sábado, 11 de agosto de 2012

Capítulo 12 (II)– O tão Desejado Beijo

- Também eu! Não aguentava mais um minuto ao teu lado sem te poder beijar! – confessei-lhe envergonhada mas era a verdade, era aquilo que eu sentia.
Sílvio beija-me de novo. Sentia-me tão completa ao pé dele. Quando nos beijávamos o meu coração transbordava felicidade.
- Minha princesa! – disse acariciando a minha bochecha e olhando-me nos olhos
Sentia-me nas nuvens. Ficámos largos minutos, simplesmente nos olhando. Não eram necessárias palavras acho que só os nossos olhos transmitiam o que sentíamos.
- Estou aqui tão bem, mas tenho que ir embora! – informei-lhe desanimada
- Vai lá princesa, o Tomás deve estar a chegar! – ele era tão compreensivo
- E ainda tenho que ir tomar um banho, não é verdade? – disse olhando para o nosso estado: molhado!
- Parece que sim – disse sorrindo e saindo da piscina comigo – Mas valeu a pena… - exprimiu
Claro que tinha valido a pena! Não me arrependia de nada e por mim até podíamos cair à piscina mais vezes!
- Claro que sim! – concordei – Bem, tenho mesmo que ir – disse melosa
- Por mim ficávamos aqui o resto do dia! – desejou também meloso e abraçando-me – Vai – autorizou dando-me um beijo na testa e soltando-me dos seus braços - mas depois precisamos de conversar! – pediu-me agora num tom mais sério
- Claro, mais tarde! – disse um pouco a medo.
Certamente que ele queria falar comigo sobre estes beijos, eu tinha um bocado de receio dessa conversa, admito.
Despedi-me do Sílvio com um beijo na cara e segui caminho. Tomei um duche rápido e vesti-me.
- Gata, me liga, mais tarde tem balada. Quero curtir com você na madrugada. Dançar, pular que hoje vai rolar. Tchê tcherere tchê tchê, Tcherere tchê tchê, Tcherere tchê tchê, Tchereretchê, Tchê, tchê, tchê, Gusttavo Lima e você… - cantarolava descendo as escadas
Quando estava feliz dava-me para cantar. Cantava sempre música brasileira, aquela música contagiante, que fica na ponta da língua e que é impossível não cantar!
- Ena! Tanta felicidade! Pensei que estavas chateada por eu te ter feito esperar - comentou
- Olá Tomás! – dei-lhe um beijinho – Isso não tem importância, não iria ficar chateada – desvalorizei
- Mas tu estás muito feliz, o que é que se passou? – perguntou curioso, desconfiando da minha felicidade
- Nada! Já não posso estar feliz só porque o sol brilha lá fora e por ter o melhor amigo do mundo? – perguntei suspirando
- Não! Já te conheço há muito tempo e sei que não é só isso! E com esse suspiro aposto que mete menino! E deixa-me adivinhar, esse menino é o Sílvio? – perguntou perspicaz. Ele tinha acertado na muche! Ficai, de certo modo, orgulhosa por ele me conhecer tão bem. Amizade verdadeira!
- Nota-se assim tanto? – perguntei sentando-me ao lado dele no sofá
- Um bocadinho, mas como eu te conheço percebi logo – explicou-me – Mas o que se passou?
- Não íamos passear?
- Sim
- Anda, eu conto-te pelo caminho – disse-lhe
Pegamos nas nossas coisas e saímos, estávamos já a caminhar em direção a um parque que havia aqui perto.
- Conta lá o que é que se passou! – pediu-me visivelmente curioso
- Eu e o Sílvio beijamo-nos – fui direta ao assunto
- Que bom! Fico feliz por ti – felicitou-me
- Ficas feliz!? – não percebi o que ele queria dizer com isto
- Sim, eu já tinha reparado que entre ti e o Sílvio existia um clima, digamos assim – começou por explicar – e fiquei muito contente por isso. Há muito tempo que eu não via um rapaz despertar em ti, o que o Sílvio despertou, desde o B… - não disse o nome dele, ele sabia que eu não gostava de falar do meu ex-namorado, ainda mexia um pouco comigo e fazia-me lembrar do que passei – sim, como eu disse há muito tempo. – corrigiu – Sabes tão bem, quanto eu que depois de vocês acabarem, tu não ficaste bem, nunca mais olhaste para nenhum rapaz, nem os deixavas aproximar de ti e com o Sílvio isso não aconteceu. O Sílvio fez com que tu voltasses a abrir o teu coração. Por isso fico muito feliz por ti e pelo Sílvio, tu mereces e o Sílvio é um tipo espetacular! – explicou
- Tens razão desde que eu e o meu ex-namorado acabamos, fechei completamente o meu coração! – Tomás tinha testemunhado isso mesmo e ajudou-me sempre que precisei - Mas agora, com o Sílvio tudo é diferente, só com um sorriso ele abriu o meu coração de novo. O seu sorriso, a sua maneira de ser, a forma como ele me trata, as nossas saídas… - suspirei - Sílvio é sem dúvida muito especial para mim, mas não sei se estou apaixonada por ele!
- E não sabes se estás apaixonada por ele porquê? Ainda pensas no… - interrompi-o
- Não! Não penso nele. Tu sabes que eu gostei muito dele, eu amava-o! Mas acabou, já não sinto nada por ele, já não sinto amor… - contei-lhe. Custava-me imenso falar disto – Mas nunca o esquecerei, ele foi muito importante na minha vida! Mas faz parte do passado… - fiz uma pausa, recuperando das memórias que me surgiam na cabeça – Eu sei que sinto algo pelo Sílvio, mas não sei se já é amor… - confessei ao meu melhor amigo, sentia-me confusa
- Eu acho que tu estás apaixonada por ele! – opinou o meu melhor amigo
