sábado, 10 de novembro de 2012

Capítulo 25 - ‎"Agora somos um só! De Didi e Sílvio formou-se nós"



Diana
- Olá amor! – beijei-o assim que lhe abri a porta da casa do Tomás e sua figura apareceu no meu campo de visão
- Olá minha princesa! – confessou enquanto fechava a porta e nos dirigíamos para a cozinha, pois o almoço já estava pronto – Bem vamos almoçar que estou cheio de fome… - disse passando a sua mão pela sua barriga – Olá meu puto! – cumprimenta o Tomás
- Seja bem aparecido de novo! Vá agora contem-me tudo! – exigiu o Tomás
- Acho que a maioria das coisas tu já sabes, mas vou dizer na mesma. Então estava eu a deprimir quando me lembro de ir apanhar umas ondas bem cedinho. Ia a sair da água aparece-me o Sílvio e eu fico tipo WOW! O Sílvio aqui? – contava ao Tomás, embora que algumas vezes desviava o meu olhar para o Sílvio que estava sentado ao meu lado – Realmente como sabias onde eu morava? – perguntei intrigada ao Sílvio
O Tomás autodenunciou-se começando a rir, juntamente com o Sílvio.
- O Sílvio chamou-me ás tantas da noite á sua casa para me perguntar se ele deveria ou não ir atrás de ti, ele basicamente não precisava de minha opinião, ele já estava decidido. Se tu o visses completamente frenético a preparar as coisas para ir ter contigo! E sim fui eu que lhe disse onde moravas… -desvendou
Acabei por sorrir para o Sílvio.
- Pois eu calculei que tivesses sido tu! Mas continuando estava mesmo incrédula de ver o Sílvio ali, ao princípio não quis falar com ele, mas depois lá cedi. Ele começou com um discurso todo romântico e apaixonado e eu não resisti!
- Pois, que tu irias ceder sabia eu! Por isso é que tu fugiste. Sabias muito bem que se o visses não conseguirias resistir-lhe, por isso fugiste!
- Claro, ela não conseguiria resistir ao meu charme! – exibiu-se convencido
Dei-lhe levemente uma chapada no braço.
- Tenho um namorado tão convencido!
- Um namorado convencido que te adora! – profere beijando-me
- Hurm hurm – Tomás força uma tosse, que nos fez interromper o momento – Mais respeitinho que eu estou presente! – pediu claramente brincando
- Sim chefe! – respeita Sílvio fazendo continência
Claro que nos desmanchamos todos a rir.
- Aqui o chefe aprova a vossa relação e está mesmo feliz por vos ter ajudado e por vocês estarem ai todos melosos, mas juizinho! – advertiu o Tomás
- Sim paizinho! – respondi eu, foi inevitável não nos rirmos outra vez
Almoçamos assim entre muito diversão e felicidade, até que depois do almoço nos despedimos do Tomás e fomos só eu e o Sílvio darmos uma volta.
- Princesa, temos de ir a um local especial – dizia-me o Sílvio enquanto conduzia até esse “lugar especial”. Automaticamente sorri, pois eu tinha a mesma opinião.
Tínhamos então acabado de chegar ao “local especial”: o nosso jardim, á beira do rio manzanares. Este jardim contava tantos momentos da nossa história.
- Este local é mesmo especial! Vivemos aqui momentos já mais inesquecíveis e que marcaram a nossa história! – expressava o Sílvio
Fiquei a matutar nas suas palavras, tinha vivido momentos muito bons aqui, mas também momentos muito maus. Acabamos por nos sentar na relva, como sempre fazíamos quando vínhamos aqui, ficamos assim com vista privilegiada para o bonito rio da cidade de Madrid.
- Foi aqui que viemos no nosso primeiro jantar, lembras-te? – perguntou-me o Sílvio
- Claro que me lembro! – sorri ao lembrar-me mentalmente dessa noite – Tu nessa noite pegas-te ao colo, por causa do cão, nessa noite também fiquei a admirar-te muito mais depois das nossas conversas, fiquei com o teu casaco… - de cada momento que falava apareciam flaches na minha cabeça
- Pois foi, tive nos meus braços a coisa mais preciosa deste mundo, que gostava de se atirar de um avião, mas que depois tem medo de cães, ou aquilo foi só uma desculpa para eu te pegar ao colo?
- Não, não foi uma desculpa, mas que esse medo nesse momento foi mesmo bem-vindo! – brinquei – Mas não foi só coisas boas que passamos neste jardim… - lembrava-me do momento em que secretamente me despedi dele
- Mas espera, antes disse ainda viemos passear cá mais vezes. Lembras-te dos nossos beijos e brincadeiras? – relembrou sorrindo-me
- Claro que me lembro! O nosso segundo beijo. Eu enchi-te de gelado e depois beijei-te… - Inesperadamente o Sílvio beijou-me. Tão inesperadamente que me fez deitar na relva, al qual ele se sobrepôs em cima de mim.

