesar de todo o sofrimento que causei, tanto a mim, como a ti, essa distância serviu para na minha cabeça se clarificar o que eu sentia por ti, porque o meu coração, já sabia muito bem que eu estava caidinha por ti…
- Apesar de altos e baixos, sorrisos e lágrimas, o nosso amor vale a pena…
- E se eu te perguntar, um momento inesquecível, que tenhamos vivido?
- Eu responder-te-ia todos aqueles em que tiveste comigo!
- Wonnnn tenho o namorado mais romântico do mundo! – beijei-o
- Mas um momento que nunca mais me vou esquecer, foi quando te afastaste de mim, já não falávamos há três dias! E houve aquele jantar na casa do Tomás juntamente com os meus irmãos, e quando nos foste abrir a porta, eu dei-te dois beijinhos e tu tremes-te da cabeça aos pés, nunca mais me vou esquecer, porque apesar de estares longe de mim nesses dias, isso provava que nada tinha mudado! – lembrava-me perfeitamente desse momento, aliás essa noite foi bem atribulada

***
Ouvi a campainha tocar e tremi da cabeça aos pés. Encaminhei-me para a porta, preparando-me psicologicamente para voltar a ver o Sílvio. Respirei fundo e abri a porta.
- Boa noite rapazes – saudei
- Boa noite – retribuíram em coro
O Mauro era aquele que estava mais próximo de mim, em seguida estava o Dino e mais ou menos ao lado do Dino estava o Sílvio. Ainda não o tinha olhado diretamente, estava focada no Mauro, pela simples razão de não ter, ainda, de encarar o Sílvio.
- Entrem! – pedi cedendo algum espaço para eles passarem
 Mauro foi o primeiro a faze-lo dando-me dois beijinhos, dei também dois beijinhos ao Dino e ambos seguiram para a sala.
- Necessitas de espaço ou… posso? – perguntou aproximando-se mim
- Sim podes! – respondi, dando-lhe autorização para me cumprimentar com dois beijinhos. Não resisti a dizer-lhe que sim, quando estava perto dele não conseguia resistir! Sílvio deu dois beijinhos muito próximos dos cantos da minha boca. Estremeci de novo as sentir a sua pele na minha, ao sentir a sua respiração na minha pele, a sua barba…
- Gostei de saber que, apesar de quereres espaço, ainda tremes por mim. Será que também ainda ficas envergonhada? – perguntou retoricamente, sorrindo. Ai que sorriso, tão perfeito que me fazia sorrir também - Estas linda, aliás não estás, tu és, linda! – foi inevitável, corei novamente nas “mãos” do Sílvio. Por muito que quisesse não conseguia controlar. Ele sorriu descaradamente ao ver-me corar – É bom saber que sim! - admitiu
- Não me provoques! – pedi afastando-me dele
***

