quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Capítulo 16 - O Sílvio ficou a pensar que.. coiso?



Sílvio
Estes últimos dias não tem sido nada agradáveis, a Didi andava a evitar-me e eu não percebia bem porquê. Mas lá no fundo, surgia a possibilidade de ter sido por causa dos nossos beijos, ela ter-se-á arrependido e por isso afastado de mim? Só tinha uma maneira de descobrir, ir falando com ela, pessoalmente, visto que nem às mensagens ela me respondia…
Fui até à casa do Tomás para falar com ela. Eles estavam entretidos no jardim a jogar à bola. Fiquei algum tempo a observa-los, bem na verdade a observá-la… Fiquei abismado quando vi a Didi jogar, ela jogava maravilhosamente bem e estava a dar uma abada ao Tomás.
- Tomás mas ela joga muito e tu saíste completamente esmagado deste jogo! – entrevi assim que eles acabaram o jogo
- Bem vou tomar banho! – a Diana ainda nem se quer me tinha olhado, levantou-se, nunca olhando para mim, e tentou sair dali. Lá estava ela a evitar-me de novo! Impossibilitei-lhe a tarefa agarrando-a pelo um braço.
- Espera! Preciso de falar contigo – pedi
Finalmente, ao fim de estes dias, voltava a vê-la.
Os nossos olhares estavam cravados um no outro. Consegui perceber que ela ficou nervosa por eu a ter agarrado e pedido para falar comigo.
- Fiquem à vontade que eu vou tomar banho – Tomás saiu e deixou-nos a sós
- Então larga-me! – pediu com uma certa agressividade na voz, que não era de todo normal na Diana que eu tinha conhecido
- Como é que eu tenho a certeza que depois de eu te largar tu não foges? – tinha medo que se a largasse ela fugisse e assim não poderia falar com ela e esclarecer esta situação
- Hã?
- Não é o que tens andado a fazer nestes últimos dias? – perguntei, um pouco indignado com a situação
- Eu não tenho andado a fugir de ti! Por isso larga-me! – pediu-me
- Só te largo se depois podermos ter uma conversa civilizada os dois! – tinha de ter a certeza que ela não fugia
- Isso é chantagem! – acusou-me. Pois era, mas não tinha outra solução.
- Vá lá princesa, preciso mesmo de conversar contigo! – pedi mais carinhosamente
- Ok – acabou por ceder algum tempo depois
Larguei-a e ela afastou-se de mim, ainda que discretamente. Não a estava a perceber, de todo!
- Explica-me o porquê de te teres afastado de mim – pedi-lhe finalmente
- Eu não me afastei de ti, simplesmente tenho andado ocupada – como é obvio notei que isto era mentira
- Tão ocupada que nem tempo tens para responder às mensagens? Didi, não me mintas! – estava desiludido, não bastava ela ter-se afastado de mim por um motivo que ainda não percebi, como também me mentia – Afastaste-te de mim devido ao que aconteceu naquele dia no parque, arrependeste-te? – perguntei, era a única hipótese que surgia na minha cabeça
- Mais ou menos, afastei-me um pouco porque precisava de espaço, de pensar… - “espaço”?! Isso lá no fundo queria dizer que ela se tinha arrependido dos nossos beijos?
- Mas arrependes-te de me teres beijado? – insisti
A sua falta de resposta estava a levar-me ao desespero.
- Então Didi, arrependes-te ou não? – perguntei novamente
- Não sei! Como te disse preciso de pensar! Bem acho que já não temos mais nada para conversar! Vou tomar banho! – respondeu, para depois sair dali muito rapidamente não me dando hipóteses de dizer mais nada.
“Não sei” mas isto era bom ou mau? Porque é que ela não sabe? Se se arrependeu, porque se terá arrependido? Apesar de ter falado com ela, fiquei na mesma com imensas perguntas na minha cabeça sem resposta. Fiquei também com a sensação que ela me estava a esconder algo mais…
Mas por mais que pensasse não chegava a conclusão nenhuma.
Voltei para casa ainda a pensar na Didi, quando me lembrei que os meus irmãos, amanhã me vinham visitar. Nem tudo mau…