- Apeteceu-me! – usou a minha expressão desse dia, depois de me beijar
- Esse dia foi mesmo perfeito! – expressei sorrindo
- Tão perfeito, como esse sorriso! – elogiou
Beijei-o. Eu era assim, quando não sabia o que responder por estar envergonhada, beijava-o.
- Mas no entanto, também foi aqui que me senti a pior pessoa do mundo, que senti que te iria trair, que chorei como nunca tinha chorado, que me senti culpada por te fazer sofrer…
- Esquece isso princesa, já passou… - tentou consolar-me
- Mas eu sinto-me mal por isso. Se soubesses como foi difícil ver-te partir, ter de conter as lágrimas, beijar-te e saber que era a última vez, sentir o teu abraço pela última vez, a tua voz, o teu cheiro… - fiz uma pausa recuperando das emoções que estas memórias me traziam - Aliás eu devo-te um pedido de desculpas, nunca f…
- Shiuuuuu – impede-me de falar pondo o seu dedo indicador em cima dos meus lábios – Isso já passou Didi, são momentos do passado, que eu tenho a certeza que não se vão repetir no futuro! – assegurou-me
- Mas Sílvio, deixa-me acabar! – pedi – Eu devo-te um pedido de desculpas porque te fiz sofrer e essa nunca foi a minha intenção. Desculpa amor!
- Claro que te desculpo, princesa, eu sei que em parte tu não era isso que tu querias fazer, mas gostava de te pedir uma coisa. Sempre que tiveres com dúvidas ou com algum problema fala comigo antes de tomares uma decisão! É que o pior de tudo era eu não perceber nada, era eu sentir que tu gostavas de mim, tu beijar-me, mas depois fugires. Por isso promete-me que daqui para a frente vais sempre falar comigo, por mais difícil que seja o problema.
- Claro amor! A minha vida, passou a ser a tua vida! O que me diz respeito a mim, agora diz-te respeito também a ti!
Sílvio simplesmente me beija.
- Gosto tanto de ti, minha princesa – expressava, enquanto me encontrava agarrada a ele
De repente ouvimos um menino a gritar muito próximo de nós, que nos despertou a atenção.
- Padre, padre, padre, Silvio está allí! – dizia um menino dai uns 6 aninhos que se encontra a jogar à bola com o seu progenitor
Só vemos o menino a agarrar na bola e a vir a correr na nossa direção.
- Hola Silvio!cumprimentou o menino muito atrapalhado
- Hijo, ahora de nuevo aquí! No molestar a la gente! (Filho, valta aquí. Não encomodes as pessoas!)– pediu o pai do menino ainda de longe
- Hola pequeñito! – cumprimenta o Sílvio levantando-se e pasando a mão pela cabeça do menino
- Me gusta mucho! Usted sabe, yo también juegan al fútbol en la misma posición que usted, y cuando yo sea grande quiero ser como tú! (Eu gosto muito de ti! Sabes, eu também jogo futebol, na mesmo posição que tu e quando crescer quero ser como tu!) – expressava o menino
- Hijo!!! No se puede huir de papá y venir molestar a la gente! (Filho!!! Não podes fugir do papá e vir encomodar as pessoas!) – Disse o pai do menino assim que chegou ao pé de nós
- Lo siento papá, pero Silvio! (Desculpa papá, mas é o Sílvio) – desculpou-se a criança
- No tiene importancia, señor. Su hijo no se toma la molestia (Não tem importancia, senhor. O seu filho não incomoda) – respondeu atenciosamente o Sílvio
- Ya ves papá, Silvio es espectacular! (Vês papá, o Silvio é espetacular!) – dizia muito entusiasmado o menino – ¿Puedes darme un autógrafo y una foto conmigo? (Podes dar-me um autógrafo e tirar uma fotografía comigo?) – perguntou o menino a medo
- Claro! – responde o Sílvio para entusiasmo no menino
Enquanto Sílvio assinava a bola e tirava uma foto com a criança, eu observava aquelas imagens. A criança, estava nenhuma felicidade extrema, super feliz e entusiasmado de estar ao lado do seu ídolo. Foi inevitável não sorrir, era bom puder presenciar estes momentos e afetos dos adeptos com os seus ídolos. O Sílvio acabou por se despedir do menino e ele lá foi embora.
-O menino era tão fofinho! Já viste como ele ficou feliz só de te ver? – comentei com o Sílvio, que já tinha regressado ao pé de mim
- Sim é mesmo gratificante! Ahh – Sílvio lembra-se de algo e olha para trás tentado ver algo, que eu não sabia o que era
- Que foi amor?
- Oh já não vejo o menino. É que fiquei com a caneta dele…
- Pois o menino já foi!
Sílvio sorri de uma forma matreira.
- Que sorriso é esse!? O que é que tencionas tramar? – já conhecia aquele sorriso, ele deve ter tido uma ideia
- Gostas muito da camisa que tens vestida?
- O quê?
- Responde, já percebes.