- Amor, há uma coisa que eu gostava de te perguntar, mas… - tinha medo de lhe fazer uma pergunta sobre um determinado assunto em específico
- Mas… podes perguntar à vontade! – deu-me confiança
- Era sobre mulheres, sobre as tuas ex-nam… - Sílvio interrompe-me
- Sim amor, pergunta lá
- Não levas a mal?
- Não!
- Já tiveste muitas namoradas? – perguntei rapidamente
Sílvio sorri.
- Era preciso assim tanta vergonha para me perguntares isso? – pergunta carinhosamente, pondo umas mexas de cabelo que me atrapalhavam a visão, atrás da minha orelha
- Não sei qual seria a tua reação… e confesso que tenho algum receio dessa resposta, afinal és um homem vivido, lindo, encantador… e namoradas não te devem ter faltado… - Sílvio era 5 anos mais velho que, por isso normal que já tivesse tido muitos mais relacionamentos que eu
- Amor, não te vou mentir, muitas mulheres já passaram pela minha vida, mas poucas me marcaram. Mas se queres saber, não, não tive inúmeras namoradas, e as raparigas com quem namorei foi sempre porque gostava delas, mas contigo tudo é diferente, tu és diferente de todas as outras! – fiquei naquela parte em que ele disse que muitas mulheres já tinham passado pela vida dele, isso quer dizer que ele dormiu com elas? Não Diana, não vais perguntar isso, isso é do passado dele, só diz respeito a ele… pensava para mim.
- Porque é eu sou diferente das outras? – acabei por perguntar
- Em primeiro lugar porque o que eu sinto por ti, nunca senti antes por outra mulher qualquer, e depois porque és muito diferente das minhas outras namoradas, a nível de personalidade… és tão menina, e esse lado encanta-me, mas ao mesmo tempo és mulher, não sei explicar-te bem - notei que ele nãos e quis alongar mais neste assunto, por isso decidi acabar com o assunto
- Ok, já percebi, desculpa se te incomodei com as minhas perguntas…
- Princesa, já disse que não faz mal, mas olha não penses que te escapas assim. Eu também quero saber. Já tiveste muitos namorados?
Esse era um assunto que não me deixava muito à vontade, trazia-me demasiadas memórias do passado, passado esse que eu queria esquecer.
- Não, sabes amor, caso não te lembres eu tenho 17 anos, por isso não tenho uma lista interminável de namorados, tive alguns… - decidi levar a minha resposta mais para a brincadeira, disfarçando assim o meu incómodo por estarmos a falar sobre este assunto
- Humm ok, deixa-me cá pensar em mais perguntas para fazer à minha namorada linda. Qual foi a primeira coisa que reparas-te em mim na primeira vez que me viste?
- Fácil! No sorriso, eu amo esse sorriso – Sílvio sorri só para mim – E tu?
- Nos teus olhos lindos, esses olhos azuis deixaram-me completamente enfeitiçado, tu conquistas-me com o teu olhar profundo, transparente, olhar de menina traquina, olhar sincero, encantador, verd…
- Pronto, já chega! Tens sempre o dom de me deixar envergonhada! – disse interrompendo-o
- Não tenho o dom de dizer as verdades, mas eu adoro ver-te corada - admite
- Ah espera, há outra coisa que eu reparei logo em ti. A tua barba de 5 dias, deixa-me completamente babada, a sério é bué sexy – Sílvio apenas se ri – Ohh amor assim não tem piada, eu não consigo deixar-te envergonhado, assim estou em desvantagem… - queixei-me
- É eu sou um homem de barba rija! - gozou
- Ohh amor és mau! Não goto’ mai’ de ti! – brinquei fazendo-me de amuada com voz de bebé
- A minha menina fica tão linda amuada!
- Vês amor, tu até a brincar consegues deixar-me envergonhada! – foi inevitável não nos rirmos
- Pronto, eu paro. Que queres fazer?
- Não sei, não estás cansado do jogo, se calhar queres dormir?
- Sim estou cansado, mais queria ficar mais um bocadinho contigo… - disse meloso abraçando-me
Acabamos por nos deitar no sofá, ora a namorar ora a falar de coisas banais.
- Então amanhã, chegam os teus amigos? Quem são? São muitos? – perguntei curiosa
- Chegam amanhã, ao final da tarde, estava a pensar em fazer um jantar para te apresentar a eles, eles basicamente são os meus amigos de infância, alguns andaram comigo na Josefa de Óbidos, tenho outro que era meu vizinho… mas eu depois apresento-te melhor, vais ver que vais gostar, é tudo malta muito bacana – Sílvio depois de dizer isto bocejou, isto acabou por ser o mote para nos despedirmos, pois amanhã iria sem um dia bem longo recheado de emoções.

Como correrão os próximos dias deste casal?
Qual foi para vocês o momento mais marcante da fic ou aquele que mais gostaram ?

Olá Meninas, aqui está como prometi um super-hiper-mega capítulo. Espero que tenham gostado que deixem as vossas opiniões. Queria dedicar este capitulo a todas as pessoas que estiveram ao meu lado, que me apoiaram e que não desistiram da minha fic, nestas semanas em que eu estive longe. A elas o meu muito obrigado :)
Beijinhos e BOAS FÉRIAS
Didi Martins

PS: Agradecer à Rita Carvalho pela sugestão da música Rihanna - Diamonds :)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Comunicado