***

Era sábado, e bem de manhã fui buscar os meus irmãos ao aeroporto, já ao final da manhã recebemos uma visita.
O Mauro foi abrir a porta ao nosso amigo Tomás.
- Bom dia rapazes – cumprimentou Tomás, quando chegou ao pé de nós, na sala
- Bom dia – retribuiu o meu irmão mais novo
O meu olhar estava direcionado para a porta, na esperança que a Didi tivesse vindo com ele.
- Não, Sílvio a Didi não veio – informou-me Tomás
- Não perguntei nada!
- Mas bastou olhar para a tua cara – constatou o Tomás
- Mas eu já sabia que ela não vinha – pronunciei desanimado
- Na verdade ela não veio porque ainda está a dormir!
- Aquela miúda não existe! A dormir às – saquei o telemóvel do bolso das calças e vi as horas - 11:57? – foi impossível não sorrir
- Pois. Mas olha como correu a conversa com ela, ontem? - perguntou
- Ela não te contou? – sempre pensei que a Didi e o Tomás tinham uma amizade muito especial e que contavam tudo um ao outro
- Nop, a Didi agora não me conta nada, pelo menos sobre ti – informou-me o Tomás
- Ela só me disse que queria espaço para pensar! – contei-lhe
- Chateaste-te com ela? - perguntou-me o meu irmão mais velho – Ah por isso é que andas com esse mau feitio desde que chegamos – associou
- Paremos lá de falar na Diana. Tomás, vieste cá porquê, queres alguma coisa? – questionei-lhe
- Vinha convidar-vos para virem jantar lá em casa, aquilo está uma beca parado, os meus pais foram passar o fim-de-semana fora e a Didi anda um bocado… -fez uma pausa, tentado encontrar a palavra certa - quieta demais, digamos assim. Por isso podiam ir jantar lá a casa para convivermos e nos distrairmos – propôs
- Eu por mim alinho! – aceitou o Mauro
- Eu também – imitou o Dino
- Não sei, acho que não é lá muito boa ideia! – disse pensando na Didi, provavelmente ela não iria gostar muito de ter a minha companhia para o jantar
- Anda lá, sou eu que tou a convidar e não a Didi! – tentou convencer-me
- Mas ela é capaz de não achar lá muito boa ideia! – tentei faze-los ver o meu ponto de vista
- Vocês são meus amigos, não vos vou deixar de convidar para irem lá a casa só porque tu a e Didi tem uma relação estranha – adjetivou sorrindo
- Vá, está bem, eu vou! – acabei por ceder, pois no fundo também queria estar um pouco com ela. Podíamos nem sequer conversar, mas para mim poder vê-la já era muito bom.