- Sinceramente eu não sei! Mas eu sinto as ditas borboletas no estomago, quando estou com Sílvio, sinto-me completa, sinto-me feliz, sinto o meu coração acelerar cada vez que ele se aproxima de mim, sinto uma vontade louca de o abraçar, de o beijar e de ficar com ele o dia todo – confessei com um sorriso na cara – Mas não sei se isto é amor. Tenho medo de me precipitar e as coisas não darem certo e sofrer de novo – contei aterrorizada com a hipótese – Por isso prefiro ver no que isto vai dar, e dar tempo ao tempo, só o tempo me ajudará a perceber o que realmente sinto.
- Acho que mais tarde ou mais cedo vais perceber que estas completamente apaixonada pelo Sílvio!
- Porque é que dizes isso?
- Porque apesar de estares confusa e de perceber os teus medos eu sei e vejo que estás feliz, eu olho para ti e parece que vejo uma nova Didi, um brilhinho nos olhos, um sorrisão nos lábios, uma alegria contagiante – descrevia o mesmo estado de espirito – tu estavas a cantar música brasileira! Tu estás feliz por teres conhecido o Sílvio, por passares tempo com ele, por o teres beijado… e aposto que apesar de confusa voltarias a fazer tudo o que fizeste, voltarias a beijá-lo, não voltarias? – perguntou, mas ele sabia a resposta
- Claro – confirmei
- Então não tenhas medo que vai tudo correi bem! – aconselhou e abraçou-me. Sentia-me tão protegida nos seus braços… Eu adorava o Tomás ele era mais que um amigo, ele era um verdadeiro irmão!
- Mas sabes o Sílvio disse que queria falar comigo… - contei-lhe
- Falar? Vocês não falaram depois do que aconteceu? – perguntou-me
- Digamos que foi um momento um pouco caricato – inevitavelmente sorri ao relembrar-me do acontecido
- Esse sorriso diz tudo! Mas conta lá o que é que aconteceu… - exigiu sorrindo
- Então foi assim: estava eu no jardim e reparei que o Sílvio estava no seu jardim a dar toques na bola, fui ter com ele e ele desafiou-me, começamos na brincadeira e eu acabei por cair na piscina, ele ainda tentou agarrar-me mas em vez disso caímos os dois, pronto e foi dentro da piscina que nos beijamos, depois disso ele disse-me que já me queria beijar há algum tempo e eu disse que não aguentava nem mais um minuto ao lado dele sem poder beijá-lo – lembrava-me perfeitamente – Mas como estávamos todos molhados, eu tinha combinado contigo e ainda tinha que ir tomar banho acabei por ir embora e nem deu tempo de conversarmos, mas só que antes de eu ir ele disse-me que precisávamos de conversar mais tarde – resumi
- Humm e tu tens medo dessa conversa é?
- Não é medo, eu só não sei o que é que eu lhe vou dizer e também não faço a mínima ideia o que é que o Sílvio terá para me dizer – tínhamos acabado de chegar ao parque, sentamo-nos num banco
- Ele vai dizer que está apaixonado por ti! - especulou
- Não sei. Achas mesmo? Eu sou uma mera miúda e ele é um homem a sério, que tem imensas mulheres bonitas atrás dele, ele é lindo, já deve ter tido imensas namoradas e eu não sou propriamente o estereotipo de mulher que os futebolistas gostam!
- Espera! Os futebolistas tem um estereotipo de mulheres?? – perguntou incrédulo e rindo-se da minha declaração
- Sim! Aquelas mulheres altas, loiras, espadaúdas, lindas de morrer, de 90, 60, 90, com grande rabo e peito, que normalmente são modelos… - tentava descrever “a mulher do futebolista”. Tomás ria-se cada vez mais das minhas palavras.
- Tu não existes miúda! Não sabia que tinhas essa ideia das mulheres dos futebolistas. E sabes perfeitamente que nunca podemos generalizar, é verdade que existem mulheres assim, lindas por fora mas completamente ocas por dentro, mas existe outras que não são assim! E nem todos os futebolistas gostam “dessas” mulheres. E olha não me parece que o Sílvio goste desse estereotipo de mulher! Sílvio é mais daqueles que liga mais ao interior duma mulher do que se ele é linda por fora. O que é que te interessa teres um mulher loira e linda, se ela for oca? – perguntou de forma engraçada, fazendo-me rir – Opá a sério, só tu para me vires com estas conversas – riu-se
- Tu não percebes! – acusei-o
- Percebo perfeitamente – contrariou-me – tu és uma miúda linda, que encanta qualquer homem, e eu acho que tu encantas-te o Sílvio, mas não pelos teus olhos lindos, mas sim pelos teus olhos verdadeiros, não pelo teu corpo, mas sim pelos teus atos e maneira de ser, por seres humilde, simpática, divertida, sincera, espontânea, natural, doce, carinhosa, honesta. Queres que continue?
- Não, já percebi! – podia ter percebido, mas isso não me levava a concordar com o Tomás, se bem que ele tinha uma certa razão. Enfim só esclareceria estas minhas dúvidas falando com o Sílvio. Por muito que tivesse receio e não soubesse o que dizer, mais cedo ou mais tarde teria de falar com ele – Bem, paremos lá de falar de mim! E tu? Como é que correu o teu exame? – mudei de assunto.
Continuamos a conversar e a passear pelo parque, já a meio da tarde fomos comer um gelado. Já estava quase a escurecer quando voltamos para casa e jantamos. Agora já me encontrava no meu quarto pronta a dormir. Não tinha falado mais com o Sílvio hoje, ainda nem o o tinha visto depois dos nossos beijos. E confesso que também não o procurei para conversarmos, teríamos tempo… Sim, eu estava a fugir da conversa, mas uma noite de sono nunca fez mal a ninguém para pensar sobre o assunto, pois não? Senti o meu telemóvel a receber uma nova mensagem e fui ver quem era.

