Acordei bem-disposta e decidida a ir
falar com o Sílvio, por isso mesmo ainda antes de sair da minha cama, decidi
enviar-lhe mensagem.
De: Diana
Para: Sílvio
Bom
dia lindo!
Deves
estar agora a ir para o teu treino, achas que depois podemos almoçar juntos ou
tomar um café?
Beijos
De: Sílvio
Para: Diana
Bom
dia minha princesa linda :D
Infelizmente
hoje não dá para almoçarmos ou tomar café à hora do almoço :(
Achas
que nos podemos encontrar à tarde, já depois do meu treino?
De: Diana
Para: Sílvio
Claro,
então fica para a tarde. Vens ter comigo à casa do Tomás?
De: Sílvio
Para: Diana
Sim,
quando acabar o meu treino da tarde vou ter contigo à casa do Tomás! Bem
princesa agora tenho que ir para o treino :S
Beijinhos
e até logo
De: Diana
Para: Sílvio
Ok!
Então fico à tua espera :D
Beijinhos
e bom treino ;)
Passei o dia todo irrequieta,
parecia que tinha bicho-carpinteiro, não parava quieta um minuto, anda de um
lado para o outro! Estava ansiosa. Pensava e repensa na conversa que iria ter
com o Sílvio.
Mas o pior foi quando eu acabei de
tomar banho.
- E agora o que é que eu vou vestir? – pensava alto enquanto abria o
roupeiro
Depois de vasculhar o armário todo e
de ter deixado o meu quarto com roupa por todo o lado lá encontrei uma coisa
que me agradece para vestir. Um simples vestido preto…
Isto era de todo esquisito em mim!
Eu nunca fui do tipo de mulheres que ficavam horas a escolher a roupa. Chegava
ao armário, pegava em qualquer coisa que ficasse bem e vestia, não pensava
muito nisso, basicamente. E não sei porque mas veio-me à cabeça as palavras do
Tomás: “Tu estás apaixonada pelo Sílvio”. Começava a achar que ele tinha razão…
Mas afastei-me deste pensamentos com o som do meu telemóvel a receber uma nova
mensagem.
De: Sílvio
Para: Diana
Princesa,
estou à porta à tua espera :D
Desci aceleradamente as escadas,
sempre com o meu coração a mil à hora. Mas assim que vi o Sílvio sorrindo para
mim, ao pé do seu carro, o meu coração abrandou, e passou a bater a um ritmo
normal. Aquele belo e sincero sorriso acalmou o meu coração. Era bom ver o
Sílvio de novo, por estranho que parecesse, não o via há mais de 24 horas, já
tinha saudades dele.
- Olá! – cumprimentei-o alegremente assim que cheguei ao pé dele
- Olá princesa – retribuiu - bem
tu estas linda! – elogiou olhando para mim
- Obrigada – agradeci envergonhada
- Adoro quanto te deixo envergonhada – confessou-me perto do meu
ouvido
Sorri-lhe de novo envergonhada.
-
Mas eu não! –
reprovei o seu ato - Deixas-me sem
jeito! – admiti
- Oh isso é que tem graça! E eu apenas digo a verdade… -
justificou-se – Mas eu adoro ver-te sem
jeito – confessou de novo junto ao meu ouvido
- Lá vou eu corar outra vez! – Sílvio apenas se ri - Bem vamos?
- Claro!
Ambos entramos no carro e seguimos
caminho com destino ainda incerto para mim, pois Sílvio não mo quis revelar.
- Então como correu o teu dia? – pus conversa
- Até correu bem. Hoje o grupo almoçou todo junto, para reforçar o
espirito de equipa e depois até à hora do treino da tarde tivemos que ouvir a
palestra do mister, com as ideias dele para a equipa, o esquema de jogo… essas
coisa mais… – tentava arranjar uma palavra - aborrecidas – apelidou – Enfim
– suspirou – mas coisas que são
necessárias!
Conversamos sobre como correu os
nossos dias até ao destino escolhido por ele. Tínhamos acabado de chegar ao
local onde jantamos e passeamos pela primeira vez, ao lado do Rio Manzanares.
Este era sem dúvida um local
especial. Um sorriso formou-se na minha cara com as lembranças desse encontro.
- Gosto muito deste sitio – admiti
ainda vislumbrando na minha cabeça pequenos flaches desse dia
- Sim eu também! Foi neste local que
conheci uma mulher muito especial… - atirou para o ar
- Essa mulher deve sentir-se com
muita sorte por te ter conhecido e logo num local tão lindo – entrei na sua
brincadeira
- O local é lindo mas a beleza dessa
mulher é ainda mais – pronunciou olhando-me nos olhos
Foi inevitável não ficar de novo
corada.
- O quanto eu gosto ver-te corada – sorri - Tinha saudades tuas princesa… - confessou meloso e agarrando-me
pela cintura
Não resisti e espetei-lhe um beijo.
Um beijo ritmado e intenso comandado
pela minha boca que surpreendeu a dele. As nossas línguas movimentavam-se como
se já conhecessem os cantos da boca um do outro desde sempre. Terminei o beijo
com vários beijinhos seguidos apenas nos lábios dele. Depois sorri-lhe, um
sorriso de satisfação.