Diana
Era sábado e eu estava tão molenga que fiquei na cama até à hora do almoço, só me levantei quando o Tomás me foi chamar ao quarto, dizendo que o almoço estava pronto.
Levantei-me, fui até à casa de banho, olhei-me ao espelho, tinha umas olheiras, resultado da noite mal passada, na minha cabeça passavam um turbilhão de pensamentos, todos eles relacionados com a mesma pessoa, claro, nestes últimos dias tudo se tinha resumido a isso. Lavei a cara e desci ainda em pijama, não havia problema pois os pais do Tomás tinham ido passar o fim-de-semana fora, estando só eu e o Tomás em casa, por isso estava à vontade.
- Bom dia – saudei melancolicamente
- Muito bom dia, menina dorminhoca!
- Desculpa, nem te ajudei a fazer o almoço! – pedi sentando-me ao seu lado na mesa
- Não faz mal Didi, ajudas-me no jantar que bem vou precisar!
- Vais precisar, então? Por mim uns simples ovos mexidos chegam! – brinquei
Hoje já não estava tão mal humorada como nos outros dias, continuava triste, por causa do Sílvio, isso era inevitável, mas tentava disfarça-lo ao máximo, pois não queria ser de todo mal-educada para o meu melhor amigo, ele não tinha culpa de nada e não merceia.
- E acredita que os meus ovos mexidos são bem bons! – sorrimos – Mas o jantar não vai ser ovos mexidos. Vais-me ajudar a fazer algo mais elaborado! – quase que ordenou
- Mais elaborado? Para quê? Vem alguém cá jantar, é? – perguntei, levando a primeira garfada à boca
- O Mauro e o Dino chegaram hoje de Lisboa por isso convidei-os para virem cá jantar! – engasguei-me assim que ele disse isto
Acalmei-me e uma réstia de esperança invadiu-me. Ele não tinha falado no Sílvio, se calhar convidou só os irmãos dele, não Diana, isso não faria sentido!
- E o Sílvio não vem? – perguntei com medo de uma resposta afirmativa
- Porquê, querias que ele viesse?! – provocou-me
- Não, é-me indiferente! – disfarcei – Só achei estranho porque disseste que convidaste os irmãos dele, mas não disseste que o tinhas convidado a ele.
- Não me mintas, ele não te é indiferente! E é claro que ele vêm! Mas falando no Sílvio tenho de esclarecer aqui umas cenas! Precisas de espaço para pensares no quê?!
- Tiveste a falar com o Sílvio? – rapidamente associei
- Sim! Já que tu não me contas nada - resmungou
- Ele está muito desiludido comigo? – perguntei, pois eu odiava desiludir as pessoas, principalmente aqueles de quem mais gosto e que confiam em mim, ou confiaram
- Não sei se ele está desiludido, mas vê-se claramente que ele anda triste – contou-me
Custava-me tanto estar a magoá-lo, a faze-lo sofrer, que às vezes dava-me uma súbita vontade de lhe contar tudo, de lhe dizer toda a verdade, de lhe explicar todos os meus medos e de ficar agarradinha a ele para sempre mas depois caia na realidade e percebia que isso não passava apenas de um sonho.
- Explica-me lá, Didi! – pediu-me
- A minha vida está toda em Lisboa, não quero e nem acredito em relações à distância! – decidi abrir o jogo com ele, numa versão resumida
- Então sempre admites que gostas dele!
- Nunca te escondi isso! Mas vou deixar de gostar! – afirmei convicta
- Então mas só por causa disso que te afastaste dele?
- Só? Eu não consigo esquece-lo vendo-o todos os dias!
- Então porque não lhe contas a verdade? Explicavas-lhe o teu ponto de vista… Não seria bem mais fácil do que tu e ele estarem a sofrer? – sugeriu
- Não tenho coragem – admiti baixando o olhar
- A minha Didi, que sempre foi uma mulher super corajosa, que nunca teve medo de dizer aquilo que sente, sempre teve uma lata descomunal, dizia as coisas e só depois pensava nelas, onde anda essa Didi?! – perguntou-me sorrindo, recordando a Didi de à uns anos atrás
- As circunstâncias da vida obrigaram-na a mudar! – disse friamente dando mais uma grafada na comida
- Ah logo vi! Esquece o passado! O que já foi, já foi, não podes viver o presente com medo que o passado se repita! – aconselhou-me
- Chega desta conversa. Pode ser? – pedi, não gostava de falar sobre o passado
- Não podes fugir eternamente! Mas como é com o jantar? Podes ajudar-me? Não haverá um mau ambiente entre ti e o Sílvio?
- Sim, eu ajudo-te com o jantar e quanto ao resto, não sei! – avisei-o
- Mas promete-me que não vais arranjar problemas com o Sílvio! – pediu-me
Eu não tencionava aproximar-me de novo do Sílvio, mas pelo menos durante o jantar podia ou menos não fingir que ele não existia. Tentaria fazer isto pelo meu melhor amigo, e claro, embora não admitisse por mim, pois eu tinha saudades de estar com o Sílvio numa boa, sem problemas.
- Vou tentar!