De: Sílvio
Para: Diana
Boa noite, minha princesa :)
Para mim as sete maravilhas do mundo são: o teu cheiro, o teu sorriso, os teus olhos, a tua voz, os teus beijos, a tua maneira de ser e tu!
Adoro-te, Didi <3
Amanhã temos que falar, Dorme bem princesa
Beijos

Derreti-me toda a ler a sua mensagem, ele era tão querido. Não lhe respondi, mas prometi a mim mesma que amanhã iria falar com ele. Adormeci a pensar nele e muito provavelmente iria sonhar com ele.

Didi e o Sílvio conversarão mesmo?
O que será dito nessa conversa?

Muito boa noite leitoras! :D
Aqui está a segunda parte do capitulo 12. Como sempre espero que tenham gostado e que deixem as vossas opiniões :)
Beijinhos e aproveitem bem este sol maravilhoso!
Didi Martins

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Capítulo 12 (I) - O tão desejado Beijo

O domingo passou num instante porque infelizmente tempo bem passado é tempo apressado. Hoje, já era segunda-feira e eu tinha acordado com as galinhas para apanhar o Tomás em casa e desejar-lhe boa sorte para o seu exame de hoje. Mas depois voltei para a cama e dormi o resto da manhã!
Acordei já perto da hora do almoço e fui tomar um banho e vestir-me. 
Tinha acordado bem disposta, o meu pé já estava bom, eu já andava normalmente.
Depois do dia de ontem, hoje não iria estar com o Sílvio, com muita pena minha mas tinha combinado passar a tarde com o Tomás. Como o seu exame era só de manhã ele teria a tarde livre para a passar comigo, afinal vim para Madrid por causa dele e ainda mal tínhamos passado algum tempo juntos.
Preferia estar com o sílvio, mas hoje não iria poder satisfazer essa vontade. Mas o que é que eu estou pr’a aqui a dizer, que parvoíce, “preferia estar com o Sílvio” a sério Didi? O Tomás é o teu melhor amigo! Reprovei o meu próprio pensamento! Era como se metade do meu cérebro tivesse a falar com a outra. Metade do meu cérebro dizia uma coisa e a outra metade dizia outra, embora que eu achesse que a metade do cérebro que queria estar com o Sílvio fosse, de certo modo, comandada pelo meu coração!
- Didi tens de parar com isto! – disse falando comigo
Vou dar em doida a falar comigo mesma! Pensei.
Já depois o almoço esperava o Tomás na sala, que tardava em chegar.
Look at the stars, Look how they shine for you, And everything you do, Yeah
O meu telemóvel começa a tocar e eu, rapidamente, atendo-o. Era o Tomás.
- Onde é que andas? Já estou há horas à tua espera! – perguntei ao meu melhor amigo, exagerando um pouco, mas eu odiava esperar
- Aconteceu um imprevisto, vou-me demorar mais ou menos 1 hora – disse visivelmente desanimado
- Ok – respondi-lhe também desanimada – mas foi algo de grave? – um rasgo de preocupação surgiu em mim
- Não, não te preocupes. Bem Didi vou ter que desligar – informou-me
- Adeus – despedi-me dele
Boa, o que é que eu ia fazer agora? Levantei-me a fui até ao jardim, apanhar algum ar fresco. Vi Sílvio, no jardim dele a dar uns toques na bola. Aproximei-me e fiquei a vê-lo a dar toques, sem ele me ver a mim. Até que ele interrompe uma sucessão de vários toques, e eu decido intervir.
- Humm, nada mal…- apreciei sorrindo
- Estavas ai há muito tempo? – chegou ao pé de mim
- Algum… - admiti entrando no seu jardim
- Hoje não ias com o Tomás? - perguntou
- Ia mas ele está atrasado, e como não tinha nada para fazer, acabei por vir até ao jardim e fiquei a ver-te dar toques – contei-lhe
- É, estou a usufruir da minha folga – conta-me sorridente
- Fazes bem!
- O teu pé já está bom, não está? – apenas lhe respondo abanando a cabeça de cima para baixo – Então, faz melhor! – desafia-me passando-me a bola
- Não consigo, não sou nada boa a dar toques, aviso já – informo-lhe, pois comparada com ele, eu a dar toques era uma desgraça autêntica!
- Claro que não consegues, ninguém é melhor que eu! – exibe-se convencido, mas na brincadeira, soltando largos sorrisos a seguir
- Claro! – entro no brincadeira dele
Pego na bola e dou três toques seguidos e quando ia fazer o quarto esta caí no chão! Tento outra vez sob o olhar atento de Sílvio. Dou 34 toques seguidos.
- Nada mau para uma mulher, visto que são umas aselhas com a bola – prova-me