- Sim, é uma das minhas camisas preferidas – tinha vestido uns calções curtinhos de ganga e uma camisa branca, que tinha uns botões á frente e tinha as castas em renda
- Importavas-te que eu escrevesse nela? – pediu com uma belo sorriso
- Conforme! O que vais escrever?
- Confias em mim?
- Sim!
- Então deixa-me escrever e já vês o que é! Pode ser? – pediu-me
- Está bem! – respondi ainda um pouco reticente
Sílvio começa então a dar uma espécie de autógrafo na minha camisola. Quando acaba beija-me.
- Amor diz-me o que escreves-te – pedi, pois como as letras estavam ao contrário para mim, não conseguindo assim ler
- “Agora somos um só! De Didi e Sílvio formou-se nós <3 Adoro-te Princesa” – lê o Sílvio
- Ohhh que fofinho! Eu também te adoro, namorado! – exprimi antes de as nossas bocas se voltarem a unir
- Nunca mais vou lavar esta camisola! Vai ficar como recordação, só faltava ter o teu cheiro… - sugeri
- Isso resolve-se, abraço-te durante muito tempo e meu cheiro fica contigo e o teu comigo! – abraça-me. Estava cada vez mais convencida que ele era perfeito, estava a ser tão querido, tão romântico, tão carinhoso…
- És perfeito! – expresso entre beijos e caricias que trocávamos
Ainda ficámos mais um pouco de tempo no parque a falar de nós e a recordar alguns momentos que já tínhamos vivido ali. Mas quando e aproximou a hora do treino dele, fomos os dois até ao centro de estágios do atlético, conversando sobre a época.
- Amor, achas que amanhã posso ir ver o teu jogo? – perguntei-lhe. Pois amanhã era quinta-feira e ele faria a sua estreia pelo Atlético de Madrid, na pré-eliminatória da liga europa no estádio Vicente Calderón. E eu gostaria de estar presente e dar-lhe todo o meu apoio.
- Claro que podes ir, aliás faço questão que vás!
- Ainda bem, eu faço questão de estar ao teu lado neste momento importante!
- E depois ainda dizes que eu é que sou perfeito! A minha princesa é que é!
- Mas tu és mais! Mas olha estás nervoso ou assim?
- Não é bem nervoso, é mais ansioso! – expos
- Amor quem dá o seu melhor a mais não é obrigado! É assim que tens de pensar, que vais dar o teu melhor e que vai correu tudo muito bem, porque tu és um grande jogador! – tentei “descansa-lo”
- Obrigada amor! Se não tivesse a conduzir dava-te um grande beijo!
Entretanto chegamos ao centro de treinos e eu fui para as bancadas enquanto ele se foi equipar. Assisti a todo o seu treino, que correu maravilhosamente bem, como estava a correr este dia! O treino já tinha acabado e eu já o esperava na sala de convívio enquanto conversava com algumas mulheres dos jogadores.
Quando o Sílvio finalmente se despacha e vêm ter comigo juntamente com os outros jogadores. Cumprimenta-me com um beijo e os restantes presentes na sala começam com os comentários e felicitações.
- Ei cara! Afinal era esta sua tia? – brincou o Diego. Já nem é preciso disser que foi uma risota total entre os jogadores – Eu também não me importava de ter tias assim…
- Cala a boca babaca! Esta não é a minha tia, mas sim a minha namorada! Pessoal é a Diana, Diana são os inconvenientes dos meus colegas! – apresenta-me na brincadeira o Sílvio
- Não ligues, Diana, isto nem sempre é assim! – diz o Tiago
- Pois não! Normalmente é pior… - comenta o Diego
- Amor, já deves ter percebido que aqui o Diego é a palhacito do grupo! – assim que o Sílvio me diz isto Diego dá um leve carolo na cabeça do meu namorado
- Palhacito!? Palhação que eu não sou pequenino nem um menino de 5 anos!
- Como queiras!
- Vá agora falando a sério! – anunciava o Diego
- Meu amô você não consegue falar a sério! – interveio a sua mulher Bruna que figurava ao meu lado. Novo momento que nos levou todos a rir.
- Vou fazer um esforço! Era só para dizer que fico muito feliz que aqui o Sílvocas tenha arranjado uma namorada e que apesar de ele ser um chato que desejo que vocês sejam muito felizes, né!? – discursava o Diego
- Vá ele de vez em quando até diz umas coisas acertadas! – metia-se com o Diego o Tiago
- Só de vez em quando! – concordava o Sílvio – Vá mano, a sério, obrigada!
- Sim, obrigada Diego! - agradeço
- De nada! – retribui com um mega sorriso
- Ei cara! Não manda esse sorriso 33 para minha namorada, não! – Sílvio imita o sotaque brasileiro
Estes rapazes realmente qual o mais brincalhão! Ainda tivemos mais uns tempos a conversar todos, animadamente, só podia ser assim com eles! Estávamos já a sair do centro de treinos, quando o Sílvio recebe um telefonema que o deixa todo feliz.