***

Passei uma tarde bem animada com o meu melhor amigo, preparamos uma lasanha para o jantar e para sobremesa fizemos crepes. É claro que nós os dois juntos na cozinha, só deu foi brincadeira. Depois de deixarmos tudo preparado para o jantar fomos tomar um belo banhinho.


Vesti algo simples, pois afinal era só um jantar em casa, com uns amigos.
Só?! Diana, vais jantar com o Sílvio. Um nervoso miudinho surgiu em mim. Como é que me encararia depois da nossa conversa de ontem? Depois eu ter andado a fugir dele? Depois de eu lhe ter pedido espaço?
Deixei-me de perguntas e incertezas e desci até à sala. O Tomás ainda não tinha tomado banho, e depois dizem que as mulheres é que demoram tempo a arranjarem-se!
Ouvi a campainha tocar e tremi da cabeça aos pés. Encaminhei-me para a porta, preparando-me psicologicamente para voltar a ver o Sílvio. Respirei fundo e abri a porta.
- Boa noite rapazes – saudei
- Boa noite – retribuíram em coro
O Mauro era aquele que estava mais próximo de mim, em seguida estava o Dino e mais ou menos ao lado do Dino estava o Sílvio. Ainda não o tinha olhado diretamente, estava focada no Mauro, pela simples razão de não ter, ainda, de encarar o Sílvio.
- Entrem! – pedi cedendo algum espaço para eles passarem
 Mauro foi o primeiro a faze-lo dando-me dois beijinhos, dei também dois beijinhos ao Dino e ambos seguiram para a sala.
- Necessitas de espaço ou… posso? – perguntou aproximando-se mim
- Sim podes! – respondi, dando-lhe autorização para me cumprimentar com dois beijinhos. Não resisti a dizer-lhe que sim, quando estava perto dele não conseguia resistir! Sílvio deu dois beijinhos muito próximos dos cantos da minha boca. Estremeci de novo as sentir a sua pele na minha, ao sentir a sua respiração na minha pele, a sua barba…
- Gostei de saber que, apesar de quereres espaço, ainda tremes por mim. Será que também ainda ficas envergonhada? – perguntou retoricamente, sorrindo. Ai que sorriso, tão perfeito que me fazia sorrir também - Estas linda, aliás não estás, tu és linda! – foi inevitável, corei novamente nas “mãos” do Sílvio. Por muito que quisesse não conseguia controlar. Ele sorriu descaradamente ao ver-me corar – É bom saber que sim! - admitiu
- Não me provoques! – pedi afastando-me dele
Fui até à sala, onde o Tomás já figurava entre os presentes.
- Bem, bora jantar? Estou cá com uma larica! – disse esfregando a barriga
- Então e o que é o jantar? – perguntou curioso o Mauro
- É lasanha! Fui eu e a Didi que fizemos
- Isso é seguro? – perguntou num tom brincalhão o Dino
Eles foram sentar-se na mesa e eu fui buscar a lasanha ao forno, pu-la na mesa.
- Bem isto é assim: se a lasanha estiver deliciosa fui eu que fiz! – sorri convencida – Se estiver intragável, é claro que foi o Tomás que fez! – brinquei gerando gargalhadas de todos
- É mais ao contrário. Toda a gente sabe que eu sou um ótimo cozinheiro! – gabou-se
Quando ia para me sentar, no único lugar vago, é que reparei que esse lugar era mesmo em frente ao Sílvio. “Fogo, que sorte”, pensei.
Começamos a jantar e para meu espanto a lasanha até estava boa.
- Não sei quem é que fez, mas isto está muito bom – felicitou o Mauro
- Claro que está bom, fui eu que fiz! – gabou-se novamente o Tomás.
Como ele estava ao meu lado, não hesitei e dei-lhe um carolo. Foi risada geral.
- Esta foi por seres mentiroso!
- Antes mentiroso que ocultar a verdade! – sussurrou-me ao ouvido
- Não interessa quem fez, o que interessa é que isto está muito bom, por isso só pode ter sido a Didi a fazer! – brincou também o Sílvio
- Não acreditam que fui eu a fazer? – perguntou o Tomás
- Se fosses tu a fazer isto estava salgado ou muitíssimo picante – entrou também na brincadeira o Dino
Foi inevitável não nos rirmos. O Jantar estava a ser animado, pelo menos até ao momento, porque depois tanto eu como o Sílvio deixamos de intervier na conversa, que estava assim cingida ao Tomás, ao Dino e ao Mauro.