Finjo-me de ofendida e desato a correr atrás de Sílvio. Era uma tarefa complicada, eu estava de saltos o que tornava as coisas muito mais difíceis. Decidi parar e “vingar-me” de outra maneira.
- Fraquinha… - deita-me a língua do lado de fora, continuando com a sua brincadeira
- Não sou nada! - ripostei
Vi a bola parada no meio do jardim, mesmo a poucos metros de mim, e logo surge na minha cabeça uma ideia: atirar a bola contra Sílvio.
Sílvio continuava-se a gabar, mando um pontapé na bola, em jeito, não com muita força e acerto em cheio na cabeça dele.
- E agora quem é a fraquinha? – pergunto-lhe sem conseguir parar de rir – Será que quis dizer: eu sou a campeã
Escreva texto ou o endereço de um Web site ou traduza um documento
traduzido automaticamente pela Google
Alpha
I am the champion! – contei vitória, para o provocar
- Já vais ver!
Desta vez foi ele que começa a correr atrás de mim. Corríamos por todo o jardim. Eu ia com alguma vantagem e ia olhando para trás a ver se o Sílvio já vinha muito perto de mim. Numa dessas vezes que olhei para trás nem reparei que a piscina se encontrava mesmo à minha frente, tenho por isso que inverter o meu caminho, virando-me para trás. Como o Sílvio já estava muito próximo de mim, fico assim num beco sem saída: atrás de mim a piscina, à minha frente o Sílvio. Sílvio apanha-me e desata a fazer-me cócegas. Eu odiava que me fizessem cocegas pois eu tinha imensas.
- Sílvio, pára por favor – imploro-lhe, já com dores de tanto rir
Ele pára para me perguntar:
- Então agora quem é o fraquinho, afinal!?
- Continuas a ser tu – não iria dar parte fraca
- Ehrrr – Sílvio faz o barrulho que se ouve naqueles concursos quando alguém não acerta na pergunta – Resposta errada!
- Não é não!!! O fraquinho és tu! – provoquei-o de novo pondo a língua do lado de fora
Sílvio chega-se mais próximo de mim, com o intuito de continuar a fazer-me cócegas. E eu recuei pequenos passos para que isso não acontecesse, mas eu assento mal o salto do meu sapato, entre o azulejo da piscina e a relva, desequilibro-me e caiu dentro da piscina. Sílvio ainda me tenta agarrar, mas em vez de ficarmos os dois em seco, acabamos por cair na piscina.
Debaixo de água Sílvio agarra-me, pela cintura, e leva-me para a beira da piscina. Quando voltamos à superfície estávamos completamente colados um ao outro. Os nossos rostos estão tão próximos que conseguia sentir o seu hálito e a sua respiração, agora acelerada, a embater nos meus lábios. Sem uma aparente razão lógica, deixei-me levar pelo momento que à muito eu queria mas que a falta de coragem ou mesmo pelo meu cérebro dizer que isso era errado mas o resto do meu corpo, principalmente, o meu coração, queriam e desejavam já à muito aquele momento. Deixei esses pensamentos bem longe e concentrei-me no Sílvio.
A iniciativa parte de Sílvio, que primeiro coloca a sua mão esquerda no meu rosto e em seguida encosta lentamente os seus lábios aos meus. Senti que ele queria uma resposta minha para continuar, portanto uni finalmente as nossas bocas. Assim, as nossas bocas unidas movimentavam-se inconscientemente num beijo muito desejado. Conseguia sentir o seu sabor, um turbilhão de sentimentos surgiam desde um aperto no coração, as ditas borboletas no estômago.
Sílvio era meigo com os seus lábios quentes e doces num beijo apaixonado que começou por ser calmo, carinhoso para passar a electrizante cheio de desejo, de quem há muito ansiava este momento.
Terminamos aquele beijo, pois já estávamos a ficar sem folego. Mas as nossas testas ficaram coladas, assim como os nossos olhares ficaram penetrantes um no outro acompanhados por num silêncio onde a única coisa que se ouvia era as nossas respirações ofegantes.
- Já queria fazer isto há algum tempo… - confessou-me
Sorri com as suas palavras, pois ele tinha tido a mesma vontade que eu. Voltei a beijá-lo. Agora um beijo mais calmo, onde ambos podemos abrandar a chama do desejo que ia nos nossos corações.
- Também eu! Não aguentava mais um minuto ao teu lado sem te poder beijar! – confessei-lhe envergonhada mas era a verdade, era aquilo que eu sentia.