De quem será este telefonema?
Como correrão os próximos dias?

Boa noite meninas lindas :D
Antes de mais quero dedicar este capítulo à Rita Carvalho! Pois tem sido uma grande ajuda nestes dias e tem-me dado grandes ideias para a fic, além de se autoproclamar a minha fã número 1 e de ter criado um grupo no facebook de apoio a mim e à fic. MUITO OBRIGADA! Sabe tão bem ser acarinhada! Tenho de agradecer não só a ela como a todas de vocês.
Desculpem a demora, já sabem as razões...
Como sempre espero que tenham gostado e que deixem a vossa opinião.
Um resto de bom fim-de-semana!
Beijinhos
Didi Martins

sábado, 27 de outubro de 2012

Capítulo 24 - “Não me provoques, amor!”


Olá Meninas
Era só para informar que dividi este capítulo em duas partes mas publiquei ambas nesta publicação *-*

Parte I
Diana
O Sol já se começava a pôr, a única coisa que se via era mato, mato e mais mato! Isto realmente, as autoestradas… O que vale é que estava há cerca de 3 horas com o Sílvio, a nossa viagem era feita entre muita conversa e diversão…
- Amor, porque é que paramos? – perguntei saindo do carro, estávamos numa estação de serviço espanhola
Ele antes de me responder aproxima-se de mim e agarra-me fortemente pela cintura, juntando os nossos corpos, a sua cara estava a escassos centímetros da minha.
- Porque estava há muito tempo sem miminhos da minha princesa!
- Ohh que fofo! O meu amor quer miminhos é? – perguntei melancolicamente e pondo as minhas mãos o seu peito
- Muitos! – pede aproximando os seus lábios dos meus
Não lhe beijei os lábios preferi antes dar-lhe miminhos e fazer pequenas brincadeiras carinhosas. Comecei por lhe dar beijinhos por toda a cara, para depois passar para o seu pescoço e acabar sussurrando-lhe ao ouvido:
- Adoro-te amor!
Assim que acabei de falar Sílvio beija-me intensamente. Um beijo fulgurante, cheio de amor, desejo e paixão. As mãos dele vagueavam pelo meu corpo, enquanto as minhas apenas o chegavam mais para mim. Ainda estava a recuperar o folgo, quando o Sílvio retribuía todos os beijinhos que eu lhe tinha dado pelo cara.
- Princesa, vamos jantar? – perguntou assim que acabou de me encher de beijinhos
- Ah afinal foi por isso que paramos, eu a pensar que era só mesmo para ter miminhos meus… - brinquei fingindo-me de amuada
Sílvio põe a sua mão por cima do meu ombro e ambos caminhamos agarrados até ao restaurante da estação de serviço, enquanto ele se explicava.
- Foi por ambas as razões se bem que é mais importante ter miminhos teus! – desculpa-se
- Sim, sim tu queres é dar miminhos ao teu estômago… - sorri-lhe
- Prefiro os miminhos que me dás! – proferiu beijando-me

Sílvio
Já tínhamos jantado e agora continuávamos a caminho de Madrid quando a minha princesa me olhava fixamente e lentamente ia fechando os olhos, mas fazia um esforço para os manter abertos.
- Princesa, se quiseres podes dormir – disse desviando por breves segundos o meu olhar da estrada para ela
- Não, eu não posso dormir. Quero fazer-te companhia! – exigia a si mesma despertando um pouco
- Não é preciso, tu estás cheia de sono amor, dorme a sério – dizia-lhe
- Desculpa mas tou mesmo a morrer de sono – confessou com um sorriso que me derretia – Qualquer coisa acorda-me – cedeu para depois chegar-se ao pé de mim e dando-me um beijo na cara
- Oh princesa estás assim com tanto sono que já nem vês onde está a minha boca? – meti-me com ela
- Vejo, mas estás a conduzir!
- Mas eu queria um beijo… - pedinchei fazendo beicinho
- Só um! – chegou-se a mim e deu-me o beijo que lhe pedi, não muito demorado pois estava a conduzir, o que vale é que na autoestrada é quase sempre a direito! – Agora deixa-me dormir – pediu ensonada e aconchegando-se ao seu próprio corpo
Pouco tempo depois já a minha princesa dormia tranquilamente. De soslaio ia observando-a, mil e um pensamentos passavam pela minha cabeça, mas sobretudo pensava como era possível amar assim tanto alguém!


Parte II
Sílvio
Tinha acabado de chegar a Madrid, a única coisa que se ouvia era um silêncio tranquilizante de uma noite quente de verão. A minha princesa ainda dormia, não tinha coragem para a acordar, e como na casa do Tomás já estava tudo apagado decidi pegar nela e levá-la para a minha casa. Ela está a dormir tão profundamente que nem se quer acordou pelo caminho até ao meu quarto. Deitei-a na minha cama cuidadosamente, tirei-lhe os sapatos e depois tapei-a com um cobertor. Como tinha fome decidi ainda ir beber um copo de leite antes de me ir deitar. Voltei ao quarto, tratei da minha higiene para depois ficar apenas em bóxeres e me deitar ao lado da minha princesa, mas uma dúvida surgiu na minha cabeça. Nós ainda nem namorávamos há um dia, o que acharia a Didi de dormirmos já juntos, se calhar não iria gostar? Mas também íamos só dormir… Acabei por tirar estes pensamentos da cabeça.
- Dorme bem princesa! – sussurrei-lhe ao ouvido para depois lhe dar um beijinho na testa
Deitei-me mas sinto os braços da Didi envolverem-me, olhei-a mas ela continuava a dormir tranquilamente, inevitavelmente sorri e adormeci abraçado a ela.