Eu e o Sílvio mantínhamo-nos calados, já há algum tempo. Mas apesar de estarmos calados parecia que comunicávamos com o olhar, o que era ainda mais incomodador e constrangedor.
Esta troca de olhares já estava a dar comigo em doida. Fui salva pelo meu telemóvel, que começou a tocar. Mentalmente agradeci a todos os santinhos por este “salvamento”.
- Desculpem – pedi imediatamente
Peguei no telemóvel e fui ver quem me ligava. Mano Dário, sorri. Antes de atender pedi educadamente – Com licença
- Olá titi – a voz do meu pequenino sobrinho de 4 anos fez-me sorrir ainda mais
- Ohhh, olá meu amor – disse carinhosamente levantando-me da mesa e indo em direção à sala, para estar mais à vontade
De repente oiço atrás de mim uma cadeira a arrastar, olho para trás e o Sílvio levantava-se bruscamente, observei-o e ele nem me olhou, e saiu apressadamente com cara de poucos amigos. Oh não! Ele deve ter ficado a pensar que eu tinha outro, ou assim!
- Titi, titi, titi, ainda estás ai? Papá, acho que a titi desligou! – falava o meu pequeno sobrinho
Impus a mim mesma esquecer-me do Sílvio por momentos e concentrei-me no seu sobrinho. Depois falaria com o Sílvio, pois apesar de me querer afastar dele, não queria que ele ficasse a pensar que eu tinha outro ou que tinha sido por causa de outro que eu me tinha afastado dele.
- Não, Simãozinho a titi está aqui! – disse-lhe. Ele tratava-me por “titi” porque segundo a lógica deste pequenino se eu me chamava Diana e as pessoas me tratavam por Didi, logo se eu era tia dele, ele tratava-me por titi, achava imensa graça!
- Titi, eu tenho saudades tuas – disse, podia imaginar o seu ar enternecedor ao dizer isto
- Eu também, campeão – eu adorava brincar com ele, sentia-me criança novamente
- Quando voltas? Eu tenho uma coisa para te mostrar – disse super entusiasmado
- O quê?
- Já consigo fazer aquela finta que tu me ensinaste! – contou muito contente
- Ai é? Então quando eu voltar quero ver isso, campeão!
- Agora o papá quer falar contigo, adeus titi! – despediu-se
- Adeus Simãozinho!
- Mana, desculpa lá ter ligado mas o Simão não se calava, queria mesmo falar contigo – desculpou-se o meu irmão
- Não faz mal, Dário. Então está tudo bem por ai?
- Sim, apesar do Simão passar a vida a perguntar quando é que tu regressas para jogares à bola com ele! – rimo-nos, o meu sobrinho era adorável – E por ai?
- Também, Madrid é lindo! – sim Madrid é lindo, mas as pessoas que vivem em Madrid são mais! Didi! Reprovei o meu próprio pensamento.
- Ainda bem! Manda um abraço ao Tomás e juízo!
- Sim paizinho! Tu nunca mudas! Vá adeus
- Beijinho – desligou e fui a passo acelerando até à sala de jantar
- O Sílvio ficou a pensar que… coiso? – atrapalhei-me um pouco com as palavras
- Claro, né?! Meu amor? Digamos que ele ficou muito decepcionado – respondeu-me o Tomás
- Compreendo. Eu não quero magoá-lo! – disse-lhe triste
- Ás vezes não parece! – acusou-me
Dino e Mauro olhavam-nos com cara de quem não estava a perceber nada.
- Foi o meu sobrinho que me ligou! – expliquei-me – Onde é que o Sílvio foi? – perguntei-lhes
- Mas tu fazes intenções de ir lá?! – perguntou surpreendido o Tomás
- Claro! Posso ter-me afastado mas isso não me impede de ir esclarecer um mal-entendido – Tomás só me sorri
- Não sabia que o que o Sílvio pensava tinha assim tanta importância para ti! Mas fico feliz, afinal o que tu sentes não se reflete nos teus atos! – comentou sorrindo
- Vão-me dizer para onde é que ele foi ou não?! – perguntei já impaciente
- Ele saiu para o jardim, pode estar lá ou então já está em casa – informou-me o Mauro
- Obrigada – agradeci quando já ia em direção ao jardim
Entrei no jardim mas não o vi. Apressadamente, fui até à sua casa, não foi preciso procurar muito visto que o Sílvio estava no jardim sentado numa espreguiçadeira com as penas em cima da mesma e agarrado aos joelhos. Ele olhava o horizonte, um olhar que, para mim, era indecifrável. Mesmo com receio da sua reação a aproximei-me dele.
- Sílvio…