Como irá agora ficar a relação da Didi e do Sílvio depois destes beijos? 
Iram assumir aquilo que sentem um pelo outro?
Boa Noite!
Como prometi aqui está o capitulo, postado bem rapidinho! :D
Espero que tenham gostado do capítulo e que comentem!
Beijinhos
Didi Martins

domingo, 5 de agosto de 2012

Capitulo 11 - Y tú, y tú, y tú, y Solamente Tú

- Olá Mauro! – cumprimentei-o com um sorriso
- Olá Diana, dá-me só dois minutos que já vamos – pediu-me
Esperei por ele e depois fomos para o carro, já no carro conversávamos sobre tudo um pouco e ele ainda não tinha tocado no “assunto” que eu temia.
- Olha Diana – só pelo seu tom de voz percebi que não vinha dali coisa boa
- Diz – autorizei a medo
- Eu queria pedir desculpas por ontem e dizer-te, embora que eu ache que tu já tenhas percebia isso, e que seja reciproco, que o meu irmão gosta de muito de ti!
- O Dino gosta muito de mim? Oh que querido! – brinquei, sabia perfeitamente que ele fala do Sílvio. Mauro apenas se ri – Tou a brincar, não tens que pedir desculpa e é claro que eu também gosto muito do Sílvio, ele é espetacular e muito especial! – confessei
- Acredita que já não via o meu irmão tão feliz, como nestes dias que ele te conheceu, há muito tempo! – contou-me
- Achas que…? – perguntei muito a medo
Mauro queria dizer com isto que o Sílvio estava apaixonado por mim? Isso era impossível! Eu era uma mera miúda…
- Isso tens que falar com o Sílvio! Mas se eu não tivesse aparecido… - deixou no ar
Esta conversa estava no mínimos estranha! Decidi mudar de assunto!
- E tu quando voltas para Lisboa? Não podes passar cá umas férias? – perguntei
- Volto no domingo à noite, eu gostava de passar cá umas férias, mas tenho trabalho…
Continuámos a conversar sobre coisas meramente banais até ao estádio. Tínhamos acabado de chegar e o estádio estava bem composto, cheio de adeptos…
- Hã? Vamos para os camarotes? – perguntei espantada assim que Mauro me disse que íamos ver o jogo nos camarotes
- Claro! Os jogadores têm sempre direito a camarotes para a família - explicou
- Não me tinha lembrado disso!
Seguimos então caminho para os camarotes. Quando lá cheguei reparei que o camote estava dividido em dois grupos, de um lado 2 ou 3 Homens e do outro várias mulheres.
- Diana, aquelas ali são as mulheres dos jogadores – confesso que estava um pouco assustada, era como se sentisse que este não era o meu mundo – Elas não mordem, podes ir lá ter com elas – aconselhou o Mauro rindo, provavelmente de minha expressão facial – Eu vou ali ter com o pessoal – Mauro foi ter com os homens e deixou-me ali “sozinha”
Boa, agora o que é que faço? Não conheço ninguém… Timidamente fui-me sentar timidamente ao pé das meninas.
- Boa tarde! – que estupida Diana, estás em Espanha! – Buenas tardes – corrigi imediatamente
- Hola – disseram em conjunto
- Cê pode falar em português que a gente percebe! – disse muito simpaticamente uma mulher brasileira, de uns 22 anos, muito bonita – Eu sou a Bruna – apresentou-se – Mas se sente aqui com a gente, vai assistir ao jogo não vai? – argumentou
Fiz o que ela me disse e sentei ao pé delas.
- Então, vocês são as mulheres dos jogadores? – perguntei metendo conversa
- Sim. Como eu já disse eu sou a Bruna, mulher do Diego!
- Hola, soy Lorelei, la esposa de Falcão! – apresentou-se a bela Colombiana
- AlphaHola soy Magali, la esposa de Salvio – apresentou-se outra beldade
- El Toto! Que saudades de o ver de o jogar de águia ao peito! Ele é um grande jogador – comentei
-  También le gustaba volver a jugar para el Benfica, y confieso que yo también amaba de Lisboa, las playas, el clima... (Ele também gostava de voltar a jogar pelo Benfica, e confesso que eu também, adorei Lisboa, as praias, o clima…) - contou-me encantada
- Sí, pero la ciudad el OPorto es también muy hermosa, y por supuesto el club de fútbol del OPorto es mejor que el Benfica (Sim, mas a cidade do Porto também é muito bonita, e claro que o futebol clube do porto é melhor que o Benfica) – intreviu Lorelei em tom de brincadeira
- Não há nada como a nossa capital e o Benfca – defende outra mulher – Sou a Carolina esposa do Tiago. E tu? – perguntou-me
- Desculpem, nem me apresentei. Sou a Diana Martins – corrigi o meu lapso
- E és namorada de algum jogador? Deixa-me adivinhar, para seres Portuguesa e teres chegado com o Mauro, és a namorado do Sílvio? – perguntou perspicazmente a Carolina
- Não sou namorada dele, sou apenas uma amiga - esclareci
Continuei, animadamente, à conversa com as meninas. A nossa conversa abrandou o ritmo quando os jogadores entraram em campo para o aquecimento, ai cada mulher olhou para o seu homem. Quer dizer todas, exceto eu, Sílvio não era o meu homem. Mas eu observava-o na mesma, reparei que ele olhava para os camotes à minha procura, como estávamos num estádio pequeno, os camarotes ficavam quase junto ao relvado o que dava perfeita visibilidade aos jogadores para verem quem estava nos camarotes. Acenei-lhe e ele respondeu-me com um sorriso. Acabado o aquecimento os jogadores voltaram ao balneário. Resolvi mandar mensagem ao Sílvio. Não sei se ele a iria ver mas tentei.

De: Diana
Para: Sílvio
Como pudeste ver, cá estou eu, para ver o teu jogo!
Boa sorte! Estarei aqui a torcer por ti :D
Beijos

Breves segundos depois o Sílvio responde-me.

