sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Capítulo 33 - Mudanças


Uma inquitação invadia a minha alma e não me deixva dormir. Por muio que eu fechasse os olhos o cérebro não respondia à minha intenção de adormecer. Sentia a respiração do Sílvio contra o meu pescoço, ele dormia que nem um anjo. Levemente, tirei o braço do meu namorado da minha cintura e levantei-me da cama. Pé ante pé fui atraida até ao portátil do Sílvio, tentando fazer o minimo barulho os meus dedos levaram-me a procurar universidades de economia em Madrid.
- Amor, amor... - a voz do Sílvio assustou-me e só tive tempo de baixar o ecrã do pc - que estás a fazer? - perguntou sonolento
- Nada, vou só beber água, volto já - menti-lhe enquanto sai do quarto, rapidamente fui à cozinha e voltei
- Anda princesa, sinto a tua falta - voltei-me a deitar ao seu lado
- Desculpa, ter-te acordado, mas não estava a conseguir dormir - contei-lhe enquanto me voltava a aninhar ao seu corpo
- Queres carinhos para adormecer? - disse com voz fofinha
- Querooooooo - disse arrastando a voz
Senti os seus lábios na minha cara e a sua mão a acariciar o meu cabelo, pouco tempo bastou até eu adormecer...
Despertei com a pouca claridade que já fazia no quarto. Fiquei a vislumbrar o Sílvio, ele ainda dormia e os raios de sol iluminavam a sua cara, fazendo-o ainda mais lindo.
- Amo-te tanto - sussurei-lhe mesmo sabendo que ele não ouvia
Decidi acordá-lo com miminhos, dei-lhe beijinhos por todo o seu rosto e beijei-lhe bem lentamente os lábios.
- Bom dia, meu principe - falei assim que ele abriu os seus belos olhos esverdeados
- Buenos días, princesita - rebribuiu com um beijo - conseguiste dormir bem?
- Sim, graças a ti! Agora acordei foi com uma fome danada - expressei
- Queres ir já tomar o pequeno-almoço? - perguntou retóricamente - Ainda temos tempo, por isso, por mim ficavamos aqui mais um bocadinho a namorar... - propôs
- Humm o meu amor quer miminhos e muitos beijinhos, é?! - perguntei enquando o meu corpo se deitou em cima do seu
- Parece que sim - os seus lábios não tardaram a encontrar os meus num beijo fugoso, e as suas mãos não tardaram em encontrar a minha cintura e fazer chegar o meu corpo mais para o seu
- Amo-te milhões - sussurrei-lhe, tendo agora a certeza que ele me ouvia
- Eu amo-te infinitos - simplesmente suspirei e deixei que o meu corpo caísse na cama
Sílvio voltou a juntar os nossos corpos, assim como os nossos olhares. Não havia palavras para descrever estes momentos. Suspirei uma última vez e levantei-me.
- A que horas tens de ir para estágio?
- Às 11 horas, amor - informou-me
- Boa - expressei contente - Ainda temos duas horas, o que quer dizer que vou fazer agora a mudança para a tua casa com a tua ajuda - sorri-lhe
- Achas que dá tempo?
- Sim, eu sou uma pessoa arrumada e também não tenho de arrumar tudo direitinho na mala, por isso dá, perfeitamente. Quero tanto mudar-me para cá - expressei entusiasmada
- Também eu quero muito que te mudes - beijou-me
- Vá, anda tomar o pequeno-almoço
- Assim?! - evidenciou que eu ainda estava de pijama e ele de bóxeres
- Sim, porquê? Costumas primeiro tomar banho e só depois tomar o pequeno-almoço?
- Normalmente, sim, só as vezes ao fim-de-semana é que não - contou-me da sua rotina
- A sério amor? Eu ando sempre em pijama até à hora de almoço e só depois tomo banho - agora era a minha vez de lhe explicar a minha rotina - E é bem mais sexy eu poder ver os teus abdominais até à hora de almoço - atirei
- Ai é?!
- É! - sorri-lhe safada
- Então anda tomar o pequeno-almoço com os meus abdominais - Sílvio pega-me ao colo tipo saco de batatas
- Ohhh amor, eu podia ir perfeitamente pelo meu pé - barafustei
- Era só para eu ter oportunidade de te poder agarrar pela cintura e pelo teu jeitoso rabo - respondeu-me no mesmo tom de safado, eu simplesmente lhe dou uma palmada no rabo, ao qual o Sílvio se ri.
Acabámos por comer no nosso clima de 50% picanço e 50% mel. A seguir o Sílvio seguiu a sua routina e foi tomar banho, enquanto eu, apenas vesti um casaco e fui até à casa do Tomás fazer a minha mala. Eu tinha trazido duas malas para madrid, uma grande e um pequeno nécessaire. Para a casa do Sílvio apenas iria levar a mala grande, ou seja, era apenas a minha roupa, uma vez que iria precisar do nécessaire para a viagem a Portugal. Enquanto, ainda toda os meus amigos dormiam, passei toda a roupa do meu armário para a mala e voltei à minha nova casa.
- Podes tratar de arranjar espaço no teu armário - brinquei - Ah e na mesa de cabeçeira também!
- Muito exigente a menina - respondeu no mesmo tom - Queres uma gaveta?
- Tanto faz, se te der mais jeito partilhar a mesma gaveta, pode ser - sorri-lhe
Passámos o tempo que faltava até às 11 da manhã a arrumar as minhas coisas, conseguimos arrumar tudo, apesar da quantidade de pausas que fizemos para namorar ou porque o Sílvio se lembrava de embirrar com a minha roupa. Despedi-me dele e fui tomar o meu banho. Para depois me vestir.