Como correrá esta conversa?
A noite ainda reservará mais alguma surpresa?


Olá :)
Desculpem a demora, mas como esta semana tive doente, isso tirou-me vontade de escrever :(
Fiquei feliz por ver os comentários do capítulo passado, é sempre muito gratificante saber que vocês gostam daquilo que eu escrevo. E quanto a algumas pessoas não comentarem com frequência, por acharem que estariam a ser repetitivas, eu percebo, mas tentem perceber também que é sempre bom para mim saber qualquer reação vossa, nem que seja um simples smile como comentário :)

Quanto à música de hoje, não sabia bem qual é que haveria de pôr por isso escolhi uma das milhentas que eu gosto dos Coldplay. "Talk", até acho que se enquadra ligeiramente no capítulo :)

Ah e não me posso esquecer, que quero dedicar este capítulo à Ana Laranjeira, como forma de agradecimento por tudo! Muito obrigado :)

Como sempre, espero que tenham gostado, apesar de o capítulo hoje ser grande espero que não tenha sido maçador.
Beijinhos
Didi Martins
 

sábado, 1 de setembro de 2012

Notas :)

Tenho três coisas completamente diferentes para dizer!
O Atlético de Madrid ganhou hoje a supertaça europeia frente ao Chelsea! Aquele Falcão joga muito...
O Sílvio foi suplente não utilizado, infelizmente :(
Mas mesmo assim tem mais um troféu no currículo...
Parabéns Atleti!

É com grande tristeza que não vejo o Sílvio regressar à casa que o formou. Não imaginam o quanto fiquei feliz só com a possibilidade de ele vestir de novo a camisola do glorioso... Mas enfim por motivos que ainda não percebi não foi possivel que ele voltasse, embora que eu achasse que tal seria uma grande noticia para o Benfica, pois ele é bom na direita e na esquerda! Fica a esperança...

3º Embora ele não tenha nada a ver com este blog, eu sou grande benfiquista e como tal tenho que deixar aqui uma notinha para ele! O nosso Javi foi embora. Aqueles super ricos do City levaram-no. Tenho pena pois os niveis de beleza do plantel do Benfica desceram drasticamente! ahahahahh
Falando a sério ele vai fazer muita falta!!! Acho que esta imagem diz tudo sobre este senhor! Lutador, com raça, um exemplo, guerreiro, "el Tanque", mas acima de tudo benfiquista...
Muita sorte Campeão! E é claro que um dia esperamos o teu regresso, estaremos aqui de braços abertos...
Beijinhos
Didi Martins