Diana
Acordei bem lentamente e fazia um grande esforço para abrir os olhos, sentia algo em cima da minha cintura mas ainda não sabia o que era.
A muito custo lá despertei, e não havia melhor maneira do que com a visão que tinha neste momento, uma pessoa assim acordava logo bem-disposta. Sílvio estava a dormir agarrado a mim. Decidi acordá-lo com um beijo.
- Bom dia amor! – saudei assim que ele abriu os olhos e me sorri
- Muito bom dia princesa! – profere ao mesmo tempo que se deita em cima de mim e me beija – Que boa maneira de acordar!
- Também acho! – concordei dando-lhe mais beijos
Ficámos a namorar mais um pouco.
- Estou aqui tão bem, mas tenho que ir para o treino… - informava-me desanimado e levantando-se
Confesso que ele disse algo depois disso mas que eu nem ouvi pois fiquei petrificada a olhar para ele, para como ele estava vestido, quer dizer como ele estava despido. Sílvio estava mesmo na minha frente apenas em bóxeres, o meu olhar estava cravado no seu corpo.
- Princesa, ouviste o que eu te disse? – perguntou aproximando-se de mim, enquanto me eu levantava da cama e me afastava da “tentação”
- Desculpa, estava distraída, repete se faz favor… - pedi um pouco atrapalhada
- Estavas distraída com quê? – perguntou num tom provocador aproximando-se de mim
- Com… com… - estava um pouco atrapalhada e até gaguejava, vê-lo assim estava a deixar-me alterada e com um calor…
- Com… - pediu para eu concluir
- Opá, oh Sílvio! Tu apareces assim na minha frente, queres que eu fique como? – pronunciei muito rapidamente
Sílvio sorri e provoca-me ainda mais, pega nas minhas mãos e poe-as no seu peito/abdominais, para depois me beijar o pescoço… As minhas mãos sentiam os seus peitorais bem definidos e os seus esculpidos abdominais. Eu estava com calor, no mínimo, ao mesmo tempo mordia o meu lábio. Para depois o beijar intensamente e terminar com isto.
- Bem vamos mas é tomar o pequeno-almoço… - sugeri saindo de ao pé dele e indo calçar os meus sapatos
Sílvio sorri descaradamente.
- Não me provoques amor! – pedi-lhe - Mas estavas a dizer o quê precisamente… - tentava mudar de assunto
- Que tenho de ir para o treino pois não posso chegar atrasado, mas que queria ficar aqui mais um pouco a namorar contigo… - dizia-me enquanto tirava algo do armário para vestir
- Eu também queria ficar a namorar, mas tens de ir. Já faltaste um dia aos treinos por causa de mim, por isso é melhor despachar-te! – avisava-o pois não queria ser a causa do seu atraso
- A princesa manda! – gozou. Mandei-lhe com uma almofada e sai a correr do quarto, pois ele preparava-se para a “vingança” – Amor vou fazer o nosso pequeno-almoço, não te armes em menina e fiques meia hora a arranjar-te – gritei-lhe já da parte de fora do quarto
- Ahahahah que graça! – ainda o ouvi resmungar enquanto já descia as escadas em direção à cozinha
Sílvio ainda me ajudou a preparar o nosso pequeno-almoço para depois combinarmos o que iríamos fazer hoje.
- A minha princesa quer vir almoçar comigo hoje?
- Estava a pensar ir almoçar com o Tomás, temos de lhe contar as novidades, não achas?
- Sim! Ele foi uma grande ajuda. Podíamos almoçar os três e depois íamos, só eu e tu, passear e depois podias assistir ao meu treino, que me dizes? – sugeriu depois de ter dado a última dentada na torrada
- Por mim pode ser!
- Então está combinado! Bem tenho mesmo de ir porque se não o mister mata-me! Adeus princesa – despede-se de mim com um beijo
- Bom treino – desejei
- Obrigado amor! – agradeceu enquanto já pegava nas suas coisas para sair
Acabei de tomar o pequeno-almoço para depois arrumar a cozinha e ir ter com o Tomás.
- Olá Tomás! – não tive tempo para dizer mais nada pois o meu melhor amigo sufocou-me com um saudoso e feliz abraço
- Olá Didi! Eu sabia que ele iria conseguir… - comentou
- É, parece que sim! - sorri-lhe
- Mas conta-me coisas! Como é que foi?
- Ui que eu tenho um amigo tão curioso! Combinei com o Sílvio que iríamos almoçar todos para nós falarmos contigo e contar-te as cenas.
- Então quer dizer que vou ter de esperar até à hora de almoço?
- Parece que, sim.
- Chiii oh Didi não me faças isso!
- Pronto, diz lá o que queres saber! - acabei por ceder
- Vocês namoram?
- Isso é uma pergunta estúpida! Achas que eu estaria aqui se não namorasse-mos!?
- Realmente! – repara coçando a cabeça
- Mas depois eu conto-te todos os pormenores, prometo!
Passei o resto da manhã com o Tomás a pôr a conversa em dia e a saber o que se tinha passado em Madrid na minha ausência.