- E isto foi? – perguntou surpreendido e ainda um pouco ofegante mas
também ele com um rasgado sorriso na boca
- Menino Sílvio, tens 23 anos e não sabes que isto foi um beijo? –
brinquei
- Sei que isto foi um beijo e até foi muito bom, mas porque mo deste?
- especificou
- Apeteceu-me! – disse espontaneamente
Saiu-me, tinha mil razões para lhe
ter dado aquele beijo, mas eram demasiado difícil para mim explicar-lhas.
- E porque te apeteceu? – insistiu
- Sei lá! Tive uma enorme vontade de te beijar… - manifestei
sinceramente
- E essa vontade foi comandada por algum sentimento? – perguntou
descaradamente mas mesmo assim notei-o receoso
Não sabia o que lhe dizer por isso
beijei-o de novo. Um beijo diferente do anterior, neste não tinha tanta certeza
do que estava a fazer.
- Certas coisas precisam de ser sentidas e não ditas – justifiquei-me
depois do beijo, olhando-o nos olhos
Um breve silêncio instalou-se.
- Acho que senti…
- Sentiste o quê? – perguntei a medo
- O que tu não disseste em palavras! – assustei-me com a sua
resposta. E não tive coragem de perguntar o que é que ele tinha sentido com o
beijo. Por isso optei por esclarecer a situação, dizendo o que eu sentia:
- A verdade é que eu te beijei porque não sabia o que te dizer, porque
não sei ao certo o que sinto por…
- Shiuuu – pediu pondo o seu dedo indicador em cima dos meus lábios
interrompendo a minha fala – Já percebi,
princesa! Quanto te beijo consigo sentir aquilo que tu sentes. É impossível não
sentir, né? – perguntou retoricamente – Mas eu compreendo-te, vamos deixar as coisas assim como elas estão e o
que tiver que acontecer vai acontecer naturalmente!
Não tinha dúvidas nenhuma eu adorava
este Homem! Ele era tão perfeito, tão compreensivo.
- Deixar as coisas como estão quer dizer que posso beijar-te quando me
apetecer?! – perguntei-lhe não queria de todo que estes momentos nossos
desaparecessem
Sílvio ri-se com a minha pergunta.
- Claro que sim, não consigo resistir a esses lábios – expressou
aproximando-se de mim - Sempre que te
apetecer e sempre que me apetecer! – corrigiu-me
- Gosto muito de ti – admiti
Só de poder ver o brilho nos olhos e
o sorriso perfeito do Sílvio que se formaram no seu rosto depois de eu ter
falado valeu a pena este dia!
- Também eu princesa! – disse antes de me beijar – Queres passear? – perguntou agarrando-me
a mão
- Claro! Mas podemos ir comer um gelado? – perguntei
- Por acaso também me apetece!
Fomos até a um vendedor de gelados ambulante
que havia a uns metros de nós e compramos gelados de cone.
Não resisti e enquanto Sílvio comia
o seu gelado dei-lhe um cotovelada e ele sujou a boca toda com gelado. Foi impossível
não me rir, mas ele não se estava a rir tanto como eu, ficou até com carinha de
chateado, mas ele ficava tão fofinho assim.
- Oh ficas tão fofinho assim, com cara de chateado e sujo de gelado –
brinquei – Até rimei! – ri-me ainda
mais
- Não tem piada! – diz fingindo-se de amuado
Não me faço de rogada e beijo-o,
acabando por limpar a sua boca do gelado. Sem dúvida um beijo bem doce!
- Sabes era capaz de ficar chateado contigo por me teres sujado de gelado,
mas como era só uma desculpa para me beijares não me importo! – exprimiu convencido
- Que convencido! Era só para o gelado não se estragar! – desculpei-me
- Humm humm – sussurrou não convencido da minha desculpa. Sílvio
aproximou-se de mim e beijou-me.
- Eu não tinha gelado na boca, para me teres beijado! – brinquei
- Apeteceu-me! – proferiu sorrindo, usando as minhas palavras de à
pouco.
Também lhe sorri e continuamos o
nosso passeio à beira-rio.
Sílvio
Apesar de sentir que amo a Diana
foi-me percetível que ela não tem a certeza daquilo que sente por mim, por isso
mesmo não lhe disse que a amava, teria tempo para lhe dizer isso, não queria
apresar as coisas, queria que a Diana tivesse a certeza daquilo que sente. Para
isso acontecer daríamos tempo ao tempo. Mas posso afirmar que quando a beijava
tinha a certeza que um dia poderia dizer que ela seria a MINHA namorada. Cada
beijo nosso era único, mas os meus preferidos eram os que ela me “roubava”,
pelo simples facto de a iniciativa ser dela, ela beijava-me porque queria,
porque lhe apetecia e só isso deixava-me feliz porque sentia que ela gostava de
mim. Como ela disse há coisas que se sentem, e o amor é uma delas!
Que acharam desta “relação aberta” do
Sílvio e da Didi?
Acham
que eles vão namorar muito em breve?
Só posso dizer que vão haver
surpresas em breve…
Olá minhas leitoras lindas!
Sei que demorei imenso tempo a postar este
capítulo mas a minha vida anda uma autêntica roda-viva! Não tenho parado um
segundo! Por isso o tempo para escrever tem sido muito pouco, assim como o
tempo para acompanhar as fic’s que sigo… Desculpem.
Bem espero que tenham gostado do capítulo e
que deixem a vossa opinião.
Beijinhos
Didi Martins