De: Sílvio
Para: Diana
Obrigado, princesa! Espero não te desiludir!
Beijos

O jogo começou e o Atlético acabou por ganhar 3-0, sendo que o Sílvio fez a assistência para o segundo golo. Esperávamos no camarote os rapazes, que estavam a demorar.
- Bem, eles costumam ser sempre assim? – perguntei animadamente às meninasAlpha
- Son peores que nosotros, y después dicen, es que las mujeres que toman horas para arreglar! (Eles são piores que nós, e depois ainda dizem, que as mulheres é que levam horas para se arranjarem!) – disse a Magali
A declaração da Magali fez com que nos ríssemos em conjunto.
- A que se deve tanta alegria? – perguntou o Diego, para depois ir beijar a sua mulher
Um grupo de jogadores tinha acabado de entrar entre eles o Diego, o Sílvio, o Tiago, o Falcão e o Salvio. Cada jogador foi cumprimentar a sua respetiva mulher
- Estábamos comentando que se tome un tiempo para organizarse (estavamos só a comentar que vocês demoram imenso tempo a arranjarem-se) – respondeu a Magali
- Didi desculpa lá a demora mas estes demoraram um tempão a arrangarem o cabelo! . desculpa-se o Sílvio brincando com os colegas
- Se cala seu babaca! Isso ai é mentira! Nós demoramos mais porque ai o Sílvio ficou meia hora de ajeitando e perfumando! – defendeu o Diego. Não pudemos deixar de rir.
- Meu amô, todo o mundo sabe que vocês, sim tu e o Falcão ficam um tempão em frente ao espelho arranjando o cabelo! – Disse a Bruna
-Alpha Bueno, vamos a cenar, Estoy muerto de hambre (Bem vamos jantar que estou a morrer de fome) – intreveu o Falcão
- El Tigre que não tivesse com fome! – brincou o Tiago
O pessoal começou a sair e assim tive mais privacidade para falar com o Sílvio.
- Fizeste um bom jogo. O cruzamento para o segundo golo da equipa foi simplesmente espetacular – felicitei-o
- Obrigado, princesa!
- Puto ela tem razão, já estás pronto para a época começar! – o Mauro concordou comigo
- Já falta pouco, já falta pouco! – verbalizou o Sílvio – Bem vamos jantar?
- Claro! – disse em uníssono eu e o Mauro
Seguimos então caminho até um restaurante, bem sossegado, onde tivemos um jantar bem animado juntamente com alguns elementos do plantel Colchonero. Já depois do jantar seguimos para um bar, mas um grupo mais reduzido, pois alguns decidiam ir para casa.
Já a noite ia longa, agora estava sentada numa mesa com o Sílvio a beber um copo e a conversarmos. Quando começa a tocar a música Solamente Tú de Pablo Alborán, automaticamente um sorriso se forma dos meus lábios. Esta era a nossa, nós quase que podíamos dizer que nos conhecemos ao ouvir aquela música, ao dançar aquela música…
- Princesa anda, temos de ir dançar esta música! – diz puxando-me para o meio da pista
Nem pensei duas vezes, embora que me doesse o pé, esse sofrimento valia a pena pelo Sílvio.
Desta fez não dançamos tão agarradinhos. Sílvio tinha as suas mãos em redor da minha cintura e eu tinha uma mão no seu ombro. Os nossos rostos estavam muito próximos e os nossos olhares penetrantes.


Enquanto isso, o Sílvio mostrava dotes musicais cantando cada palavra da música, ele sabia a letra de cor! :O
- Regálame tu risa, (Dá-me teu riso,)
Enseñame a sonar (Ensina-me a sonhar)
Con solo una caricia (Com apenas um toque)
Me pierdo en este mar (Eu me perco neste mar)
Regálame tu estrella, (Dá-me a tua estrela)
La que ilumina esta noche (A que ilumina esta noite)
Llena de paz y de armonía, (Cheia de paz e harmonia,)
Y te entregaré mi vida (E entregar-te-ei a minha vida)

Haces que mi cielo (Fazes com que o meu céu)
Vuelva a tener ese azul, (Volte a ter esse azul)
Pintas de colores (Pintas de várias cores)
Mis mañanas solo tú (Minhas manhãs, só tu)
Navego entre las olas de tu voz (Mergulho entre as ondas da tua voz)
Y tú, y tú, y tú, y solamente tú (E tu, e tu, e tu e apenas tu)
Haces que mi alma se despierte con tu luz (Fazes com que a minha alma desperte com a tua luz)
Y tú, y tú, y tú. (E tu, e tu, e tu ...)
Cada palavra que ele cantava fazia o meu coração acelerar, ele estava a cantar para mim! Através dos olhos dele podia comprovar que cada palavra que dizia era sentida, verdadeira e sincera. Tudo isto, todo este ambiente, me dava uma vontade louca de o beijar. 
Diana para com isto! Ai Sílvio, mas porquê é tu tens de ser tão perfeito? Pára de cantar por favor, porque se não vejo-me obrigada a espetar-te um beijo. 
Para abrandar este desejo vi-me obrigada a encostar a minha cabeça no seu peito, pelo menos sempre ouvi dizer que olhos que não veem, coração que não sente! Mas não resultou pois ele continuava a cantarolar a letra, mesmo junto ao meu ouvido, em tom de sussurro e afinal, olhos que não veem, ouvidos ouvem e nariz sente! O seu cheiro entranhava-se em mim de uma forma que não conseguia explicar. Ele mexia tanto comigo. “Odiava” esta coisa (talvez se chame amor) de não conseguir controlar o que sentia ou o que queria.
- Y tú, y tú, y tú, y solamente tú (E tu, e tu, e tu e apenas tu)
Hace que mi alma se despierte con tu luz (Fazes com que a minha alma desperte com a tua luz)
Y tú, y tú, y tú.. (E tu, e tu, e tu ...) Finalizou
Estremeci com as suas últimas palavras e reparei que o Sílvio notou, pois soltou um pequeno riso.
- Esta música é especial! – confessou-me em forma de explicação por a ter cantando
- Demais, até! – disse num sussurro
- O quê? – perguntou não percebendo o que eu acabara de dizer
- Estava a perguntar porque é que consideras a música especial – disfarcei
- Porque me faz lembrar de ti, de nós, de quando te conheci… - explicou
Ouvi-lo dizer-me isto deixava-me tão feliz, era tão bom. Expressei isso mesmo um rasgado sorriso.
- A mim também – acabei por lhe confessar
Aquela noite já ia bem longa, por isso decidimos ir para casa, após uma noite recheada de bons momentos, que me fizeram recordar outros. Sem dúvida um dia que valeu a pena, aliás, como qualquer outro dia que passava com o Sílvio!