Sílvio
Ia a caminho do treino a pensar na bela forma como acordei e como tinha deixado a minha princesa atrapalha. Foi com o sorriso destes pensamentos que entrei no balneário.
- Buenos días! – cumprimentei alegremente os meus companheiros
- Ui com essa boa disposição já deu pr’a ver que sua tia está melhor! – comentou o Diego
- A minha Tia? Que tia?
- Ups alguém acabou de se descair! – evidenciou o Tiago
- Ahhh a minha tia! Sim ela melhorou bastante! – disfarcei
- Sim, sim chama-lhe tia… - gozou o Diego
- Oh não me estraguem a boa-disposição!
Entretanto equipamo-nos e o mister apareceu no balneário.
- Entonces Silvio su tía mejorar? (Então Sílvio a sua ti melhorou?) – perguntou-me o mister
- señor, gracias por dejarme ir, me comprometo a hacer que a ti con todo mi compromiso y dedicación (Sim mister, obrigado por me ter permitido ir, prometo que compensarei com toda a minha entrega e dedicação)
- No esperaba otra cosa de ti
(Não espero outra coisa de ti) – disse o Mister - Chicos, vamos a entrenar! (Rapazes, vamos treinar!) – ordenou o Mister
O Treino foi bem puxadinho e ainda por cima tive de aturar com os meus colegas sempre a mandarem-me bocas. Mas com a boa-disposição que estava nem me importei lá muito.
Depois do treino despachei-me rapidamente para ir almoçar com a minha princesa e com o Tomás.

Como correrá o almoço com o Tomás?
E a tarde de Sílvio e Diana?

Olá :D
Desculpem a demora em publicar mas ando em fase de testes e não tenho tido muito tempo para escrever.
Sei que o capítulo não está muito grande, mas espero que gostem e que comentem.
Beijinhos 
Didi Martins

PS: Criei uma página no Facebook exclusivamente para estar mais próxima de vocês. Por isso quem quiser é sé enviar-me um pedido de amizade :)

sábado, 13 de outubro de 2012

Capítulo 23 - Novidades


Diana
Tinha acabado de chegar a casa e como previa a mesma estava vazia, os meus pais estavam a trabalhar, mas vinham almoçar a casa, por isso seria a altura perfeita para lhes contar que iria regressar a Madrid. Vou para o meu quarto com a intenção de começar a refazer as malas, antes disso ainda ponho música e fico a cantarolar.

Yellow diamonds in the light (Diamantes amarelos na luz)
And we're standing side by side (E nós estamos lado a lado)
As your shadow crosses mine (Quando a sua sombra cruza a minha)
What it takes to come alive (é o que basta para que eu ganhe vida)

We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)

Shine a light through an open door (Brilha uma luz através de uma porta aberta)
Love and life I will divide (Separarei amor e vida)
Turn away cause I need you more (Volta pois eu preciso mais de ti)
Feel the heartbeat in my mind (Sinto o coração a bater na minha cabeça)

It's the way I'm feeling I just can't deny (É não posso negar como me sinto)
But I've gotta let it go (Mas preciso deixar pra lá)

We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)

Yellow diamonds in the light (Diamantes amarelos na luz)
And we're standing side by side (E nós estamos lado a lado)
As your shadow crosses mine (Quando a sua sombra cruza a minha)

We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)
We found love in a hopeless place (Encontramos amor num lugar sem esperança)