Olá meninas lindas :)
Em primeiro lugar venho pedir imensas desculpas, pois há mais de 3 semanas que não publico :(
Não sabem como me deixa triste não escrever durante este tempo todo, mas não tenho tido mesmo tempo. E escolinha aliou-se a uns problemitas e sugaram-me todo o meu tempo :(
Como já tinha muitas saudades disto, vim cá fazer uma visita e ao grupo do facebook também. Por isso é que estou aqui, para agradecer todo o apoio que me é dado, mesmo estando eu há tanto tempo ser ter dado noticias... Ver que me continuam a apoiar e acarinhar é tão reconfortante que nem sem como vos agradecer!
Ainda não sei bem quando vou voltar a publicar, mas já falta pouco, talvez dentro de 1 ou 2 semanas. E para vos compensar pela minha longa ausência vou publicar um super-hiper-mega-gigantesco capítulo!
Agora, tenho outro assunto! Já repararam que dia é hoje? 1 de dezembro de 2012, o mês onde a magia do natal está de regresso, onde se vê as ruas enfeitadas, as crianças felizes... vê-se aquele espírito natalício no ar! Sou só eu que adoro o mês de dezembro e o natal?
Desejo a todas vocês que aproveitem bem esta época única do ano.
Não me vou embora ser voltar a agradecer a vocês todas, à Rita Carvalho, à Rita Martins, à Ana Laranjeira, à Maria Mendes, à Ana Rita Salgado, à Diana Ferreira, à Mariana Varino, à Mariana Pinho, à Mariana Mendes, à Tânia Matos, à Beatriz Almeida, à Cátia Mira, à Ana Patrícia, à Maria João Almeida, à Dália Sá, à Raquel Luís, à Nini, à Joana#14, à Fii, à Juliana Seabra, a todos os anónimos que comentam a minha fic, a todos os que simplesmentente a lêem (desculpem se me esqueci de referenciar alguma menina, mas são tantas). Todos, todos! Porque é para vocês que eu escrevo e porque sem vocês não faria sentido escrever! 
<3
Volto em breve!
Beijinhos
Didi Martins

sábado, 10 de novembro de 2012

Capítulo 25 - ‎"Agora somos um só! De Didi e Sílvio formou-se nós"



Diana
- Olá amor! – beijei-o assim que lhe abri a porta da casa do Tomás e sua figura apareceu no meu campo de visão
- Olá minha princesa! – confessou enquanto fechava a porta e nos dirigíamos para a cozinha, pois o almoço já estava pronto – Bem vamos almoçar que estou cheio de fome… - disse passando a sua mão pela sua barriga – Olá meu puto! – cumprimenta o Tomás
- Seja bem aparecido de novo! Vá agora contem-me tudo! – exigiu o Tomás
- Acho que a maioria das coisas tu já sabes, mas vou dizer na mesma. Então estava eu a deprimir quando me lembro de ir apanhar umas ondas bem cedinho. Ia a sair da água aparece-me o Sílvio e eu fico tipo WOW! O Sílvio aqui? – contava ao Tomás, embora que algumas vezes desviava o meu olhar para o Sílvio que estava sentado ao meu lado – Realmente como sabias onde eu morava? – perguntei intrigada ao Sílvio
O Tomás autodenunciou-se começando a rir, juntamente com o Sílvio.
- O Sílvio chamou-me ás tantas da noite á sua casa para me perguntar se ele deveria ou não ir atrás de ti, ele basicamente não precisava de minha opinião, ele já estava decidido. Se tu o visses completamente frenético a preparar as coisas para ir ter contigo! E sim fui eu que lhe disse onde moravas… -desvendou