 Muito boa noite!
Desculpem a demora, mas é agosto, está bom tempo, um sol magnifico, um mar espetacular e só apetece ficar na praia o dia todo e depois chegar a casa e não fazer nada! Mas não pode ser! :(
O próximo capitulo trás uma surpresa! E prometo que vou postá-lo mais rapidamente! :P
Espero que tenham gostado deste capitulo e que comentem pois para mim é sempre importante saber as vossas opiniões :)
Beijinhos
Didi Martins

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Capítulo 10 - E se eu te pedisse um Beijo?

Sílvio
Acordei relativamente cedo, a primeira coisa que fiz foi tomar um banho para depois ir tomar o pequeno-almoço. Tomei o pequeno-almoço tranquilamente sozinho, o Mauro ainda dormia, quando me surge uma ideia. Iria fazer uma pequena surpresa à Didi. Antes de começar a preparar a surpresa liguei ao Tomás para saber se ele me ajudava.
- Bom dia – saudei depois de ter de esperar cinco toques até ele me atender, provavelmente ainda estaria a dormir
- O que é que queres? Sabes que me acordaste? – pergunta-me ensonado
- Era isso mesmo que eu queria…
- Oh pá vai chatear outro! – diz-me rabugento
- Vá eu explico-te! Eu quero fazer uma surpresa à Diana e precisava que estivesses acordado!
- Para quê?
- Para me abrires a porta da tua casa daqui a 15 minutos! Pode ser?
- Acordaste-me só para isso?
- Desculpa, mas eu quero mesmo fazer uma surpresa à Diana!
- Ai o amor, o amor! Mas eu ajudo-te, agora deixa-me dormir mais 15 minutos! Adeus – nem me dá tempo de responder e desliga
Comei a preparar a minha surpresa para a Diana, não era bem uma surpresa era um pequeno miminho acompanhado de um convite para o meu jogo de hoje. Iria fazer-lhe o pequeno-almoço e levá-lo ao seu quarto. Preparei-lhe um sumo de laranja natural, café com leite, um croissant de chocolate e alguma fruta vermelha: morangos, framboesas e amoras. Não sei se ela gostava destas coisas, mas palpitava-me que sim! Pelo menos toda a gente gosta de croissant de chocolate… Pus tudo num tabuleiro e ainda antes de sair fui ao jardim apanhar umas flores e pu-las também no tabuleiro.


Quando cheguei à porta da casa do Tomás ele já se encontrava á minha espera. Ele podia ser resmungão, mas quando se tratava de ajudar algum amigo era logo o primeiro disponibilizar-se, ele é uma grande pessoa, sem dúvida.
- Ui vais levar o pequeno-almoço à princesa? – perguntou-me sorridente
- Claro! A princesa está lesionada e quero fazer-lhe um convite! E falar em convite antes que me esqueça. Queres ir ver o meu jogo-treino hoje à tarde? Depois íamos jantar e dar uma volta… - fiz o mesmo convite que iria fazer à Didi
- Adoraria ir, mas não posso – recusou desanimado - Sabes que tenho exames na próxima semana e já na segunda-feira, por isso vou passar o fim-de-semana a marrar! – explicou o seu motivo
- Que responsável! - brinquei
- Tem que ser! Tenho de me esforçar pra tirar boas notas!
- Eu compreendo, fica para a próxima! Bem agora vou acordar a Didi porque se não o pequeno-almoço fica frio! – o Tomás sorri com as minhas palavras, mas um sorriso diferente de um certo orgulho
- Que sorriso foi esse? – pedi para ele me explicar
- Ela é uma mulher especial e merece um tipo como tu, tal como tu mereces uma mulher tão única como ela. Acho que ficariam perfeitos juntos! – explicou e uma felicidade surgiu em mim pela sinceridade das suas palavras mas também por ele achar, tal como eu, que a Didi era uma mulher especial, única…
- Mas porque é que dizes isso? – não percebia o porquê de ele me achar o homem ideal para a Didi
- Não estavas com pressa? – perguntou-me não querendo responder à minha pergunta
- Estou! Mas pos… - Tomás interrompe-me
- Nós conversamos melhor noutro dia! – teria de esperar até que ele me satisfizesse esta curiosidade – Vai lá ter com a Diana! – ordenou
Fiz o que ele me “mandou” e comecei a subir as escadas, mas não me iria esquecer desta conversa, quando tivesse oportunidade iria falar com o Tomás.
Entretanto já estava à porta do quarto da Diana. Como a Diana ainda deveria estar a dormir, decidi que não seria necessário bater à sua porta. Então abri delicadamente a sua porta segurando o tabuleiro apenas com uma mão. Entrei e as minhas suspeitas confirmaram-se, ela ainda dormia. Aproximei-me dela e pousei o tabuleiro em cima da sua mesa-cabeceira. Antes de a acordar fui abrir a sua persiana e os cortinados, pois estava demasiado escuro no quarto. A Diana estava a dormir em conchinha virada para a janela, mas assim que a claridade entrou no quarto, ela virou-se para o outro lado, continuando a dormir. Aproximei-me, de novo, dela. Ela dormia de uma maneira completamente “rebelde”. Estava completamente despenteada e os lençóis não cobriam as suas pernas, não pude evitar sorrir. 