Cantarolava e dança ao mesmo tempo que punha a roupa na mala. Tudo isto ainda me parecia um sonho! Perdi-me em pensamentos sobre o Sílvio, ou melhor sobre o meu namorado! NAMORADO! Estava mesmo feliz! Despertei dos meus pensamentos com o som da campainha. Era a minha Laura que estava à porta da minha casa.
- Olá! Amiga mais linda deste mundo – a minha voz e boa disposição espelhavam o que me ia no coração
- Bem eu vinha ver como tu estavas, mas nem é necessário perguntar que já vi que estas muito bem-disposta! – comentou entrando para a sala
- Sim! I’am HAPPY! – Laura apenas se ri
- O que é que se passou para estares assim tão feliz? – perguntou curiosa
- Vou para Madrid!
- Para Madrid? – pergunta muito admirada – está a escapar-me alguma coisa, tu vens para Portugal para fugires do Sílvio e agora vais voltar para Madrid?
- Eu e o Sílvio namoramos! - revelei
- O quê? Repete que eu não devo ter ouvido bem – pediu incrédula
- Eu e o Sílvio namoramos! - repeti
- ÁÁÁ – grita de alegria – não posso! Como é que isso aconteceu?
- Hoje de manhã fui apanhar umas ondas e quando já me vinha embora aparece o Sílvio tipo ele veio de Madrid só para falar comigo, tentar entender as minha atitudes e assim, foi bué querido! – disse relembrando o momento
- Ohhhh
- Depois ele declarou-se, e isso serviu para me abrir os olhos e chegar à conclusão que ao afastar-me dele sofria mais que se estivesse junto dele, por isso juntei-me a ele.
- E as tuas incertezas e dúvidas todas? E depois do verão?
- O futuro a Deus pertence, na altura logo se vê o que é que vamos fazer, mas quem não arisca não petisca! – disse a sorrir
- É assim mesmo! Estou mesmo feliz por se terem entendido, já não te conseguia aturar, “ai eu gosto dele”, “ai mas eu não posso” – risse e eu mando-lhe uma almofada
- Que parva!
- Tou mesmo feliz por vocês!
- Também eu - sorrindo
A Laura ajudou-me a acabar de fazer as malas e já em cima da hora de almoço, foi embora pois os meus pais já tinham chegado a casa e eu tinha de ter uma conversa séria com eles.
Já estávamos na cozinha a almoçar quando comecei a falar com eles. Sempre falei abertamente de tudo com os meus pais, mas confesso que mesmo assim estava algo nervosa.
- Tenho uma novidade para vos contar mas nem sei bem por onde começar – admiti, chamado a atenção aos meus pais
- Deves começar pelo início, mas se bem que a mãe já faz uma mínima ideia do que tens para nos contar!
- Pois – disse um pouco atrapalhada coçando a cabeça – Pelo inicio: conheci uma pessoa de que gosto muito em Madrid, muito mesmo – salientei – Então começamos a namorar, por isso eu queria perguntar-vos se podia ir de novo para Madrid, aproveitando o resto das férias com essa pessoa – pronunciava receosa
- E essa pessoa tem nome? Ou melhor esse namorado – perguntou o meu pai. Ele como qualquer pai não gostava muito que a sua menina já andasse para ai a namorar, embora não o admitisse eu sabia-o, mas no entanto sempre me apoiou, até porque ele próprio se dava, ou melhor se deu, muito bem com o meu ex-namorado
- Chama-se Sílvio! – contei envergonhada – Ele é português mas vive em Madrid. Conheci-o através do Tomás, e desde hoje que namoramos. Eu gosto mesmo dele - confessava
- Vê-se! – brincou a minha mãe
- Oh mãe não me envergonhe! – pedi envergonhada
- Não filha, agora falando a sério, a mãe já tinha reparado que esse estado de humor estava relacionado com um rapaz. E também já deu para perceber que esse Sílvio conquistou o coração da nossa menina. Sempre foste responsável e acho, aliás achamos, porque a opinião é compartilhada com o pai, que já tens idade suficiente para saberes aquilo que queres, se sentes que gostas mesmo do rapaz e que queres ir ter com ele, não será do meu lado que irás ter oposição…
- Nem do meu! – confirmou o meu pai. Um sorriso surgiu no meu rosto. Mas eu sabia que a conversa ainda não tinha acabado.
- Mas já sabes tens de ter muito juizinho, nós confiamos em ti por isso não nos desiludas e não nos faças arrepender da nossa decisão! – avisou a minha mãe
- Sim podem confiar em mim. Eu prometo que não vos desiludo e que venho visitar os melhores pais de mundo de vez em quando!
- De vez em quando? Já viste Ricardo? De vez em quando! Agora fomos trocados por um rapaz que levou o coração da nossa menina!
- Eu já não sou uma menina! E haverá sempre espaço para os meus pais no meu coração, nenhum homem, por muito que eu o ame, nunca vos vais tirar esse espaço, porque as únicas pessoas que vão ser internamente minhas serão a mulher da minha vida – disse olhado para a minha mãe – e o Homemzão – como eu tratava o meu pai – da minha vida! – pronunciei um pouco emocionada
- Como a nossa menina cresceu! – comentou o meu pai também emocionado. Poucas vezes vi o meu pai chorar, mas neste momento os seus olhos brilhavam e muito!
Continuamos o almoço a falar no mesmo assunto, onde ainda lhes respondi a mais algumas perguntas que eles me fizeram e contei um pouco da minha história com o Sílvio.