Em seguida, fui até à casa do Tomás, onde o pessoal já tinha acordado. Fui até ao meu quarto acabar de preparar as coisas para a viagem, contei com a ajuda das meninas, que acabaram por quer saber cusquices.
- Mas oh Didi, conta lá como é que é o Sílvio na cama? - perguntou a Barbara a rir-se às gargalhadas depois de já me ter perguntado 1001 coisas sobre mim e o Sílvio
- Hummm dorme! - respondi numa clara alusão ao sono que ele tinha
- Chii vais dizer que não lhe consegues dar pica suficiente para ele se manter acordado? Andas a falhar... - nem eu resisiti e desmachei-me a rir
- Não, Bá! Eu e o Sílvio ainda não fizemos amor, temos tempo.... - acabei por lhe revelar
- Ohh que pena, adorava saber como são os jogadores de futebol na cama, dizem que são grandes máquinas! - continuava a disparatar
- Ohh Bá, cala-te, já chega - interviu a Rita - Didi, tu não amas o Sílvio?
- Sabes bem que sim...
- Então porquê esperar? De que tens medo? - a Rita conhecia-me bem demais
- Não tenho medo de nada, simplesmente acho que não faz mal ir com calma, pelo menos uma vez na vida - disse
- Não tens medo que ele se canse de esperar? Afinal ele é um homem e os homens não aguentam muito tempo sem sexo, verdade seja dita... - expressou novamente a Rita
- Ai não sei, eu sei que os homens tem essa necessidade e eu vejo o desejo no seu olhar, mas confio o suficiente para saber que ele vai esperar até quando eu quiser - declarei calmamente
- Esperemos que sim - falou a Bá
- Mas oh parva, conta-me lá tu as tuas aventuras que o verão esta a acabar e algo me diz que tens muito para contar - expressei bem animada, esperando as hilariantes histórias que a Barbara me iria contar, ou não fosse ele uma autêntica personagem
Mais hora, menos hora, mais conversa, menos conversa, mais brincadeira, menos brincadeira, tinhamos passado a tarde e já estava mais do que na altura de ir até ao estádio ver o jogo do Sílvio.
O Atlético de Madrid jogava hoje contra o Valência. Não tardou em que o jogo começa-se.
 