 
- Princesa, acorda! – tentei desperta-la
Ele mexeu-se ligeiramente a abriu os olhos muito devagarinho. Mas não na totalidade. Olhou-me e eu apenas lhe sorri.
- Ainda devo estar a sonhar! – disse em tom de sussurro mas foi-me audível, voltando a fechar os olhos de novo.
Ainda deve estar a sonhar? Isso quer dizer que ela sonhou comigo? Sorri novamente e larguei um suspiro! Ela sonhava comigo…
Ela era mesmo especial, mesmo a dormir dava-me motivos para sorrir! Se também que eu ache que só de pensar nela eu sorria, mas enfim…
- Didi acorda! – tentei de novo despertá-la, passando suavemente a minha mão na sua cara
Desta fez surtiu efeito. Ainda que lentamente, vejo-a a esfregar os olhos para depois os abrir e um sorriso surgir no seu rosto.
- Bom dia, princesa! – Saudei-a
- Bom dia Sílvio! – retribuiu sentando-se na sua cama e espreguiçando-se – Sílvio? Que fazes aqui? – perguntou-me de uma forma engraçada
- Vim fazer um convite à princesa lesionada mais bonita do mundo e trazer-lhe um pequeno miminho! – explicai-lhe apontado para a sua mesa cabeceira
- O pequeno-almoço? Na cama? – Perguntou muito surpreendida - A princesa lesionada encontrou o homem mais querido e simpático do mundo! – brincou - Não era preciso teres tido tanto trabalho comigo, já me ajudas-te imenso, de certez… - interrompi-a
- Eu acho que essa princesa merece! – entrei na sua brincadeira
Vi as suas maças do rosto rosarem e sorri-lhe.
- Tens de parar de me envergonhar! – adverte-me
- Acho que o seu pedido não vai ser possível! – até porque adorava vê-la corar com as minha palavras
Peguei no tabuleiro e assentei-o nas suas pernas. Em seguida sentei-me na beira da sua cama, virado para ela.
- Chiii – ficou surpreendida - isto não é um pequeno-almoço isto é um banquete! – exclamou – Humm e tem tão bom aspeto!
- Digno de uma princesa!
- Sabes que adoro croissant de chocolat – disse com sotaque francês – Adoro sumo de laranja natural e amoras! Como é que sabias?
- Na verdade não sabia! – contei-lhe a verdade – Arrisquei mas não sei porquê achava que irias gostar…
- E achas-te muito bem! – disse dando a primeira dentada no croissant
- Olha e o teu pé, como está? – preocupei-me
- Já não me dói muito! Olha mas disseste que me vinhas fazer um convite?
- Sim acaba lá de comer que depois digo-te!
Continuámos a conversar alegremente enquanto ela tomava o pequeno-almoço delicioso que lhe preparei, segundo as suas palavras. Assim que acabou, não esperou mais e perguntou qual era o convite que eu tinha para lhe fazer.
- E agora já me podes dizer que convite tens para mim? – perguntou-me tirando o tabuleiro do seu colo, levantando-se e pondo-o na mesa cabeceira
E sim confesso que vê-la de pijama deixava-me no mínimo contente. Ela era linda de qualquer maneira e em qualquer situação!
- Não é bem um convite, é mais um pedido! – corrigi assim que ela ficou frente-a-frente comigo
- Aceito tudo o que me pedires depois deste maravilhoso pequeno-almoço! – proferiu prontamente
- Ai é? - perguntei aproximando-me dela - E então se eu te pedisse um beijo?
Notei que ela tremeu assim que eu disse isto e me aproximei.
- Como eu disse que aceitava tudo, acho que não teria outra solução se não dar-to!
- Ai era? – provoquei-a aproximando ainda mais os nossos rostos
- Era… mas algo me diz que não era isso que me ias pedir! – exprimiu desviando o seu rosto do meu
- Só mesmo por acaso, não era! – infelizmente, pensei – Queria pedir-te que fosses assistir ao meu jogo de hoje – contei-lhe o verdadeiro pedido – Gostava mesmo que fosses assistir…
- Claro que vou! Só tens de me dizer a que horas e onde é? Já é no Vicente Calderón?
- Não, ainda não é o nosso estádio. É no estádio da equipa contra quem vamos jogar, uma equipa da segunda divisão, aqui de Madrid. Às 7 horas – comuniquei-lhe os pormenores
- E quem é que vai mais?
- O meu irmão vai, o Tomás não pode ir, tem de estudar!
- Assim vou só eu e o Mauro?
- Sim, até podes ir com ele. Depois do jogo íamos jantar e dar uma volta. Que achas?
- Acho perfeito! É claro que vou – confirmou contente
- Ainda bem! Agora tenho que ir que ainda antes do almoço temos concentração – informei
- Obrigado por tudo! Tens sido espetacular comigo! – agradeceu e deu-me um demorado beijo na cara
- De nada princesa – despedi-me dela também com um beijo
- Ah Sílvio só uma coisa para a próxima vez que me quiseres acordar, acorda-me primeiro e só depois abre a minha janela. Eu odeio acordar com claridade!
Apenas lhe sorri antes de sair.
Fui para casa fazer a mala e depois dirigi-me para o hotel.


Diana
A sensivelmente meio da tarde fui trocar de roupa. Vesti algo confortável, uns jeans, um corpete, um casaquinho… Um pouco de maquilhagem…
Já pronta, fui despedir-me do Tomás para depois ir ter com o Mauro. Como é que eu ia agora olhar para o Mauro, depois do momento constrangedor de ontem à noite? E se ele tocasse nesse assunto?
Toquei à campainha…

Olá!
Desculpem se o capitulo hoje não for muito do vosso agrado, mas tenho andado mesmo sem inspiração. Mas acho que os próximos capítulos já vão ser melhores... Mesmo assim espero que tenham gostado deste!
Beijinhos
Didi Martins