Acabei por sorrir para o Sílvio.
- Pois eu calculei que tivesses sido tu! Mas continuando estava mesmo incrédula de ver o Sílvio ali, ao princípio não quis falar com ele, mas depois lá cedi. Ele começou com um discurso todo romântico e apaixonado e eu não resisti!
- Pois, que tu irias ceder sabia eu! Por isso é que tu fugiste. Sabias muito bem que se o visses não conseguirias resistir-lhe, por isso fugiste!
- Claro, ela não conseguiria resistir ao meu charme! – exibiu-se convencido
Dei-lhe levemente uma chapada no braço.
- Tenho um namorado tão convencido!
- Um namorado convencido que te adora! – profere beijando-me
- Hurm hurm – Tomás força uma tosse, que nos fez interromper o momento – Mais respeitinho que eu estou presente! – pediu claramente brincando
- Sim chefe! – respeita Sílvio fazendo continência
Claro que nos desmanchamos todos a rir.
- Aqui o chefe aprova a vossa relação e está mesmo feliz por vos ter ajudado e por vocês estarem ai todos melosos, mas juizinho! – advertiu o Tomás
- Sim paizinho! – respondi eu, foi inevitável não nos rirmos outra vez
Almoçamos assim entre muito diversão e felicidade, até que depois do almoço nos despedimos do Tomás e fomos só eu e o Sílvio darmos uma volta.
- Princesa, temos de ir a um local especial – dizia-me o Sílvio enquanto conduzia até esse “lugar especial”. Automaticamente sorri, pois eu tinha a mesma opinião.
Tínhamos então acabado de chegar ao “local especial”: o nosso jardim, á beira do rio manzanares. Este jardim contava tantos momentos da nossa história.
- Este local é mesmo especial! Vivemos aqui momentos já mais inesquecíveis e que marcaram a nossa história! – expressava o Sílvio
Fiquei a matutar nas suas palavras, tinha vivido momentos muito bons aqui, mas também momentos muito maus. Acabamos por nos sentar na relva, como sempre fazíamos quando vínhamos aqui, ficamos assim com vista privilegiada para o bonito rio da cidade de Madrid.
- Foi aqui que viemos no nosso primeiro jantar, lembras-te? – perguntou-me o Sílvio
- Claro que me lembro! – sorri ao lembrar-me mentalmente dessa noite – Tu nessa noite pegas-te ao colo, por causa do cão, nessa noite também fiquei a admirar-te muito mais depois das nossas conversas, fiquei com o teu casaco… - de cada momento que falava apareciam flaches na minha cabeça
- Pois foi, tive nos meus braços a coisa mais preciosa deste mundo, que gostava de se atirar de um avião, mas que depois tem medo de cães, ou aquilo foi só uma desculpa para eu te pegar ao colo?
- Não, não foi uma desculpa, mas que esse medo nesse momento foi mesmo bem-vindo! – brinquei – Mas não foi só coisas boas que passamos neste jardim… - lembrava-me do momento em que secretamente me despedi dele
- Mas espera, antes disse ainda viemos passear cá mais vezes. Lembras-te dos nossos beijos e brincadeiras? – relembrou sorrindo-me
- Claro que me lembro! O nosso segundo beijo. Eu enchi-te de gelado e depois beijei-te… - Inesperadamente o Sílvio beijou-me. Tão inesperadamente que me fez deitar na relva, al qual ele se sobrepôs em cima de mim.