 
 
O meu amor fez mais uma boa exibição, cada vez tinha mais orgulho nele. Esperavamos na garagem juntamente com algumas mulheres dos jogadores. Um grupo de vozes fez-se ouvir, uma mistura de Português, com Brasileiro e Espanhol. Era o Sílvio, o Tiago, o Diego, o Filipe Luis, o Falcão, o Salvio e Mario Suarez.
- Ai meu deus, olhem-me só para o Diego, que pedaço! - comentou a Barbara - E o Falcão? Ai vai-me dar uma coisinha má - respirava aceleradamente
- Bá, acalma as hormonas que eles são comprometidos e as mulheres deles estão mesmo aqui ao nosso lado - ri-me
- A sério? Achas que elas ouviram?
- Deixe lá moça, nós já estavamos habituadas - respondeu calmamente a Carolina, mulher do Diego
- Ai, peço desculpa na mesma - a Bá estava super envergonha, já nós não
- Didi, achas que podemos tirar fotos com os jogadores? - perguntou o Paulo
- Acho que sim, fala com o Sílvio - os rapazes foram até ao encontro dos jogadores
- Sílvocas, achas que podemos tirar uma foto com o Tiago e com o Falcão? - pediu o Tomás
- Acho que sim, mas eu se fosse a ti tirava a foto só com o Tiago, porque ele sim sabe o que é bom e vestiu a camisola do glorioso, agora aquele Falcão, tem cá um mau gosto - brincou o Sílvio
- Mal gusto que ganó y no era un poco - atirou o Falcão, numa alusão às vitórias do grande rival do Benfica
- Com ajudinhas - deixou escapar o Tiago
- Enfim, a eterna discussão - disse o Sílvio - Tirem mas é a foto...
Os rapazes lá conseguiram tirar as fotos, como ainda conseguiram ir jantar com eles, acabámos por ir todos, tantos os meus amigos, como quase todos os jogadores e as respetivas mulheres ou namoradas. Não estivemos muito tempo a conviver, uma vez que tinhamos avião às 23h. Foi jantar, despedir do pessoal, ir a casa buscar as malas e ir direitinhos ao aeroporto.
Última chamada para o voo com destino a Lisboa. Apenas restava eu, o Silvio e o Tomás, que se encontrava um pouco mais distante de nós, todos os meus amigos já tinham entrado no avião. Eu tentava estar todos os segundinhos restantes com o Sílvio.
- Amor, tens de ir... - Sílvio arratou a voz - Vá princesa, não vais lá estar tempo nenhum, isto não é nenhuma despedida, é um até já - beijou-me
- Sabes que te amo muito, não sabes? - apoiei as minha pequenas mãos nos seu ombros
- Sei! - Beijou-me - Eu também de amo infinitos!
- Amor, nada de te esqueceres de mim, quero que me mandes mensagens e me ligues, sim?
- Ahh isso sou eu que te tenho de dizer! Vá tens mesmo de ir... - ja estava mesmo a ficar em cima da hora
- Adeus! - Beijei-o uma última vez e virei costas rapidamente para não ter a tentação de voltar atrás e beijá-lo e beijá-lo e beijá-lo e ainda beijá-lo mais. Só de pensar que daqui a uns tempos irria novamente ver a bela cidade de madrid pelo virdo do avião e ai não saberia quando regressava, dava-me calafrios. Uma lágrima caprichosa rolou pelo meu rosto como um miúdo rola duna a baixo. Só tive tempo de a enxugar e afastar estes pensamentos da minha cabeça, afastar esta dor do meu coração.