***

Sílvio
Era inevitável não ir a sorrir enquanto conduzia, embora não fosse muito longe, cerca de uns 45km da casa da minha princesa até Lisboa. Estacionei o carro à porta da casa da minha mãe e entrei no lugar que me viu crescer, ainda tinha as chaves. Só aquele cheiro, dava-me uma nostalgia dos bons momentos que passei ali, mas também dos maus. Mas era aqui que me sentia em casa…
- Olá mãe! – surpreendia-a abraçando-a por trás
Já tinha saudades da minha progenitora, há cerca de um mês que já não estava com ela. A minha mãe era a grande referência da minha vida, como o meu pai morreu quando eu ainda era um rapazinho, fui criado praticamente por ela, assumindo ela o papel de mãe e pai, uma super mãe, apesar de ter no meu tio paterno um segundo pai. Mas era diferente, a minha mãe tinha sido incansável para mim e para os meus irmãos, criar três rapazes sozinha não foi tarefa fácil, por isso sentia um orgulho tremendo nela e como éramos muito próximos sentia sempre saudades dela.
- Oh meu filho! – disse surpreendida virando-se para mim e abraçando-me
Nada como um abraço saudoso e reconfortante da minha mãe para este dia se tornar ainda mais perfeito!
- A que se deve esta repentina visita? – perguntou pondo fim ao nosso abraço
Expressei-me da única maneira que eu utilizava hoje, com um sorriso!
- Que sorriso é esse Sílvio Manuel? – que mania que as mães tem de nos tratar pelo segundo nome!
- É a razão pela qual eu estou aqui!
- Presumo que essa felicidade toda tem alguma coisa a ver com mulheres? – associou perspicaz, a minha mãe conhecia-me como ninguém
- Não tem a ver com mulheres! Têm a ver com a mulher – dei ênfase à palavras “a”
- Conta-me lá essa história! – pediu a minha mãe encaminhando-se para o sofá da nossa sala. O mesmo onde eu tantas vezes adormeci no seu colo a ouvir histórias e a procurar um consolo que atenua-se a dor que sentia.
- A mãe lembra-se daquela rapariga que eu lhe falei aqui há uns dias, enquanto falávamos por telefone?
- Sim! Aquela por quem estás completamente apaixonado!?
- Sim, eu vim a Portugal resolver as coisas entre nós, acabei por conseguir e agora namoramos! O que é que a mãe acha? – para mim era sempre importante a sua opinião
- Acho que estás feliz e isso é que interessa! Eu quero é ver os meus filhos felizes e se essa rapariga te deixa assim tão feliz eu só tenho de aprovar e incentivar a vossa relação! – disse. Não resisti e dei um grande beijo à minha mãe
- Obrigado, é muito importante para mim que a mãe me apõe!
- Oh meu filho se tu estás feliz com essa rapariga eu tenho é de apoiar, mas eu quero conhecer a minha nova nora!
- Pois! – disse um bocado atrapalhado – se calhar ainda é um bocadinho cedo para a conhecer, mas terei todo o gosto em apresenta-las e tenho a certeza que a mãe vai gostar muito dela! – disse convicto
- Mas conta-me coisas sobre ela! Como se chama?
Ainda passei algumas horas com a minha mãe a matar as saudades, a falar da Didi e a saber como corriam as coisas por aqui. Já a meio da tarde despedi-me da minha mãe e fui buscar a minha princesa, pois uma longa viagem até Madrid esperava-nos.
Minutos depois já estava à porta da casa da minha princesa, confesso que já sentia saudades suas apesar de termos estado apenas algumas horas separados. Liguei-lhe e informei-lhe que já estava à porta da sua casa, à sua espera. Ela vem ter comigo e estava simplesmente linda como sempre!
- Olá amor! – saúda-me antes de os nossos lábios de juntarem de novo
- Olá princesa! Estás tão linda! – disse fazendo-a corar. Era impressionante, a minha princesa corava sempre que eu lhe fazia um elogio, acha imensa graça, até porque ela ficava tão fofinha com as bochechas rosadas – Vais corar sempre que te fizer elogios? – perguntei metendo-me com ela
- Não consigo evitar! – admitiu – Olha porquê que me ligas-te? Podias ter entrado!
- Os teus pais não estão em casa? – perguntei, pois tinha sido esse o motivo que me fez ligar, em vez de ter tocado à campainha.
- Estavas com medo dos meus pais amor? – perguntou-me sorrindo
- Não era isso, mas era um bocado incomodo tocar à campainha e dar logo de caras com os teus pais! O que é que eu dizia? “Boa tarde, vim buscar a vossa filha para levá-la para Madrid?” – a Didi ria-se as gargalhadas
- És tão tontinho amor! Mas os meus pais não estão em casa, por isso podes entrar na boa, vá anda ajudar-me a trazer as malas! – pediu puxando-me pelo braço até ao interior da sua casa.
Fiquei a conhecer o lugar onde a minha princesa mora, para depois pegar nas suas malas e voltar à cidade que viu o nosso amor nascer.

Olá!
Como sempre espero que tenham gostado do capítulo e que comentem, desculpem a demora mas ando sem   tempo para escrever e a inspiração também não ajuda!
Criei uma página no facebook exclusivamente para estar mais próxima de vocês. Quem quiser é só enviar-me um pedido de amizade :) 
Aproveito também para divulgar uma fic de uma seguidora minha. My Cute World  http://my-cute-12.blogspot.pt/ Deêm uma olhadela porque vale a pena ;)
Beijinhos
Didi Martins