- Apeteceu-me! – usou a minha expressão desse dia, depois de me beijar
- Esse dia foi mesmo perfeito! – expressei sorrindo
- Tão perfeito, como esse sorriso! – elogiou
Beijei-o. Eu era assim, quando não sabia o que responder por estar envergonhada, beijava-o.
- Mas no entanto, também foi aqui que me senti a pior pessoa do mundo, que senti que te iria trair, que chorei como nunca tinha chorado, que me senti culpada por te fazer sofrer…
- Esquece isso princesa, já passou… - tentou consolar-me
- Mas eu sinto-me mal por isso. Se soubesses como foi difícil ver-te partir, ter de conter as lágrimas, beijar-te e saber que era a última vez, sentir o teu abraço pela última vez, a tua voz, o teu cheiro… - fiz uma pausa recuperando das emoções que estas memórias me traziam - Aliás eu devo-te um pedido de desculpas, nunca f…
- Shiuuuuu – impede-me de falar pondo o seu dedo indicador em cima dos meus lábios – Isso já passou Didi, são momentos do passado, que eu tenho a certeza que não se vão repetir no futuro! – assegurou-me
- Mas Sílvio, deixa-me acabar! – pedi – Eu devo-te um pedido de desculpas porque te fiz sofrer e essa nunca foi a minha intenção. Desculpa amor!
- Claro que te desculpo, princesa, eu sei que em parte tu não era isso que tu querias fazer, mas gostava de te pedir uma coisa. Sempre que tiveres com dúvidas ou com algum problema fala comigo antes de tomares uma decisão! É que o pior de tudo era eu não perceber nada, era eu sentir que tu gostavas de mim, tu beijar-me, mas depois fugires. Por isso promete-me que daqui para a frente vais sempre falar comigo, por mais difícil que seja o problema.
- Claro amor! A minha vida, passou a ser a tua vida! O que me diz respeito a mim, agora diz-te respeito também a ti!
Sílvio simplesmente me beija.
- Gosto tanto de ti, minha princesa – expressava, enquanto me encontrava agarrada a ele
De repente ouvimos um menino a gritar muito próximo de nós, que nos despertou a atenção.
- Padre, padre, padre, Silvio está allí! – dizia um menino dai uns 6 aninhos que se encontra a jogar à bola com o seu progenitor
Só vemos o menino a agarrar na bola e a vir a correr na nossa direção.
- Hola Silvio!cumprimentou o menino muito atrapalhado
- Hijo, ahora de nuevo aquí! No molestar a la gente! (Filho, valta aquí. Não encomodes as pessoas!)– pediu o pai do menino ainda de longe
- Hola pequeñito! – cumprimenta o Sílvio levantando-se e pasando a mão pela cabeça do menino
- Me gusta mucho! Usted sabe, yo también juegan al fútbol en la misma posición que usted, y cuando yo sea grande quiero ser como tú! (Eu gosto muito de ti! Sabes, eu também jogo futebol, na mesmo posição que tu e quando crescer quero ser como tu!) – expressava o menino
- Hijo!!! No se puede huir de papá y venir molestar a la gente! (Filho!!! Não podes fugir do papá e vir encomodar as pessoas!) – Disse o pai do menino assim que chegou ao pé de nós
- Lo siento papá, pero Silvio! (Desculpa papá, mas é o Sílvio) – desculpou-se a criança
- No tiene importancia, señor. Su hijo no se toma la molestia (Não tem importancia, senhor. O seu filho não incomoda) – respondeu atenciosamente o Sílvio
- Ya ves papá, Silvio es espectacular! (Vês papá, o Silvio é espetacular!) – dizia muito entusiasmado o menino – ¿Puedes darme un autógrafo y una foto conmigo? (Podes dar-me um autógrafo e tirar uma fotografía comigo?) – perguntou o menino a medo
- Claro! – responde o Sílvio para entusiasmo no menino
Enquanto Sílvio assinava a bola e tirava uma foto com a criança, eu observava aquelas imagens. A criança, estava nenhuma felicidade extrema, super feliz e entusiasmado de estar ao lado do seu ídolo. Foi inevitável não sorrir, era bom puder presenciar estes momentos e afetos dos adeptos com os seus ídolos. O Sílvio acabou por se despedir do menino e ele lá foi embora.
-O menino era tão fofinho! Já viste como ele ficou feliz só de te ver? – comentei com o Sílvio, que já tinha regressado ao pé de mim
- Sim é mesmo gratificante! Ahh – Sílvio lembra-se de algo e olha para trás tentado ver algo, que eu não sabia o que era
- Que foi amor?
- Oh já não vejo o menino. É que fiquei com a caneta dele…
- Pois o menino já foi!
Sílvio sorri de uma forma matreira.
- Que sorriso é esse!? O que é que tencionas tramar? – já conhecia aquele sorriso, ele deve ter tido uma ideia
- Gostas muito da camisa que tens vestida?
- O quê?
- Responde, já percebes.
- Sim, é uma das minhas camisas preferidas – tinha vestido uns calções curtinhos de ganga e uma camisa branca, que tinha uns botões á frente e tinha as castas em renda
- Importavas-te que eu escrevesse nela? – pediu com uma belo sorriso
- Conforme! O que vais escrever?
- Confias em mim?
- Sim!
- Então deixa-me escrever e já vês o que é! Pode ser? – pediu-me