Aterrámos em Portugal por volta das 23h, hora portuguesa. Os meus pais fizeram-me uma surpresa e esperavam-me no aeroporto. Corri para os seus braços. Voltar a sentir o conforto, o carinho e o amor dos seus braços preenchia-me o coração. Não há nada como o amor de pai e mãe.
- Estava a morrer de saudades vossas! - expressei com as lágrimas a evidenciar a minha saudade
- Também nós filha, também nós... - deixou escapar o meu pai. Por mais anos que passassem eu acho que eu seria sempre menina do papá
- Parabéns atrasados filhota! - disse a minha mãe
- Obrigada, mãe!
-Já estás uma mulher... - obvervou a minha mãe
- Uma mulher linda... - acrescentou o meu pai
- Quero ir para casa, vamos?
Nem foi preciso os meus pais responderem, apenas seguimos caminho para o carro. Alguns familiares dos meus amigos também os tinham vindo buscar ao aéroporto, apenas me restou a Laura, mas como era obvio a minha Laurinha iria à boleia comigo, uma vez que iamos para o mesmo sitio.
Passámos todo o caminho de Lisboa a Santa Cruz a contar aos meus pais como foi o fim-de-semana em Madrid, como foi a minha festa, as surpresas que eles me prepararam, como era a vida em Madrid... mas ainda nem se quer tinha referido o nome do Sílvio, preferia fazê-lo noutra ocasião com mais tempo e mais circunstância.
Chegámos a Santa Cruz estafados, despedi-me da Laura e entrei em casa.
Sabem aquele cheiro que só a nossa casa tem? Aquele cheiro inesplicável, o cheiro da nossa vida, o cheiro que nos trás memórias da infância, o cheiro que por mais anos que passe e coisas que aconteçam, nunca mudará e irei reconhecer sempre. Estava em casa, na minha casa, não havia melhor lugar para se estar, a minha casa era o meu porto abrigo. As minha últimas forças deste dia foram gastas numa corrida até ao meu quarto. Estava tudo igual. Respirei fundo e sentei-me na minha cama. Em breve tudo isto iria mudar, se tudo corresse bem, iria ter três casas. Esta, o reconforto de toda a minha vida, a casa do Sílvio, que já começava a ser a minha segunda casa, a casa dos meus sonhos na companhia do homem dos meus sonhos e o apartamento em Lisboa, que ainda era incógnita na minha vida. Ainda se avizinhavam mais mudanças na minha vida.

 
Boa noite leitoras :)
Aqui está o meu presente de Natal atrasado, como forma de recompensa, se tiver no mínimo 5 comentários publico o capítulo 34 ainda hoje ou amanhã. Quero recompensar-vos pela minha demora. Espero que gostem e comentem!
Antes de ir, queria só dedicar este capitulo à Filipa Gonçalves por todo o apoio e disponibilidade, és incansável! MUITO OBRIGADA!
Beijinhos
Didi Martins

7 comentários:

  1. Sou uma leitora nova, já li a tua história toda e adorei imenso!

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  2. Adorei este capítulo, estou completamente ansiosa pelo próximo! Publica rápida!

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  3. Olá :D
    Adorei como sempre!
    E ja so falta mais um comentario para voltares a postar :b
    Fico a espera!
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  4. Aiiii Jesus!
    Primeiro de tudo, publica que com o meu já vão 5 comentários que pedis-te :b
    Segundo, não há nada mais lindo do que amor, seja ele qual for, o do Sílvio, o dos pais dela, o dos amigos delas, opá este cap está recheado de amor amor & mais amor!
    Terceiro, É inexplicável descrever como me sinto a ler os teus caps, dá-me sempre vontade de chorar, porque é tão bem demonstrado o sentimento que fico mesmo sem reacçao, és linda tu, e obrigada por esta preciosidade!
    Quarto, junta-os rapidinho porque eles assim no me gusta nada :c
    Quinto, e ultimo ahah, não agradeças nada, és maravilhosa e quero-te bem, sempre!

    Fico à espera do próximo hoje ou amanhã si guapa?!

    Besos, gosto muito de ti <3

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  5. Ohhh vocês são magnificas <3
    Margarida Santos, muito obrigada, é muito bom saber que tenho leitoras novas!
    Consegui ter 5 comentários em 3 horas, se soubesse que era assim tão rápido tinha pedido 10 ahahah
    Mas quem ainda não comentou, não se iniba :)
    Vou tratar do capitulo.
    Beijinhos

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  6. Olaaaa


    Adoreiiiii *_* Dá lá corda aos dedinhos porque quero o proximo :)


    Beijinhos


    Catarina

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