- Está bem! – respondi ainda um pouco reticente
Sílvio começa então a dar uma espécie de autógrafo na minha camisola. Quando acaba beija-me.
- Amor diz-me o que escreves-te – pedi, pois como as letras estavam ao contrário para mim, não conseguindo assim ler
- “Agora somos um só! De Didi e Sílvio formou-se nós <3 Adoro-te Princesa” – lê o Sílvio
- Ohhh que fofinho! Eu também te adoro, namorado! – exprimi antes de as nossas bocas se voltarem a unir
- Nunca mais vou lavar esta camisola! Vai ficar como recordação, só faltava ter o teu cheiro… - sugeri
- Isso resolve-se, abraço-te durante muito tempo e meu cheiro fica contigo e o teu comigo! – abraça-me. Estava cada vez mais convencida que ele era perfeito, estava a ser tão querido, tão romântico, tão carinhoso…
- És perfeito! – expresso entre beijos e caricias que trocávamos
Ainda ficámos mais um pouco de tempo no parque a falar de nós e a recordar alguns momentos que já tínhamos vivido ali. Mas quando e aproximou a hora do treino dele, fomos os dois até ao centro de estágios do atlético, conversando sobre a época.
- Amor, achas que amanhã posso ir ver o teu jogo? – perguntei-lhe. Pois amanhã era quinta-feira e ele faria a sua estreia pelo Atlético de Madrid, na pré-eliminatória da liga europa no estádio Vicente Calderón. E eu gostaria de estar presente e dar-lhe todo o meu apoio.
- Claro que podes ir, aliás faço questão que vás!
- Ainda bem, eu faço questão de estar ao teu lado neste momento importante!
- E depois ainda dizes que eu é que sou perfeito! A minha princesa é que é!
- Mas tu és mais! Mas olha estás nervoso ou assim?
- Não é bem nervoso, é mais ansioso! – expos
- Amor quem dá o seu melhor a mais não é obrigado! É assim que tens de pensar, que vais dar o teu melhor e que vai correu tudo muito bem, porque tu és um grande jogador! – tentei “descansa-lo”
- Obrigada amor! Se não tivesse a conduzir dava-te um grande beijo!
Entretanto chegamos ao centro de treinos e eu fui para as bancadas enquanto ele se foi equipar. Assisti a todo o seu treino, que correu maravilhosamente bem, como estava a correr este dia! O treino já tinha acabado e eu já o esperava na sala de convívio enquanto conversava com algumas mulheres dos jogadores.
Quando o Sílvio finalmente se despacha e vêm ter comigo juntamente com os outros jogadores. Cumprimenta-me com um beijo e os restantes presentes na sala começam com os comentários e felicitações.
- Ei cara! Afinal era esta sua tia? – brincou o Diego. Já nem é preciso disser que foi uma risota total entre os jogadores – Eu também não me importava de ter tias assim…
- Cala a boca babaca! Esta não é a minha tia, mas sim a minha namorada! Pessoal é a Diana, Diana são os inconvenientes dos meus colegas! – apresenta-me na brincadeira o Sílvio
- Não ligues, Diana, isto nem sempre é assim! – diz o Tiago
- Pois não! Normalmente é pior… - comenta o Diego
- Amor, já deves ter percebido que aqui o Diego é a palhacito do grupo! – assim que o Sílvio me diz isto Diego dá um leve carolo na cabeça do meu namorado
- Palhacito!? Palhação que eu não sou pequenino nem um menino de 5 anos!
- Como queiras!
- Vá agora falando a sério! – anunciava o Diego
- Meu amô você não consegue falar a sério! – interveio a sua mulher Bruna que figurava ao meu lado. Novo momento que nos levou todos a rir.
- Vou fazer um esforço! Era só para dizer que fico muito feliz que aqui o Sílvocas tenha arranjado uma namorada e que apesar de ele ser um chato que desejo que vocês sejam muito felizes, né!? – discursava o Diego
- Vá ele de vez em quando até diz umas coisas acertadas! – metia-se com o Diego o Tiago
- Só de vez em quando! – concordava o Sílvio – Vá mano, a sério, obrigada!
- Sim, obrigada Diego! - agradeço
- De nada! – retribui com um mega sorriso
- Ei cara! Não manda esse sorriso 33 para minha namorada, não! – Sílvio imita o sotaque brasileiro
Estes rapazes realmente qual o mais brincalhão! Ainda tivemos mais uns tempos a conversar todos, animadamente, só podia ser assim com eles! Estávamos já a sair do centro de treinos, quando o Sílvio recebe um telefonema que o deixa todo feliz.

De quem será este telefonema?
Como correrão os próximos dias?

Boa noite meninas lindas :D
Antes de mais quero dedicar este capítulo à Rita Carvalho! Pois tem sido uma grande ajuda nestes dias e tem-me dado grandes ideias para a fic, além de se autoproclamar a minha fã número 1 e de ter criado um grupo no facebook de apoio a mim e à fic. MUITO OBRIGADA! Sabe tão bem ser acarinhada! Tenho de agradecer não só a ela como a todas de vocês.
Desculpem a demora, já sabem as razões...
Como sempre espero que tenham gostado e que deixem a vossa opinião.
Um resto de bom fim-de-semana!
Beijinhos
Didi Martins